segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
ESCATOLOGIAS MATERNAS (pero sin perder la ternura)
domingo, 9 de outubro de 2011
BEBÊ ZEN



quinta-feira, 30 de junho de 2011
APRENDENDO A SER IRMÃO MAIS VELHO
Eu também sou a irmã mais velha, filho, das suas duas tias queridas, mas só agora, vendo seu processo, é que compreendi que tranformar-se em irmão mais velho exige todo um aprendizado, leva tempo, tem momentos muito alegres, mas pode também ser um tanto doloridinho... E está sendo tão bonito acompanhar os seus primeiros passos nesse caminho, filho!
Mas com o Nuno, de modo geral, tem prevalecido seu carinho, sua vontade de vê-lo, de pegá-lo, de beijá-lo, de apertá-lo (por vezes até demais, temos sempre que ficar de olho!), de conversar com ele, de estar junto dele. Vira e mexe você fala: "eu amo meu irmao", "nuninho, eu te adoro", "eu tô tao feliz de ter um irmao!", "eu fiquei muito feliz que o nuno nasceu", e fica eufórico quando pode pegá-lo no colo.
Nós temos tentado garantir seu espaço, nossos momentos só com você, nossos tempos de brincadeiras, de histórias, de passeios, mas, inevitavelmente, está tudo bem diferente de como era há até um mês e meio atrás, e você sabe disso, você sente isso, nós sentimos também. E se isso pode ser sentido como uma perda, outros ganhos já se deram e muitos ainda estão por vir, pode ter certeza. Vai ter ciúme, vai ter briga, ô se vai. Mas ter um irmão é bom demais, você vai ver. Só que isso já é assunto pra outra carta.
Beijo grande,
segunda-feira, 27 de junho de 2011
1 MÊS DE NUNO! (DA SÉRIE: NOSSA NOVA REALIDADE)
domingo, 20 de fevereiro de 2011
HISTORINHAS PRA MÃE DORMIR... MENOS NOIADA
domingo, 30 de janeiro de 2011
DESFRALDE DO CAIO (direto do túnel do tempo)
Tudo muito bom, tudo muito bem, desfralde gradativo funcionando (sou adepta dos processos "gradativos", como foi também o desmame) mas aí tivemos mudança de casa e nova mudança de escola no início de abril (quando consegui a vaga na escolinha da universidade): e o desfralde no meio disso tudo?
sábado, 20 de novembro de 2010
TRAVESSURA E POESIA NO COTIDIANO
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
DESMAMAMOS
Agora posso dizer que sim, desmamamos, eu e Caio, Caio e eu. No próximo domingo completamos um mês sem mamar, UAU. Já vínhamos nesse movimento há algum tempo, tanto de minha parte, quanto da dele, mas sem regras, sem papos-cabeças, sem marcos definitivos, sem pontos finais. Outras coisas foram ficando mais interessantes que algumas mamadas, para ele. Para mim, em alguns momentos já não me agradava mais dar de mamar. Fomos encontrando nosso novo ritmo, com alguns tropeços, mas sempre tentando respeitar a vontade de ambos. Em alguns dias, isso foi tranquilo para os dois. Em outros, eu ou ele sentíamos mais as mudanças, reclamávamos um pouquinho, mas nos acostumávamos ao novo ritmo. Por várias vezes chorei quando ele não pediu pra mamar. Em outras, fui eu quem não quis dar, por não estar com paciência, ou com vontade, e o bichinho não se conformava. Seria mentira dizer que foi tudo um mar de rosas, ele e eu deixando de ter vontade ao mesmo tempo, na mesma sintonia. Tivemos nossos altos e baixos, e aprendemos juntos com isso, tenho certeza. Achei que a mamada noturna fosse ser a última a desaparecer, mas não, a da manhã era a mais curtida por nós dois, e foi a que ficou. Era nosso momentinho de ficar juntinhos na cama, espichar o sono um pouco mais, mandar o papai pro outro quarto... E essa foi ficando, ficando, ficando... até o pequeno começar a acordar mais agitado, querendo brincar. Ou acordar faminto, e querer logo bater um cafezão da manhã mais sólido que o mamá. Aí, passava alguns dias sem lembrar do mamá, até que, numa noitezinha mais carente, pedia pra mamar antes de dormir. Ou então, no meio de uma tarde folgada de férias, se pendurava gostoso no mamá para fazer uma soneca. Eu achava isso o maior barato, “ele não desencana mesmo do mamá”, e matava minha curiosidade perguntando pra ele: “tá gostoso o mamá filho? Tem leitinho ainda?” E ele me olhava maroto, com olhinhos de puro prazer, e falava “tá dotoso, mamãe, o seu leitinho” e me mostrava o leite saindo do bico, como quem diz, “que pergunta é essa, mãe, claro que tem leite aqui!”