Caio anda super grudado comigo. Apelidei-o carinhosamente de carrapatinho. Não pode me ver que já começa a choramingar mamã, mamã, mamã e vem se agarrando na minha perna. Não tem colo de papai ou de vovó que resolva: só quer a mamãe e ponto.
Por um lado, é uma delícia sentir todo esse carinho do pequeno - como disse a Rebeca nos comentários do post anterior, faz um bem danado pro ego da mamãe ver que ele me prefere a qualquer outra pessoa. Mas, por outro, tem horas que a coisa fica meio cansativa, ainda mais levando em conta que estou com um braço só disponível para dar o colinho que ele tanto adora.
O detalhe é que, quando eu não estou, ele fica super bem, vai com todo mundo, fica super alegre, pede as coisas com calma, sem resmungos e choramingos. Agora, bastou a mamãe aqui aparecer que ele fica todo dengoso, cheio de "manha", querendo peito de minuto em minuto e abrindo o maior berreiro se eu levanto do sofá pra ir ao banheiro...
Cheguei a pensar que podia ser carência, afinal ele estava doentinho e eu com o braço engessado e coisa e tal... criança sente tudo no ar, né! Mas desde que me "acidentei" tenho ficado quase o dia todo com ele, brincamos muito, passeamos, conversamos, dormimos juntinhos, ele tem mamado muuuito e à vontade, coisas que fazemos todos os dias, mas nesse período temos feito ainda mais, já que ele não está indo à escolinha e eu tenho ficado mais em casa... Então, acho que carência não é.
Daí, vendo os comentários da Rebeca e da Lê no post anterior, lendo um post da Bibi e conversando com uma amiga que disse que a filhinha fazia muito mais manha com o pai do que com ela, fiquei pensando nessa coisa de ser mãe de menino, nesse apego do filho com a mãe... e vi que a dúvida da Rebeca é também a minha: será que estou criando ele muito dependente de mim? Tem aquele ditado que diz "mãe é manha"... será que a relação mãe-filho dá mais margem pra essa "manha"??? Enfim, tenho pensado nisso esses dias. O caso é que sou das mães mais molonas, que se derretem fácil a qualquer graça-pedido-manha-chororô do filhote, e muita gente tem me dito que se eu não tomar cuidado o pequeno vai me "dominar". Mas eu não consigo enxergar meu bebê como um "pequeno tirano": vejo nessas manifestações de "grude" dele, nessa "manha" comigo uma forma dele se comunicar, de tentar demonstrar sentimentos e desejos através dos recursos de linguagem que ele dispõe no momento... Posso estar errada, mas vou seguindo meus instintos. Quando o grude fica demais, e percebo que é manha mesmo, também me posiciono diferente com ele, para demarcar alguns limites. Mas as questões estão no ar: será que é coisa de menino com a mãe? Será que estou sendo "dominada"? Será apenas uma fase? Dúvidas de uma aprendiz de mãe...