Mostrando postagens com marcador pílula falante. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pílula falante. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de novembro de 2011

MOMENTOS HISTÓRICOS (e update do sorteio)

- Mamãe, tô com sede, quelo água. 
E assim, sem mais nem menos, Caio finalmente aprendeu a falar corretamente uma das primeiras palavras que disse na vida: água. (Sem mais nem menos pra ele, né, que eu quase tive um treco, pedi pra ele repetir mil vezes e fiz a maior festa! #maedoida). Primeiro era "aua", depois virou "aba" e assim ficou. Teve uns "aga" no meio do caminho, mas o corrente era "aba", mesmo, ou sua versão no diminutivo, que eu amava, "abinha" - "mamãe, télo uma abinha", ele falava até outro dia... Coincidência ou não, esse momento histórico ocorreu exatamente no dia 15 de novembro, quando Nuno completou 6 meses de vida. 

E, por falar nisso, 6 meses de amamentação exclusiva e iniciamos a introdução dos alimentos na sexta. Nuno já provou banana e mamão e foi super bem, hoje já comeu tudo o que eu tinha amassado no pratinho. Completamente diferente da introdução do Caio, que quando completou 6 meses ainda não tinha dentes e nem ficava firminho sentado, e só foi comer mesmo lá pelo oitavo mês. Some-se a isso uma mãe MUITO ansiosa, e o processo demorou pra engrenar. Com Nuno, além dele já ter 3 DENTES (aaaaaa!) e já ficar firminho sentado com apoio, ele está se beneficiando por ter uma mãe já mais (D)escolada, bem menos ansiosa e que já sabe que cada criança (e cada fase) tem seu tempo. Das vantagens de ser o segundinho, né?

Bom demais ver os meninos crescendo, a gente comemora e tudo, mas, lá no fundinho, sempre resta um saudosismo, né? Ainda mais que sou canceriana, vixe, acho que vou ser aquelas mães que quando o filho sair de casa vai ficar rememorando cada passo... (meda!). Mas bom demais estar perto e poder curtir cada um desses momentos, e viva o blog que me ajuda a documentá-los para a posteridade (que, tomara, demore a chegar! rá!).

******************
Só  pra lembrar, tem SORTEIO rolando no blog, aqui ó. A data final era hoje, mas como é domingo, pé de cachimbo, achei melhor dar mais uns dias pra quem quiser participar: ficam valendo, então, os comentários que chegarem até o dia 22, terça feira, ok? E na quarta posto quem foram as duas sortudas.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

APRENDENDO A SER IRMÃO MAIS VELHO

Caio querido,

você agora é um irmão mais velho e começa a se dar conta disso. Você já vinha curtindo a barriga da mamãe durante toda a gravidez, até super-irmão você foi, mas só agora você está percebendo que definitivamente somos quatro, que seu irmão veio mesmo pra ficar. E está tentando entender o que é ser um "irmão mais velho": você quer saber se cresceu, se já é adulto, o que significa ser "mais velho", e por aí afora...


Eu também sou a irmã mais velha, filho, das suas duas tias queridas, mas só agora, vendo seu processo, é que compreendi que tranformar-se em irmão mais velho exige todo um aprendizado, leva tempo, tem momentos muito alegres, mas pode também ser um tanto doloridinho... E está sendo tão bonito acompanhar os seus primeiros passos nesse caminho, filho!

A gente sempre ouve as histórias de ciúmes entre irmãos, de birras, de regressões do filho mais velho e fica parecendo que é tudo um grande trauma, uma grande dificuldade, um grande problema. Realmente isso tudo acontece, mais cedo ou mais tarde, mas, como tudo na vida, não é o único lado da moeda. Tem também a descoberta de novos sentimentos, o crescimento, a ampliação de vínculos e horizontes. Penso que tudo isso, bem dosado, mediado por nós, seus pais, tendem a te fazer uma pessoa ainda melhor, mais capaz de dividir, de ouvir, de ter paciência, de conquistar o seu espaço... veremos no futuro.


Mas o que quero te contar é que, até agora, você está indo muito bem nesse seu aprendizado. Você sacou, logo de cara, que teria que reencontrar seu lugar na nossa nova configuração familiar, já que agora você não era mais o único queridinho da mamãe, do papai, dos avós, das titias, dos amigos. E, por enquanto, ao invés de tentar reconquistar esse lugar apenas no grito, na birra, na manha, você tem ido também por outros caminhos.

