Mostrando postagens com marcador blogosfera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blogosfera. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

FESTAS, RECOMEÇOS, FÉRIAS


Desde que entrei na faculdade até o ano em que engravidei, o Natal era uma data celebrada em família, e o Ano Novo um momento pra curtir com os amigos, em algum lugar especial. Depois dos filhotes, o Ano Novo também se tornou um momento familiar, e esse ano não foi diferente. Caio está se esbaldando de curtir avós, tios e, principalmente, primos, em meio a água, sol, mata, bichos. Nuno parece querer sair correndo atrás deles, mas se contenta em se arrastar pra todos os lados, brincar sentadinho rodeado de crianças correndo e passar de colo em colo o dia inteiro. Um bom jeito de começar o ano, não?



********************

Não sou muito de fazer balanços ou listas de resoluções, mas o ano novo é sempre um momento de parar pra pensar e repensar caminhos, construir novos horizontes. Dani gosta muito de fazer isso, e nossas conversas acabam girando em torno disso nessa época. Mas dessa vez foi diferente: não parei pra pensar, o ano acabou, o ano novo chegou e a vida segue. Sei que quero conseguir dar conta do meu doutorado e curtir muito meus filhotes, e quero viajar mais... Tenho outros desejos flutuando por aqui, mas não os organizei mentalmente, e nem sei se vou. Mas quero aproveitar pra desejar a tod@s um ótimo recomeço, um momento de reposição de energias, uma pausa que seja para fazer balanços, planos ou simplesmente lançar um novo olhar para o cotidiano. E sigamos nessa troca deliciosa que os blogs e afins nos proporcionam!

*********************

E, já que o momento (pelo menos pra mim) é de parar, curtir, assentar ideias e desejos, conviver com pessoas queridas, conhecer lugares bonitos, considero que ESTOU DE FÉRIAS, mesmo tendo a cabeça, por vários momentos, no trabalho (a pesquisa de doutorado). Na verdade, taí outra coisa MARAVILHOSA que a maternidade me trouxe. Desde que terminei a faculdade, entrei num ritmo de trabalho como autônoma que me fez passar reto várias e várias férias. Às vezes saíamos entre Natal e Ano Novo, ou em algum feriado, mas durante anos as férias de janeiro e de julho praticamente não existiam (assim como muitos fins de semana também...), até Caio nascer. Depois dele, nós passamos a nos organizar pra tirar férias junto com ele, pra poder curtir, viajar ou simplesmente ficar em casa. Virou uma deliciosa obrigação: mesmo que algum de nós tenha que trabalhar nas férias, sempre reservamos um período generoso para curtirmos em família. E é o que estamos fazendo agora. Porque muitas das minhas melhores lembranças estão diretamente ligadas a períodos de férias vividos em família ou entre amigos, e tem sido muito bom proporcionar isso ao Caio (e agora também ao Nuno). 

E, falando em férias, aproveito para compartilhar com vocês um texto que li ano passado na Revista Crescer e que casou perfeitamente com minhas ideias sobre férias. Espero que gostem. E boas férias pra quem puder!

Queremos férias!

(Marcelo Cunha Bueno)
Quem não se lembra daquela sensação de entrar de férias depois de um ano escolar? Quem não se lembra da sensação do primeiro dia de folga? Lembro-me de que sonhava que tinha aula, sonhava que as professoras brigavam comigo... e acordava feliz, aliviado por estar de férias.
Bem, a vida de hoje quase não nos permite entrar de férias. Trabalho, rotinas, compromissos inadiáveis. Com as crianças é a mesma coisa. Algumas delas têm mais atividades do que os adultos.
E há crianças que, quando entram de férias, têm mais atividade do que tinham no decorrer do ano!
Férias é interrupção! Um espaço e um tempo fundamentais para assentarmos algumas questões. Interromper para repensar sobre as nossas conquistas, avaliar caminhos, acomodar ideias.
Gosto muito da ideia de acomodação. Não essa acomodação sem crítica, que paralisa. Acomodação como ferramenta importante de nosso pensamento, que precisa de tempo e espaço para atribuir sentido ao que foi aprendido. É aquele tempinho que precisamos para pensar sobre.
Vejo as crianças da escola na volta das férias. É impressionante como retornam “mais crescidas”. É porque tiveram tempo para acomodar o aprendido, deram sentido a cada coisa nova, a cada conquista. Significaram as suas frustrações, encontrando, de forma mais consciente, caminhos para resolverem as suas pendências. A rotina nos empurra para as relações mais automatizadas. As férias interrompem essa rotina e nos conectam ao mundo, aos lugares, às pessoas, às simplicidades.
Crianças, nas férias, precisam brincar com todos os brinquedos no quarto, precisam fazer de conta a toda hora, precisam ficar com os amigos, assistir a um filme, ficar olhando as nuvens, comer fora de hora, tomar banho de sol, de piscina, suar bastante... e ficar com a família. Férias fazem isso. Férias aproximam cidades, culturas. Férias são a estrada para visitarmos um parente distante, para conhecermos lugares em que nunca estivemos. Nas férias, os pensamentos fluem, os sonhos acontecem, a criança sente o presente. Fazem a gente ver com mais atenção o pôr do sol, as estrelas do céu, faz escutarmos as ondas, os pássaros.
Às vezes, as famílias da escola me perguntam se não vou dar lições nas férias. Aprendemos tanto quando estamos longe da escola! Aprendemos nas coisas mais cotidianas. Aprendemos nas pequenas relações, nas novas amizades, nos lugares novos, nos antigos também. Aprendemos porque nos dispomos ao mundo de uma forma diferente. Intensa e só nossa. Não existe uma pessoa ao lado ensinando. Essa é a verdadeira independência! Aprender o que é sentido, o que é possível aprender.
Nessas férias de dezembro e janeiro, ajudem os seus filhos e filhas a interromperem as suas rotinas. Ajudem eles a acomodar as suas conquistas interrompendo as suas rotinas. Ofereçam espaços de brincar, sol, piscina, praia, campo, cidade com cultura, amigos do condomínio, primos, passeios, céu, vento no rosto, abraços, carinhos... Façam coisas que nunca fizeram antes, visitem novos lugares! Ofereçam-se aos seus filhos e filhas... e boas férias!
(Marcelo Cunha Bueno é diretor pedagógico da escola Estilo de Aprender, em São Paulo)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DICAS DE VIAGEM PARA BONITO



Hoje estou no MMqD, falando sobre viagem com crianças! O destino: Bonito, no Mato Grosso do Sul.

Passem lá para conferir não só as minhas dicas, mas toda a seção de viagens do blog, que está sensacional.

Valeu meninas!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SORTEIO + DICAS: PRA QUEM CURTE UM (BOM) SOM COM OS FILHOTES

Caio é um menino musical. Gosta de  instrumentos os mais variados: pandeiro, gaita, flauta, violão, sanfona, tambor... Sim, eu sei, a maioria das crianças adora instrumentos. Mas parece que ele leva jeito pra coisa - e não é (só) papo de mãe babona: mais de um músico, ao vê-lo manusear um pandeiro, ou segurar um violão, já nos disse pra estimulá-lo, que ele "tem futuro". Ele também tem uma memória musical muito boa, decora letras e melodias das músicas rapidamente e gosta de se exibir com elas (mais recentemente ficou meio envergonhado - fases! - mas eu sempre me perguntava de onde vinha esse lado "aparecido" dele, já que eu e o pai somos meio low profile...)

Em casa, por enquanto, estimulamos como podemos: com instrumentos "de verdade" e de brinquedo à disposição, com brincadeiras "de banda" e afins e, principalmente, ouvindo muita música boa. Ainda que de uns tempos pra cá ele ande mais mergulhado no mundo dos super heróis, as brincadeiras e curtições musicais são sucesso garantido por aqui, seja batucando e tocando berimbau com o papai, seja cantando e dançando com a mamãe.