. Em alguns momentos tive minhas crises de mãe-sem-rotina: “ai, será que não devo tirar de uma vez?” “Será que não estou confundindo o menino, deixando ele mamar quando quer, em horários variados?” Em outros, a inquisição alheia quase me afetava (embora ela tenha rareado muuuito quando, por um lado, as pessoas próximas perceberam que não poderiam interferir nesse nosso processo, e, por outro, as mamadas foram se tornando momentos cada vez mais íntimos, cada vez menos visíveis aos olhos externos): “Nossa, é só você chegar que ele fica tão manhoso, é porque você ainda tá dando de mamar, né?” “Credo, que grude que ele está em você hoje, você deu mamá, foi isso?” Mesmo o papai já estava, há um bom tempo, em franca campanha pelo desmame (ele até havia meio que colocado um prazo “aceitável” até os 2 anos...). Mas – ainda bem – a boa e velha intuição e o gosto pela coisa me fizeram levar a amamentação no nosso tempo, mantendo minha crença no desmame como um processo. E assim foi. Desde o fim do ano passado, começamos a passar alguns momentos separados, e eu sempre achava que eles iriam ser um ponto final brusco na nossa amamentação. Isso me angustiava a cada separação. Mas não foi assim que aconteceu, tanto por ele – que sempre que me via novamente pedia para mamar, às vezes instantaneamente, às vezes depois de horas ou até dias –, quanto por mim – que defini que só deixaria de dar de mamar quando ele parasse de pedir e, portanto, sempre que ele pedia, eu dava. E assim foi até um mês atrás, quando, depois de um bom período sem mamar, Caio ficou doentinho e voltou a mamar como há muito tempo não fazia, de duas a três vezes por dia. Mas, tão logo melhorou, simplesmente desencanou do dito cujo, e nunca mais pediu. Simples assim. Como eu queria que fosse. Não que a fixação dele pelo mamá tenha diminuído, mas mudou de forma. Ele adora me ver de peito de fora, vem logo pedindo para “bincá com o mamá” ou para “dá bejinho no mamazinho da mamãe”. Ou então, nos momentos em que anteriormente ele pediria mamá, ele vem pro meu colo e se aninha entre meus peitos, aconchegado, chegando muitas vezes a dormir assim, encaixadinho. Delícia pura, uma nova fase na nossa relação, tão gostosa quanto era a da amamentação. Uma fase que, de certa forma, eu esperava muito, sempre tive muita vontade de saber como seria nosa relação sem a “mediação” do mamá, pois nosso processo de amamentação sempre foi muito intenso, nós dois curtimos demais, então não havia mamãe sem mamá. E hoje há, e está sendo muito muito muito bom também. O fim de um ciclo, um encerramento à altura para uma história de amamamentação que, por muitos e muitos fatores (e graças a muitas e muitas pessoas) foi um sucesso, em todos os sentidos. E que merecia esse relatinho meio dramalhusco, pra fazer juz à intensidade com que foi vivenciado. E viva o mamá!! E viva a mamãe"!!
PS. Continuo sem internet em casa......................... snif.................mas espero estar de volta em breve.........
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
PEQUENO TIRADOR
Mas vamos ao que interessa: o Caio, claro. Tanta coisa em tão pouco tempo, queria ter conseguido registrar tudo aqui. O moleque tá figura. Desde que engoliu a pílula falante, o pequeno tá se achando. Tira com todo mundo.
Primeiro foi com meu pai. Os dois no jardim da casa dos meus pais. Vovô resolve fazer graça:
- Caio, olha o piu-piu!
- Pobinha (pombinha), vovô! (com cara de bravo, corrigindo meu pai)
Vovô fica passado.
No outro dia, o vovô começa a cantar a música preferida do momento para o netinho, que solta essa:
- Ah, não, vovô! Vovô não sabe!
Close no vovô com cara de tacho.
Eu sou o alvo preferido. Esses dias ele ficou meio doentinho e praticamente parou de comer almoço e janta. A mamãe tentando manter a calma e a paciência, tentando de tudo pra ele comer pelo menos um pouquinho.
- Quer isso, quer aquilo, quer aquilo outro?
