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domingo, 8 de julho de 2012

AINDA NÃO ANDA?

Ai, posso falar, cansei dessa pergunta. Nuno completa (APENAS) 1 ano e 2 meses semana que vem, provavelmente até lá já estará andando sem estender sua mãozinha para nós e eu vou ficar morrendo de saudade desse breve tempo em que ele esteve a descobrir como é se equilibrar em dois apoios, como é ver o mundo mais de cima... Mas a pressão pra ele andar tá terrível, não tem uma pessoa que não faça essa pergunta ao encontrá-lo.

Andei pensando e, para mim, esta pergunta está no mesmo balaio de outra (que ouvi muito quando Caio tinha a idade de Nuno agora, e que ninguém mais tem coragem de me perguntar, por já saber a resposta), a fatídica: Ainda mama? Um mesmo sentimento de fundo as motivam: o de que os bebês de 1 ano já tem que ser independentes, não podem mais mamar, já tem que saber andar, dormir a noite inteira e por aí afora....  Sério, quase me enredei nesse caminho: quem pergunta não o faz por maldade, eu sei (ou espero), mas por vezes não imagina que possa causar um dano ao processo mãe-bebê. De tanto me perguntarem se ele já andava, ou, ao contrário, de tanto se espantarem porque ele "ainda não anda", comecei a encucar, a forçar a barra, a passar do ponto no estímulo. E - ainda bem - percebi a tempo que estava caindo na armadilha, mas... quantas mães não percebem e ficam achando que seu filho está "atrasado", ou tem algum "problema"? 

O fato é que Nuno, por ser segundo filho, é super espertinho desde bem pequeno, e todos que o conhecem (até o pai) ficavam apostando que ele engatinharia super rápido, que ele andaria super rápido e tals. Mas ele é sossegadão, é observador pra caramba e, a cada nova descoberta e aprendizado, ele ficava um bom tempo até passar para a próxima: primeiro se arrastando pelo chão feito minhoca até conseguir engatinhar, depois engatinhando até virar um ás veloz, depois se apoiando e andando de ladinho até descobrir que podia pedir nossas mãos e sair por aí, depois com uma mão só até ficar craque e quase correr e, nas últimas semanas, ganhar segurança pra dar uns passinhos conscientes aqui e ali, sempre se garantindo que teria onde se apoiar caso algo acontecesse (imagine o frio na barriga dos bebês, gente! é toda uma aventura aprender a andar!) ou, cautelosamente, interrompendo a caminhada e se sentando no chão. Agora ele já vai mais pimpão de um ponto a outro sem apoio nenhum, mas ainda não está totalmente seguro de si, e temos que respeitar isso.

Nós seguimos incentivando, comemorando cada conquista, o ajudando a avançar um pouquinho a cada dia, mas sem aquela nóinha que pairou por aqui por uns tempos de que "tínhamos que estimular mais", ou de que "ele está com preguiça de andar", ou de ficar comparando com Caio ou outras crianças nessa idade. É duro admitir que me peguei nesse erro, mas fico feliz também de que tenha durado pouco, que eu tenha percebido a tempo. Mas, depois de interrompido o ciclo do "vamos estimulá-lo a andar a todo momento", a tal perguntinha passou a me irritar ainda mais: será que é tão difícil respeitar o tempo dos bebês, das crianças? Porque de agora em diante, nesse raciocínio, será uma sucessão de perguntas: "já fala?", "já corre?", "já pula?", "já sabe as letras? os números?", já já já já............................ Pobres crianças e pobres pais. Eu saltei fora dessa barca, e espero sinceramente que ela não me pegue nunca mais (porque já estava me pegando também no quesito "letras" e "desenho" do Caio, mas esse papo fica pra uma próxima vez).

E, apenas pra ficar registrado, foi a mãe de primeira que me habita que puxou a orelha da mãe de segunda que vos fala, lembrando da magia que é acompanhar uma criança aprendendo a andar (porque mãe de segunda tem esse risco, por não ter mais aquele olhar de novidade pra tudo o que o filho faz, acabar perdendo a beleza desses momentos tão importantes).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

COMO FALAR SOBRE MORTE?




Hoje está sendo um dia muito triste... Taipa, nossa cachorra, morreu, aos 13 anos e meio. Ela já estava bem velhinha, mas ainda assim dói. 

Já passamos por isso há pouco mais de 2 anos, quando Ruanda, mãe de Taipa, morreu, mas Caio ainda era muito pequeno pra entender. E agora, como falar sobre isso com ele?

Caio curtiu muito a Taipa, mas, no último ano, ela já estava sem energia pra brincar com o molequinho. Ele sabia que ela estava doente, mas ainda não sabe que ela morreu, e eu não sei como contar... não sei se espero ele perceber a falta dela, se conto logo que ele chegar da escola... Não sei. Acho que é a primeira vez que eu fico totalmente sem ideia de como conduzir uma situação com ele... Porque a morte é algo tão abstrato, tão difícil de entender... E, ao mesmo tempo, sei o quanto as crianças nos surpreendem, facilitando o que parecia ser tão complicado.

Mas, se é que alguém ainda visita este blog abandonado, vocês já passaram por isso, já tiveram que falar de morte com os pequenos? Como foi?


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ESCATOLOGIAS MATERNAS (pero sin perder la ternura)


Nuno começou a comer frutinhas há uns quinze dias e seu cocô mudou totalmente. Ok, isso não é novidade pra ninguém, muito menos pra mães de segunda viagem como eu. O fato é que, quando fui trocar a primeira fralda com cocô pós-frutinhas, uma coisa louca aconteceu... o cheiro daquele cocô me despertou memórias tão intensas dos primeiros meses do Caio, daquela sensação de ser mãe de primeira, aprendendo tudo... chegou a doer o peito de saudade! E em seguida comecei a rir, pensando no misto entre poética e patética que era aquela situação, aquele sentimento. Proust reviraria no túmulo, mas o cocô do Nuno foi uma espécie de madeleine para mim. Será que doideira de mãe tem limite? 


****************


Caio, outro dia, tomando banho dentro da piscininha. Eu do lado de fora do box. De repente escuto um "hehe"  numa entonação de surpresa, seguido de um "epa". Curiosa, pergunto o que foi. E ele responde, totalmente surpreso e feliz:

- "Mamãe, fiz um pum na água e saiu umas bolhinhas!" 

- "Você nunca tinha feito isso filho?"

- "Não. É legal, né?"

Pois é, nada como um filho pra fazer a gente se lembrar que tudo - TUDO - nessa vida tem uma primeira vez, é aprendizado. Até "peidar n'água pra fazer borbolha", como os desaforados de antigamente diziam.

domingo, 20 de novembro de 2011

MOMENTOS HISTÓRICOS (e update do sorteio)

- Mamãe, tô com sede, quelo água. 
E assim, sem mais nem menos, Caio finalmente aprendeu a falar corretamente uma das primeiras palavras que disse na vida: água. (Sem mais nem menos pra ele, né, que eu quase tive um treco, pedi pra ele repetir mil vezes e fiz a maior festa! #maedoida). Primeiro era "aua", depois virou "aba" e assim ficou. Teve uns "aga" no meio do caminho, mas o corrente era "aba", mesmo, ou sua versão no diminutivo, que eu amava, "abinha" - "mamãe, télo uma abinha", ele falava até outro dia... Coincidência ou não, esse momento histórico ocorreu exatamente no dia 15 de novembro, quando Nuno completou 6 meses de vida. 

E, por falar nisso, 6 meses de amamentação exclusiva e iniciamos a introdução dos alimentos na sexta. Nuno já provou banana e mamão e foi super bem, hoje já comeu tudo o que eu tinha amassado no pratinho. Completamente diferente da introdução do Caio, que quando completou 6 meses ainda não tinha dentes e nem ficava firminho sentado, e só foi comer mesmo lá pelo oitavo mês. Some-se a isso uma mãe MUITO ansiosa, e o processo demorou pra engrenar. Com Nuno, além dele já ter 3 DENTES (aaaaaa!) e já ficar firminho sentado com apoio, ele está se beneficiando por ter uma mãe já mais (D)escolada, bem menos ansiosa e que já sabe que cada criança (e cada fase) tem seu tempo. Das vantagens de ser o segundinho, né?