(E Nuno vai na onda! Há poucos dias ele foi introduzido ao pandeiro, e o sucesso foi absoluto!)

Daí que, pra celebrar os 3 anos de blog e as muitas amizades feitas por aqui, teremos um sorteio bem bacana e musical! Serão dois cds de músicos que o Caio adora (e nós também): diversão garantida pra pais e filhos.

Saca só:

BARBATUQUES - cd O SEGUINTE É ESSE

Barbatuques


Vocês conhecem o Barbatuques? E seus filhotes, conhecem?

Eu conheci o Barbatuques muito antes de ter filhos (o grupo já tem 15 anos de estrada) e, de cara, curti demais. Eu nunca tinha visto, nem ouvido nada parecido: como assim, música feita com o corpo? Fiquei realmente impressionada com a sonoridade que eles conseguem produzir a partir de várias partes do corpo, associando vocalizações a palmas, estalos com os dedos, batidas de pés, assobios... Percussão corporal é o nome do barato, e o Barbatuques é referência internacional no assunto.

Os shows do grupo são demais: eu já fui assisti-los quatro vezes, duas com Caio, e ele simplesmente PI-ROU. Porque além da música ser deliciosa, o grupo é extremamente cênico, os movimentos feitos com o corpo pra produzir os sons acontecem em total sintonia com os ritmos e melodias, é contangiante. No primeiro show deles que Caio assistiu, em plena praça pública em Bonito - MS, foi uma loucura: ele não conseguia ficar parado, ficou hipnotizado na frente do palco, dançando, tentando imitar os movimentos do grupo e olhando pra mim empolgado. O segundo foi no Sesc aqui em São Carlos e, com seus amiguinhos, a brincadeira foi ainda maior, porque no momento de interação do grupo com o público (eles sempre envolvem a platéia, é uma delícia) ele já conseguiu participar mais, tentando batucar em seu próprio corpo.

Caio é a prova de que, apesar das músicas e dos shows do grupo não serem voltados especificamente para as crianças, despertam nelas uma identificação imediata. É colocar um cd do grupo e a cria já sai logo dançando e querendo batucar! Nós já tínhamos o cd Corpo do Som (primeiro cd do grupo), e agora adquirimos O seguinte é esse (de 2005), que é o que vamos sortear aqui, e os dois estão nas paradas de sucesso do Caio e da família toda.

O cd O seguinte é esse, segundo o próprio grupo, registra o avanço na pesquisa da percussão corporal e da improvisação do Barbatuques. O resultado é uma combinação de percussão corporal e sonoridades regionais brasileiras (como o coco, por exemplo) a referências musicais variadas, como música eletrônica, percussão africana, hip-hop, flamenco, entre outras. E, o mais espantoso, é que tudo isso é possível explorando ao máximo os "corpos sonoros": além deles, o único instrumento musical utilizado é o  berimbau de boca, que se integra perfeitamente aos arranjos.

 
quem quiser uma palhinha, clique na imagem e ouça/veja uma das nossas preferidas nesse cd
Por fim, olha só que legal: sacando essa afinidade que o som deles produzia nas crianças (e, pelo fato de muitos dos integrantes terem virado pais), o grupo esse ano estreou seu primeiro espetáculo voltado especificamente ao público infantil! Tô doida pra ver com as crianças, torcendo pra eles virem pra cá! O espetáculo é o Tum Pá!, e pelo que fucei na net parece ser delicioso. E, para quem estiver em São Paulo, fica a dica: apresentação do Tum Pá!, dia 19/11, às 12hs, na inauguração do Sesc Santo Amaro. Delícia!



MARGARETH DAREZZO - cd CANTEIRO


Um dia eu entrei numa loja de brinquedos educativos e a música que estava tocando me conquistou: era o cd Canteiro, de Margareth Darezzo, recém-lancado. Pedi para a moça ir colocando outras faixas, peguei o cd nas mãos e não resisti: comprei um para mim (foi um dos primeiros cds do Caio, não lembro se estava grávida ou se com ele recém-nascido) e um para uma amiga grávida.

Desde então o cd vem acompanhando as várias fases do Caio (e agora também do Nuno) e, em cada momento, uma música é a preferida. A bola da vez para o Caio é a "Vida de Bicho", que cantamos infinitas vezes no banho ou no carro. E, para o Nuno, "Pode Relaxar" e "Banho Gostoso" embalam nosso cotidiano. As minhas preferidas desde sempre são "Peteca" e "Cor da Água". O fato é que todas as músicas são deliciosas, e inspiram a brincadeiras com o corpo, com palavras, com instrumentos...

Musicalmente, o cd é uma preciosidade, introduzindo as crianças a sonoridades e instrumentos variados. As 16 composições, criadas ao longo de mais de 20 anos como professora de iniciação musical para crianças, são todas de Margareth Darezzo, mestre em Educação Especial pela UFSCar e especialista em Psicologia Infantil. No cd, elas são apresentadas em arranjos de Pichu Borrelli e com a participação especial de Dominguinhos, Hugo Possolo, Edson Montenegro e outros artistas. Querem ter uma ideia da belezura? Aqui ó.

E esse ano, pra incrementar ainda mais o repertório de músicas e brincadeiras das crianças, a Margareth lançou o livro-brinquedo Canteiro (que também vem com um cd), com belas ilustrações d"criadeira" Roberta Asse e uma proposta bem legal de estimular e interagir com os pequenos. Eu ainda não comprei para os meninos, mas estou namorando: pelo pouco que vi já deu pra sentir que é de altíssimo nível, como o cd. Vale a pena também dar uma olhada na página do livro no site da editora, que tem até um suplemento em pdf preparado pela Margareth, com sugestões de utilização pedagógica do livro e das músicas.


E pra participar do sorteio?


É fácil! Além de curtir música com seus filhotes, basta deixar um comentário nesse post, com nome e email para contato, até dia 20/11. Não precisa ser seguidor do blog, mas se quiser, seja benvindo! Se quiser também compartilhar com a gente, nos comentários, a relação do seu filho com a música, ou como vocês curtem juntos, melhor ainda! 

(E, como eu tô por fora de facebook e twitter, a única forma de participar é aqui mesmo, e cada pessoa tem apenas uma chance. Mas, quem quiser divulgar nas redes, fique à vontade!)

O sorteio será realizado no dia 21/11 (serão dois sorteados, um por cd), e tentarei postar o resultado no dia mesmo, tá?

Então... boa sorte!



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

E NO FIM TUDO DÁ CERTO!


Demorei, mas tá valendo (né?): super obrigada pelo apoio moral, mulherada! Os incentivos funcionaram mesmo e, no fim, lembrei um pouco de cada uma que escreveu no outro post.

Como a Pri falou, realmente rolou o esquema “um(a) por todos e todos por um(a)”! A gente entrou numa sintonia e a semana fluiu melhor do que eu imaginava. E foi fundamental mesmo, viu Fer (do Pitos), ter o Caio como ajudante: ele incorporou o papel de corpo e alma, se sentiu super importante e foi muito cooperativo na maior parte do tempo. E olha que essa semana fizemos coleta para exame de fezes e um dos dias ele teve que ir bem mais cedo que o costume pra escola, pois tinha passeio (e de manhã, em geral, ele é mal humorado e birrentinho), e conseguimos fazer tudo direitinho.

Eu mentalizei que tinha que me organizar, e consegui programar horários e afins relativamente ok. Claro que me lembrei do que a Karen falou, e relaxei com alguns horários e rotinas, mas o esquema funcionou. Consegui até ir na academia levando Nuno comigo (bom tema pra outro post)!

