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terça-feira, 15 de setembro de 2009

FASE DA INÉRCIA


Não, não sou eu que estou nesta fase, embora o blog tenha ficado um poquito abandonado nos últimos dias. É o Caio. Alguém já ouviu falar dessa fase? Se não, acabei de batizar.

Se está no colo, não quer ir para o chão brincar. E berra. Se está no chão brincando, não quer ir para o cadeirão papar. E berra. Se está no cadeirão, não quer descer. E berra. Se desceu, não quer ir para o colo do papai. E berra. Se está no colo do papai, não quer ir para o colo da mamãe. E berra. Se está no colo da mamãe, não quer sentar na cadeirinha do carro. E berra.

E assim vai. O dia todo. Passar de um estado de atividade a outro tem sido sempre motivo de reclamação: se está no quintal não quer entrar, se está no banho não quer sair, se está mamando não quer parar... Dura pouco, ok, logo ele curte a nova atividade e se entrega de corpo e alma. Mas até sair da inércia... afe, que sufoco!

Será que tem a ver com afirmação de identidade, coisa e tal, como a história de falar "não" e "não té", que já contei aqui? Ou será que meu pequeno ariano, filho de pai e mãe tinhosos, vai ser um bebê-adolescente, uma criança-adolescente, e por aí afora, mantendo sempre ativo seu "espírito de contradição", como diz o poeminha da Ruth Rocha??? Será que eu aguento??? Será, será, será...

[ou, pode ser, ainda - e sempre - os fatídicos dentes... os quatro molares vieram de uma vez... e parece que os caninos já estão preparando terreno... pobres dentes, sempre levam a culpa das chatices do pequeno, mas é que ele é tão sossegado, tão risonho, que quando entra nessas "fases", fico logo procurando justificativa... rá! e estamos já há uns quinze dias nesse "espírito de contradição", embora hoje aparentemente ele tenha voltado ao seu estado normal... vejamos o que me reservam os próximos dias...]

E para finalizar, o poeminha da Ruth, típico da relação pais e filhos em todas as idades!

Eu disse: - Sim!
Você disse: - Não!
Eu disse: - Pé!
Você disse: - Mão!
Eu disse: - Biscoito!
Você disse: - Pão!
Eu disse: - José!
Você disse: - João!
Eu disse: - Sim!
Você disse: - Não!

Eu acho bom
Você acha ruim
Eu acho bonito
Você acha "o fim"...

sábado, 9 de maio de 2009

MÃE DE MENINO


Caio anda super grudado comigo. Apelidei-o carinhosamente de carrapatinho. Não pode me ver que já começa a choramingar mamã, mamã, mamã e vem se agarrando na minha perna. Não tem colo de papai ou de vovó que resolva: só quer a mamãe e ponto.

Por um lado, é uma delícia sentir todo esse carinho do pequeno - como disse a Rebeca nos comentários do post anterior, faz um bem danado pro ego da mamãe ver que ele me prefere a qualquer outra pessoa. Mas, por outro, tem horas que a coisa fica meio cansativa, ainda mais levando em conta que estou com um braço só disponível para dar o colinho que ele tanto adora.

O detalhe é que, quando eu não estou, ele fica super bem, vai com todo mundo, fica super alegre, pede as coisas com calma, sem resmungos e choramingos. Agora, bastou a mamãe aqui aparecer que ele fica todo dengoso, cheio de "manha", querendo peito de minuto em minuto e abrindo o maior berreiro se eu levanto do sofá pra ir ao banheiro...

Cheguei a pensar que podia ser carência, afinal ele estava doentinho e eu com o braço engessado e coisa e tal... criança sente tudo no ar, né! Mas desde que me "acidentei" tenho ficado quase o dia todo com ele, brincamos muito, passeamos, conversamos, dormimos juntinhos, ele tem mamado muuuito e à vontade, coisas que fazemos todos os dias, mas nesse período temos feito ainda mais, já que ele não está indo à escolinha e eu tenho ficado mais em casa... Então, acho que carência não é.

Daí, vendo os comentários da Rebeca e da no post anterior, lendo um post da Bibi e conversando com uma amiga que disse que a filhinha fazia muito mais manha com o pai do que com ela, fiquei pensando nessa coisa de ser mãe de menino, nesse apego do filho com a mãe... e vi que a dúvida da Rebeca é também a minha: será que estou criando ele muito dependente de mim? Tem aquele ditado que diz "mãe é manha"... será que a relação mãe-filho dá mais margem pra essa "manha"???

Enfim, tenho pensado nisso esses dias. O caso é que sou das mães mais molonas, que se derretem fácil a qualquer graça-pedido-manha-chororô do filhote, e muita gente tem me dito que se eu não tomar cuidado o pequeno vai me "dominar". Mas eu não consigo enxergar meu bebê como um "pequeno tirano": vejo nessas manifestações de "grude" dele, nessa "manha" comigo uma forma dele se comunicar, de tentar demonstrar sentimentos e desejos através dos recursos de linguagem que ele dispõe no momento... Posso estar errada, mas vou seguindo meus instintos. Quando o grude fica demais, e percebo que é manha mesmo, também me posiciono diferente com ele, para demarcar alguns limites. Mas as questões estão no ar: será que é coisa de menino com a mãe? Será que estou sendo "dominada"? Será apenas uma fase? Dúvidas de uma aprendiz de mãe...