Pra começar, você ficou todo engraçadinho. Cheio de histórias, uma mais maluca e divertida que a outra, você conquista a atenção de todos, que riem muito com suas gracinhas. Você está ainda mais conversadeiro, e sua companhia ficou ainda mais gostosa! Ponto pra você.

Além disso, você mergulhou fundo no mundo da imaginação, acho que como uma forma de elaborar todas as novidades que estavam acontecendo na sua vida. (É certo que as brincadeiras, por vezes, ficaram um pouco mais agressivas, cheias de espadas e malvados morrendo... mas tanto melhor que seja nelas que você venha canalizando essa agressividade natural, isso é saudável e pode te ajudar a lidar com ela!). Mil personagens, aventuras mirabolantes, os brinquedos ganharam nova vida e todos nós entramos na dança, cada dia como um personagem diferente. Todos os cômodos da casa foram tomados por suas brincadeiras, e o mundo do faz de conta virou seu delicioso refúgio. Até o Nuno você transformou em mil e um personagens, sempre no diminutivo, uma graça. Foi realmente impressionante o salto que você deu, em um período de tempo tão curto, em termos de brincadeiras, de invenções, de imaginação.


Mas o salto mais impressionante - e que eu vi como uma maneira muito saudável que você encontrou de chamar a atenção - foi na linguagem. Quinze dias depois que o Nuno nasceu, nessas suas conversações e invenções cada vez mais elaboradas, você incorporou um novo aprendizado. Talvez por estímulo da vovó e do vovô, o fato é que você aprendeu a falar praticamente todos os fonemas em que ainda trocava ou engolia letras! Taio virou Caio, telo virou quelo, dato virou gato, tês virou tlês, depois tllrês e até um trrrês já está saindo, memo está virando mesmo... e por aí afora! Você ainda se confunde um pouco, corinthians ainda é tolintias, de vez em quando sai um adola ou agola no lugar de agora, mas a virada que o aprendizado exige está feita, é só uma questão de tempo. Mamãe ficou tão, mas tão orgulhosa!! E ao mesmo tempo com uma pontinha de tristeza (mãe é bicho doido, filho!) por sentir que meu menininho está crescendo tão rápido... mas outra hora a gente fala mais disso.
 
Claro que você também está fazendo birras, mas, por enquanto, nada ainda muito maior do que as que você já fazia desde que se aproximou do "portal" dos dois anos, e que fez durante a gravidez também. Em geral, elas acontecem quando você está cansado, com sono ou com fome, e são intensificadas - claro! - pelo fato de que a atenção que há pouco tempo atrás seria dedicada exclusivamente a você, agora tem de ser dividida com Nuno... Além disso, em alguns momentos (especialmente em eventos sociais ou no meio de muitas pessoas)  você tem ficado mais acanhado, sem querer papo com ninguém, mas só por algum tempo, até ganhar confiança, até sentir que seu espaço está garantido, independente do Nuno. As despedidas também ficaram mais difíceis, mas você nunca gostou muito delas...


Mas com o Nuno, de modo geral, tem prevalecido seu carinho, sua vontade de vê-lo, de pegá-lo, de beijá-lo, de apertá-lo (por vezes até demais, temos sempre que ficar de olho!), de conversar com ele, de estar junto dele. Vira  e mexe você fala: "eu amo meu irmao", "nuninho, eu te adoro", "eu tô tao feliz de ter um irmao!",  "eu fiquei muito feliz que o nuno nasceu", e fica eufórico quando pode pegá-lo no colo.

Até agora, uma única vez você soltou um: "Mamãe, eu não quero mais ter neném!" Nuno devia ter uns quinze dias, eu estava com você no banheiro e não entendi direito... Perguntei: "Você não quer mais SER neném?" E você: "Eu não quero mais TER neném!" Puxei conversa: "Ah, é? E porque filho?" A resposta estava na ponta da língua: "ah, mamãe, ele não sabe falar, não sabe comer, não sabe fazer nada..." Continuei a conversa dizendo que neném era assim mesmo, que você também já tinha sido assim, e que logo ele iria começar a aprender muitas coisas, que a gente ia ter que ensinar... Desde então, você ficou todo animado, querendo ver em cada gesto do Nuno um novo aprendizado: se ele faz algum som, você se empolga - "ele tá falando comigo"; se ele mexe o bracinho e  toca em você ou em algum brinquedo, ele está te fazendo carinho (ou te batendo, rá!) ou tentando pegar o brinquedo; se você põe algo na mão dele e ele agarra, você se anima dizendo que ele está aprendendo a segurar... E quando ele começou a sorrir, então! Cada movimento de boca do Nuno é um sorriso para você... e quem sabe não é, mesmo?