E ele, com cara de "pára de me encher o saco, mãe", me manda essa:
- Taio (Caio) não té (quer) nada, mamãe. Não té nada.
E ponto.
Agora ele deu pra querer ser independente (nos momentos em que resolve desgrudar de mim... rá!). Eu estimulo: Caio já sabe fazer tal coisa sozinho! ou Agora o Caio vai aprender a fazer tal coisa sozinho! E assim vamos. Daí que resolvi ensinar o danado a descer da cadeirinha do carro sozinho (mais ou menos, viu, gente, aquele sozinho pra ele se achar, mesmo). Ele adorou, e vira e mexe quer descer sozinho (umas mil vezes seguida, vocês sabem como é, né?). E eu sempre fico naquela de querer ajudar, mas hoje levei ferro:
- Tai (sai) mamãe, não axuta (ajuda)! Télo (quero) sozinho.
Posso com isso???
E, pra finalizar, a tirada-mór, e nem precisou de palavras: logo de manhã, eu, cansadona, tomando meu café ainda de pijama. Lá vem ele, todo alegrinho, como se viesse me fazer um carinho (ele anda muuuuito carinhoso, delícia total). Vem com a mãozinha em direção a mim, e... "aaaaaaaaaaaai, filho!!!!". Apertou com gosto uma camada adiposa mais saliente daquilo que um dia foi sua primeira casa, e riu com a cara mais malandra que conseguiu fazer, como se dissesse: "mamãe, olha isso, coisa feia, vai se cuidar." M-O-R-R-I. Só não fui direto pra academia porque estou muito sem grana, mas o apertão pegou fundo. Eu tô lascada com esse menininho tirador.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
AS BIRRAS E OS AVESTRUZES
Imagem retirada daqui.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
SOBREVIVENDO À SEPARAÇÃO E AO EGO MATERNO
Mas no fim deu tudo super certo. Algumas de vocês acompanharam os mini-relatos do papai sobre os dois primeiros dias nos comments do post anterior, e por ali deu pra sacar que a separação fluiu tranquila do lado de lá... E do lado de cá??? Não sei bem dizer, acho que estou processando ainda... Rá! Mas vamos a algumas elaborações despretensiosas:
Eu jurava que o Caio ia abrir um berreiro incontrolável quando percebesse, na primeira noite, que a mamãe (o mamá) não estava em casa. Tá. Se teve alguém que caiu em choro incontrolável já na saída para a viagem, esse alguém foi a mamãe que vos fala (tudo bem que HOUVE motivos complementares além da "angústia da separação"... mas são de fóro mais íntimo do que me permito revelar neste blog, hoho, vocês vão ficar curiosos...). O Caio até deu uma choradinha quando nos despedimos, mas logo a criatividade da vovó transformou lágrimas em risadas e diversão. E, na primeira noite, quando acordou chorando e esfomeado (já que não teve mamá - peito - e ele não quis o tetê - copinho com leite - antes de dormir), e, novamente, não quis o tetê, a vovó tentou primeiro um mingau, e, sendo este veementemente recusado, ela apelou para um golpe baixo (e infalível): "quer um danoninho, então, Caio?". Para o meu desgosto (ou deveria ser alegria??), ele comeu o danoninho, deitou na cama e dormiu feito um anjinho até às 7 da manhã do dia seguinte. Enquanto isso, eu, a cada telefonema de manhã e de noite para saber das notícias, não resistia a dar uma choradinha...
Outro ponto que eu tinha medo era de "traumatizar" o pequeno com minha ausência, tamanha era a minha certeza que ele não ia aguentar 3 dias e 3 noites longe da mamãe (e do mamá). Quá. Todos os dias, duas vezes por dia, minha mãe era obrigada a me responder (ainda bem que ela é mãe também, né, senão ia me mandar praquela parte...): "ele tá super bem filha. Tá brincando bastante, tá comendo super bem, tá dormindo fácil. Tá tudo ótimo aqui." E eu meio que duvidava - "ela deve estar falando isso só para me tranquilizar", teimava meu ego materno insuportável - e insistia: "mas ele tá alegre? não tá chorando? e na escolinha, tá ficando bem?". E a vovó respondia tudo de novo, naquela paciência que só as mães têm... O fato é que ele ficou muito bem MESMO: obviamente, em alguns momentos ele lembrava de mim (e isso não é o ego dizendo, não, a vovó e o papai que falaram, viu!), me chamava, resmungava um pouquinho (principalmente antes de dormir ou se acordava de madrugada), mas bastava vovó ou papai explicarem que a mamãe estava viajando, mas ia voltar logo, que ele respondia "tá bom", virava pro lado e dormia. Devo dizer que achei isso bárbaro (de verdade), porque sou daquelas mães que acreditam que criança entende tudo, e que dá pra conversar e explicar coisas até mesmo para um bebezinho de colo (já falei sobre isso várias vezes aqui no blog, como nesse post sobre quando o Caio começou a andar). Eu conversei muuuuuuuito com o Caio antes de ir, explicando que ia viajar, porque essa viagem era importante para mim, que ele ia ficar com o papai e a vovó e que logo a mamãe estaria de volta, e eles também fizeram muito isso enquanto eu estava fora. E parece que funcionou.
