domingo, 20 de novembro de 2011
MOMENTOS HISTÓRICOS (e update do sorteio)
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
MAIS DA PANELA AMARELA... E O SORTEIO!
"Na minha opinião, a alimentação não é apenas algo que existe para suprir necessidades nutricionais do corpo. É um exercício de sociabilidade, de inclusão no mundo e de prazer. Desde o momento em que alguém coloca uma semente na terra fazendo crescer um pé de alface que você vai consumir, a comida está ligando você às pessoas e ao mundo. Faço questão de passar isso à Alice, da maneira que posso. Alice me acompanha às compras, assiste ao preparo das comidas, senta conosco à mesa e desde pequena está acostumada a se comportar muito bem em restaurantes e durante almoços e jantares de família."Musselina de linguado
150g de linguado limpo e sem espinhas
50ml de creme de leite fresco
50ml de leite integral
1 clara de ovo
2 ou 3 folhas de salsinha
sal e noz moscada (um pouquinho de cada)
Bata tudo no liquidificador ou processador. Coloque em um ou dois potinhos refratários (ramequins) e leve ao forno médio por 40 minutos - ou cozinhe em banho-maria por cerca de 20 minutos, ou até endurecer. Sirva com um fio de azeite, acompanhado com purê de batada doce com abóbora.
Mas vamos ao que interessa. Fiz o sorteio naquele esquema de sempre, queria ter pedido pro Caio sortear, mas não achei a máquina pra filmar... então, vai ser assim mesmo, ó: selecionei os comentários válidos (que foram todos menos o da Dani, que comentou mas avisou que não ia participar do sorteio) - total de 24 comentários - e inseri no programinha do site random.org. O resultado foi esse:
E a sortuda da vez foi a Re, do blog Ideias da Re, que eu ainda não conhecia. Seja benvinda Rê!! Entrou aqui com o pé direito, hein! Com certeza o livro vai ser suuuper útil pra você, eu bem que queria ter lido um livro desses quando o Caio tava com a idade da sua filhota, porque eu também "penei" com a introdução dos alimentos. Mas não desanima não, cada bebê tem seu tempo, e com paciência, carinho e muitas receitinhas gostosas, aos poucos você vai ensinando a pequena a curtir novos sabores!!
Bom, e para quem não ganhou... o livro está à venda nas livrarias Cultura, da Travessa (está em promoção!!) ou direto na editora Memória Visual. E vocês ainda podem tentar a sorte outra vez no próximo sorteio, que será bem legal também. Inté.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
PRESENTE: A PANELA AMARELA DE ALICE
O primeiro presente que será sorteado é o delicioso livro A panela amarela de Alice, da Tatiana Damberg. Mais conhecida como Tatu, a autora, além de gastrônoma, é também mãe da Alice, uma fofura de 1 ano e meio, e do sítio gastronômico Mixirica ("plantado na rede desde 2002", como ela diz), um lugar muito bacana para quem, como eu, gosta de comidas e afins. Eu fiquei sabendo desse livro na época do lançamento, achei a idéia bárbara, depois vi o de uma amiga e me encantei. Aí, adquiri o meu exemplar, entrei em contato com a Tatu e propus o sorteio, ela e sua editora Camila (da Memória Visual) toparam e aqui vamos nós.
Comecemos pela capa: a ilustração da Jana Magalhães é uma coisa, e a estampinha da contracapa deu vontade de transformar em pano de fundo desse blog, de tão linda que é. O subtítulo do livro diz tudo: "memórias de cozinha e maternidade". Me ganhou na hora. O livro é bem isso, tem esse clima de memórias (memórias recentes, super à flor da pele) do aprendizado dos primeiros tempos como mãe, e, mais, como "mãe cozinheira". Achei que tinha tudo a ver comigo, com este blog e com vocês, que, tanto quanto eu, curtem trocar experiências de maternidade e, vez por outra, já passaram seus perrenques quando o assunto é a alimentação dos pequenos.
