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segunda-feira, 14 de maio de 2012

TEMPOS DE NOSTALGIA


Agora há pouco, pra rebater uma gripe, acabei com o último pacotinho de pau de canela que tinha sobrado das vésperas do parto do Nuno. Foi a chave de ouro dos tempos nostálgicos que tenho vivido desde o feriado, quando resolvi arrumar os armários dos meninos para o frio, retirando calças curtas, camisetas com barriga de fora e bodies que, para fechar, ficam com a gola no umbigo (quem nunca?): foi demais para mim pôr em uso, para o Nuno, roupinhas e sapatinhos que, na minha cabeça louca de mãe, o Caio usou até outro dia... 

Somada a essa empreita, uma outra, de produzir fotolivros que comprei numa promoção e deixei para a última hora, me fez passar dias e dias vendo fotos de todos os meses do Nuno, lembrando de cada caretinha, cada novo aprendizado, cada descoberta como mãe de dois. Fiquei nostálgica demais, meio descrente que meu filho já iria completar um ano. Desde então, comecei a me preparar psicologicamente, porque internamente eu não tava aceitando, olha o nível da loucura! Comecei até a pirar pensando como eu vou ficar insuportavelmente nostálgica quando ficar mais velha, com filhos na faculdade e tals... e que tenho que me preparar desde djá! Afe.

Agora, o dia chegou. Amanhã filhote completa um ano (e me dá um alívio pensar que só às dez da noite, rá!) e, desde a hora em que fui colocá-lo para dormir, meus pensamentos são pura nostalgia: as vésperas do parto, o dia do parto, os primeiros meses. E eu que pensava que, como mãe de segunda, não passaria por toda essa nostalgia de novo... Mas a verdade é que, no segundo filho, perdoem-me o clichê, tudo passa rápido demais, e, pra mim, uma canceriana chorona, constatar isso dói um tantinho, e a nostalgia parece que está até maior que da primeira vez... mesmo porque ela vem em dobro, pelo primeiro e pelo segundo filho! Mas, por outro lado, como toda fase é sempre mais deliciosa que a outra, estamos numa curtição só por aqui, entre gargalhadinhas contagiantes, adoráveis conversinhas em bebenês, interações cada vez mais intensas (e tensas, hehe) entre irmãos, muitos carinhos, muitas artes, uma idolatria com o papai e um grude intenso com a mamãe. Mas isso é assunto pra outro post.

Enfim, preciso aprender a lidar melhor com o tempo, mano velho, para poder segurar minhas pontas com as passagens de ciclos. Mas por enquanto, me permito curtir a nostalgia.




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(enquanto escrevia esse post, li esse aqui da Carol, e me senti bem menos doidja. Valeu, querida.)


segunda-feira, 16 de abril de 2012

DA SÉRIE: COISAS DE QUE NÃO ME ORGULHO COMO MÃE (1 de infinitas)

Neste sábado, Caio cantou parabéns contra sua vontade. As pessoas já estavam todas em volta do bolo, esperando. Ele não queria, chorou e tudo, eu e o pai o "convencemos" com aquelas voltas que só os pais sabem dar em seus próprios filhos. Cantamos, ele deu poucos sorrisos, apagou a vela com uma bexiga (perigo!), chorou quando o tio quis abraçá-lo (e estourou suas esculturas de bexiga), mas em pouco tempo estava novamente brincando animado pela festa. 

Depois, me arrependi. Teria sido tranquilo dizer às pessoas que não haveria parabéns, cortaríamos o bolo e tudo bem. Pra que "convencê-lo" de algo que ele não queria - e não precisaria - fazer? Já era tarde demais para este aniversário, mas não para os próximos. No dia seguinte, na deliciosa curtição pós festa, perguntei porque ele não queria cantar parabéns. Ele disse: "Ah, porque não gosto, mamãe". Eu ainda tentei: "Mas é legal, todo mundo feliz em volta de você... Porque você não gosta?" Ele: "Ah, porque não. Prefiro o bexigão". Rá! (pra quem não sabe, é aquela bexigona cheia de tranqueira que estoura na cabeça da criançada, que sai desesperada catando o que vê pela frente...).