Outra coisa que me lembrei  o tempo todo foi do toque da Flá: impressionante como a dinâmica da casa muda sem o Dani! E, realmente, tendo o carro disponível só para mim, e eu sendo a responsável por todas as funças do cotidiano, a coisa fluiu até melhor do que quando estamos os dois, e temos que negociar tudo o tempo todo. Mas criamos nossa rotininha a três, tendo como base nossa rotina tradicional, com escapadinhas pra um cineminha com pipoca na hora do jantar, mas nada muito grave... rá! (Mas que foi bom voltar pra nossa vidinha a quatro, ah, como foi...)

Sim, eu fiquei muito cansada. Um prego. Mas foi um cansaço bom, com uma sensação de dever cumprido. E, como não tinha marido pra conversar e namorar, encarei a bronca e dormi praticamente todos os dias junto com eles, inclusive no mesmo quarto (delicinha), pra facilitar as acordadas noturnas. Mas quando batia o cansaço mais pesado (em especial à noite, quando chega a hora do rush: banhos, janta, fazer dormir e tals), lembrava que a Paloma, guerreira, ficou 50 dias sem marido com as duas filhotas, e pensava que sou uma mera iniciante. Foi reconfortante!

E Fer (da Flor), eu consegui sim arrumar um tempinho pra ler os comments de vocês, e foi muito bom, como você pode perceber nesse post! Nine,  Ivana, Dani, Pati, DanyMãe ComCiência, Ananda, GabrielaThaty: todas as positive vibrations que também vocês mandaram foram uma alegria, mesmo!

Mas também contei com apoio real de duas amigas queridíssimas: uma que me chamou pra almoçar e foi delicioso (valeu, Bi!) e outra que veio com o filhote (melhor amigo do Caio) num fim de tarde em casa e, além de fazer companhia na janta, me ajudou com o banho dos filhotes. Contei também com nossa ajudante de casa, que foi companheira e quebrou alguns galhos durante o dia. Além disso, como a escolinha do Caio não teria aula na sexta (fato que só descobri na quinta), decidi ir mais cedo pra casa da vovó (já íamos curtir o finde por lá, pois a tia querida do Caio estava voltando de viagem), até que maridón chegasse. E foi ótimo, porque Caio dormiu umas noites com a vovó, o que facilitou bem as coisas.

Ou seja, no fim deu tudo certo! E eu fiquei orgulhosa de mim, e perdi o medo de passar temporadas mais longas sozinha com os meninos. Claro que, se eu estivesse trabalhando tudo seria mais difícil. Mas até nisso dei sorte, e na semana que Dani viajou minha orientadora do doutorado viajou também, e fiquei liberada da única atividade profissional que já voltei a fazer, e que me toma uma ou duas manhãs por semana.

Enfim, tudo isso pra dizer: obrigada mesmo mulherada, e vamos que vamos! É como diz o velho deitado: pariu mateus, que o embale! A gente sempre dá um jeitinho. Né?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

RELATOS DE PARTO: SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA!

A blogosfera materna é cíclica: em alguns momentos um assunto está em alta, depois some, depois reaparece. Alguém faz um post instigante, outras resolvem abordar o mesmo tema, e as experiências vão se somando, se multiplicando, engrandecendo os pontos de vista. Eu adoro isso.

Recentemente, o tema "parto" esteve em pauta em vários blogs: a Nine fez um super revival do seu processo, a Mari postou o relato de parto do Lucas e alguns adendos, a Anne resolveu cutucar suas feridas, a outra Mari decidiu expôr suas experiências, a Lia realizou seu PD e fez um post super explicativo sobre este tipo de parto, a Dani fez um bem bolado de suas opiniões sobre parto, e por aí vai.

Nesse meio tempo, eu resolvi retomar o relato inacabado do parto do Caio, seja porque o movimento cíclico me pegou; seja porque a Lia me deu um puxão de orelha; seja porque a Nine me disse que gostaria de lê-lo antes de parir o segundinho; seja porque eu comecei a fazer o relato do parto do Nuno, mas a culpa me impedia de avançar por não ter finalizado o do Caio; seja porque eu me prometi váááárias vezes que iria terminar, e sempre procrastinei; seja porque perdi o timing de escrevê-lo antes de minha irmã parir, mas agora tenho algumas pessoas queridas grávidas no entorno... enfim, meti a cara e terminei o bendito.

O bichinho ficou enooorme. Vocês já sabem, quando pego pra escrever, a coisa vai, sou prolixa. Mas não é só isso. Meu primeiro parto não foi algo trivial, que aconteceu porque tinha que acontecer, ou que eu já sabia como seria desde o início. Foi um longo processo, uma dura caminhada (dura mesmo, foram várias batalhas, internas e externas!), e o relato registrou bem isso. Não foi fácil ter o parto que eu desejava (infelizmente, pois assim deveria ser). Mas valeu a pena.

De modos que o relato acaba sendo, em primeiro lugar, um registro para nós mesmos, os envolvidos, nos lembrarmos sempre dessa experiência tão incrível que vivenciamos. Em segundo lugar, um retorno daquilo tudo que recebi lendo tantos e tantos relatos net afora: eu sentia que tinha essa dívida, de compartilhar com outras pessoas a minha experiência, pois talvez ela possa ser decisiva na escolha de alguém, como tantos relatos foram na minha. Por fim, vão se transformar em posts desse blog: por isso, talvez fiquem longos demais, estranhos, chatos de ler. Mas espero que encontrem uma ou outra leitora com paciência para acompanhar a jornada até o fim.

Então, senta, que lá vem história. Amanhã ou depois posto a primeira parte da saga.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

(PARÊNTESES)

Os dias passam, as ideias vêm e vão, e não acho o tempo pra sentar e escrever aqui. É que minha relação com a escrita exige tempo, pausa, entrega, mesmo que seja pra escrever um postzinho mequetrefe. Não consigo sentar cinco minutinhos com Nuno no colo e postar. Gosto de sentar, estar sozinha, escrever sem pressa. E alguém com um bebê de 3 meses e um filho de 3 anos consegue isso? Pois eu não tenho conseguido, não. E tudo bem, é fase, e eu estou curtindo muuuuito. Mas as coisas vão acontecendo e não consigo registrar como queria... (e vou lendo os blogs dazamiga e não consigo comentar...)

Então que estou doida pra voltar, reavivar esse blog (que como eu - quem me acompanha desde o início sabe - tem lá suas fases, seus altos e baixos, seus períodos meio off), mas tudo a seu tempo. Passei mesmo pra agradecer os quatro ou cinco comentários e emails carinhosos perguntando se eu estava bem, sentindo falta dos posts e tals (valeu, queridas!) e pra dizer que estamos muito bem, tão bem que, neste exato momento, escrevo de frente pra uma matinha linda, direto de um rancho em Bonito - MS.


tô bem, não tô?
Juro que estou com muita vontade de contar a coisa mais deliciosa do mundo que está Nuno, que já está quase fazendo 4 meses (afeeeeeeeeeee) e as gracinhas e invenções (e artes) de Caio, que a cada dia nos surpreende mais, mas não tenho conseguido. Na real, eu sou meio 8 ou 80 mesmo, se estou plugada, é até over, e se desplugo, demoro a voltar. Mas esse post é também pra me animar a voltar pro virtual, e acho que vai funcionar.

Entonces, é isto. Brigadinha pela preocupação e pelo incentivo e, mesmo sabendo que nunca vou conseguir ser como a Carol (que despluga, mas não sem antes avisar azamiga e deixar posts programados), eu vou tentar manter esse bloguitcho mais animado, ok? (e, de todo modo, é uma alegria saber que, mesmo paradão, este blog tem leitores fiéis e através dele fiz amigas muito mais que virtuais!) Até já!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MINHA MÃE QUE DISSE!


Um dia, conheci a blogosfera materna, e me encantei. Resolvi criar um blog e o meu post de apresentação se chamava justamente "As mães e os blogs". Mal sabia eu, naquele momento, as proporções que este blog e que a blogosfera materia iriam tomar.