Bom demais ver os meninos crescendo, a gente comemora e tudo, mas, lá no fundinho, sempre resta um saudosismo, né? Ainda mais que sou canceriana, vixe, acho que vou ser aquelas mães que quando o filho sair de casa vai ficar rememorando cada passo... (meda!). Mas bom demais estar perto e poder curtir cada um desses momentos, e viva o blog que me ajuda a documentá-los para a posteridade (que, tomara, demore a chegar! rá!).

******************
Só  pra lembrar, tem SORTEIO rolando no blog, aqui ó. A data final era hoje, mas como é domingo, pé de cachimbo, achei melhor dar mais uns dias pra quem quiser participar: ficam valendo, então, os comentários que chegarem até o dia 22, terça feira, ok? E na quarta posto quem foram as duas sortudas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

E NO FIM TUDO DÁ CERTO!


Demorei, mas tá valendo (né?): super obrigada pelo apoio moral, mulherada! Os incentivos funcionaram mesmo e, no fim, lembrei um pouco de cada uma que escreveu no outro post.

Como a Pri falou, realmente rolou o esquema “um(a) por todos e todos por um(a)”! A gente entrou numa sintonia e a semana fluiu melhor do que eu imaginava. E foi fundamental mesmo, viu Fer (do Pitos), ter o Caio como ajudante: ele incorporou o papel de corpo e alma, se sentiu super importante e foi muito cooperativo na maior parte do tempo. E olha que essa semana fizemos coleta para exame de fezes e um dos dias ele teve que ir bem mais cedo que o costume pra escola, pois tinha passeio (e de manhã, em geral, ele é mal humorado e birrentinho), e conseguimos fazer tudo direitinho.

Eu mentalizei que tinha que me organizar, e consegui programar horários e afins relativamente ok. Claro que me lembrei do que a Karen falou, e relaxei com alguns horários e rotinas, mas o esquema funcionou. Consegui até ir na academia levando Nuno comigo (bom tema pra outro post)!

Outra coisa que me lembrei  o tempo todo foi do toque da Flá: impressionante como a dinâmica da casa muda sem o Dani! E, realmente, tendo o carro disponível só para mim, e eu sendo a responsável por todas as funças do cotidiano, a coisa fluiu até melhor do que quando estamos os dois, e temos que negociar tudo o tempo todo. Mas criamos nossa rotininha a três, tendo como base nossa rotina tradicional, com escapadinhas pra um cineminha com pipoca na hora do jantar, mas nada muito grave... rá! (Mas que foi bom voltar pra nossa vidinha a quatro, ah, como foi...)

Sim, eu fiquei muito cansada. Um prego. Mas foi um cansaço bom, com uma sensação de dever cumprido. E, como não tinha marido pra conversar e namorar, encarei a bronca e dormi praticamente todos os dias junto com eles, inclusive no mesmo quarto (delicinha), pra facilitar as acordadas noturnas. Mas quando batia o cansaço mais pesado (em especial à noite, quando chega a hora do rush: banhos, janta, fazer dormir e tals), lembrava que a Paloma, guerreira, ficou 50 dias sem marido com as duas filhotas, e pensava que sou uma mera iniciante. Foi reconfortante!

E Fer (da Flor), eu consegui sim arrumar um tempinho pra ler os comments de vocês, e foi muito bom, como você pode perceber nesse post! Nine,  Ivana, Dani, Pati, DanyMãe ComCiência, Ananda, GabrielaThaty: todas as positive vibrations que também vocês mandaram foram uma alegria, mesmo!

Mas também contei com apoio real de duas amigas queridíssimas: uma que me chamou pra almoçar e foi delicioso (valeu, Bi!) e outra que veio com o filhote (melhor amigo do Caio) num fim de tarde em casa e, além de fazer companhia na janta, me ajudou com o banho dos filhotes. Contei também com nossa ajudante de casa, que foi companheira e quebrou alguns galhos durante o dia. Além disso, como a escolinha do Caio não teria aula na sexta (fato que só descobri na quinta), decidi ir mais cedo pra casa da vovó (já íamos curtir o finde por lá, pois a tia querida do Caio estava voltando de viagem), até que maridón chegasse. E foi ótimo, porque Caio dormiu umas noites com a vovó, o que facilitou bem as coisas.

Ou seja, no fim deu tudo certo! E eu fiquei orgulhosa de mim, e perdi o medo de passar temporadas mais longas sozinha com os meninos. Claro que, se eu estivesse trabalhando tudo seria mais difícil. Mas até nisso dei sorte, e na semana que Dani viajou minha orientadora do doutorado viajou também, e fiquei liberada da única atividade profissional que já voltei a fazer, e que me toma uma ou duas manhãs por semana.

Enfim, tudo isso pra dizer: obrigada mesmo mulherada, e vamos que vamos! É como diz o velho deitado: pariu mateus, que o embale! A gente sempre dá um jeitinho. Né?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

TORÇAM POR MIM...


Que esta semana será minha verdadeira prova de fogo como mãe de dois: vou ficar a semana inteira sozinha com os pequenos. Será o maior período - desde que Nuno nasceu - sem ajuda de ninguém.

Aconteceu que programamos mal, marido precisou viajar a trabalho, sogrinha também está viajando (sogra pescadora, ói que delícia!), e a mãe da mãe também tinha seus compromissos nessa semana (e viva essa mulherada ativa), ou seja, necas de virem pra cá. 

No começo descabelei, mas depois, nos breves momentos de sanidade que tenho tido (essa fase de preparação pra voltar ao trabalho detona qualquer um, afe), pensei que ia ser bacana encarar essa realidade que, afinal, é a minha realidade: sou mãe de dois e meu marido viaja a trabalho. 

O primeiro dia teve um bom saldo, se descontarmos que Caio resolveu fazer cocô no meio do banho, enquanto eu enxugava Nuno (e eu ainda tinha que coletar o dito cujo do número dois pra exame): mas esteve mais pra cômico que pra trágico, ainda bem.

Vejamos como nos sairemos nos próximos dias, mas uma ajuda virtual é benvinda, pra dar apoio moral. Fiquem na torcida!

é nóis!

domingo, 9 de outubro de 2011

BEBÊ ZEN


Nuno ri. Desde muito cedo. Pra qualquer um, a qualquer momento. Ri com o rosto todo, com o corpo todo. É um dos seus muitos encantos. Mas, gargalhadinhas são privilégio de poucos, em especial o irmão e o pai. Comigo, tenho que fazer muita micagem pra ganhar uminha ou outra...


Nuno se aventura. Aprendeu a se balançar no bebê conforto, e atinge velocidade impressionante. Deitado, dá impulsos vigorosos com o corpinho para o lado, querendo mudar de posição. E se diverte por um bom tempo nessas suas aventurinhas deliciosas.

Nuno me olha. O tempo todo. Onde quer que eu esteja, seus olhos me procuram. Dois olhões apaixonados, sorridentes, que me derretem, me inundam de amor.

Nuno brinca. Com as mãos, com os pés, e com sua mais nova descoberta, a água. Ainda não se interessa muito por brinquedos, que apenas acompanha com os olhos, ou tenta tocar timidamente. Mas seu corpinho dá voltas em torno de si mesmo, deslumbrado com o mundo.

Nuno dorme. Dificilmente briga com o sono. Se está cansado, emite sinais claros disso, pedindo ajuda pra dormir. Mas, por vezes, chega a dormir sozinho, desafiando nossa incredulidade.


Nuno chora. Em geral um choro manso, que pega no tranco devagar. Se chora forte, ardido (e chora também, claro), é que algo incomoda pra valer: sabe se fazer notar em meio à sua tranquilidade típica.

Nuno é vidrado no irmão. Sorri e se agita todo só de ouvir a voz de Caio. Quando o vê, então, é puro maravilhamento, mãos e pernas dançam freneticamente, o olhar fica hipnotizado.