Fiquei lembrando dos meus próprios aniversários, e da vergonha que eu sentia na hora do parabéns (sinto até hoje, ainda bem que há muito tempo não passo por isso): nunca gostei daquele povo todo concentrado em mim, é uma das coisas para a qual sou tímida. Daí conversei com marido, e ficou decidido: não quer cantar parabéns, não vai cantar. Simples, como deveria ter sido no sábado. A decisão amenizou minha culpa por tê-lo feito passar por aquilo sem estar a fim, mas a situação continua encabeçando minha lista das (milhares de) coisas de que não me orgulho como mãe, e tá aqui esse post pra não me deixar esquecer.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

4 anos


 

Há quatro anos atrás, nesse exato momento, eu tinha acabado de ter uma crise de choro insana e um mega piti com o marido, após um dia todo lavando roupinhas de bebê e arrumando a casa. E contava para a única pessoa da minha família (minha irmã do meio) que teria meu filho em casa, liberando um peso do meu coração. Poucas horas depois, entrava em trabalho de parto, como já contei aqui, e no dia 07 de abril nascíamos todos: mãe, pai e filho.

Quatro anos depois, estou aqui curtindo um relax com o meu menininho crescido, que já tem dores de crescimento e acaba de me perguntar coisas como "o que é uma iguana" ou "onde fica a França". E, enquanto me distraio no computador, apronta artes de se lambuzar com minha maquiagem. O tempo voa, meu povo. E daqui há pouco é o meu bebezico que vai fazer um ano...

terça-feira, 12 de abril de 2011

FESTINHA CASEIRA!


3 anos... um meninão e ao mesmo tempo o meu menininho. E que, de novo, quase fica sem festinha (ano passado tínhamos acabado de mudar de casa, fizemos um bolinho no dia e uma festa de aniversário + inauguração da casa nova um mês depois, tadinho...). Mas a gente se vira, se desdobra e comemora, sempre. Porque eu e Dani somos do tipo que acredita que celebrar momentos importantes entre pessoas queridas é fundamental pra seguir em frente.

Assim, depois de debates intensos sobre agendas difíceis e grana curta, decidimos que esse ano a festinha do Caio seria comemorada no dia do aniversário mesmo, em plena quinta-feira, apesar das baixas de pessoas queridas que isso representaria (tia Sir que o diga...). E, mesmo com um barrigão federal e descadeirada por conta de um tombo que levei dois dias antes do aniversário, com a ajuda  FANTÁSTICA da minha mãe, e também do maridón e do meu pai, Caio teve uma festinha deliciosa.

Pela primeira vez, inspirada nas mães-blogueiras-prendadas que encontrei blogosfera afora, meti a mão na massa a valer, mesmo não tendo muitos dotes manuais. A principal culpada foi a querida Micheliny, que além de tudo sugeriu o tema da festa: O Super-Irmão!

O pai fez o convitinho, sucesso absoluto!


Eu fiz capinhas recicladas de super-herói (aprendi aqui!), que junto com os braceletes feitos em parceria por vovó e papai e umas mascarazinhas de EVA foram as lembrancinhas da festa, e deixaram as brincadeiras mais divertidas. Até tio Du entrou na onda das fantasias, pra alegria da criançada.


 
Recortei bandeirinhas pra enfeitar entrada de casa e a mesa do bolo, e improvisei uns enfeitinhos.


a mesa quase pronta e no fim da festa...

Com exceção do bolo e dos pasteizinhos deliciosos que minha sogra sempre traz, todos os quitutes foram feitos pela minha mãe, por mim e pela ajudante aqui de casa.  Destaque para os tradicionais bombocados da família feitos pela vovó, estavam divinos!


Caio comeu TODOS os quitutes antes da festa...

Foi tudo muito simples, só convidados queridos e muito chegados, mas valeu ver a alegria do Caio, sua euforia nos vendo preparar tudo, a piração com as fantasias, os dedinhos enfiando nos docinhos, os milhares de espetinhos roubados antes da hora, as brincadeiras deliciosas de super-herói...