Nós temos tentado garantir seu espaço, nossos momentos só com você, nossos tempos de brincadeiras, de histórias, de passeios, mas, inevitavelmente, está tudo bem diferente de como era há até um mês e meio atrás, e você sabe disso, você sente isso, nós sentimos também. E se isso pode ser sentido como uma perda, outros ganhos já se deram e muitos ainda estão por vir, pode ter certeza. Vai ter ciúme, vai ter briga, ô se vai. Mas ter um irmão é bom demais, você vai ver. Só que isso  já é assunto pra outra carta.

A gente te ama muito, filho, e estamos muito felizes em ver sua transformação em "irmão mais velho". Aos poucos eu vou contando pra você desse processo, pra que você possa saber como foi, quando ficar mais velho (porque eu mesma não lembro nadinha de como foi ganhar uma e depois outra irmã, e a vovó também já esqueceu de quase tudo...), pois acho que esse será um momento decisivo na constituição de sua personalidade. Palpite de mãe.


Beijo grande,

mamãe

segunda-feira, 30 de maio de 2011

COMO NASCEM AS COISAS (ou a pergunta que não quer calar)


[Apesar de ainda não estar conseguindo ler os blogs queridos, não podia deixar de vir aqui agradecer o carinho de vocês - OBRIGADA!! -, e registrar o que dá dessa nova fase. Mas são tantas coisas, dá vontade de registrar tudo, mas não tô dando conta... Só que Caio está muito engraçado, e essa eu não podia deixar passar:]

Caio, desde que assistiu ao nascimento do irmão, ficou ainda mais interessado em saber como cada coisa "nasce". Vira e mexe ele vem com a perguntinha curiosa: "mamãe, como nasce....."

Daí que outro dia ele se superou. Começou à tardinha, querendo saber: "mamãe, como nascem as formigas?" Confesso que essa me pegou, não soube responder direito (nunca fui muito boa em biologia...). Mas ele mesmo respondeu: "elas nascem no formigueiro, né?"

Pouco mais tarde, na hora do jantar, ele vira pro pai e pergunta: "papai, como nasce o queijo?" Foi só risada! Mas Dani explicou explicadinho, e prometeu levá-lo de novo na fazenda, pra ver como funcionava o processo. Satisfeito, veio a próxima. Admirando o aquário que o pai está montando, quis saber: "papai, como nascem os peixes?" Aí foi mais fácil, recorremos à lembrança do filme Nemo, e a explicação ficou mais didática. Ok. 

Mas o molequinho, achando tudo muito divertido, resolveu se superar, e lançou essa: "Mas gente, como nasce um corinthiano?" Nem preciso dizer que nessa hora o jantar acabou: ninguém mais conseguia parar de rir!!! Mas ele insistiu, eu tentei explicar e ele não se convenceu. Foi atrás do pai, que pacientemente remontou ao clássico: "papai e mamãe namoraram... sementinha..." até chegar no gosto por futebol e coisa e tal. Ele meio que se convenceu.

Mas, no dia seguinte, a pergunta ressurgiu: "vovó, como nasce um corinthiano?" Depois de muita risada, a vovó bem que tentou, mas ao final da explicação veio a sentença: "não entendi. Mamãe, como nasce um corinthiano?" Tentei, mais uma vez, e ele: "não entendi". Dissemos pra ele perguntar pro pai, então. E lá foi ele. "Pai, como nasce um corinthiano?"

Não ouvi a explicação todinha, mas vi que ele apelou pro nascimento do Nuno (no dia que o Corinthians perdeu pro Santos). E aí o bichinho sossegou. Mas, vira e mexe ainda pergunta: "gente, como nasce um corinthiano?", só pra ver a gente cair na risada...

Pai e irmão corinthiano dando o primeiro banho no pequeno que, segundo o pai, já nasceu "corinthiano sofredor"... será que assim nasce um corinthiano??

domingo, 20 de fevereiro de 2011

HISTORINHAS PRA MÃE DORMIR... MENOS NOIADA



Hoje, em um momento de prosa só nossa, aquele patati patatá de mãe e filho, Caio começou a me contar umas historinhas, misturando referências reais e imaginárias, que, além de me divertirem muito, me ensinaram um pouco mais sobre a incrível capacidade dos pequenos de elaborarem os aprendizados, as vivências, e também as influências e estímulos (nem sempre positivos) que o mundo lhes oferece o tempo todo.