Nuno quer conversar. Emite sons em entonações variadas, como quem proseia animado. E se a gente entra no papo, aí é que solta a língua a valer.

Nuno canta. Se está com sono, ao ser embalado, canta. Como que ninando-se a si mesmo, acompanhando meu ninar.

Nuno é companheirão. De ficar em casa ou zanzar por aí comigo, de ir pro trabalho com o pai, de brincar e dormir com o Caio, de passear e viajar com a família. Com ele, dificilmente tem tempo ruim.

Nuno é zen. Gente boa mesmo. Um bebê que nem nos meus maiores sonhos eu poderia imaginar.


[ Sei que, em se tratando de bebês e crianças, tudo pode mudar, sempre. Mas agradeço todos os dias por esse bebê incrível ter me dado a honra de ser sua mãe, e desejo imensamente ser uma mãe à sua altura. E, por via das dúvidas, nunca é demais pedir proteção... "guiai os meus passos, e por onde eu caminhar, tira os olhos grandes de cima de mim pra's ondas do mar..." ]


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

INTERROMPEMOS NOSSA PROGRAMAÇÃO...

... para registrar que meu bebezico já tem dentes!!!!!!!!!!!!!!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Alguém pode parar o tempo, pelamordedeus?

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A PRIMEIRA VIAGEM E OS DIÁLOGOS INTERNOS


Nessas férias, fizemos nossa primeira viagem a 4. A primeira viagem do Nuno! (sem contar a primeira ida pra casa da vó, que mora numa cidade bem pertinho daqui). Com Caio, fizemos nossa primeira viagem pra valer quando ele estava perto de completar 4 meses, quando fomos pra Bonito - MS (quase 14 hs de viagem!! mas foi uma delícia e já voltamos muitas vezes). Mas Nuno ainda não tinha nem 2 meses...

Mesmo assim, me enchi de coragem e topei irmos pra praia! Afinal, Caio estava de férias, marido conseguiu tirar uns dias também e, se ficássemos por aqui, sei bem que ele não iria se desvencilhar do trabalho (vida de autônomo, minha gente...).

De cara, adorei a ideia: seria bom passear, respirar novos ares, curtir um passeio em família. Além do mais, iríamos pro Guarujá, e não pra Ilha Grande (infelizmente... hehe), ou seja, teríamos infra à disposição. Mas depois, caí na real: praia com um bebê de menos de 2 meses? praia com uma pança mole dessas? e se fizer frio? e se chover? nós 4 sozinhos num apartamentozinho? E assim começaram meus diálogos internos, já antes de sairmos de São Carlos.

Decidida pela viagem, a primeira providência: comprar um maiô (porque biquíni não tô podendo....)! Rá! Segunda providência: listar TU-DO que eu poderia precisar na viagem com um bebê, pra não ficar na mão por lá. Terceira providência: pesquisar sobre passeios alternativos no Guarujá pra fazer com um menininho de 3 anos caso não desse pra pegar praia (afinal, estamos no inverno...). 

Demos sorte. O tempo ajudou e conseguimos pegar praia todos os dias. No primeiro dia, eu me senti um tanto estranha: estando lá, pé na areia, o diálogo interno só aumentou... De um lado, a "mãe descolada", se achando o máximo por ter conseguido içar âncora e viajar com um bebê a tiracolo. De outro, a "mãe noiada", se achando uma alucinada de levar um bebê tão pequeno pra praia, cheia de areia, de germes, com sol, com vento... Achava que todos estavam me olhando e comentando: "aquela doida, com um bebezinho desses na praia!" Rá!


Os dias foram passando e os diálogos internos prosseguiam. "Ai, que delícia estar na praia, amamentando meu filhote", pensava a mãe descolada. "Nossa, como vou dar de mamar com esse maiô molhado e o peito salgado?", atravessava a mãe noiada. "Hum, que brisa gostosa pra passear e levar o Caio pra andar de motoca", pensava uma. "Ai, será que não tá frio demais pra sair com um bebezico desses", cutucava a outra. 

 
só ele correu, viu, gente! que eu não queria assustar os banhistas...

Mas, no fim, a mãe descolada venceu. Os dias foram ótimos, todos nos divertimos muito, Caio pirou no mar, na areia, vendo a lua cheia, passeando de noite na beira da praia... Eu e Dani conseguimos relaxar mesmo com os dois pequenos... E Nuno ficou totalmente sossegado, nos acompanhando em tudo, e até teve sua primeira noite inteirinha de sono (a única, mas tá valendo!). Sucesso total. A "mãe descolada" até convenceu o maridão de que nos saímos muito bem em nossa primeira viagem como pais de dois (e ainda mais com um bebezinho): a logística funcionou perfeitamente, não faltou nada, não tivemos imprevistos e só aproveitamos. 

todo dia, depois da praia, a soneca no sofá...

Foi tudo tão bom, que resolvi prolongar as férias do Caio. Ele falava assim: "minhas férias de viagem vão acabar, mas agora vêm as férias de casa, né?" E aqui estamos, curtindo os últimos dias de "férias de casa". Essas também merecem registro e, se der, conto num outro post...

Mas, e vocês, já viajaram com bebê pequeno? Como foi? Dicas??


sábado, 23 de julho de 2011

INFINITO ENQUANTO DURE

Depois de mais um dia em tripla jornada sozinha com os pequenos, à noite eu estava um bagaço. Tudo me irritava, estava sem paciência, já fazendo tudo no automático. De repente me vi forçando a barra pro Caio comer, toda carrasca, e caí em mim. Disse a ele: ai filho, me desculpa, a mamãe tá muito cansada, e aí ela fica muito chata! 

A resposta do pequeno não poderia ser mais encantadora: Não, mamãe, você não é chata não!  E, pra completar, ele pegou carinhosamente minha mão.

Depois disso, ele parou de dar trabalho pra jantar, continuou comendo de mão dada comigo, ganhou as bolachinhas que tanto queria (fizemos juntos!) e falou: mamãe, tô com sono, vou deitar. (oi?)

E foi mesmo. Eu disse a ele que ia terminar de jantar e depois ia lá no quarto, e quando cheguei ele já estava capotado (de roupa e sem escovar os dentes, mas tá valendo).

Até chorei (pra variar). E lembrei que não dá pra subestimar esses pequenos: ao invés de prosseguir no automático e o caos e o cansaço tornarem-se cada vez maiores, ter sido sincera e mostrado a eles meus sentimentos (mesmo os menos nobres) fez tudo voltar pros eixos... Ele jantou, eu consegui jantar, ele dormiu, Nuno parou de chorar... E eu corri aqui pra registar! (porque vai chegar um tempo, sei que não vai demorar muito, em que vou ouvir muitos "ai mãe, como você é chata!"...)

terça-feira, 12 de julho de 2011

MÃE DE DOIS: PRIMEIRAS CENAS

:: Cena 1

Mãe morrendo de medo do dia em que teria que ficar com os dois filhotes sozinha. Pai doido pra voltar a treinar capoeira. No meio desse acordo, um frio fenomenal e uma manhã tenebrosa de chuva e... filho mais velho não vai pra escolinha. Filho mais novo ainda não tinha nem um mês, a mãe ainda tava perdidinha!!! Mas até que correu tudo melhor que o esperado, com toques tragicômicos, como não poderia deixar de ser. Se antes ela se achava "polvo", agora então... No fim da manhã, bebê dormindo, mãe vai dar almoço pro mais velho e, é claro, o bebê acorda bem nessa hora. Mãe põe o bebê no peito e, com o braço livre (oi?) ajuda o mais velho a comer. Antes de acabar o prato, o mais velho diz: "Cocô". Com o mesmo braço livre (!) a mãe o ajuda a descer da cadeirinha, ele vai ao banheiro e lá já se vira bem sozinho. "Avisa quando acabar, tá, filho?" A mãe vai colocar o bebê no carrinho e ele, é claro, acorda. Ela percebe que está molhado de xixi e vai trocar. No meio da troca do bebê (é claro), o outro filho grita: "Mãe, acabei!" A mãe, já agitada, devolve um: "já tô indo, só um minutinho", acelera a troca do bebê e o coloca no carrinho. Quando chega no banheiro, se depara com um meninino todo independente, que pegou o lenço umedecido em cima da pia e tentava se limpar sozinho... Acha graça, e o ajuda a finalizar a limpeza, enquanto o bebezico começa a espernear no carrinho (que tem formiga, só pode!). E assim seguiu o dia em que ela realmente debutou como mãe de dois.