Sem dúvida essa foi a primeira festinha que ele curtiu de verdade como sendo realmente DELE, já entendendo o que estava acontecendo e aproveitando tudo. Apesar da canseira (né, mãe?) valeu cada minuto e cada centavo dedicado. E agora eu tomei gosto pela coisa, tomara que eu tenha a possibilidade de pôr a mão na massa em muitas outras festinhas dos pequenos!!!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

NOVO VISUAL

Finalmente consegui me livrar daquelas bolinhas, gente! Não aguentava mais aquela cara do blog, mas não tinha muito ânimo (nem noção) pra mudar, até que..... a super Fla, a mais nova web designer intercontinental, se propôs a me ajudar e, voila! O blog ficou essa belezura, com cara de novinho em folha.

Eu adorei a mudança, já agradei muito à criadora, mas nunca é demais repetir: Fla, SUPER OBRIGADA, você foi incrível!

Ela reinseriu alguns links de blogs que eu tinha perdido há séculos atrás e que não tinha criado vergonha na cara de reinserir, e, aos poucos, prometo, vou acabar de linkar os blogs todos que acompanho e que de alguma forma estão conectados com este aqui.Agora definitivamente com internet em casa, espero também voltar a postar com mais regularidade, pra fazer jus ao novo visual tão carinhosamente criado pela Flávia.

Então é isso, novo visual, novo ânimo pro blog. Espero que gostem!

[em tempo: enquanto ia finalizando esse mini post, me dei conta que o blog fez DOIS anos na semana passada!! nada melhor que mudar de ares pra comemorar!! que presentão, hein, flá!]

[e, pra finalizar, uma propagandinha básica (não consegui resistir, Fla): quem quiser ver um trabalho bacana de webdesigner da Flávia que já está pronto, passa aqui. A moça leva jeito.]

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

1 ANO DE BLOG!!!!


Semana passada fez 1 ano que comecei esse blog!!! E, paradoxalmente, acho que este é o período em que ele se encontra mais caidinho, e eu mais ausente da blogosfera... Não consegui nem fazer o post de aniversário na data certa... Cest' la vie.

Quando comecei este blog, eu era uma recém-saída da concha da licença-maternidade (ainda pouco convicta se realmente queria voltar a trabalhar), Caio tinha exatos 7 meses, iniciava sua aventura no mundo dos sabores gastronômicos para além do leitinho materno e eu penava com a nova fase. Era um momento em que as milhares de novidades e transformações de um bebezico começavam a ser curtidas de um jeito diferente, sem toda aquela imersão inicial. Iniciávamos - eu, ele e o papai - uma nova etapa em nossa relação de familinha, cheia de tropeços e inseguranças, mas deliciosa: Caio se desprendia um pouquinho de mim, começava a ter corpo e alma alimentados de outras maneiras para além do mamá, o papai se inseria nessa nossa relação umbilical de uma nova maneira, passando a dividir comigo os momentos de alimentá-lo (dando meu leite enquanto eu ia trabalhar, depois participando ativamente da introdução de alimentos).

Uma fase de abertura, de transformação, de aprendizados diferentes dos primeiros meses. E eu deixava, aos poucos de ser uma pessoa mono-assunto: além da maternidade, do parto, da amamentação, do bebê e tudo o que diz respeito a esse universo, eu voltava a ter assuntos de trabalho, pelo menos. Rá! Mas, na verdade, estava difícil "mudar de assunto", comecei a me dar conta que talvez eu estivesse me tornando uma chata, nada me interessava tanto quanto conversar sobre as fases do bebê, trocar experiências com outras mães, saber como fulana resolvia o problema da assadura, como ciclana fazia a rotina do banho, como beltrana tinha introduzido as papinhas, etc e tal. Mas nem todos ao meu redor estavam nessa vibe, então fui ficando mais contida, me controlando e procurando interagir socialmente para além da mãe que havia me possuído por completo. Sei... Canalizei esse papo todo mais para o mundo "virtual", e é aí que entra esse bloguito.

