domingo, 31 de janeiro de 2010

A PRIMEIRA NOITE FORA COM PAPAI OU DEPRÊ DE MÃE



Depois do primeiro dia juntos longe da mamãe, da primeira semana sozinhos em casa enquanto a mamãe viajava e da recente iniciação ao futebol à distância da mamãe, agora pai e filho foram passar a primeira noite fora de casa sem a mamãe... Ó céus!

Pior é que fui eu que pedi: Dani ia pra Campinas fazer compras pra obra, eu tenho que trabalhar amanhã, ele topou fazer malabarismos para levar o filhote (valeu, amor!!), a vovó topou ficar com o pequeno (brigadão, vovó!), e tudo se resolveu. Levei pai e filho até Rio Claro para encontrar os super avós, e, na volta, se não fosse Chico César a mamãe aqui tinha embarcado numa bad trip, vontade de pegar o primeiro retorno e sair correndo atrás deles: "péraê, eu vou também!!". Me contive, chorei um pouquinho e fiquei pensando em como sou molona, como choro por tudo, imaginando que tipo de mãe eu serei quando meu filho for adolescente, homem feito... Concluí que serei igualzinha a minha mãe: ela chorava quando eu voltava aos finais de semana para a faculdade, e chora até hoje, quando Caio vai embora da casa dela. Serei IDÊNTICA, tenho certeza. (chora não, hein, mami...)

Até que me aguentei forte na estrada. Mas quando cheguei em casa, aquela penumbra do fim do dia, uma lâmpada queimada na sala, chovendo lá fora e aqui dentro fazendo tanto frio, brinquedos espalhados pela casa inteira, a casa vazia... não me aguentei, abri o maior berreiro mesmo, me consolei feito louca com a Taipa (nossa cachorra!), e agradeci aos céus por não ter uma barra de chocolate por perto, porque senão o regime da semana toda teria ido pro saco. Mamãe em momento deprê-master, foi foda. E aí, como não tinha chocolate, meti a cara no trabalho, afinal foi só por isso que liberei a noitada dos meninos.

Imagem daqui.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

DA SÉRIE: DELÍRIOS DE MÃE


Desde ontem dei pra ter um desejo secreto de mãe. Talvez algumas de vocês me entendam, acompanhem só.

Depois de alguns dias fora a trabalho, desde sexta passada estou grudada no Caio e ele em mim. Fazemos praticamente tudo que dá juntos. Ocorre que entre as rotininhas dele, as nossas brincadeiras e passeios, e as intermináveis sessões de cocoricó, há que se cumprir os afazeres domésticos atrasados - dentro e fora de casa: comida, compras, contas, etc. E lá vai Caio com mamãe fazer tudo isso.

Dia 1, ontem. Orçamentos para obra da casa-própria. Xerox de documentos. Pagamento de contas. E antes que desse tempo de chegar ao supermercado o pequeno já estava dormindo no carro. Voltamos para casa e o resto ficou pro dia seguinte. Mamãe improvisou o jantar com o que tinha em casa.

Dia 2. Solicitar ligação de água para a casa própria (1 hora e meia esperando, em uma repartição pública, e Caio deu show de bom comportamento, me acabei de tanto orgulho). Pagar aluguel. Buscar homeopatia. Comprar ração. E antes de conseguir chegar ao sacolão, novamente o filhote já dormia no carro. Me virei estacionando o carro, com ele dormindo mesmo, em frente a uma rotisseria e comprei um jantar pronto.

Daí, que essa sequência de fatos me fez matutar o tal desejo secreto: porque não inventaram ainda um mercadinho delivery, um sacolão drive-thru, hein, gente??? Já pensou que sonho, a mãe poder estacionar o carro com o filhote dormindo no banco de trás, pedir "1/2 kilo de peito de frango, 300g de abóbora, 2 pés de alface, 1 penca de banana", seguir para o caixa à frente, pagar, conferir a mercadoria e chegar em casa com o filhote dormindo, colocá-lo na cama e aproveitar a soneca pra preparar um jantarzinho delícia??? Alôu, Carrefour Bairro, tá dada a dica. Rá!

domingo, 24 de janeiro de 2010

INICIAÇÃO AO FUTEBOL



Filho, hoje teu pai te levou ao estádio pra ver o Coringão pela primeira vez! Tudo bem que é um jogo no interior, num estádio menor, mas eu tô aqui, assim, meio aflita. Ainda mais porque o tempo tá meio chuvoso, seu pai tá sem celular... sei lá, coisa de mãe. Mas era um sonho antigo do teu pai te levar pra ver um jogo, eu sempre era meio contra, mas dessa vez deixei pra ele decidir. Ele ficou um pouco inseguro, primeira vez, né, filho, é sempre assim. E o vovô (que é são-paulino) ainda ficou apavorando, dizendo pra não levar... Mas no último minuto do segundo tempo ele perguntou se você queria, você estava todo animado, ele confirmou que o estádio era coberto e decidiu te levar, mesmo sabendo que isso poderia significar não ver direito o jogo ou ter que sair antes do final: pra um corintiano como o seu pai, isso é uma prova de amor e tanto, viu, filho! Ele saiu do carro afobado, porque já estava na hora do jogo começar, te tirou rapidinho (nem deu tempo de eu te dar um beijo e fazer mil recomendações a ele), colocou você no cangote, deu um tchauzinho e foi, feliz da vida. E eu, mesmo em dúvida sobre se esse era o melhor momento para você ter essa iniciação, fiquei feliz também vendo vocês indo juntos pro jogo, e apesar de aflita, estou aqui torcendo para que o Corinthians marque pelo menos um gol pra vocês comemorarem juntos, "idal o Xúlio"**, como você mesmo disse antes de sair do carro.