:: Cena 2

Primeira noite em que o bebê dá trabalho pra dormir. Dor de barriga, mãe cansada, pai com dor nas costas, bebê volta pra mãe cansada. Mamá, colo, homeopatia, bolsinha quente de ervas e finalmente o pequeno dorme. Mãe respira aliviada, faz a toalete e se aninha nas cobertas quando escuta: "mamãe, mamãe! eu quelo a mamãe!" vindo do outro quarto. O pai, que seria o responsável pela situação, estava tão capotado que ela teve dó, e foi atender o mais velho. Narizinho estava ruim, pingou gotinhas, ele pediu tetê, ela fez, ele quis fazer xixi, ela foi junto. Voltaram pro quarto, ele dormiu e ela, finalmente, também. E o bebê, generoso, só foi acordar no outro dia de manhã (o que significou não mais que 4 ou 5 horas de sono na noite...).

:: Cena 3

Fim de semana cheio, pai trabalhando, mãe sozinha com as crias, vários programas fora de casa. Começou na sexta, que não teve escolinha do mais velho. Pai dando uma força só em pequenos intervalos, como hora do banho ou do almoço. Mãe e filhos passando muito tempo juntos, na alegria e na tristeza (rá!). Rotina tumultuada com os programas e a ausência do pai. Eis então que o bichinho do ciúme apareceu com mais força... Mãe com bebê no colo, menininho se pendurando em cima. Bebê mamando, irmão puxando bracinho, pondo mãozinha na boca ou apertando a cabecinha (tudo muito sutilmente, sacomé, começa com um carinhozinho e vai). Bebê dormindo, molequinho chacoalhando o carrinho ou fazendo qualquer outra coisa pra ele acordar. Mas vamos que vamos. A vontade de ter a mamãe só pra ele veio com tudo, e filho mais velho grudou, queria a mamãe o tempo todo (mesmo porque, só tinha ela mesmo...). Mãe se desdobrando pra dar mamá pra um e brincar com outro, dar banho em um enquanto o outro se balança no bebê conforto, dar comida pra um com outro de bruços na perna soltando pum... Em comparação com o primeiro dia, tá craque. Mas ainda não se acostumou com um molequinho arteiro querendo chamar atenção a todo custo, nem que pra isso seja necessário jogar terra na mamãe enquanto ela está com o bebê... E o fim de semana ainda acabou com aquele doído episódio...

:: Cena 4

Férias do filho mais velho. O bebê agora beira os dois meses. A mãe já tá ficando escolada em ficar sozinha com as crias. Agora ela pode ser vista amamentando o bebê sentada na mureta do parquinho, enquanto brinca de comidinha com o filho mais velho. Ou, ainda, pode ser encontrada jogando bola com o mais velho no quintal de casa com o bebê de bruços no colo, pra aliviar dor de barriga. Nessas ocasiões, diálogos muito interessantes podem ocorrer:
[mãe: filho, agora vou ter que dar mamá pro nuno, tá, daqui a pouco a gente brinca mais! filho: não mamãe, não pode! Porque agora você não é a mamãe, você é jogador... e jogador não pode sair pra dar mamá!]


E estamos só começando, né não?



terça-feira, 5 de julho de 2011

SER MÃE DÓI

Esse fim de semana que passou foi minha prova de fogo no maravilhoso mundo de mãe-de-dois (minha admiração eterna às mães de 3 - a minha!, de 4 - minha sogra!, e daí em diante...). Pretendo registrar esse aprendizado em post em breve, já está no rascunho (rá!).

Mas o fato é que foi um fim de semana agitado, foi meu aniversário, teve festa junina da escolinha do Caio, marido estava organizando evento de cultura popular, eu sozinha com as crias, várias atrações bacanas pra ver... Passamos o fim de semana, de sexta a domingo, fazendo várias coisas fora de casa. A maioria delas na organização em que trabalhamos, a Teia, onde o evento estava acontecendo.

Daí que domingo a programação foi longa, principalmente pro Dani e pro Caio, que foram já de manhã pras atividades. Eu e Nuno chegamos na hora do almoço. Apresentação vai, apresentação vem, criançadas brincando, Caio por vezes grudava em mim e no Nuno, mas a maior parte do tempo seguia brincando loucamente por lá.

Lá pelas tantas, ele encontrou uma bolsinha bonitinha de uma amiga nossa, abriu e achou lá dentro um mini relâmpago macqueen (eu não vi nada disso, a partir de agora conto com os relatos do marido). Pegou e foi brincar escondidinho perto de umas bananeiras. Marido viu, descobriu de quem era a bolsinha (de uma amigona nossa), ela liberou que ele brincasse com o carrinho da filha. Dani foi lá, conversou com Caio, explicou que não podia mexer nas coisas dos outros e tal, e disse que ele podia brincar com o carrinho até que a Manu (ou sua filhinha Lara) pedissem de volta. E ele continuou brincando escondidinho.

Em seguida, Dani me contou o que tinha rolado, eu fui lá, conversei com ele, reforcei o que Dani tinha dito e o chamei pra sair de lá, que ele não precisava ficar escondidinho, que a Lara tinha emprestado o brinquedo pra ele. Ele veio, comeu, brincou, mas continuava se esgueirando pelos cantos, meio que fugindo da hora de devolver o brinquedo. No fim do dia, começou a escurecer, o pessoal dos grupos que se apresentaram começou a ir embora, e eu comecei a ficar mais de olho no Caio, porque vira e mexe ele sumia. Mas Dani tava sempre de olho nele, e relaxei, fui pra um canto mais sossegado dar mamá pro Nuno, descansar e prosear um pouco.

Estava bem relaxada quando Dani entra com o olhar mais desesperado que já vi e me fala: Thaís, eu já tô há uns 10 minutos procurando o Caio e não encontro. Só de escrever sobre isso meu coração já paralisa, da mesma forma como aconteceu no dia: MEU CORAÇÃO PAROU POR UM INSTANTE, tenho certeza. E, em seguida, começou a bater de forma tão, mas tão acelerada, que eu mal conseguia respirar. Levantei e saí feito louca, comecei a chorar imediatamente, e saí desembestada a gritar por ele: Caio, cadê você filho? 

CAIOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Fiquei LOUCA DE VERDADE, foi uma sensação indescritível de DESCONTROLE TOTAL. Uma DOR INSANA NO PEITO. Várias pessoas ajudando a procurar, lembro de flashes delas me dizendo: ele entrou ali, eu vi, ele só pode estar escondido ali, não tinha como ele sair sem eu ver... Eu fui até o local, chamei, gritei, e nada... Fui ficando ainda mais desesperada: impossível que ele tenha se escondido, que ele esteja escondido todo esse tempo, e ninguém o encontre, e ele não responda aos chamados... Eu só pensava que alguém tinha levado ele, ou que ele teria entrado atrás de alguma criança nos ônibus dos grupos... Saí correndo pra rua (DETALHE: TUDO ISSO COM NUNO DORMINDO NO SLING), chorando, gritando, não sabia se ia pra uma esquina ou pra outra... Aí me dei conta que Nuno estava comigo, que era insanidade demais sair pela rua, já tinha outras pessoas ali procurando... Voltei e continuei a chorar, passava pelas poucas pessoas que ainda estavam ali (todas amigas e da produção do evento) e dizia: o Caio sumiu, o Caio sumiu....