Desde o nascimento do Caio, eu participava de uma lista de discussão de mães e bebês, era bem bacana (as listas também foram fundamentais durante a gestação, quando eu ainda não conhecia a blogosfera), um super canal ao qual eu recorria para desabafar, tirar dúvidas, trocar experiências. Mas com a volta ao trabalho (e uma certa "perda de foco" da lista em questão), fui me afastando da lista, minha caixa de emails foi entulhando, deixou de funcionar. Em paralelo, durante a licença eu tinha tomado contato com a blogosfera materna através do blog das Mamíferas. Nessa mesma época conheci o blog da Nau, e passei a acompanhar o crescimento da Ana Clara, que é alguns meses mais velha que o Caio, e era bacana ver o que vinha pela frente para ele. E tinha o blog da Camila, amiga real que mudou pra longe, onde eu acompanhava as peripécias da pequena Olga. Mas, na verdade, não sabia muito bem como funcionava, ainda não tinha sacado a grande rede que pode ser a blogosfera. Eu frequentava um ou outro blog e ponto, nem comentava, nem entendia pra que os comentários serviam.

Até que as Mamíferas abriram o blog para "Mamíferas Convidadas", eu já estava querendo começar a escrever algumas coisas sobre o turbilhão que tinha me invadido desde o nascimento do Caio, foi perfeito: em outubro do ano passado elas publicaram um textinho meu, e eu adorei a experiência. Daí resolvi tentar criar um blog. Fui fuçando daqui, fuçando dali, até que entendi como criar o dito cujo. Postei o mesmo texto que saiu no Mamíferas, pra testar, ver se ia funcionar. No dia seguinte declarei "oficialmente" inaugurado o blog: embora no post de "abertura" eu fale sobre "trocar experiências", não sabia direito como isso poderia acontecer, afinal, não tinha leitores e nem tinha pretensão real de tê-los, para além dos familiares e amigos distantes fisicamente, que há tempos cobravam uma forma de acompanhar o crescimento do Caio mais de perto. Então, inicialmente eu escrevia como uma forma de canalizar toda aquela vontade de falar sobre a maternidade (poupando o maridón, os amigos e os familiares do mono-assunto), de registrar momentos, fases, transformações do Caio e de compartilhar esses momentos com os mais chegados. Era uma coisa meio solitária, porque os poucos parentes e amigos "reais" que liam não conheciam muito bem (assim como eu) o universo de um blog, e raramente comentavam. Mas acompanhavam religiosamente, choravam, elogiavam, ligavam para saber mais detalhes de algo que eu contava no blog, e me animavam a continuar escrevendo.

Daí, em algum momento que não sei bem como e quando, alguma coisa mudou. Pessoas "estranhas" (rá! vocês!!) começaram a chegar por aqui. Mães blogueiras, super bacanas e participativas, a fim de trocar figurinhas. No começo, estranhei. A primeira a aparecer, retribuindo um dos primeiros comentários que fiz blogs maternos afora, e me ensinando indiretamente um pouquinho sobre como funcionavam essas trocas na blogosfera, foi a Ju (e como o mundo é pequeno, descobrimos depois que somos meio parentes! rá!). Não lembro bem como cheguei no blog dela (Desculpas de Mãe), mas foi um dos primeiros que conheci depois de ter entrado na blogosfera, junto com o Pacha Mama e o Pequeno Guia Prático. Desses, eu cheguei no Astronauta, e a Flávia foi minha primeira "amiga-virtual-mãe-blogueira": foi uma coincidência engraçada, eu tinha acabado de conhecer o blog dela, me identifiquei totalmente e linkei aqui, sem nem falar nada para ela, sem nunca ter comentado no blog dela (aliás, fiz isso com vários blogs, só depois fui me ligar que era bacana comunicar/consultar os blogueiros antes...). No mesmo dia ela apareceu por aqui, curtiu, se viu linkada, deixou um comentário fofo e me linkou. E depois disso, de uma hora pra outra, esse post foi a porta de entrada de outras leitoras: a Rê (Lilata) chegou através do Astronauta, a Mari retribuiu uma visita, depois apareceram a Rebeca (que tá sumida!!) e a Nat. No post seguinte elas voltaram a aparecer; logo ganhei meu primeiro selinho da Flávia e foi o mote pra fazer contato com duas blogueiras cujos blogs eu acompanhava, mas nunca tinha comentado (Nau e Micheliny), e retribuir o incentivo - mesmo que inconsciente - da Ju, da Mari e das Mamíferas na minha entrada na blogosfera.