**(tecla sap: "igual ao Júlio", do Cocoricó, a mais nova paixão do Caio, que, no último dvd que ele ganhou, vai ao estádio assistir um jogo de futebol com o avô).

MAMÃES NA ATIVA


Já tem um tempinho que a Ju me pediu pra divulgar um trabalho super bacana que ela está fazendo, e, aproveitando a deixa, resolvi fazer esse post divulgando não apenas a iniciativa dela, mas de duas outras mamães blogueiras que, motivadas pelas transformações intensas que nos fazem virar SUPER-MÃES, transformaram também a vida profissional, investindo em atividades diferenciadas e que têm tudo a ver com maternidade, filhos e afins. Espiem só:


Com a palavra, a Ju: "Pensando nos bebês que sofrem com fantasias de tecido sintético, paetês e frufrus, eu e uma amiga desenvolvemos um linha em algodão, fresquinha, mas com muito charme pro Carnaval! É a Mamãe Eu Quero! Se você é mãe, corre lá e faça seu bebê ser um folião de primeira!". Achei a idéia sensacional, as fantasias são muito lindinhas e as fotos com pequeno Heitor e sua amiguinha Carol são uma coisa, dá vontade de apertar muuuito os pequenos foliões. Corram mesmo, viu, que o carnaval está chegando e já tem umas fantasias esgotando!




A Roberta também teve uma sacada super legal, matou o pato donald, foi trabalhar fora de casa e começou a importar umas coisinhas muito lindas pros pequenos: roupichas, sapatinhos, acessórios, brinquedos... Tudo de marcas bacanas e com preços acessíveis. O blog minhamaequedisse.wordpress.com é de enlouquecer, principalmente mãe de menina! Além do que, para comprar, você tem que fazer contato direto com a dona-e-proprietária do negócio, o que já vale a pena por si só - além de ser uma fofa, a Roberta é uma figura, recomendo muito o blog dela: piscardeolhos.wordpress.com. Eu andei namorando vááárias coisinhas de lá pro meu pequeno, como essas aqui, ó:




Outra que está toda novidadeira é a Pérola: além de ter criado, no fim do ano passado, o projeto "Mãozinhas na Massa", que divulga informações sobre saúde infantil e alimentação e realiza oficinas de culinária saudável para crianças, ela entrou em 2010 com o pé direito, e na cozinha!! A partir da experiência e do prazer de cozinhar para a família e os amigos, ela criou o blog Natureba e Cia, onde compartilha conosco suas idéias sobre culinária saudável, e divulga as delícias que ela prepara (cupcakes, pães, pastas, cookies...) e os "serviços natureba" que ela desenvolveu, como: assinatura de pães integrais (uma ótima idéia, vale conferir), pequenos eventos, festas saudáveis, lanches para escola e opções gostosas para a criançada, entre outros. Dá vontade de sentar, tomar um chazinho e passar o dia provando as gostosuras.



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

MINI-FÉRIAS


Pois é. Aconteceu quando eu menos esperava: Caio foi passar as primeiras mini-férias na casa dos avós maternos. Foi assim, de repente, nem deu tempo de me preparar psicologicamente. Papai tocando a obra da nossa futura casa própria, mamãe precisando trabalhar pelo menos meio-período por semana, filhote o mês todo em casa... o jeito foi pedir socorro aos super-avós, como sempre. Fiquei meio em dúvida se já era o momento certo, mas a intuição disse que sim e, de mais a mais, as férias estariam a menos de 40 minutos da minha casa: a qualquer problema, eu sairia correndo NA HORA.

Mas, É CLARO, não teve problema nenhum, é tudo nóia de mãe, sempre. Deixei ele na casa dos meus pais na quarta de manhã, e a alegria era tanta que mal me deu tchauzinho. Fui, livre, leve e solta, e um tantinho assustada de estar tão leve e solta assim. Maridón e eu fizemos altos planos: vamos no cinema, no boteco, tirar filme, comprar vinho, etcetcetcetc... Na primeira noite, os dois pregados, "ai, vamos ficar em casa mesmo, amor". Filmeco classe C e cama, não sem antes entrar no quartinho do Caio e dar uma choradinha de saudade.