E, nesse momento, vejo as pessoas acenando pra mim lá de baixo, do lugar onde ele supostamente estaria escondido... Vejo Dani vindo com ele no colo.... Despenco no degrau e começo a chorar compulsivamente... Meu filho estava ali... Ele vem com uma carinha de susto e de arteiro, Dani diz: "Olha o jeito que sua mãe ficou, filho, não faz mais isso!" Ele estava escondido atrás de um armário, ficou ali quietinho só pra não ter que devolver o carrinho......

Chorei, chorei, abracei o Caio, dei mamá pro Nuno, tentei me acalmar e conversar com ele, entender o que tinha acontecido... E ele, com uma carinha de envergonhado, meio sorrindo meio chorando, me abraçou como querendo se esconder de novo e devolveu o carrinho pra amiga meio contrariado... Ficamos ali, abraçadinhos, mas o Nuno estava no sling, tentei ajeitar ele no colo e ele começou a chorar muito também, acho que por ver como eu estava, por ter devolvido o carrinho, por não ter meu colo só pra ele, por não entender direito toda a situação...

Eu já havia aprendido o quanto dói ser mãe. Mas essa FOI A SITUAÇÃO MAIS DIFÍCIL E DOÍDA DE TODA A MINHA VIDA, ter meu filho desaparecido por apenas alguns minutos. Pensei que isso vai me acompanhar por toda a vida, imaginei as mães que têm seus filhos realmente desaparecidos, ou mortos... É, sem dúvida, A MAIOR DOR DE TODAS. 

Eu fiquei literalmente insana. Depois, voltando ao normal, mal conseguia encarar as pessoas que viram aquele meu desvario. Poucas delas tinham filhos, pra entender aquele estado de insanidade em que estive.

Passado o susto, Caio permaneceu manhoso, querendo minha atenção. Brinquei um pouco com ele, dei suco e convoquei o pai a irmos embora. Caio estava visivelmente esgotado, de cansaço físico e emocional. Viemos conversando com ele sobre o ocorrido, tentando entender melhor, e explicando as coisas pra ele. Ele ouviu tudo com atenção, disse que não iria mais fazer aquilo, pediu um carrinho igual ao da amiga e capotou na cadeirinha do carro.

Eu e o pai ainda fomos dar banho e pôr Nuno pra dormir e, depois, conversar um pouco pra colocar as ideias e emoções nos eixos, entender onde poderíamos ter intervido antes de chegar àquela situação, agradecer por não ter sido coisa pior....

O fato é que esse dia me marcou pra sempre, e dor que eu senti e o estado de insanidade em que estive ainda pulsam em mim, como uma espécie de alerta. Ser mãe agora dói ainda mais.



terça-feira, 10 de maio de 2011

DOS MOMENTOS QUE MERECEM SER REGISTRADOS


Esse dia das mães foi especial. Não o dia em si, mas o momento da minha vida. Grávida, na beirinha de tudo que está por vir, e com um filhote do lado de fora capaz de me proporcionar emoções tão inesperadas e inesquecíveis. Um momento especial, sem dúvida. Um momento em que estou TODA mãe, por dentro e por fora, desconectada de trabalho, doutorado e cia. 

E, na real, acho que meu dia das mães celebrou-se mesmo foi na sexta-feira. Quero registrar aqui pra não esquecer jamais: o primeiro presente de dia das mães feito de verdade pelo Caio para mim, e toda a delícia que envolveu sua entrega.

Estava eu em casa, sozinha, recebendo uma massagem incrível de minha professora de yoga. Um presentão que ela está me dando no fim dessa gravidez. Estávamos no quarto do Caio, quando ouvi ele chegando com o pai. Avisei Katrina para fechar a porta, senão ele viria que nem um tirinho direto  para onde estávamos.

Já no portão escuto o pequeno, para o pai: "a mamãe está aí, a mamãe está aí!" Ao entrar em casa: "Mamãe, mamãe! Papai, cadê a mamãe, quero entregar o presente pra ela!" O pai enrola o pequeno: "a mamãe tá fazendo massagem, jajá ela sai e você entrega" . Dali a pouco, escuto a porta querendo abrir, e o pai intervindo: "só mais um pouquinho filho, vem aqui tocar tambor". E ele: "quero entregar o presente!" Dentro do quarto, eu ria de felicidade em ver a ansiedade dele... e eu que nem estava lembrando do dia das mães!!

Logo a massagem acabou, e saí direto pra encontrá-lo. Ele me abriu um sorriso gigante, e saiu pulando pela casa: "mamãe, tenho um presente pra você! Tenho um presente pra você! Fui eu que fiz, fui eu que fiz!!" E veio me entregar o presente: um cartão pintado por ele, com um saquinho de pano amarrado e dentro um colarzinho feito de tecido e miçangas lindo!!! E o presente foi entregue com direito a uma poesia maluca inventada por ele (que eu só entendi algumas palavras, hehe) e repetida euforicamente, um delicioso abraço e vários beijos. Inesquecível, assim como a alegria dele quando coloquei o colar, e segui com ele o resto do dia.

Desde esse dia me pego lembrando dessa cena, todos os dias, e o colarzinho virou meu "amuleto" nesse finzinho de gravidez. Quero estar com ele no momento do parto. É como se fosse um estoque de amor e alegria que só de colocar já me faz bem, lembrando da simplicidade daquele momento e do quanto é bom ser mãe.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

COMEÇOU A MALANDRAGEM

chamego no barrigão de quase 1 mês atrás
 
Eu e Caio deitados na cama, curtindo um papo e um chamego antes da historinha pra dormir. O bebê (a barriga) é o centro das atenções nos carinhos e conversas. De repente começo a sentir um cheirinho estranho, e pergunto:

- Ê filhote, tá soltando pum?

Ao que ele responde, na moral, sem pestanejar:

- Eu não, mamãe, é o bebê!

E caímos os dois na gargalhada. 

(Já pensaram quando nascer? Irmão mais novo sofre.... Rá!)

terça-feira, 12 de abril de 2011

FESTINHA CASEIRA!


3 anos... um meninão e ao mesmo tempo o meu menininho. E que, de novo, quase fica sem festinha (ano passado tínhamos acabado de mudar de casa, fizemos um bolinho no dia e uma festa de aniversário + inauguração da casa nova um mês depois, tadinho...). Mas a gente se vira, se desdobra e comemora, sempre. Porque eu e Dani somos do tipo que acredita que celebrar momentos importantes entre pessoas queridas é fundamental pra seguir em frente.

Assim, depois de debates intensos sobre agendas difíceis e grana curta, decidimos que esse ano a festinha do Caio seria comemorada no dia do aniversário mesmo, em plena quinta-feira, apesar das baixas de pessoas queridas que isso representaria (tia Sir que o diga...). E, mesmo com um barrigão federal e descadeirada por conta de um tombo que levei dois dias antes do aniversário, com a ajuda  FANTÁSTICA da minha mãe, e também do maridón e do meu pai, Caio teve uma festinha deliciosa.

Pela primeira vez, inspirada nas mães-blogueiras-prendadas que encontrei blogosfera afora, meti a mão na massa a valer, mesmo não tendo muitos dotes manuais. A principal culpada foi a querida Micheliny, que além de tudo sugeriu o tema da festa: O Super-Irmão!

O pai fez o convitinho, sucesso absoluto!


Eu fiz capinhas recicladas de super-herói (aprendi aqui!), que junto com os braceletes feitos em parceria por vovó e papai e umas mascarazinhas de EVA foram as lembrancinhas da festa, e deixaram as brincadeiras mais divertidas. Até tio Du entrou na onda das fantasias, pra alegria da criançada.


 
Recortei bandeirinhas pra enfeitar entrada de casa e a mesa do bolo, e improvisei uns enfeitinhos.


a mesa quase pronta e no fim da festa...

Com exceção do bolo e dos pasteizinhos deliciosos que minha sogra sempre traz, todos os quitutes foram feitos pela minha mãe, por mim e pela ajudante aqui de casa.  Destaque para os tradicionais bombocados da família feitos pela vovó, estavam divinos!


Caio comeu TODOS os quitutes antes da festa...