Um dos primeiros blogs que conheci e linkei por aqui foi o da Flávia. E, no mesmo dia que a linkei, ela apareceu por aqui também, e nos identificamos muito. Ainda não nos conhecemos pessoalmente, mas já trocamos tanto (recentemente ela até ciceroneou amigos meus em barcelona, quanta honra!), que é como se fossemos amigas de infância.

Através da Flávia, conheci também a Roberta, e o seu blog logo virou um dos preferidos - um dos mais divertidos de todos os tempos (mas ela também fala sério, e muito bem!). E eu adorava namorar a loja virtual dela e ver o filhote praiano defilando os modelitos.

E daí outro dia, mais ou menos um mês depois que o Nuno nasceu, a Flá me escreveu e, entre outras coisas, contou da "sociedade alternativa", como ela chamou, com a Roberta, e me mostrou uma prévia do portal mais bacana da blogosfera materna, que agora já está no ar e é sucesso absoluto: o Minha Mãe que Disse! (que emprestou o nome da loja da Rô, e é perfeito pro que o portal quer ser, né não?)

A ideia não podia ser melhor: sacando o crescimento estratosférico da blogosfera materna, as fofas reuniram tudo em um só lugar, cheio de seções bacanas, convidadas, reblogagens, vídeos, negócios, manifestações... E o que era uma "pracinha", como elas bem definiram, virou um encontrão permanente. E tudo muito bonito, super profissa, as duas abalaram!

Então, se é que alguém nessa blogosfera ainda não conheceu o portal, passa . Tô atrasadinha (mas eu tenho uma boa desculpa, né?), mas é claro que eu estou participando do sorteio de lançamento do Minha Mãe que Disse! E você?


[agora, sempre que dá, dou uma passadinha no MMqD. E o filhote, de férias, até já conhece o blog... sempre que vê as ilustrações lindas na tela, ele pergunta: é o minha mãe que disse, mamãe? Daí que não resisti e filmei o filhote falando isso... um garoto propaganda pra lá de fofo, não? rá!]



segunda-feira, 20 de junho de 2011

O PRIMEIRO COMENTÁRIO MAL-EDUCADO (OU, MISOGINIA, AQUI, NÃO!)


Então chegou o dia do blog receber comentários mal-educados. Sempre vi as pessoas falando sobre isso blogosfera afora, mas ainda não tinha rolado por aqui. Opiniões contrárias, sim, mas sempre respeitosas e produtivas. Mas foi a primeira vez que um comentário descambou um post meu e, pior, esculhambou os comentários alheios.

Enfim, assim é a blogosfera (e a vida) - infelizmente. Mas não é sobre o comentário em si que eu queria falar (até porque prefiro dar crédito pra quem se dispõe a dialogar de forma inteligente), mas sobre a ideia que ele traz. Quem quiser ler o comentário, aqui.

Eu sabia que as ilustrações da Naoli poderiam ferir suscetibilidades. São explícitas, e isso é raro quando se trata de material voltado à crianças (e mesmo aos adultos). Eu confesso que também não gosto tanto das ilustrações, mas  não pelo conteúdo - que acho bárbaro - e sim pelo tipo de desenho, pela estética mesmo. Mas acho muito legal que o livro tenha sido escrito e ilustrado por uma parteira fantástica - Naoli Vinaver - e acho que ele tem esse grande mérito de falar abertamente às crianças, de tratar com naturalidade um assunto  solenemente ignorado na educação infantil.

O que me cutucou no comentário tem a ver com o atual momento, a explicitação do preconceito em torno da amamentação em público, a palhaçada do cqc, enfim, a triste maneira da sociedade em geral encarar o parto, a amamentação, a sexualidade feminina, o corpo da mulher, a mulher em si. Então a visão - ilustrada, vejam bem! - de uma vagina é algo  "sujo, imundo, nojento, asqueroso, muito malfeito, sem um pingo de beleza / aliás, nojentésimo, dá asco ver essa vagina peluda aí / falta de higiene total" ??? Alguém me belisca?

São perspectivas como essa que levam à formação de mulheres e homens desconectados de seus próprios corpos, que levam ao domínio da técnica sobre esses corpos e, tanto pior, à proliferação da misoginia. Discordo completamente da colega (será possível que seja uma mulher, mesmo??), e deixo o debate - desde que educado e sadio - aberto a quem possa interessar.

(Infelizmente não estou com muito tempo para blogar - por motivos óbvios - e fiquei na dúvida se deveria gastar meus preciosos minutos com tal comentário. Maridón inclusive sugeriu deixar passar batido, pois, pelo tom do comentário, poderia virar bate-boca e tals... Mas não aguentei. O blog é meu, e não tinha como deixar passar batido algo que vai contra tudo o que eu acredito. Não vou me aprofundar no assunto - até porque ele esteve bem em pauta nos últimos tempos, em textos excelentes blogosfera afora - mas faço questão de reforçar minha opinião como autora do blog: MISOGINIA, AQUI, NÃO!!!)


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

VIVA A DIVERSIDADE (MATERNA)

A Camila, blogueira inteligente do Mamãe tá ocupada, escreveu um post essa semana que foi como um desabafo com algo que ela (e pelo jeito muitas mães internautas) consideram uma espécie de "bullying" materno. Mães que estariam contra mães, querendo impôr suas verdades e humilhando e diminuindo aquelas que seguem caminhos diferentes.

Eu, sinceramente, nunca senti isso nesses 2 anos e pouco de blog, nem durante o período da gestação, quando participei de algumas listas de discussão. Mas devo dizer que não é a primeira vez que vejo outras mães falando sobre isso, e parece que, com o 'advento' (bonito isso, não) do twitter e do facebook, as discussões maternas têm se tornado mais acaloradas. Como estou por fora dessas mídias (pelo menos por enquanto), não sei bem o que rola por lá, mas já vi outras blogueiras (como a Mari, do Viciados em Colo) também questionando a abordagem de algumas mães tuiteiras.

É fato que os temas da maternidade, em especial o parto e a amamentação, rendem muitas discussões, não apenas entre mães, mas também entre profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, psicólogos, etc). E isso, na minha opinião, é muito bom, pois novas pesquisas vão sendo feitas e debatidas, tabus vão sendo derrubados, outras práticas se tornam possíveis. Acho que o problema, como a Camila tentou apontar, é quando isso deixa de ser um debate saudável e vira um embate, com lados opostos que se atacam gratuitamente, sem procurar verdadeiramente dialogar. O conflito, na minha opinião, é saudável, enriquece a sociedade. O quebra-quebra aleatório, não.

A Camila parte do argumento de que hoje, com o excesso de informação proporcionada pela net, a maternidade teria virado um grande check list dos "TEM QUE": tem que fazer isso, tem que ter aquilo, tem que saber sobre aquilo outro. Ela cita itens desses "TEM QUE" como sendo parte de um "enxoval obrigatório" que estaria sendo imposto às mães em geral:

"Você TEM que amamentar no peito exclusivamente por 6, 8, 10 meses; você TEM que ter parto normal (humanizado?); você TEM que alimentar o seu filho apenas com alimentos orgânicos quando ele deixar de mamar no peito, você TEM que ouvir música clássica durante a gravidez; você TEM que manter o seu filho bem longe do açúcar até ele completar 2 anos; TEM que fazer muitas outras coisas, senão?? Senão o quê?"

Eu discordo da Camila em alguns aspectos, como comentei lá no post. E me animei a fazer esse post também, justamente porque concordo com ela no essencial do seu post: cada mãe e cada filho são únicos, e, portanto, cada forma de maternar também. E é justamente isso que faz, na minha opinião, a blogosfera e as trocas digitais entre mães valerem a pena, pois sempre temos algo a trocar, algo a aprender. Como eu falei lá no comment, e repito aqui: opiniões e experiências diferentes existem e sempre vão existir, a grande questão é: estamos dispostas a compartilhar, dialogar e respeitar as diferenças?