Essas historinhas, que vou tentar registrar aqui do jeito que der pra lembrar, acalmaram um pouco minhas angústias recentes sobre as primeiras pressões de consumo que começaram a atingir o Caio desde o fim das férias e, principalmente, após o retorno da escolinha, com a profusão de mochilas, tênis, camisetas e etecétereas que ele passou a ver - e, de certo modo, desejar, ainda que inconscientemente. Isso é assunto que venho matutando nos últimos tempos, e as reflexões de mães como a Taís, a Carol, a Paloma e a Lia têm me ajudado bastante.

Mas, vamos às historinhas:

Era uma vez, o Ben 10. O Ben 10 e o homem aranha. Ele ajudou o homem aranha a fazer uma teia. Daí....... eles foram viajar! Pra beeeem longe. E encontraram a capoeira e o berimbau. Aí, o Ben 10 começou a tocar berimbau, mas ele tocava de regional.

(...)

Vou contar outra mamãe, vou contar outra. Era uma vez, um homem aranha. Ele foi passear na floresta, e encontrou, sabe quem? Sabe quem, mamãe? O tamanduá! O tamanduá e o lobo, mas o lobo era pequenininho. Era amigo do tamanduá. E todos brincaram na floresta.


Não é demais, ver como referências tão diferentes se misturam de um jeito todo especial? Como elementos que parecem estar em universos opostos se combinam e ganham um sentido novo, próprio de cada criança? Fiquei maravilhada, e acho que não é coisa de mãe coruja, é??? Rá!


sábado, 20 de novembro de 2010

TRAVESSURA E POESIA NO COTIDIANO


Duas historinhas de felicidade simples desta semana...

A TRAVESSURA


Fomos ao shopping, eu e Caio, comprar um presente pro papai. Coisa rara, raríssima, esse tipo de passeio aqui em casa. Combinei que iríamos comer, comprar o presente e só depois brincar nos carrinhos daquela infernal "brinquedolândia" ou sei lá qual o nome. Caio foi um fofo, apesar do primeiro impulso de disparar correndo em direção aos carrinhos, se comportou super bem, comeu, esperou pacientemente eu escolher o presente. Passou reto pelo papai noel: ele tem medo do velhinho e ponto, não há balinha que o convença (thanks god). E, finalmente, chegamos ao parquinho high tech.

Das outras poucas vezes que estivemos lá, ele sentava nos carrinhos e ficava se divertindo com a direção, eu não gastava um tostão. Numa última vez, com o pai, ele quis ir em um brinquedo que precisava pagar, mas estávamos de passagem, e o dissuadimos. Então, nesse dia, resolvi liberar: adquiri um cartão e coloquei créditos suficientes para 3 brinquedos (moderna a coisa, nem acreditei!).

Primeiro ele quis ir numa espécie de carrossel de carrinhos. Foi, curtiu, deu tchauzinho e logo ficou com medinho: o negócio girava muito rápido! Resmungou, a menina parou o brinquedo e, muito gentil, disse que ele poderia ir em outro sem pagar, me mostrou a piscina de bolinhas (que eu nem sabia que tinha). Caio não quis ir, preferiu o pula-pula, mas desde que eu entrasse com ele. Fiquei sentada numa plataforma ao lado da camona elástica, enquanto ele ia perdendo o medo de pular. Ele gostou tanto que quis ficar por três sessões, o que equivaleria a todo o crédito que nós tínhamos. Mas outra mocinha, também muito gentil, me cobrou apenas duas, dada a alegria do moleque.

Demos uma passadinha no bibi que ele tanto curte (e que é de graça) e consegui tirá-lo daquele espaço de fazer doidinhos. Parei numa vitrine para dar uma olhada, e ele descobriu, nos fundos da tal brinquedolândia, a piscina de bolinhas, e quis porque quis voltar. Pois voltamos, com a condição de que em seguida iríamos embora. Afinal, eu ainda tinha um crédito.

Quando fui tirar o sapato dele, a mocinha falou: pode entrar para colocar ele na piscina, você fica ali do lado. Maravilha, já que o Caio não gosta muito de ficar brincando sozinho e eu poderia ficar do lado de fora interagindo com ele. Mas, uma vez lá dentro, ele começou: "vem tá, mamãe, enta ati!, vem bintá tomigo!" E eu: "a mamãe não pode filho, sou muito grandona". Ele já tinha até se convencido, quando a mocinha falou: "Pode entrar com ele!"