Foi tudo muito simples, só convidados queridos e muito chegados, mas valeu ver a alegria do Caio, sua euforia nos vendo preparar tudo, a piração com as fantasias, os dedinhos enfiando nos docinhos, os milhares de espetinhos roubados antes da hora, as brincadeiras deliciosas de super-herói...


Sem dúvida essa foi a primeira festinha que ele curtiu de verdade como sendo realmente DELE, já entendendo o que estava acontecendo e aproveitando tudo. Apesar da canseira (né, mãe?) valeu cada minuto e cada centavo dedicado. E agora eu tomei gosto pela coisa, tomara que eu tenha a possibilidade de pôr a mão na massa em muitas outras festinhas dos pequenos!!!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O MISTÉRIO DA GUITARRA VERDE


Filhote acordou outro dia pê da vida (estávamos dormindo juntinhos na mesma cama). E eu, um olho aberto outro fechado, não conseguia entender o que estava acontecendo; eu tentava falar com ele mas ele estava bravíssimo, esperneando, incomunicável. Até que, com muito custo (e paciência de jó), eu consegui entender uma frase desconexa: "cadê a guitarrinha, cadê a guitarrinha?" Sem entender patavina, arrisquei: "que guitarrinha, filho?" Ao que ele respondeu, aos prantos: "A guitarrinha que eu tava tocando, eu tava tocando ela, cadê!"

Nessa hora, achei que tinha tido uma super sacada, pois lembrei que dois dias atrás ele tinha brincado de "guitarrinha" com uma escova de dentes, antes de dormir, e falei: "Ah, a guitarrinha! Mamãe vai pegar, ela tá no banheiro". E trouxe a escova de dentes toda alegrinha, crente que ia abafar. Mas o neguinho ficou ainda mais puto, começou a estrebuchar, pegou a escova e atirou longe, gritando enlouquecido: "essa não, a guitarrinha verde, a guitarrinha verde do Ben 10!"

Close na cara de tacho da mãe. Hein??? Guitarrinha do Ben 10? "Que guitarrinha do Ben 10, filho, você não tem..." "Aquela, aquela verde, que tava no vidro".

Espirais coloridas psicodélicas entram em cena para a mãe decifrar o mistério da guitarrinha verde no vidro. Túnel do tempo, UM MÊS atrás, fatídica ida ao shopping, dia que entrou pra história como o de nossa primeira "briga" (tô com um post sobre o tal dia no rascunho, não tive coragem de terminar, mas enfim), dia no qual ele viu uma bendita guitarrinha do Ben 10 na vitrine de uma loja. E eu que achei que ele tinha esquecido, e a tal guitarrinha não vem nos atazanar em plena manhã ensolarada?

Percebi que ele falava, emputecido, "cadê a guitarrinha verde? eu estava tocando ela, eu estava tocando ela". E, plin!!! Mãe com sono demora pra cair a ficha... Ele estava SONHANDO com a tal guitarrinha (eu mereço!), e ficou PUTO de acordar e não encontrar a dita cuja do seu lado... Daí vai a mamãe, com toda paciência matinal, cheia de pedagogia de travesseiro, explicar pra ele:

- Filhote, deixa a mamãe te contar uma coisa. (ele berrando, mas me fiz de sonsa) Você estava sonhando... Você sabe o que é um sonho? (nessa hora ele parou, me olhou fixamente, como que tentando perceber se eu tava dando uma de louca ou se era sério. Se convenceu que era sério e prestou atenção. Respondeu que não com a cabeça) Um sonho é uma historinha que a gente inventa na nossa cabeça. Uma historinha que a gente inventa quando está dormindo. E, às vezes, a historinha é tão boa, que parece que aconteceu de verdade, e aí, quando a gente acorda, fica bravo de descobrir que era um sonho... Por isso não tem guitarrinha aqui, entendeu? Ela tava no seu sonho...

E não é que funcionou? Ele olhou pra mim, repetiu a palavra "sonho", se espreguiçou, abriu um sorriso (ufa! é triste constatar que ele herdou meu mau humor matinal, mas, fazer o quê...) e deu um beijo na minha barriga. E o dia começou de novo, beeem melhor.


(no fim do dia, quando o pai voltou de viagem, eles foram tomar banho juntos. Depois, marido veio me contar, maravilhado, como era incrível a transformação do pequeno em apenas alguns dias que ele ficou fora, como a gente não percebe da mesma forma no dia-a-dia, e tal e coisa... Falou sobre "avanços cognitivos" e tudo, gente! E eu lá, intrigada: "mas o que aconteceu, de tão diferente, pra você estar tão maravilhado?" Aí ele contou que, no banho, o Caio veio com essa, todo todo: "Papai, vou te contar uma coisa, você quer saber? Eu tive um sonho, foi uma história na minha cabeça"......... Ele, que não sabia de nada, ficou ainda mais maravilhado quando contei tudo o que tinha acontecido de manhã.)


Agora, pra terminar: PORQUE RAIOS ESSE PENTELHO DO BEN 10 FOI APARECER NA NOSSA VIDA? Alguém pode me explicar? Gente, eu não tenho tv a cabo, não tenho o tal canal onde passa esse desenho, não sei nem o que esse personagem faz - mas tenho a impressão que ele não é dirigido a crianças tão pequenas como o Caio -, COMO FOI QUE MEU FILHO VIDROU NESSE BENDITO? Tá certo que há quase um ano atrás, quando fez aniversário, ele ganhou de um amiguinho uma camiseta do fofitcho, e também umas cuequinhas da vovó, e SÓ. Depois, só pode ser de ver coisas na escolinha - mochilas, sandálias, estojos e o c... a quatro - e pronto, TUDO O QUE ELE VÊ QUE TEM O DITO CUJO - acho que vou fazer que nem o Harry Potter, e parar de pronunciar o nome "dele" aqui em casa - ELE QUER... Mas daí a SONHAR COM A TAL GUITARRINHA... crueldade demais com o inconsciente do moleque, né não, gentes??? E com o consciente da mama que vos fala...................... suspiro e fim.

domingo, 30 de janeiro de 2011

DESFRALDE DO CAIO (direto do túnel do tempo)


Esses dias tenho lido vários posts de mães que estão desfraldando meninos (e meninas também - a Carol fez uma divertida compliação aqui). Estive meio sem tempo de comentar, mas queria tentar ajudar contando a experiência do Caio, porque na época foi fundamental ler sobre as experiências de outras mães. Então, como eu não tinha feito nenhum post sobre isso aqui no blog (e tinha dois começados no rascunho), resolvi tentar recuperar esse processo (com a ajuda do super papai, porque não registrei direito e não me recordava de tudo), para trocar experiências com vocês (e também pra me ajudar quando chegar a hora do próximo, rá!).

Caio tem 2 anos e 9 meses, e desfraldou completamente de dia em abril do ano passado (logo que completou 2 anos), e de noite uns seis meses depois, se não me engano. Devo dizer que foi um processo bem particular (e todos são, né não?), e que não pretendo dar "dicas" ou dizer que o que funcionou pra ele funciona pra qualquer um. A idéia é mesmo registrar e compartilhar nossa experiência.

Vamos aos fatos (quem já me conhece sabe que, quando pego pra escrever, a coisa sai looonga... quem se interessar pelo post, please, paciência comigo! Respira fundo e vai):

# o início do processo:

Caio começou a dar alguns dos famosos "sinais" de que estaria perto do desfralde já por volta de novembro de 2009, quando tinha 1 ano e 7 meses, mais ou menos. Começamos a perceber que a fralda já estava incomodando, ele começou a avisar depois que fazia xixi e cocô, e começou a se isolar quando ia fazer o número 2.

Conversamos com a pediatra, e ela nos tranquilizou MUITO: disse que cada criança tinha um tempo, e que entre 18 e 48 meses é o período considerado "normal" para uma criança desfraldar (existem alguns estudos que indicam o limite de 36 meses). Ou seja, tínhamos muuuuito tempo, não era preciso pressa. Boa notícia.