Vejamos meu caso, por exemplo: eu QUIS ter parto normal. Descobri as listas e sites sobre parto e me joguei de cabeça. Procurei uma médica com quem pudesse dialogar sobre isso aqui onde moro (foi difícil achar). Descobri as doulas, e, melhor, que havia uma na minha cidade. Em um ponto crucial da gestação, minha médica me afirmou o que eu já havia intuído: eu não conseguiria um parto como queria com a estrutura hospitalar da minha cidade. Propus irmos para uma cidade vizinha, mas ela não topou. Eu já conhecia o parto domiciliar, através dessas listas e sites, e ele passou a ser uma opção. Falei com pessoas que já tinham tido a experiência, conversei com médicos e enfermeiras que faziam o parto em casa, achei uma enfermeira obstetra aqui na minha cidade. E optei conscientemente e deliberadamente por este tipo de parto. Quanto à amamentação: até meu filho nascer, não sabia praticamente nada sobre o tema. Pensei tanto no parto, que deixei de pensar em outras coisas igualmente importantes da maternidade. Mas tive muito apoio, como já contei aqui. Optei, conscientemente e deliberadamente, pela livre demanda, inclusive com indicação da pediatra. Conheci o sling, e me apaixonei pela ideia, sem que ninguém me tivesse imposto. Optei por não dar mamadeira, chupeta, paninhos. Optei pela homeopatia. Optei....

Ou seja, eu busquei a informação que desejava, encontrei opções que se afinavam com meus valores e estilo de vida, e ESCOLHI, a partir de muita informação - claro! - o que EU achava melhor para mim, para meu filho, para minha família. Não fui pressionada a isso. As informações estão aí para isso, para nos guiar em nossas escolhas, em todos os aspectos da vida. Acontece que, na era digital, da mesma forma como se disponibiliza muita informação confiável, novas evidências científicas, experiências individuais e coletivas interessantes, existe também muita porcaria e muito fundamentalismo, e cabe a cada um selecionar o que ler, onde buscar informação, com quem se relacionar.

Eu, particularmente, gosto de conhecer as pessoas com quem dialogo e troco experiências, mesmo que digitalmente. Procuro saber mais sobre quem comenta no blog, sobre os seguidores, sobre os visitantes, e tenho feito boas amigas assim: nem todas compartilham dos mesmos valores e experiências que eu, mas estamos dispostas a dialogar e trocar experiências, e isso é o que importa. Acho que temos o poder de filtrar a informação e os relacionamentos "virtuais", e, dessa forma, não sermos atingidos por essa maré do "TEM QUE" que ela mencionou, e que ecoou em quase todos os comentários do post.

Assim como as várias mães com que me relaciono pessoalmente ou digitalmente, eu tenho sim minhas ideias, minhas opiniões sobre parto, sobre amamentação, sobre alimentação, sobre tudo que envolve a maternidade, porque somos mães pensantes, que nos preocupamos verdadeiramente com a criação dos filhos. Falamos sobre isso em nossos blogs, é inevitável. Ao expôr nossa opinião é que podemos dialogar, trocar experiências e nos enriquecer, e isso tem sido uma constante nesse meu curto tempo de blogosfera.

Há, obviamente, que se ter cuidado com a forma de expôr essas opiniões, na vida "digital" e na de carne-e-osso: essa semana mesmo, na natação do caio, surgiu um papo sobre parto entre as mães. Uma delas me perguntou se eu tinha tido parto normal, eu disse que sim, e ela disse que eu tinha "cara de parto normal"... Para mim isso é um elogio, mas, vejam bem se isso não é um pré-julgamento... Quando eu disse que tinha tido em casa, então, a moça disse que já imaginava, porque me achava bem "alternativa". Hein?? Por outro lado, uma outra mãe, que tinha tido cesárea por opção, mesmo estando em processo de dilatação, se interessou pelo meu parto, e eu pela escolha dela (apesar de discordar e deixar isso claro para ela), e tivemos um bom papo, super respeitoso e enriquecedor. Ou seja, tudo depende da disposição dos interlocutores, e nós temos o poder de ESCOLHER com quem queremos dialogar e trocar. Por isso eu não chamaria de bullying, porque nós, mães, adultas que somos, não somos obrigadas a conviver com alguém que supostamente nos humilha (os pequenos também não, mas o poder de percepção e decisão deles é bem mais limitado que o nosso): podemos simplesmente dar um fim na situação.

Sinceramente, o que mais me surpreendeu e me intrigou após ler o texto da Camila, é que, tanto o post quanto vários dos comentários mencionavam as cesáreas e as dificuldades com a amamentação - ou seja, as pessoas que tiveram essas experiências (seja por necessidade, por conveniência, por vontade, enfim, as motivações são diversas como são as pessoas) estão se sentindo "pressionadas" de alguma forma, muitas se sentiram inclusive "diminuídas", daí a Camila ter falado em Bullying. E isso é muito triste, muito cruel mesmo. Por outro lado, vi comentários lá que demonstraram que a apreensão da questão mais ampla que essa discussão toda traz nem sempre é compreendida: mães justamente JULGANDO E ACHINCALHANDO (estou inspirada, hein) quem opta por parto natural, por fralda de pano, por amamentação prolongada, por alimentação orgânica... Uma mãe (não vou citar nomes) falou até em um "novo método materno hippie"... Ou seja, não entenderam bem o que a Camila quis dizer, eu acho, demonstrando, como tão bem disse a super Lia no comentário do post (e de forma mais desenvolvida - e bem divertida - nesse post), que "sempre haverá alguém para dizer que é melhor que você, independente das escolhas que você faça".

Então, esse meu post, por um viés um pouco diferente da Camila, soma-se ao dela como um manifesto pela DIVERSIDADE MATERNA, pelo respeito às diferenças, pela liberdade de escolha (e liberdade pressupõe informação, não se engane) e, principalmente, pela liberdade de expressão e pela disposição ao diálogo e à troca de experiências entre as mães!

Beijo, abraço e aperto de mão, vou parando por aqui, pois o assunto dá o que falar e minha lombar já está doendo...

[EM TEMPO: Em uma incrível sintonia bloguística, eu e a Paloma falamos sobre o mesmo assunto, ao mesmo tempo!! O post dela, excelente, está AQUI. A Dani, outra blogueira "chegada", também já tinha falado sobre assunto parecido há um tempo atrás, AQUI.]



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

SANGUENOZÓIO: ALGUM RETORNO??


Então, gentes, lembram do "movimento sanguenozóio", iniciado pela Mari? Pois bem: eu não tive NENHUM retorno dos parlamentares a quem enviei mensagens. Mas nem aquela respostinha clássica: "sua mensagem foi recebida, retornaremos assim que possível". Nada, nadica.

Nesse meio tempo, fiquei sabendo do Projeto de Lei do Senador Cristóvam Buarque, propondo o mesmo reajuste aos professores das redes públicas. Tem inclusive um abaixo-assinado ciculando na net, quem quiser assinar está aqui (eu assinei!).

Mas o melhor mesmo eu fiquei sabendo hoje, e foi o que me motivou a escrever novamente sobre o assunto aqui. É que recebi outro email da Erundina (rá!) sobre um Projeto de Lei incrível que ela apresentou à Câmara, propondo que qualquer ato legislativo referente aos salários e demais vencimentos dos parlamentares somente seja aprovado após passar por referendo popular. A-R-R-A-S-O-U.