E assim foi. Pelo blog da Flá e da Mari começaram a chegar outras visitas, e fui conhecendo outras blogueiras (e blogueiros) também. Algumas só passaram ou passam de vez em quando por aqui, mas já deram seu alô: Sheila, Elisabeth, Daniela PSF, Nat, Karenina, Val, Alessandra, Vânia, Juju, Jaque, Marcia, Ana Paula, Ondina, Nanda, Mãe da Elisa, Solange, Amandica, Karina, Sabina, Isadora, Mãe em Ação, Fudeu tô grávida, Cath, Bia, Patrícia, Vi, Avassaladora, Roberta, Katarina, Cris, Carol, Din, Giovana, Anne, Neural (o único papai, além do maridón, a comentar por aqui até hoje!)........

Outras ficaram, às vezes mais, às vezes menos, mas nos "encontramos" sempre blogosfera afora, somos quase íntimas (rá!) e queremos saber tudo dos "sobrinhos virtuais" (como apelidou a Rê): Flá (do João), Rê (do André e da Mariana), Mari (da Alice), Nau (da Ana Clara), Micheliny (da Nina e do Theo), Chris (do João Marcelo e menininha, sumida!!), Dani (da Nina), Fernanda (do Pitoco), Letícia (da Laura), Roberta (da Luísa), Pérola (dos bacurizinhos), Paloma (da Ciça), outra Paloma (da Isa), Dani (do Arthur), Lia (da Mila), Dany (do Caio), Roberta (do Noah), Cynthia (do Arthur), Ju (do Heitor), Maricotinha (da Ana), Lê (da Sofia - que também sumiu!!), Ellen (da Amanda e da Hannah), Isa (do Antonio e da Valentina), Mãe Aprendiz e Mari Tezzini (que têm aparecido com frequência ultimamente!), a "Grávida", e as futuras mamis Luíza Diener e Pati Boudakian........ (se esqueci de alguém que tá sempre aqui, perdoem!!!). Tem também a Taís Vinha, a Ombudsmãe, que já virou referência de blogagem materna séria e antenada com as principais questões que nos dizem respeito, e outros blogs maternos e paternos que frequento e adoro, mas que a relação ainda é de mão única, e por isso não registro aqui nesse momento.

Têm ainda os seguidores - parte deles são esses que registrei, e que tenho procurado conhecer, outros nunca se manifestaram por aqui, mas fico feliz que curtam o blog. Quando tenho um pouco mais de tempo (o que não é o caso, ultimamente, infelizmente), gosto de conhecer melhor as pessoas que passam por aqui, retribuir as visitas, estreitar um pouco mais os laços. É claro que é impossível saber todas as visitas que o blog recebe, ainda mais quando não deixam comentários, e nem todos os que passam por aqui têm afinidade suficiente para aprofundarmos minimamente uma relação "virtual", mas a experiência de conhecer pessoas e trocar experiências através do blog tem sido bem legal. Às vezes bate uma nóia, maridón fica falando da super-exposição, há todos os riscos da internet... mas ainda não avancei muito nessa reflexão, quem sabe um bom tema pra trocarmos figurinha mais pra frente.

E, enquanto isso, os parentes e amigos "reais" foram ficando ainda mais raros nos comentários do blog... Sei que vários acompanham, cotidiana ou esporadicamente, porque vira e mexe comentam pessoalmente comigo, mas eu quase nunca fico sabendo que passaram por aqui... Até hoje, só marcaram presença a Sir, a Flá, vovó Minês, vovô Sérgio, a Mê, a Tia Zuka, a Mary, a Magá, a Camila, a Crisilds, a Marina, a Fer (da Ju), a Charque, a Bi, a Tati e a Mari.

Tudo isso pra dizer, gente, que A-DO-RO quando vocês aparecem, principalmente quando comentam, porque acho bem bacana saber quem passou por aqui e, mais ainda, trocar idéias com vocês, através dos comentários e dos posts (que muitas vezes nascem de comentários). E que, nesse 1 ano de blog, essa troca intensa só me acrescentou aprendizados, que hoje é o próprio espírito desse blog aprendiz.

Então, pra todos nós que nos encontramos aqui, Feliz 1 ano de blog!! E que venham outros!!