Não acreditei: "Posso???" Ela confirmou. Não tive dúvidas, tirei o sapato e mergulhei, barrigão e tudo, na piscina de bolinhas!! Gente, era um sonho antigo, pensei que nunca ia realizar!!! Rá!! Caio quase pirou, né, brincar na piscina de bolinhas com a mamãe? Bom demais pra ser verdade! Ficamos um bom tempo ali nos esbaldando, mergulhando, nos jogando pra trás, jogando bolinhas pra cima, pura terapia anti-stress!!! Saí de lá livre-leve-solta, feliz da vida, e o filhote também. Uma bela compensação por aturar aquela barulheira eletrônica toda. E uma travessura pra ficar na memória.


POESIA



Caio entrou numa fase muito muito legal: agora que já domina suficientemente bem os códigos da linguagem falada, começou a articular idéias, criar histórias, inventar mundos. Está apenas começando, mas é maravilhoso, eu me encanto a cada dia. Como ontem, na pracinha onde fomos após a escolinha. Estávamos andando em direção à banca de revistas, de mãos dadas, quando ele me solta essa:

- Mamãe, olha, eu tô no mai!

E a mamãe, com toda sua adultice, não entendeu de cara: - No mar, filho???

- É, mamãe, no mai! Eu tô pulando a ondinhas!!!

Aí caiu minha ficha: a calçada era "estilo copacabana", grandes ondas de mosaico português. Caí na gargalhada, entrei na brincadeira com ele, e imaginei que Burle Marx ficaria orgulhoso do meu filhote. Mas não mais que eu. Rá!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PEQUENO TIRADOR


Muita coisa acontecendo de uma vez, Caio se transformando a cada dia, e eu aqui, vivendo a vida, dedicando pouco tempo para escrever, narrar, documentar. Mas nada de desculpinha esfarrapada, a verdade é que por esses tempos esse será o ritmo do blog mesmo. Então, vocês já sabem, tá ali no perfil, tenho fases como a lua, fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Quem quiser gostar de mim, eu sou assim... Rá!

Mas vamos ao que interessa: o Caio, claro. Tanta coisa em tão pouco tempo, queria ter conseguido registrar tudo aqui. O moleque tá figura. Desde que engoliu a pílula falante, o pequeno tá se achando. Tira com todo mundo.

Primeiro foi com meu pai. Os dois no jardim da casa dos meus pais. Vovô resolve fazer graça:
- Caio, olha o piu-piu!
- Pobinha (pombinha), vovô! (com cara de bravo, corrigindo meu pai)
Vovô fica passado.

No outro dia, o vovô começa a cantar a música preferida do momento para o netinho, que solta essa:
- Ah, não, vovô! Vovô não sabe!
Close no vovô com cara de tacho.

Eu sou o alvo preferido. Esses dias ele ficou meio doentinho e praticamente parou de comer almoço e janta. A mamãe tentando manter a calma e a paciência, tentando de tudo pra ele comer pelo menos um pouquinho.
- Quer isso, quer aquilo, quer aquilo outro?
E ele, com cara de "pára de me encher o saco, mãe", me manda essa:
- Taio (Caio) não té (quer) nada, mamãe. Não té nada.
E ponto.

Agora ele deu pra querer ser independente (nos momentos em que resolve desgrudar de mim... rá!). Eu estimulo: Caio já sabe fazer tal coisa sozinho! ou Agora o Caio vai aprender a fazer tal coisa sozinho! E assim vamos. Daí que resolvi ensinar o danado a descer da cadeirinha do carro sozinho (mais ou menos, viu, gente, aquele sozinho pra ele se achar, mesmo). Ele adorou, e vira e mexe quer descer sozinho (umas mil vezes seguida, vocês sabem como é, né?). E eu sempre fico naquela de querer ajudar, mas hoje levei ferro:
- Tai (sai) mamãe, não axuta (ajuda)! Télo (quero) sozinho.
Posso com isso???

E, pra finalizar, a tirada-mór, e nem precisou de palavras: logo de manhã, eu, cansadona, tomando meu café ainda de pijama. Lá vem ele, todo alegrinho, como se viesse me fazer um carinho (ele anda muuuuito carinhoso, delícia total). Vem com a mãozinha em direção a mim, e... "aaaaaaaaaaaai, filho!!!!". Apertou com gosto uma camada adiposa mais saliente daquilo que um dia foi sua primeira casa, e riu com a cara mais malandra que conseguiu fazer, como se dissesse: "mamãe, olha isso, coisa feia, vai se cuidar." M-O-R-R-I. Só não fui direto pra academia porque estou muito sem grana, mas o apertão pegou fundo. Eu tô lascada com esse menininho tirador.