Pra quem se interessar, aqui está a notícia na íntegra, e aqui o Projeto de Lei, cujo andamento a gente pode e deve acompanhar, pois vai de encontro à nossa indignação. E um salve às mulheres no poder! (pelo menos àquelas que nos honrarem...)


domingo, 30 de janeiro de 2011

DESFRALDE DO CAIO (direto do túnel do tempo)


Esses dias tenho lido vários posts de mães que estão desfraldando meninos (e meninas também - a Carol fez uma divertida compliação aqui). Estive meio sem tempo de comentar, mas queria tentar ajudar contando a experiência do Caio, porque na época foi fundamental ler sobre as experiências de outras mães. Então, como eu não tinha feito nenhum post sobre isso aqui no blog (e tinha dois começados no rascunho), resolvi tentar recuperar esse processo (com a ajuda do super papai, porque não registrei direito e não me recordava de tudo), para trocar experiências com vocês (e também pra me ajudar quando chegar a hora do próximo, rá!).

Caio tem 2 anos e 9 meses, e desfraldou completamente de dia em abril do ano passado (logo que completou 2 anos), e de noite uns seis meses depois, se não me engano. Devo dizer que foi um processo bem particular (e todos são, né não?), e que não pretendo dar "dicas" ou dizer que o que funcionou pra ele funciona pra qualquer um. A idéia é mesmo registrar e compartilhar nossa experiência.

Vamos aos fatos (quem já me conhece sabe que, quando pego pra escrever, a coisa sai looonga... quem se interessar pelo post, please, paciência comigo! Respira fundo e vai):

# o início do processo:

Caio começou a dar alguns dos famosos "sinais" de que estaria perto do desfralde já por volta de novembro de 2009, quando tinha 1 ano e 7 meses, mais ou menos. Começamos a perceber que a fralda já estava incomodando, ele começou a avisar depois que fazia xixi e cocô, e começou a se isolar quando ia fazer o número 2.

Conversamos com a pediatra, e ela nos tranquilizou MUITO: disse que cada criança tinha um tempo, e que entre 18 e 48 meses é o período considerado "normal" para uma criança desfraldar (existem alguns estudos que indicam o limite de 36 meses). Ou seja, tínhamos muuuuito tempo, não era preciso pressa. Boa notícia.

Outra coisa que eu achei bem legal da parte dela, e que foi MUITO ÚTIL no desfralde do Caio, foi desmistificar aquela idéia bastante difundida de que "uma vez começado o desfralde, os pais não deveriam retroceder". Ela nos disse que a criança dessa idade passa por muitos altos e baixos, saltos de desenvolvimento e fases de retrocesso, e que o desfralde deveria acompanhar esses momentos: sentiu que dá pra avançar, avança; a criança resistiu ao processo, retrocedeu em relação ao que já tinha conquistado, NÃO TENHA MEDO DE VOLTAR ATRÁS. Foi bem aliviador não ter essa pressão.

Ela sugeriu que começássemos a deixar ele mais peladinho em casa, para ir tendo mais contato com o próprio corpo e com o xixi, e indicou que comprássemos um peniquinho pra ele ir se familiarizando com o "objeto estranho". E, nesse ponto, foi categórica: na opinião dela, os pequenos (meninas e meninos) devem ser introduzidos ao penico mesmo, SENTADOS, para garantir o apoio dos pés, que era muito importante no processo de controle da evacuação. Se a opção fosse pela privada, ela indicou que arrumássemos algo para fazer esse apoio, principalmente quando chegasse a hora do cocô.

Munidos de toda essa "segurança", resolvemos dar os primeiros passos, bem devagar, em direção ao desfralde. Compramos um peniquinho colorido, explicamos pra ele o que era aquilo, pra que servia, que era dele e coisa e tal. O penico passou a ficar ao lado da nossa privada no banheiro, sempre à vista, mesmo que ainda não fosse utilizado: no começo, era apenas uma brincadeira sentar no penico quando o papai ou a mamãe estavam lá. De todo modo, já era um começo, e ajudava bastante ele ter um amiguinho mais velho que já estava usando o peniquinho.

Aproveitamos as férias de dezembro pra deixar ele bem à vontade em casa, procurando ao máximo ficar no quintal (não preciso nem falar porquê, né?), perguntando sempre se ele queria fazer xixi, o estimulando a nos avisar quando estivesse com vontade de fazer xixi/cocô, sem muita crise se rolasse um xixi em cada cômodo da casa (nesse momento eu só procurava evitar deixar ele sem fralda no sofá ou na cama, porque era certeza que seria "carimbado"). NUNCA DEMOS BRONCA SE FIZESSE XIXI OU COCÔ PELA CASA, apenas reforçávamos que ali não era o lugar, que agora ele tinha o peniquinho dele e tals.

Mesmo a gente perguntando e estimulando, inicialmente ele NÃO FAZIA XIXI NO PENICO: até sentava de vez em quando, mas não fazia ali. E, na maioria das vezes, avisava quando já tinha feito, ou enquanto produzia "a obra". Mas a gente sempre levava ele ao banheiro pra limpar depois que fazia pelas pernas em algum lugar da casa, e passamos a chamá-lo também para jogar o cocô na privada e "falar tchau" e, aos poucos, ele foi associando o xixi e o cocô ao banheiro, a ponto de várias vezes fazer dentro do box, por exemplo. E, sem medo de ser feliz, a gente também levava o penico pra tudo quanto é canto da casa, pra tentar estimular: quer fazer xixi vendo o Júlio? quer fazer xixi no quintal? quer fazer xixi no escritório? E lá ia o penico pela casa afora. Mas, ainda assim, não rolava.

Nessa época apelei para golpes baixos truques interessantes que tinha visto blogs afora ou com outras amigas, como oferecer adesivos pra cada xixi/cocô no trono, levar uns livrinhos pra ler no banheiro, recortar figuras e colocar no fundo do penico pra estimular (tipo colocar uma imagem de uma flor e falar: "vamos regar a florzinha", ou "vamos dar banho no elefantinho", e por aí afora), MAS NADA FUNCIONOU. A família resolveu apoiar nossa causa e, no Natal, de surpresa, Caio ganhou da vovó paterna um super penico, que tocava música, virava redutor de assento e até banquinho de apoio. No início, pensamos até em trocar o presente, pois já tínhamos um penico e achamos que era um pouco "over" demais. Depois, o super penico nos ganhou, pois percebemos que ele seria 1001 utilidades. Mas nem esse truque funcionou de primeira, Caio curtia saber que o penico tocava musiquinha, mas nem pensar em fazê-la tocar com seu xixi ou cocô.

Ok, ok, tínhamos janeiro todo pela frente, nada de desanimar. Afinal, tinha sido apenas o primeiro mês.

# as primeiras conquistas:

Em janeiro, as coisas começaram a melhorar. Os dois posts que comecei e deixei no rascunho são desse período, em que ele começou a se orgulhar dos xixis e cocôs que fazia (na fralda, na cueca, no chão do banheiro ou do box, em geral...), passou a ter cada vez mais vontade de ficar sem fralda, nos pedindo para tirá-las, e descobriu maravilhado que o xixi saía pela frente e o cocô pelo bumbum. Começou a ter algum controle do momento de fazer xixi, e começamos brincadeiras como "regar a plantinha no quintal" e coisas assim. Não dá pra negar que eram avanços. Mas, até então, continuava a recusa em usar os penicos, apesar do orgulho que ele tinha dos ditos cujos, que viraram meio que "brinquedinhos".

Eis que, na segunda semana de janeiro, ele vai passar suas primeiras "mini-férias" na casa da vovó materna, e o penico mais mequetrefe vai junto, em definitivo. E não é que o danado resolve fazer O PRIMEIRO XIXI NO PENICO LONGE DE MIM!!! Rá! Paciência de vó não têm preço, e dá resultado. Uns quatro dias depois, já em casa, fez o primeiro xixi no penico comigo (esse eu registrei no rascunho do blog, exatamente no dia 11/01/2010). Quase morri de emoção, mãe é bicho besta, né!

E durante todo o mês de janeiro fomos deixando a coisa rolar, naquele esquema pra-cada-xixi-no-penico-vários-no-chão. Mas o penico passou a ter sua utilidade, e o fato de tocar musiquinha ao final da obra funcionou bem. Mas, ainda assim não fomos rígidos: em casa ficava sem fralda, íamos sair de carro, viajar, ir a um restaurante, fralda nele.