Outra coisa que eu achei bem legal da parte dela, e que foi MUITO ÚTIL no desfralde do Caio, foi desmistificar aquela idéia bastante difundida de que "uma vez começado o desfralde, os pais não deveriam retroceder". Ela nos disse que a criança dessa idade passa por muitos altos e baixos, saltos de desenvolvimento e fases de retrocesso, e que o desfralde deveria acompanhar esses momentos: sentiu que dá pra avançar, avança; a criança resistiu ao processo, retrocedeu em relação ao que já tinha conquistado, NÃO TENHA MEDO DE VOLTAR ATRÁS. Foi bem aliviador não ter essa pressão.

Ela sugeriu que começássemos a deixar ele mais peladinho em casa, para ir tendo mais contato com o próprio corpo e com o xixi, e indicou que comprássemos um peniquinho pra ele ir se familiarizando com o "objeto estranho". E, nesse ponto, foi categórica: na opinião dela, os pequenos (meninas e meninos) devem ser introduzidos ao penico mesmo, SENTADOS, para garantir o apoio dos pés, que era muito importante no processo de controle da evacuação. Se a opção fosse pela privada, ela indicou que arrumássemos algo para fazer esse apoio, principalmente quando chegasse a hora do cocô.

Munidos de toda essa "segurança", resolvemos dar os primeiros passos, bem devagar, em direção ao desfralde. Compramos um peniquinho colorido, explicamos pra ele o que era aquilo, pra que servia, que era dele e coisa e tal. O penico passou a ficar ao lado da nossa privada no banheiro, sempre à vista, mesmo que ainda não fosse utilizado: no começo, era apenas uma brincadeira sentar no penico quando o papai ou a mamãe estavam lá. De todo modo, já era um começo, e ajudava bastante ele ter um amiguinho mais velho que já estava usando o peniquinho.

Aproveitamos as férias de dezembro pra deixar ele bem à vontade em casa, procurando ao máximo ficar no quintal (não preciso nem falar porquê, né?), perguntando sempre se ele queria fazer xixi, o estimulando a nos avisar quando estivesse com vontade de fazer xixi/cocô, sem muita crise se rolasse um xixi em cada cômodo da casa (nesse momento eu só procurava evitar deixar ele sem fralda no sofá ou na cama, porque era certeza que seria "carimbado"). NUNCA DEMOS BRONCA SE FIZESSE XIXI OU COCÔ PELA CASA, apenas reforçávamos que ali não era o lugar, que agora ele tinha o peniquinho dele e tals.

Mesmo a gente perguntando e estimulando, inicialmente ele NÃO FAZIA XIXI NO PENICO: até sentava de vez em quando, mas não fazia ali. E, na maioria das vezes, avisava quando já tinha feito, ou enquanto produzia "a obra". Mas a gente sempre levava ele ao banheiro pra limpar depois que fazia pelas pernas em algum lugar da casa, e passamos a chamá-lo também para jogar o cocô na privada e "falar tchau" e, aos poucos, ele foi associando o xixi e o cocô ao banheiro, a ponto de várias vezes fazer dentro do box, por exemplo. E, sem medo de ser feliz, a gente também levava o penico pra tudo quanto é canto da casa, pra tentar estimular: quer fazer xixi vendo o Júlio? quer fazer xixi no quintal? quer fazer xixi no escritório? E lá ia o penico pela casa afora. Mas, ainda assim, não rolava.

Nessa época apelei para golpes baixos truques interessantes que tinha visto blogs afora ou com outras amigas, como oferecer adesivos pra cada xixi/cocô no trono, levar uns livrinhos pra ler no banheiro, recortar figuras e colocar no fundo do penico pra estimular (tipo colocar uma imagem de uma flor e falar: "vamos regar a florzinha", ou "vamos dar banho no elefantinho", e por aí afora), MAS NADA FUNCIONOU. A família resolveu apoiar nossa causa e, no Natal, de surpresa, Caio ganhou da vovó paterna um super penico, que tocava música, virava redutor de assento e até banquinho de apoio. No início, pensamos até em trocar o presente, pois já tínhamos um penico e achamos que era um pouco "over" demais. Depois, o super penico nos ganhou, pois percebemos que ele seria 1001 utilidades. Mas nem esse truque funcionou de primeira, Caio curtia saber que o penico tocava musiquinha, mas nem pensar em fazê-la tocar com seu xixi ou cocô.

Ok, ok, tínhamos janeiro todo pela frente, nada de desanimar. Afinal, tinha sido apenas o primeiro mês.

# as primeiras conquistas:

Em janeiro, as coisas começaram a melhorar. Os dois posts que comecei e deixei no rascunho são desse período, em que ele começou a se orgulhar dos xixis e cocôs que fazia (na fralda, na cueca, no chão do banheiro ou do box, em geral...), passou a ter cada vez mais vontade de ficar sem fralda, nos pedindo para tirá-las, e descobriu maravilhado que o xixi saía pela frente e o cocô pelo bumbum. Começou a ter algum controle do momento de fazer xixi, e começamos brincadeiras como "regar a plantinha no quintal" e coisas assim. Não dá pra negar que eram avanços. Mas, até então, continuava a recusa em usar os penicos, apesar do orgulho que ele tinha dos ditos cujos, que viraram meio que "brinquedinhos".

Eis que, na segunda semana de janeiro, ele vai passar suas primeiras "mini-férias" na casa da vovó materna, e o penico mais mequetrefe vai junto, em definitivo. E não é que o danado resolve fazer O PRIMEIRO XIXI NO PENICO LONGE DE MIM!!! Rá! Paciência de vó não têm preço, e dá resultado. Uns quatro dias depois, já em casa, fez o primeiro xixi no penico comigo (esse eu registrei no rascunho do blog, exatamente no dia 11/01/2010). Quase morri de emoção, mãe é bicho besta, né!

E durante todo o mês de janeiro fomos deixando a coisa rolar, naquele esquema pra-cada-xixi-no-penico-vários-no-chão. Mas o penico passou a ter sua utilidade, e o fato de tocar musiquinha ao final da obra funcionou bem. Mas, ainda assim não fomos rígidos: em casa ficava sem fralda, íamos sair de carro, viajar, ir a um restaurante, fralda nele.

Nessa época minha sogra e minha mãe vieram passar alguns dias em casa para que pudéssemos trabalhar, e mantiveram o mesmo ritmo vai-não-vai do desfralde. Mas, no tempo dele, ele começou a conseguir avisar algumas vezes antes de fazer as obras, o penico começou a ter seu uso, e começamos a economizar algumas fraldas, thanks god.

Mas eis que janeiro acabou, e Caio iniciaria numa nova escolinha - provisória, até sair a vaga dele na creche da faculdade. E eu sabia que essa mudança toda não combinava com desfralde... Mas fui na fé dos conselhos da pediatra, e funcionou.

# avanços, retrocessos e os finalmentes

Na nova escolinha, a indicação foi esperar um pouco para mandar ele sem fralda, já que seria todo um processo de adaptação, que não combinava muito com desfralde. Assim, ele ia de fralda pra escola, e logo que chegava em casa tirávamos. Eu realmente ignorei a também famosa regrinha "se tirou em casa, tem que tirar na escola também, pra não confundir": expliquei pra ele a situação, e fomos levando assim, até sentirmos, junto com as professoras, que daria pra tentar deixar ele um pouco sem fralda na escola também. E assim foi. Lá, ele ficava bastante no parquinho, e tinha um banheiro acoplado à sala de aula, o que facilitou as coisas. Mas não foi uma coisa super disciplinada, a gente sentia o clima em casa e elas toparam fazer o mesmo na escola. Se não rolava muito bem, fralda nele.

Aqui, cabe um parênteses: Caio, desde que foi introduzido ao maravilhoso mundo dos alimentos, nunca foi um exímio produtor de cocô. Isso, de certa forma, facilitou um pouco o processo. Inclusive porque, como ele foi ficando incomodado com a fralda, começamos a perceber que ele fazia mais cocô quando estava sem a dita, o que foi um estímulo a mais no processo, um indicativo de que estávamos no caminho certo.