[e, inspirada no que fez a Flá, e depois outras blogueiras, lanço a pergunta a quem quiser responder, a quem quiser aproveitar este momento para ampliar nosso canal de comunicação: quem é você que me lê? De onde vem, para onde vai... como chegou por aqui, porque ficou? tem filhos, quer tê-los? Fala que eu te escuto!!!!!!!! Rá!!]

quarta-feira, 1 de julho de 2009

É HOJE



Filhote deixou mamãe dormir até um pouco mais tarde. Maridão me acordou com beijo delicioso ainda na cama. Parabéns-familinha com direito a palminhas eufóricas do Caio. Dia lindo lá fora, calor, sol, céu azul. Telefonema matinal do meu pai recheado de elogios deliciosos. Dani levou o Caio na escola para eu poder descansar mais um pouquinho, e voltou com uma orquídea L-I-N-D-A para mim. Amiga querida mandou mensagem especial no celular. Café da manhã delícia e almocinho japonês em casal. Telefonemas e mensagens carinhosas da super mama, das minhas irmãs, de parentes e de amigos. Tarde pra curtir e passear com o filhote. Noite para comemorar e dar risada com amigos. É. Hoje é meu dia. Eu estava mesmo precisando dessa pausa delicada na semana.

imagem daqui.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

MEU PAI



Sábado passado foi aniversário do meu pai, e fizemos uma coisa que há tempos não fazíamos: viajamos todos juntos (nossa familinha, minhas irmãs e meus pais) para a praia! Fomos para Ubatuba e foi bem legal.

Eu já vinha matutando um post de aniversário em homenagem aos sessenta e poucos do paizão, e essa viagem me fez ficar com ainda mais vontade de registrar, aqui, algumas coisas boas da vida que aprendi a amar com ele, e que quero muito passar para meu filho.

Uma delas é justamente a praia: com ele aprendi, desde bem cedo, a curtir muito o mar, nadar sem medo, ir até o fundão, pegar jacaré, caminhar na areia... Hoje em dia o vovô já não aproveita mais tanto assim, sua pele branquinha sofreu as sequelas de toda essa curtição. Mas o netinho virou boa companhia para aproveitar a praia bem cedinho, longe dos perigos do sol...

Tirar fotografia foi outro prazer que descobri com ele: faz parte das minhas memórias mais remotas a imagem de meu pai com uma câmera na mão, registrando cada momento de nossa infância. Tenho, inclusive, uma foto que adoro em que eu, ainda bem pequena, estou fazendo graça com a super Pentax dele, que anos mais tarde seria roubada na minha república (nunca é demais pedir desculpas novamente!). Livros com dicas preciosas sobre fotografia, revistas fotográficas antigas: eis um patrimônio que guardo comigo com carinho. Eu hoje repito os passos dele, dando uma de paparazzi com o Caio... e ele continua a postos, registrando todos os momentos da família (e quase cegando o Caio de tantos flashes! Rá!).

Com meu pai aprendi a andar de bicicleta (aos domingos de manhã nas pracinhas de Araraquara), prazer que a vida em São Carlos tornou um pouco secundário (devido à preguiça de subir as ladeiras daqui...), mas que o maridão tem se esforçado por reativar, comprando inclusive uma cadeirinha para o Caio passear com a gente! Ainda me lembro de sua Caloi 10 azul, que acabou abandonada devido às dores nas costas... Depois vieram os passeios de moto, que deixavam minha mãe um tanto tensa (e de um dos quais guardo uma marca de queimadura na canela): até hoje simplesmente adoro passear na garupa da moto do Dani, curtindo um vento no rosto.

O prazer de apreciar uma boa música também foi herança dele: com ele aprendi a ouvir MPB quase que diariamente, ou curtir um jazz solitário à meia luz (mas eu dispenso o uísque...). Elis, Nara, Chico, Caetano, Milton, Gal, Betânia, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, entre tantos outros artistas (com predominância abslouta de mulheres) me foram apresentados por ele e seguem me acompanhando vida afora (menos a Leila Pinheiro, né, pai...). Caio já sente as infuências desse gosto, quando escutamos juntos - e ele se diverte! - de Palavra Cantada a Luiz Melodia, de Saltimbancos a Mônica Salmaso...