Me disseram que era para eu aproveitar a viagem, que eu ia me sentir tão "livre", "voltar a ser eu mesma" e coisas do tipo... Pensei: bom, acho que depois que eu estiver lá, a coisa não tiver mais volta, vou relaxar e curtir (lembrando que eu estava indo a um CONGRESSO, e não a uma colônia de férias...). Não rolou. Fiquei o tempo todo com a estranha sensação de estar "faltando algo" (lembrem-se que eu ainda amamento, que meu peito, mesmo murchinho, ainda bota inveja em muita mimosa, e que, portanto, ele me lembrava duas vezes ao dia que era hora do Caio estar mamando e que eu devia me recolher ao toalete para fazer a ordenha... muuuuu...). Fiquei meio passadinha mesmo, não podia ver uma criancinha na frente que parecia tia babona. Além disso, minha vontade era aproveitar todo tempo possível para dormir tranquila, simples assim. Some-se a isso tudo, um certo 'cdfismo' de achar que já que tinha ido sem ele, eu precisava fazer valer a participação no congresso: dá-lhe grupos de trabalho, mesas redondas, fóruns... (e olha que não acompanhei todo o congresso, viu!). Nesse ponto foi ótimo, estava com vontade de voltar à ativa na produção acadêmica. Mas, para não ficar parecendo uma boboca aos olhos do filhote quando ele for adolescente, ler esse post, e falar "ai mãe, como você era careta!", dou o braço a pau ma tória (quem não viu o ótimo post da Flá de hoje, corre lá para dar gargalhadas!!): tomei váááárias cervejinhas, e até me animei a ir no "baile da bibliografia" e ver os mais renomados cientistas sociais do país dançando ao som de "você não vale nada mas eu gosto de você". Ok. Mas a melhor parte foi voltar a pé, sozinha, com uma latinha na mão (relembrando meus velhos tempos de vida universitária) e apagar a luz do quarto antes da 1 da manhã, feliz da vida que no dia seguinte iria reencontrar meu pitoquinho.
Isso foi o maior furo da história: não sei como eu pude imaginar que corria o risco do Caio desmamar com a viagem. Apesar dele ter ficado super bem sem o mamá, lembrado poucas vezes e dormido tranquilamente com historinhas da vovó e do papai, esses três dias não foram suficientes para ele descurtir o dito cujo. Eu vim a viagem de volta toda me preparando psicologicamente, me convencendo que não ofereceria o mamá se ele não pedisse, mas não teve outra: nem dez minutos depois da minha chegada, ele já foi metendo a mão na minha blusa e dizendo com o sorriso mais contente do mundo no rosto: "mamá, té mamá!". E eu dei, claro, feliz da vida. Acontece que o bichinho agora deu pra compensar os dias que fiquei fora, e tá num grude com esse mamá que nem eu tô aguentando... esse é mamífero MESMO, não dá pra negar. Se depender dele, o desmame vai ser só quando entrar na faculdade... (piadinha velha essa, hein!).
Gracinhas à parte, foi tudo bem mais tranquilo do que me aterrorizava minha ansiedade de mãe durante meses antes da viagem. Foi super importante pra mim ter ido, foi bacana pro papai e pro Caio terem essa experiência de uns dias sem o controle da mamãe por perto, o saldo final foi positivo: estávamos mesmo prontos para esse acontecimento, acho que só por isso deu tão certo.