Nessa época minha sogra e minha mãe vieram passar alguns dias em casa para que pudéssemos trabalhar, e mantiveram o mesmo ritmo vai-não-vai do desfralde. Mas, no tempo dele, ele começou a conseguir avisar algumas vezes antes de fazer as obras, o penico começou a ter seu uso, e começamos a economizar algumas fraldas, thanks god.

Mas eis que janeiro acabou, e Caio iniciaria numa nova escolinha - provisória, até sair a vaga dele na creche da faculdade. E eu sabia que essa mudança toda não combinava com desfralde... Mas fui na fé dos conselhos da pediatra, e funcionou.

# avanços, retrocessos e os finalmentes

Na nova escolinha, a indicação foi esperar um pouco para mandar ele sem fralda, já que seria todo um processo de adaptação, que não combinava muito com desfralde. Assim, ele ia de fralda pra escola, e logo que chegava em casa tirávamos. Eu realmente ignorei a também famosa regrinha "se tirou em casa, tem que tirar na escola também, pra não confundir": expliquei pra ele a situação, e fomos levando assim, até sentirmos, junto com as professoras, que daria pra tentar deixar ele um pouco sem fralda na escola também. E assim foi. Lá, ele ficava bastante no parquinho, e tinha um banheiro acoplado à sala de aula, o que facilitou as coisas. Mas não foi uma coisa super disciplinada, a gente sentia o clima em casa e elas toparam fazer o mesmo na escola. Se não rolava muito bem, fralda nele.

Aqui, cabe um parênteses: Caio, desde que foi introduzido ao maravilhoso mundo dos alimentos, nunca foi um exímio produtor de cocô. Isso, de certa forma, facilitou um pouco o processo. Inclusive porque, como ele foi ficando incomodado com a fralda, começamos a perceber que ele fazia mais cocô quando estava sem a dita, o que foi um estímulo a mais no processo, um indicativo de que estávamos no caminho certo.

Nesse momento, finalmente o penico musical passou a fazer muito sucesso, pra compensar o alto investimento da vovó!!

Tudo muito bom, tudo muito bem, desfralde gradativo funcionando (sou adepta dos processos "gradativos", como foi também o desmame) mas aí tivemos mudança de casa e nova mudança de escola no início de abril (quando consegui a vaga na escolinha da universidade): e o desfralde no meio disso tudo?

A nova escolinha tinha algumas regras e teorias para o desfralde, com foco em uma proposta de desfralde mais coletivo - só que, como ele entrou numa turma mais nova que ele, isso só começaroa no segundo semestre... Fiquei um pouco agoniada, falei com a diretora que não daria pra esperar até lá, e ela se demonstrou bem aberta ao diálogo, mas combinamos que inicialmente o Caio iria de fralda para lá, até que ele se acostumasse ao novo ambiente, às novas professoras e elas a ele. Assim, de certa forma RETROCEDEMOS, já que Caio já estava passando a maior parte do tempo sem fralda, e voltou a ficar quase dois períodos do dia de fralda, ficando sem ela apenas no relativamente pouco tempo que passava em casa durante a semana, e full time nos finais de semana.

Minha estratégia foi conversar muuuuito com o filhote, explicar tudinho que estava acontecendo, valorizar bastante o período que ele ficava em casa sem fraldas, e incentivá-lo a avisar quando estivesse com vontade de fazer xixi ou cocô, mesmo que estivesse de fralda na escola.

Levamos um tempo assim até que, na primeira oportunidade, em um feriado prolongado, RESOLVEMOS DESFRALDAR DE VEZ, arriscando deixar todo o tempo sem fraldas, não importava onde estivéssemos e o que fôssemos fazer. Foi sucesso total, o moleque já estava mais que pronto (já estava quase caindo de maduro) e resolvi conversar na escolinha.

No primeiro dia útil pós-desfralde-instituído, levei Caio para a escola ainda de fralda, e fui conversar novamente com a diretora e com uma das professoras: disse como o processo vinha acontecendo, contei toda essa história de forma resumidinha, disse que no feriado ele tinha desfraldado completamente e que eu gostaria que ele ficasse sem fraldas na escola também. Apesar delas desconfiarem um pouco que aquilo daria certo, conversamos bastante e, como uma das "regrinhas" era "uma vez desfraldado, sempre desfraldado" e "tem que ser o mesmo processo em casa e na escola", a partir de agora ele ficaria sem fraldas lá também: e eu deveria enviar 9 MUDAS DE ROUPAS POR DIA (tive que correr pra uma loja, rá!). Caio nunca usou nem 3 lá, pois o desfralde tinha sido realmente um processo: tudo ocorreu às mil maravilhas, as educadoras foram super bacanas e, no fim da história, na escola, Caio virou o "desfralde mais rápido do oeste". Rá!

Desfraldando também na escola, ele parou de fazer a soneca da tarde de fralda lá, e eu tirei em casa também. Foi a última fralda do dia a sair. E foi o começo do estímulo pro desfralde noturno, mas isso já é uma outra história, que ninguém me aguenta mais, né? Vale dizer apenas que, mesmo desfraldado e usando o peniquinho super bem, vários xixis ainda escaparam perna afora, sem maiores traumas.

Espero que nossa experiência ajude vocês de alguma forma... e força na peruca pra quem está nessa fase!!!


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

SANGUENOZÓIO: NÃO AO REAJUSTE SALARIAL DOS PARLAMENTARES


Eu confesso. Quando vi o post da Mari nos convocando ao "Movimento Sanguenozóio" tive três reações contraditórias: achei legal, levando em conta o poder que já percebemos que temos através dessa blogosfera; achei inútil, numa postura meio desconfiada desse mesmo poder; fiquei com preguiça, numa postura totalmente acomodada, pensando que eu não teria tempo nesse fim de ano pra fazer nada sobre o assunto, e que também, mesmo que fizesse, não adiantaria nada.

Só que isso ficou me cutucando. Fui lendo outros posts aqui, ali e acolá, e pensei que tinha que me manifestar, por mim, pelo meu filho, pelas coisas em que acredito. Fui lá e assinei o abaixo-assinado. Mas ainda não me assosseguei.

Então recebi um email da Erundina. É, ela mesma: não sei porque raios recebo os informativos dela, mas quase sempre leio, e muitas vezes são bem interessantes. Atualmente não voto nela, mas já votei, e admiro muito seu histórico de atuação política. Nesse episódio, além de votar NÃO e repudiar publicamente o reajuste, ela teve uma atitude politicamente muito diferenciada: destacou o fato de que apenas o PSOL (que NÃO é o partido dela, vejam bem), enquanto partido, se posicionou contra a matéria, orientando TODOS os seus parlamentares a votarem CONTRA. Atitude raríssima - a dela e a do partido - em tempos de coligações espúrias e politicagens em causa própria.

Daí que hoje, em um ataque de insônia gravídico - assunto para outro post -, o sanguenozóio veio com força total. E aderi ao movimento das cumpanhêra.

Não estou muito inspirada, e tampouco terei muito tempo para importunar os parlamentares. Mas, além de redigir essas mal-traçadas linhas, fiz um emailzinho que vou encaminhar para os parlamentares do Sim.