Generosamente, a Tatu compartilha conosco, nesse livro, seus caminhos como mãe, suas escolhas (pois, como ela mesmo diz e eu assino embaixo: "O seu jeito é o melhor que pode haver para o seu filho") e algumas das maneiras como ela foi introduzindo sua pequena ao maravilhoso mundo da BOA comida, munida dos princípios de que a comida do bebê pode, e deve, ser gostosa e de que nós, mamães (e/ou papais, vovós, titias, etc...) temos a "missão" - importantíssima! - de "moldar o paladar daquela pessoinha". Olha só que bacana o que ela diz:
"A variedade de texturas, cores e sabores na alimentação dos bebês é tão importante no desenvolvimento da inteligência dos pequenos quanto a descoberta das formas, das pessoas e dos animais ao seu redor, eu acho."
Eu também acho. E as receitas que ela nos oferece, "colher a colher", junto com sua própria história (como tão bem expressou, na orelha do livro, a chef Andrea Kaufmann), são a prova de que de muitos sabores, cores, texturas, cheiros e misturas pode se fazer o universo gastronômico (porque não?) de um bebê.
Mas, antes de falar um pouco mais das receitas (e deixar vocês com água na boca), falemos um tantinho ainda do livro, em si. Apesar de ser super fluido e contínuo, eu meio que o li em 3 partes, e foi bacana lê-lo assim, porque fui fazendo os links com minha própria história...
A primeira, um quase-manifesto pela libertação gastronômica das grávidas e recém-paridas/lactantes, é bem divertida, com exceção da descrição da cesárea enfrentada pela autora que, apesar de muito bem humorada (aliás, o texto todo, além de bem escrito, é muito bem-humorado), apresenta a situação "nua e crua", (como poucas mulheres têm coragem de expôr, ainda mais se a intenção inicial era ter um parto normal) e me incomodou um pouco (pensando sobre o assunto, depois, acho que me incomodou sentir uma certa "naturalização" de procedimentos que eu considero desagradáveis no momento do parto, como piadinhas de anestesistas ou a separação imediata do bebê e da mãe)... Mas, o tema do livro é outro, e essa descrição dá a liga a esta "primeira parte" do livro, em que a Tatu nos conta como se transformou, de uma pessoa que não pensava em ter filhos, em uma mãe que não conseguia ficar longe da pequena por mais de uma hora, mesmo que fosse para comer todos os sashimis evitados a duras penas durante a gestação... Vejam bem se não é mesmo um manifesto com a qual todas nós, que já estivemos grávidas ou recém-paridas um dia, nos identificamos:
"Qual a graça de poder comer - de posse da melhor desculpa do mundo para isso - se não se pode aproveitar nada? Tudo faz mal e engorda durante a gravidez. Se todas as recomendações feitas por aí forem ser levadas em conta, as grávidas morrem de fome!"
"Junto com as cólicas do bebê veio a maldição da dieta da lactente. O pediatra dizia que eu podia comer tudo o que quisesse: feijão, pimenta e suco de laranja. Mas a crença popular e a internet falavam o oposto. Comer amamentando era ainda pior que comer grávida".
Entremeadas nas histórias com as quais ela vai nos envolvendo, e em dicas que sutilmente podem ser captadas ao longo das mesmas (por exemplo: "Família é uma coisa preciosa nessas horas", ela diz, referindo-se ao apoio fundamental nos primeiros meses do bebê: parece óbvio, mas muitas mães não recebem/não se permitem essa ajuda...), aparecem as receitas, para todos os gostos, para todos os momentos: sanduíche de pernil que desmancha, para as grávidas, ou escondidinho de costela demorado, para as lactantes, eis alguns exemplos das receitas que nos redimem.