Para falar a verdade, acho que essa viagem me proporcionou o segundo momento mais emocionante da minha vida (depois do nascimento do Caio): reencontrar o pequeno depois dessa primeira separação foi sensacional. Assim que cheguei em casa desandei a chorar feito boba, ele começou a gargalhar de felicidade, ficamos nos abraçando, nos cheirando, nos enroscando, nos beijando, até ele pedir o mamá. Foi bom demais (mesmo porque eu estava crente que ele ia me ignorar quando eu voltasse, já que vira e mexe quando passo mais tempo longe durante o dia ele faz isso). E, sabe do que mais? Nossa relação mudou completamente depois dessa viagem. Pode parecer piegas, mas é a real: estamos muito mais ligados, para além do mamá, que era uma coisa que eu ansiava há tempos e achava que só rolaria quando ele desmasse. Tá uma delícia: ele tá numa fase ótima, super companheirinho, super interativo, curtimos horrores o feriado... enfim, estamos no maior love love love.
O que mais posso dizer... não valeu a pena tanta angústia, podia ter sido tudo bem mais leve, mas o que fazer se sou dramática? Maridão que me aguente (e vocês que lêem esse bloguinho também)!!
[utilidade pública: foi ótimo ler, semanas antes da minha viagem, esse bem humorado post da Roberta, do Piscar de Olhos, sobre sua primeira separação do filhote também por conta de uma viagem profissional; e foi aliviador ler esse post da Mari assim que voltei de viagem, para sacar como vamos aprendendo a curtir também os momentos sem os pequenos... Dois posts divertidos e inspiradores, valem muito a leitura.]
[E, nunca é demais repetir, um super obrigada meu, do papai e do Caio à super vovó, que ela merece!!!]
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
IDENTIDADE
Há algum tempo, ele já vinha passado o dia todo nos diferenciando - mamãiiii, papaiiii, bobó, bobô, titiiia, titiiio -, mesmo que não estejam todos por aqui, como que para exercitar. Depois, começou a falar um por um (em bebenês, mas tá valendo) os nomes dos amiguinhos do Jatobá. E agora, quando perguntamos sobre o nome dele, diz, bonitinho: "Taiôôô!" Ainda não fala espontaneamente, como todos os outros nomes, mas está aprendendo. E nosso cordão vai se rompendo cada vez mais, no tempo dele.
Então, pra ninguém achar que tô inventando (mãe tem dessas, né!), filmei uma das primeiras vezes que ele falou o próprio nome por livre e espontânea pressão (rá!), registrando para a posteridade esse momento tão importante na vida do meu pequeno... Babem:
terça-feira, 15 de setembro de 2009
FASE DA INÉRCIA
E para finalizar, o poeminha da Ruth, típico da relação pais e filhos em todas as idades!
Eu disse: - Sim!
Você disse: - Não!
Eu disse: - Pé!
Você disse: - Mão!
Eu disse: - Biscoito!
Você disse: - Pão!
Eu disse: - José!
Você disse: - João!
Eu disse: - Sim!
Você disse: - Não!
Eu acho bom
Você acha ruim
Eu acho bonito
Você acha "o fim"...
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
CRIANÇAS E TV: QUAL O LIMITE?
Sábado passado, pela primeira vez, Caio pediu pra assistir TV: ficou apontando para o aparelho, falando qualquer coisa que eu não entendia direito (acho que ele falava "cacó", querendo dizer "cocoricó") e eu perguntei: você quer assistir filho? E ele: "té assiti". Hã!?!?!?!?!?!?
Recobrada do espanto (afinal, ele não juntava palavras nem pedia para assistir TV até outro dia...), liguei na Cultura, estava passando um desenho bonitinho, de uma família de insetos (não sei o nome, ainda não adentrei completamente o mundo televisivo infantil...) e, pela primeira vez ele assistiu mesmo, bem mais do que o de costume: ficou deitadinho do meu lado, assistindo e 'comentando' em 'bebenês' tudo que se passava no desenho, não parou de tagarelar um minuto! Isso durou uns dez minutos, no máximo. Logo ele se desinteressou da TV e partiu para suas brincadeiras habituais, com bola, carrinhos, fantoches, livrinhos, e em seguida foi para o quintal, brincar com a cachorra e
Resolvi escrever sobre isso aqui, porque foi uma novidade que me marcou bastante, afinal, ele não tinha se interessado muito pela TV até agora (exceto pelo seu fascínio com os controles da dita cuja!), e eu ficava me perguntando em que momento isso aconteceria. De fato, nós nunca o estimulamos a assistir TV (e, inclusive, evitamos conscientemente durante seu primeiro ano): ele ganhou o primeiro dvd do Cocoricó de um casal de amigos no aniversário de 1 ano, e depois ganhou, de outra amiga nossa, um volume do dvd Bebê Mais. Algumas vezes até colocamos para ele assistir, mas ele simplesmente não demonstrava grande interesse, e a gente desligava e ia brincar de outra coisa.