"Senhor parlamentar,

como mãe, profissional autônoma, estudante de doutorado e, acima de tudo, cidadã que atua cotidianamente, em todas essas frentes, tanto na esfera privada quanto na pública, em busca de um mundo e de um país melhor, venho por meio deste manifestar minha indignação frente ao absurdo processo de aprovação de reajuste dos salários dos parlamentares, conduzido por vocês à revelia de todo um país. Essa manobra política, efetivada às pressas em meio ao clima "jingle bells" que predomina no país, está sendo repudiada por milhares de brasileiros e enfureceu também a nós, mulheres que batalhamos por uma maternidade ativa e desejamos que nossos filhos vivam em um mundo melhor, onde exemplos como esses dos senhores, de legislar em causa própria, sejam cada vez mais raros.
Imaginem só vocês, se todos aqueles profissionais merecedores de aumento, resolvessem agir como os senhores? Professores da rede pública, por exemplo, como propôs o senador Cristovam Buarque? Ou, quem sabe, todos os trabalhadores do país, cujos salários se guiam pelo mísero salário mínimo? O senhor já parou pra pensar como deve ser duro tocar a vida com um salário de R$ 510,00? Pois é, esses sim precisam de reajuste. Já parou pra pensar também naqueles que não têm salário, não têm emprego, não têm casa para morar, não têm assistência médica decente, não têm sequer comida? Será que todo esse dinheiro que vocês estão se declarando merecedores de receber, para além de tudo o que já recebem, não deveria ser investido em outras situações emergenciais, em direitos básicos dos quais muitos cidadãos estão privados, esses sim merecedores de aprovações de última hora?
Então, é isso: estamos de olho e fazendo pressão. Os "parlamentares do sim", como vocês já são conhecidos em todo país, estão na mira de manifestações nos mais diferentes setores. Assim como o meu caso, outras mães estão se manifestando em seus blogs, e a caixa de emails de vocês vai ficar lotada. Estamos aguardamos um posicionamento público dos senhores sobre essa barbaridade toda.

Atenciosamente,

Thaís Rosa"


Já postaram sobre o "movimento": Mari, Kah, Natália, Dani, Carol, Anne, Roberta e Renatinha.

Para assinar ao abaixo-assinado: AQUI.

Para se manifestar junto aos parlamentares: AQUI.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

NOVO VISUAL

Finalmente consegui me livrar daquelas bolinhas, gente! Não aguentava mais aquela cara do blog, mas não tinha muito ânimo (nem noção) pra mudar, até que..... a super Fla, a mais nova web designer intercontinental, se propôs a me ajudar e, voila! O blog ficou essa belezura, com cara de novinho em folha.

Eu adorei a mudança, já agradei muito à criadora, mas nunca é demais repetir: Fla, SUPER OBRIGADA, você foi incrível!

Ela reinseriu alguns links de blogs que eu tinha perdido há séculos atrás e que não tinha criado vergonha na cara de reinserir, e, aos poucos, prometo, vou acabar de linkar os blogs todos que acompanho e que de alguma forma estão conectados com este aqui.Agora definitivamente com internet em casa, espero também voltar a postar com mais regularidade, pra fazer jus ao novo visual tão carinhosamente criado pela Flávia.

Então é isso, novo visual, novo ânimo pro blog. Espero que gostem!

[em tempo: enquanto ia finalizando esse mini post, me dei conta que o blog fez DOIS anos na semana passada!! nada melhor que mudar de ares pra comemorar!! que presentão, hein, flá!]

[e, pra finalizar, uma propagandinha básica (não consegui resistir, Fla): quem quiser ver um trabalho bacana de webdesigner da Flávia que já está pronto, passa aqui. A moça leva jeito.]

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

EU SOU UMA MÃE DE VERDADE, E VOCÊ?


Sabe quando você passa o fim de semana inteiro grudadinha no filhote, curtindo em família? Então chega segunda-feira, e vocês acordam cedo, e brincam até o limite do horário de entrada na escolinha, e vão tomar um café da manhã especial juntos na padaria? E depois, na hora de deixar o filhote na escolinha, ele não quer ir, e chora, e você se despede dele assim mesmo, e se sente a pior das criaturas porque tem que deixar ele lá chorando e ir trabalhar? E aí você fica um trapo, e no caminho até o carro chora também, e chora ainda mais porque está naqueles dias? Pois é, hoje aconteceu isso comigo. Fiquei péssima.




Mas daí lembrei dessa linda campanha que conheci através da Flá e da Ombudsmãe e me confortei um pouco. Pensei que sou uma mãe de verdade, de carne e osso, e que nem tudo é perfeito e ideal como eu gostaria. E pensar na campanha me fez pensar na minha vida, na minha maneira de lidar com a maternidade, no que ando fazendo de bom e de ruim, no que ainda posso melhorar, no que tenho que aprender a lidar melhor... Essa campanha é bacana por isso, traz a realidade da maternidade, suas dores e delícias, para ser olhada de frente pela sociedade e por nós mesmas, mães. E as imagens são lindas, inspiradoras, nos põem pra pensar. Vale conhecer e assinar embaixo. Porque merecemos ser mães sem medo de ser feliz, e, acima de tudo, sem nos sentirmos culpadas e pressionadas por tudo o que fazemos ou deixamos de fazer. Embora, tenho certeza, vou chorar toda vez que tiver que deixar meu filho na escola chorando, porque tenho que trabalhar. Mas vou me sentir a melhor das mães quando puder deixar de ir trabalhar pra ficar brincando com ele, porque minha maternidade de verdade é essa, conciliar o filhote e o trabalho, em dias mais fáceis e flexíveis, e outros mais difíceis e rígidos. E vamo que vamo.

domingo, 16 de maio de 2010

EU TÔ VOLTANDO...


Dou boa noite a quem é de boa noite, dou bom dia a quem é de bom dia... E, antes de tirar a cabeça pra fora d'água e não deixar este blog naufragar na inérica e na falta de acesso à internet, agradeço a todas que escreveram me cutucando e pedindo notícias! Saudades dos nossos intercâmbios digitais...

Pois é, minha gente, sobrevivi. O tempo de mudanças que se anunciava quando escrevi o último post foi realmente intenso, para o bem e para o mal: nesse longo período minha irmã teve um susto com a saúde, eu tive uma crise de pedra no rim, vivenciei uma situação difícil e dolorida envolvendo pessoas queridas, fiquei sem ajudante em casa (descobri que ela andava levando minhas coisas), nosso carro quebrou... afe, muita uruca. Esse mundo dos adultos por vezes me cansa... dá uma vontade de ser criança nessas horas....

Por outro lado, nossa casinha está uma delícia, cada vez mais ficando com a nossa cara; Caio está incrível, depois que fez dois anos parece que está cada vez mais tagarela e arteiro, está completamente desfraldado de dia e a caminho do desfralde noturno (assim que der conto sobre o processo aqui), super adaptado à nova escolinha, enchendo de alegria nossas vidas e me ajudando a passar por cima das situações chatas dos últimos tempos; e, pra completar o "lado azul da força", agora temos um novo companheiro na casa, o Tião, um dog alemão crianção fofíssimo que adotamos há uma semana, salvando o cachorrão das crueldades do dono anterior. Ô coisa boa.

Assim, sumi daqui um pouco por causa do caos da mudança, um pouco por que estava numa fase meio baixo-astral, com pouca vontade de escrever, e, acima de tudo, porque o bairro para onde mudamos ainda não tem rede de telefonia e internet (socorroooooo!!!) e estamos nos virando mal e porcamente com um 3G... De modos que (como dizia a minha avó), vou tentar ir voltando aos poucos, quero me atualizar nos blogs de vocês, mas vai ser num ritmo devagar e sempre...

Então é isso. Estamos vivos, felizes e mudados, em vários sentidos. E ansiosos por nos conectar novamente ao mundo digital. Obrigada pelo carinho, mulherada!!

E, pra terminar no clima em que tenho me sustentado nos últimos tempos, brindo vocês com um lindo poema*, que ganhei de uma amiga especialíssima nesse período:

Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas,
que já têm a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia:
e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos.

* esse poema circula por aí como sendo de Fernando Pessoa (inclusive no cartão da minha amiga); mas parece que é de autoria do professor de literatura Fernando Teixeira de Andrade. Se alguém souber a fonte correta, me informe, tá?