Nesse momento, finalmente o penico musical passou a fazer muito sucesso, pra compensar o alto investimento da vovó!!

Tudo muito bom, tudo muito bem, desfralde gradativo funcionando (sou adepta dos processos "gradativos", como foi também o desmame) mas aí tivemos mudança de casa e nova mudança de escola no início de abril (quando consegui a vaga na escolinha da universidade): e o desfralde no meio disso tudo?

A nova escolinha tinha algumas regras e teorias para o desfralde, com foco em uma proposta de desfralde mais coletivo - só que, como ele entrou numa turma mais nova que ele, isso só começaroa no segundo semestre... Fiquei um pouco agoniada, falei com a diretora que não daria pra esperar até lá, e ela se demonstrou bem aberta ao diálogo, mas combinamos que inicialmente o Caio iria de fralda para lá, até que ele se acostumasse ao novo ambiente, às novas professoras e elas a ele. Assim, de certa forma RETROCEDEMOS, já que Caio já estava passando a maior parte do tempo sem fralda, e voltou a ficar quase dois períodos do dia de fralda, ficando sem ela apenas no relativamente pouco tempo que passava em casa durante a semana, e full time nos finais de semana.

Minha estratégia foi conversar muuuuito com o filhote, explicar tudinho que estava acontecendo, valorizar bastante o período que ele ficava em casa sem fraldas, e incentivá-lo a avisar quando estivesse com vontade de fazer xixi ou cocô, mesmo que estivesse de fralda na escola.

Levamos um tempo assim até que, na primeira oportunidade, em um feriado prolongado, RESOLVEMOS DESFRALDAR DE VEZ, arriscando deixar todo o tempo sem fraldas, não importava onde estivéssemos e o que fôssemos fazer. Foi sucesso total, o moleque já estava mais que pronto (já estava quase caindo de maduro) e resolvi conversar na escolinha.

No primeiro dia útil pós-desfralde-instituído, levei Caio para a escola ainda de fralda, e fui conversar novamente com a diretora e com uma das professoras: disse como o processo vinha acontecendo, contei toda essa história de forma resumidinha, disse que no feriado ele tinha desfraldado completamente e que eu gostaria que ele ficasse sem fraldas na escola também. Apesar delas desconfiarem um pouco que aquilo daria certo, conversamos bastante e, como uma das "regrinhas" era "uma vez desfraldado, sempre desfraldado" e "tem que ser o mesmo processo em casa e na escola", a partir de agora ele ficaria sem fraldas lá também: e eu deveria enviar 9 MUDAS DE ROUPAS POR DIA (tive que correr pra uma loja, rá!). Caio nunca usou nem 3 lá, pois o desfralde tinha sido realmente um processo: tudo ocorreu às mil maravilhas, as educadoras foram super bacanas e, no fim da história, na escola, Caio virou o "desfralde mais rápido do oeste". Rá!

Desfraldando também na escola, ele parou de fazer a soneca da tarde de fralda lá, e eu tirei em casa também. Foi a última fralda do dia a sair. E foi o começo do estímulo pro desfralde noturno, mas isso já é uma outra história, que ninguém me aguenta mais, né? Vale dizer apenas que, mesmo desfraldado e usando o peniquinho super bem, vários xixis ainda escaparam perna afora, sem maiores traumas.

Espero que nossa experiência ajude vocês de alguma forma... e força na peruca pra quem está nessa fase!!!


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

DEPOIS DA CHUVA


Ele voltou, e no início me esnobou. Ele voltou, e eu o achei tão diferente, tão crescido, tão mais tagarela (será que é possível?). Ele voltou, e na semana seguinte tentei ficar grudada com ele todo o tempo que pude.

Beijei, beijei, beijei. Apertei, sufoquei, melei. Coisa chata é mãe com saudade, não? Lambi a cria mesmo, até gastar. E repeti trocentas vezes "eu te amo", em milhares de variações: "mamãe te ama, viu, filhote?", "te amo gatinho", "te amo muito, filho", "mamãe te ama demais", e por aí afora, sempre seguido de beijos estalados e abraços de urso. Chata, chatíssima.

Mas... lá pela segunda ou terceira declaração de amor da mãe babona, o pequeno olha bem pra mim, nós dois deitados na cama, e repete: "te ama, mamãe?" "É filho, mamãe te ama, te ama muito". Ele: "te ama?" "Isso filho, EU-TE-AMO". Ele: "eu te amo também".................................................................................................................. M-O-R-R-I, apesar de saber que era apenas o bom e velho aprendizado pela repetição. Dormi feliz.

No dia seguinte, estou no banheiro e ele vem, todo faceiro: "mamãe!!" Olha bem pra mim, direciona um olhar apaixonado e diz, todo sincero: "Eu te amo, MAMÁ!", tascando as mãozinhas nos ditos cujos. Rá!!!! Dessa vez morri também, só que de rir. Até na declaração de amor espontânea o mamá sai na frente! Rá!

Declarações de mãe grudenta rarefeitas, chega o dia do meu aniversário. E, de presente, ganho o meu primeiro "EU TE AMO, MAMÃEZINHA", totalmente espontâneo, com direito a carinho no rosto e olharzinho apaixonado. E os nove dias de saudade louca ganharam novo sentido. Bom demais.

terça-feira, 22 de junho de 2010

SOBREI...


Brinquedos em todos os cantos da casa. Quartinho vazio. Casa vazia. Choro. Lavo a louça, recolho o lixo, me despeço dos cachorros e ‘fujo’ para a casa dos meus pais, pelo menos por uns dias.

Ouço uma música infantil e choro. Vejo um menininho brincando e me emociono. Escuto um chorinho de fundo na hora de dormir e acho que estou ficando maluca.

É, não vai ser fácil ficar 9 dias sem o pequeno. 9 dias!!! Ainda mais que, desta vez, ele foi e eu fiquei...

O jeito está sendo meter a cara no trabalho e, nas horas vagas, pegar um cineminha. Quem sabe até o fim da semana, se a gripe passar, tomo umas cervejinhas. Mas não dá para evitar ficar contando os dias esperando ele voltar: ainda faltam 4...

Alguém aí me entende??

domingo, 13 de junho de 2010

CAIO E A COPA




Incrível o poder da Copa de fabricar patriotismos. Até mesmo – ou talvez principalmente – nas crianças pequenas!!! Isso tem me impressionado muito nessa primeira copa mamãe-e-filhinho...

Caio ganhou da tia Sir, bem antes da copa, uma camiseta amarela com a bandeira do Brasil (lindinha!), e uma cornetinha verde e amarela, com uma bola de futebol no meio (meio pentelha, mas Caio curtiu taaaanto que até já quebrou, ufa!). O moleque pirou. Desde então, qualquer bandeirinha minúscula em etiqueta de roupa não passa batido: 'Basil, mamãe, Basil!'.

Outro dia, viu um logotipo do governo federal num livro e tascou: 'Basil, mamãe!' Achei estranho: 'nossa, será que ele leu isso?' Olhei mais de perto e, dentro de uma das letras, uma micro bandeira do Brasil que ele percebeu de longe.

Numa viagem recente, passamos em frente à cidade de Ibaté, que tem uma bandeira do Brasil na entrada, e ele gritou, eufórico: 'Olha uma toalha do Basil, mamãe, uma toalha do Basil!!!' Caí na risada: 'é bandeira, filho, é bandeira' .

Agora é copa pra cá, copa pra lá. Basil, basil, basil. E olha que eu nem tô tão nesse clima de copa, nem mesmo o pai, que é futeboleiro convicto. Mas já estou imaginando o que me espera nos próximos jogos do Brasil: um mini patriotinha de primeira viagem, pirando a cada vez que aparecer a bandeira verde e amarela. E dá pra escapar dessa overdose???
Eu também já fui criança, e me divertia à pampa nas copas. Então, bora juntar amigos e seus filhotes, estourar pipoca, enfeitar a casa, e fazer festa aos olhos do pequeno. E deixar a ranzinzice crítica sobre tudo o que há por detrás das copas pra quando ele for maiorzinho, né não?