São tantas lembranças... E, para o post não ficar imenso, vou apenas listar mais alguns pequenos prazeres que aprendi a desfrutar com ele: tomar sorvete de milho verde (esse fim de semana tomamos um incrível!); comer milho cozido até dizer chega; curtir uma rede na varanda (há quanto tempo você não faz isso, heim, pai!); cultivar samambaias e regar plantas no fim do dia; apreciar um bom vinho tinto; passear, bater perna, "saracotear" por aí; tomar uma cervejinha petiscando; etc etc etc etc...

Muitas dessas coisas foram se perdendo no trilhar do seu caminho. Outras novidades foram aparecendo, como a pescaria, e também este, que tem sido seu maior prazer ultimamente, já tive a oportunidade de compartilhar e aprender um pouco mais. Mas o "coroa" continua firme e forte, curtindo a vida, apreciando pequenos prazeres, e nos ensinando a fazer o mesmo. Pessoas intensas - para o bem e para o mal -, eu e ele temos muito em comum, e nele reside grande parte do melhor de mim: OBRIGADA, PAI!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

MOTIVO PARA CELEBRAR



Sábado passado comemoramos o primeiro aniversário do Caio. Logo mais contarei como foi... Por enquanto, o convite, feito com muito carinho, como toda a festa.

domingo, 14 de dezembro de 2008

ESPECIAL PARA AS VOVÓS


vovós: cliquem sobre a foto!

Hoje é aniversário da minha mãe. Sábado que vem, quem comemora é a minha sogra. Essa postagem é em homenagem a elas: (na verdade, é o presente de vocês, viu, porque a coisa por aqui está preta...) Então, esse presente virtual fica como registro do nosso imenso carinho e amor por vocês, nossas queridas mamães, e vovós do Caio, vocês, que nos ensinaram esse ofício que é hoje nossa razão de ser no mundo: a arte de ser mãe e pai.

Com vocês aprendemos que amor é sentimento incondicional. Que para ter e criar um filho como se deve, é necessário muito amor, mas também um tanto de responsabilidade e coragem, que os dias de hoje não estão fáceis. Que paciência, compreensão e sensibilidade passariam a fazer parte de nosso pacote de emoções cotidianas, assim como uma pitada generosa de disposição e bom humor: viva o sorriso acolhedor de uma avó, e a gargalhada descontraída da outra!!!

Com vocês descobrimos que para fazer florescer nosso filhote devemos nos atentar ao poder da palavra certa no momento certo, seja para acarinhar, seja para aconselhar, seja para ajudar a seguir no prumo (chegamos a sentir saudades daquelas broncas enérgicas, mas sempre envoltas em carinho, que só vocês sabiam dar...).

Vocês nos ensinaram que é preciso olhar o mundo com olhos de encantamento, de descoberta, de prazer: ensinar a olhar, coisa mais bonita que aprendemos com vocês! Vocês nos ajudam, a cada dia, a despertar o olhar de Caio para o mundo, para a natureza, para o belo, para a curiosidade, para a alegria, para o amor, para a amizade, para a poesia, para os mistérios... Vocês proporcionaram a nós, e hoje proporcionam a Caio, experiências que o colocam em contato com o bom da vida, com o espantoso do mundo, com a importância de conviver e compartilhar... Como diria Rubem Alves (expressando tão bem em palavras o que vocês nos mostraram com gestos e experiências):

“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: Veja! E ao falar aponta. A criança olha na direção apontada, e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande, ela fica mais rica interiormente. E ficando mais rica interiormente, ela pode sentir mais alegria e dar mais alegria – que é a razão pela qual vivemos.”

Com vocês aprendemos tudo isso e muito mais. A vocês devemos nosso desejo realizado de gerar uma vida, de criar um serzinho para o mundo, de construir uma família (ainda que nos nossos moldes, nem sempre aprovados por vocês, né!!). A vocês agradecemos, do fundo de nossa alma, por terem nos tornado mais ricos interiormente, por terem nos possibilitado sentir e dar mais alegria, e, principalmente, por podermos fazer tudo isso e muito mais por Caio...

PARABÉNS, QUERIDAS, NÓS AMAMOS MUITO VOCÊS!!!