Não que sejamos radicais em relação ao uso da TV; eu mesma já tive minhas fases noveleiras (a última se foi - thanks god - com o término de 'A Favorita'), o Dani curte bem aqueles programas
Mas, em relação ao Caio, concordávamos que quanto mais tarde ele fosse "introduzido" a essa maquininha simultanamente podre e fascinante, tanto melhor, já que havia tantas outras coisas no mundo, tão ou mais bacanas - mas certamente mais saudáveis - para um bebê menor de 1 ano fazer na sua vidinha que estava apenas começando. Então, simplesmente evitamos, não estimulamos. E ele também não demonstrava interesse, até agora. Claro que algumas vezes colocamos desenhinhos para ele assistir, para ver sua reação; na casa de amiguinhos, também tentamos deixá-lo com as crianças que assistiam; houve até uma fatídica vez, em que, no auge do meu desespero maternal (alguém conhece essa sensação, hein, hein???), coloquei o cadeirão na frente da TV para ver se ele comia alguma coisa (pronto-falei... mas foi só uma, eu juro! pelo menos até agora... rá!): mas ele sempre dispersava, até ficava uns minutinhos encantado, mas logo virava abóbora e mudava de assunto.
Confesso que achava bom. Ele tem tanto tempo pela frente, ainda, para descobrir a TV e tudo de bom e de ruim que ela pode trazer... não há por que apressar. Não acho legal usar a TV de "babá", deixando as crianças horas a fio sob o comando do aparelho - eventualmente, e por pouco tempo, vá lá, pode ser realmente necessário (como registrou a Flá, aqui), para dar um tempinho para as mamis respirarem ou exercerem 'funções domésticas' inadiáveis, desde que seja um programinha escolhido a dedo, e não qualquer porcaria, simplesmente para matar o tempo.
Temos vários amigos (e também li algumas mães blogueiras falando sobre isso, como a Paloma, mãe da Ciça) que optaram por não deixar as crianças, até certa idade, assistirem TV, mas apenas dvds com alguns desenhos e programas mais bacanas, fugindo, dessa forma, da invasiva e abusiva publicidade destinada ao público infantil. Uma outra amiga (aê Ju, meu exemplo!!), que tem um filhote hoje com 7 anos, sempre limitou a quantidade de TV diária que ele assistia, e isso passou a incluir, mais recentemente, o uso do computador - ela e o pai definiam horários mais adequados e uma quantidade limite de TV que o pequeno podia assistir ao longo do dia e, dessa forma, foram construindo nele, também, um entendimento e uma responsabilidade com suas atitudes: às vezes ele pedia para trocar um horário pelo outro, pois sabia que ia passar algo que ele gostaria de assistir mais tarde, ou trocava o horário que ele poderia ver TV por mais um tempinho no computador. Não sei como isso está agora, com o filho na pré-pré adolescência (rá!), mas até bem pouco tempo atrás parecia funcionar, e bem.
Acho que não há uma fórmula, e cabe a cada família encontrar a melhor forma de lidar com a - praticamente inevitável - presença da TV em nossas vidas e de nossos filhos (até um mestre de capoeira que admiro muito, que pratica o rastafarismo e radicalizava na proibição do contato de suas crianças com a TV, se viu obrigado a render-se a ela quando seus filhos passaram a frequentar a escola...). O desafio é encontrar o limite, a medida para evitar a super-exposição dos filhotes a apelos consumistas e mensagens duvidosas (e muitas vezes ideológicas, sim!) que podem estar presentes em certos canais e programas destinados ao público infantil.
Essa minha reflexão talvez seja um pouco precoce - meu filho não tem nem 1 ano e meio - mas foi inevitável: fiquei pensando em tudo isso desde o momento em que o pequeno pronunciou a terceira ou quarta expressão de sentido de sua vida, aquele "té assisti" tão bonitinho e inocente. É isso que dá botar filho nesse mundão-de-meu-deus... agora aguenta!!!
(e, mais uma vez, a Taís, do Ombudsmãe, que é mãe escolada de três meninões, contribuiu lindamente para minhas reflexões de aprendiz de mãe, com um post sobre as "Crianças eternamente plugadas" , publicado há dois dias atrás, seguido desse outro, fresquinho, com uma dica de filme sobre o assunto e afins. Recomendo.)