A segunda - e principal, na minha leitura - parte do livro é a que fala propriamente sobre a "panela amarela de alice", o reencontro da "mãe cozinheira" com as panelas, a incursão da pequena por outros sabores além do leite materno, os utensílios, os ingredientes e, minha gente, as tão esperadas receitinhas para os pequenos! E, como na primeira parte do livro, elas vão aparecendo aos poucos, conforme as memórias da autora vão chamando e o papo com as comadres e compadres vai ficando mais "chegado", nessa ordem:
- as primeiras papinhas ("abóbora, maçã e frango" é uma das várias combinações interessantes),
- o delicioso incentivo a que nos tornemos "chefs" dos filhotes, criando comidinhas diferentes a partir dos ingredientes liberados a cada fase deles ("quinoa, feijão branco e banana" - mais criativa impossível, fiquei com muita vontade de provar!)
- "as maravilhas do mundo com dentes", ah, o mundo com dentes!! Além de receitinhas variadas que vão desde papinhas nada triviais, passando por comidinhas como "falso bife", "rosbife" e "batatas coradas" até delícias como mingau e picolé, aqui a autora ainda dá umas dicas boas de viagem com bebês (incluindo os famosos biscoitinhos salva-vidas, conhecem??) e, o melhor: uma dica de "biscoito de coçar gengivas". Preciso falar mais alguma coisa?
- como se não bastasse, ainda tem as receitinhas do primeiro aniversário da Alice (quem sabe na festinha de 2 anos do Caio eu crio coragem pra fazer os cupcakes que ela ensina, hein??), e as comidas pós-primeiro-ano-de-idade, às quais ela adiciona também "receitas para a família": uhuuuuuuuuuuuuuu!!! A-D-O-R-E-I!!!! Vou testar todas djá: tem "moquequinha", "macarrão cremoso", "musselina de linguado", "risotinho de frango, abóbora e abobrinha", "canjinha com canjica" e outras comidinhas de nomes diferentes como "abolins pankoks", "salda zupa" ou "petite duchesse". Curiosos? Tentem a sorte aqui, ou corram encomendar o livro!
A última parte, não é bem uma parte, são algumas poucas páginas meio em tom de "epílogo", como nomeia a Tatu, em que ela conta, muito de relance, sobre "exercícios de desapego" aprendidos com a maternidade, o processo de voltar ao trabalho e deixar a pequena em casa, a transferência dos cuidados com a "panela amarela" a uma ajudante e a expansão dos paladares da pequena Alice para além dos limites da tal panela... Desafios comuns a muitas mães, e que deram vontade de saber um pouco mais: porque falar tão rapidinho assim, menina? Como foi esse processo em termos da alimentação da pequena, o que mudou nas receitas, como escolher bem as comidinhas dos pequenos fora de casa... Portas abertas para novas prosas... Quem sabe um novo livro, Tatu??
Bom, gente, me empolguei, o post ficou gigante. Mas aposto que vocês ficaram com água na boca. O livro é bacana mesmo. Queria ter testado uma receitinha pra contar aqui, mas do jeito que tá esse fim de ano, aí é que o sorteio não saía mesmo! Mas só de ler o livro já dá pra ter certeza que tudo é muito-muito-muito gostoso e, o melhor, muita coisa tranquila de fazer, para nos inspirar a cozinhar para os pequenos mesmo!! (Fiquei tão animada com a leitura do livro que até criei uma nova receitinha de mingau para o Caio!!! Tô me achando a chef!! Rá!!! Qualquer hora conto aqui).
Para participar do sorteio: deixe um comentário com seu nome, nome e idade do(a) filhote(a), email para contato (ou blog) e conte alguma aventura, desventura, superdica ou desabafo relacionados à alimentação dos seus pequenos. Como sempre, aqui, a idéia é trocarmos experiências, portanto não vale só deixar o nome, viu!! O sorteio será na próxima quinta, dia 03/12, à noite.
Até lá posto mais umas receitinhas e dicas do livro, fiquem de olho.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
DESEJO, NECESSIDADE, VONTADE
Ela duvida, pergunta mais umas trezentas vezes, e resolve testar: pega um ovo na geladeira, pega a frigideira, vai narrando tudo para o filhote, em tom quase ameaçador: "a mamãe vai fazer ovinho pra você, quero ver você comer, hein!" (oh culpa!, mas foi mais rápido que seu eu-mãe-educativamente-correta...). Ah, no que ela abriu a geladeira, o filhote viu tomatinhos-cereja e pediu, apontando: "té, té". Mamãe pica dois tomatinhos e coloca na bandejinha dele. Enquanto ele se lambuza com os tomatinhos, ela faz um ovinho mexido delícia, que fica super amarelo em razão do ovo ser caipira. Coloca no prato, mostra ao filhote: os olhinhos dele saltam ao ver o mexidão amarelo, ele quer por a mão, mas está quente. Mais um tomatinho-cereja enquanto o ovinho esfria. Mexidinho no ponto, o restinho da comida que a mãe quase traçou vai junto nas colheradas, e o pequeno come uma pratada e tanto. E mamãe medita: mais do que necessidades, os pequenos tem desejos e vontades próprias; quando compreendemos e aprendemos a ouvi-los, não necessariamente através de palavras, tudo fica beeeem mais simples e divertido.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
MOMENTO DE MUITAS NOVIDADES
Vamos às novidades:
Deu para sentir o que estão perdendo??? ; )
domingo, 16 de novembro de 2008
QUANDO RELAXAR É A MELHOR SOLUÇÃO
Caio ainda não curtiu a idéia de descobrir novos sabores: só quer saber de peito e pronto. Água, vá lá. De vez em quando um chazinho de ameixa, que o intestino está preso desde que saiu da amamentação exclusiva. Mas as frutas, sucos e papas... hummmm... está lento o processo.
Essa semana achei que ia engatar uma primeira: depois de dois dias experimentando com mais gosto frutas e papinhas salgadas, na quarta feira ele comeu todo o mamão amassadinho que coloquei no prato, abriu um bocão pra comer a papa no almoço e ainda tomou um pouco do suco de pêra à tarde. E pra completar, fraldona lotada no fim da tarde. Terminei o dia feliz, feliz - incrível o poder que eles têm de mexer com nossas emoções.
Mas, no dia seguinte... começou a sequência "birra com a colher". Olhava a colher - de qualquer coisa, não importava o cheiro, a cor, o sabor ou a textura - e virava a cara, fechava bem a boca, não queria mesmo. E, em paralelo, começou a dormir pior à noite, a acordar mais que o normal, a querer mamar muuuuuito de noite... E eu ansiosa, me sentindo a pior das mães - ô culpa maldita que nos acompanha! -, pensando o que eu estaria fazendo de errado, inconformada.
E assim foi até hoje, quando resolvi relaxar. Segui o conselho da minha - sábia - mãe e dei um tempo nas comidas de colher. Acordamos hoje bem tranquilos, dei "mamá" a hora que ele quis, tirou a sonequinha da manhã, e quando acordou ofereci - despretensiosamente - o chá de ameixa (já que ele há três dias não me brinda com um dos grandes prazeres maternos, a fralda suja de cocô!) e... ele aceitou! Ficou brincando com o copinho, e foi que foi (com a ajuda mais que especial do tio Rafa)! Continuamos nesse clima relax, sem forçar a barra com comidas, mamando à vontade e, à tarde, depois de mais uma sonequinha conjunta com a mamãe, ofereci meio como quem não quer nada um suquinho de laranja lima com mamão... e ele tomou quase tudo (dessa vez com a super participação da tia Flá)!!!
Fim do dia alegre pra mamãe de novo, depois de três dias assim meio frustrada... E a certeza de que esses danadinhos estão antenados em tudo, sentem nossas ansiedades, se ligam muito nas pressões e adoram quando a gente relaxa e deixa a vida fluir no tempo deles...