No dia seguinte, muito trabalho, mas decidimos ir ao cinema nem se fosse pra assistir Xuxa (mentira, nem morta! mas é que aqui no interiorrrrr é assim, bastou chegar as férias e TODOS os cinemas - que já são poucos - resolvem passar os mesmos filmes, quase sempre esses enlatados infantis): por sorte tinha outro um pouco melhor, e deu pra esticar um programinha a dois, matando a saudade de um botequinho que não íamos a tempos. Chegando em casa, choradinha básica, coisa de mãe de primera viagem, acho.

Sexta-feira, último dia, eu e Dani já havíamos filosofado o quanto dava sobre a estranha sensação, ao mesmo tempo boa e ruim, do filhote ficar longe de nós pela primeira vez: boa, afinal, há 1 ano e 9 meses nosso dia-a-dia gira em torno do pequerrucho, e foi uma delícia poder fazer as coisas em outro tempo, sem maiores preocupações, ficar até mais tarde fora de casa, curtir vários dias de casalzinho, dormir sem pensar que a qualquer momento o pequeno pode acordar, trabalhar mais sem culpa, dar uma descansadinha gostosa depois do almoço... e tantas coisinhas miúdas que não conseguimos mais fazer todo dia depois da chegada de um filhote; ruim, porque dá muita saudade, uma sensação meio de vazio, de algo faltando, vontade de apertar, beijar, dar mamá, brincar, cheirar, fazer cosquinha só pra ouvir a risada deliciosa... enfim, mesmo com todo o lado bom da coisa, sentimos muita falta da presença alegre e intensa do pequeno, muito mais do que podíamos imaginar.

Então fomos buscá-lo, e foi uma delícia o reencontro, com direito a muitos abraços, e muitos "mamãezinha", e muito chamego, e um grudinho gostoso, e a certeza de que uma nova era começou na familinha: os avós que se preparem!!!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

ANO NOVO DE MÃE


Festa de ano-novo de mãe: ficar até praticamente 23:45 fazendo o filhote - que começou a dar piti de sono bem na hora da ceia - dormir enquanto a família toda ceiava, sair do quarto sonolenta e levemente mau-humorada de fome, ir direto fazer o prato e ouvir alguém dizer: "não vai esquentar o prato agora, senão você vai passar a meia-noite sozinha lá em cima". Deixar o prato e o mau-humor de lado, encher um copo com vinho, fazer o brinde ao ano-novo, abraçar, beijar, chorar, sorrir, tirar fotos. Sentar e bater uma pratada sozinha, com direito a gracinhas e fotografias, enquanto todos já estavam há muitos copos na minha frente... Parece ruim, né?


(a decoração - involuntária - da ceia veio a calhar: 2010, copa, eleições... hein?hein?)

Mas olha só o primeiro dia do ano de mãe: receber vários abraços fortes do filhote, falando "mamãezinha" com um olhar apaixonado e rostinho colado (ele nunca tinha feito isso!!!), e, num desses abraços, ouvir um "mamãezinha linda" pela primeira vez e quase morrer!!!!!!!!! E, depois, no mesmo dia e nos dias seguintes, receber outros "mamaẽzinha linda" que me encheram de energia pro ano todo. Tá bom ou quer mais??


FELIZ 2010 PRA TODOS NÓS!!!


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

MÃE-PIMENTÃO


Mamãe e filhinho na fila da padaria do supermercado. Filhinho de frente para a mamãe, sentado no carrinho, fazendo graça para os passantes. De repente, ele olha por cima dos ombros da mamãe e grita, feliz da vida, apontando: "vovó!". Mamãe não entende nada e olha para trás: uma moça, um tanto mais nova que sua mãe (a "vovó" em questão), mas com cabelo e óculos parecidos com os dela, só falta querer esganar o pequeno - "Vovó!?", ela exclama, visivelmente chocada. A mãe ri amarelo, e, mais uma vez, deseja do fundo do coração ser avestruz-por-um-dia... Mesmo assim, tenta manter a esportiva, e diz: "Vovó não, filho, titia... he-he-he". O moço atrás da "vovó" segura a risada, e, a esta altura, a mãe já deve estar roxa de vergonha, mas ainda consegue dizer sem gaguejar (muito): "Ai, criança diz cada uma, né... he-he-he... É que o cabelo da minha mãe é igualzinho ao seu!". A moça, um pouco mais divertida, tenta ajudar a pobre mãe: "Sua mãe usa óculos? Vai ver que foi isso". É. Vai ver que foi. A mãe vira pra frente e encerra o papo. E ainda bem que chegou sua vez de comprar o pão, senão iam achar que tinha um pimentão perdido no setor da padaria.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

MAIS DA PANELA AMARELA... E O SORTEIO!


Para fechar o sorteio, um trechinho do livro com o qual me identifiquei muito, seguido de uma receita, pra não dizer que não falei das flores...

"Na minha opinião, a alimentação não é apenas algo que existe para suprir necessidades nutricionais do corpo. É um exercício de sociabilidade, de inclusão no mundo e de prazer. Desde o momento em que alguém coloca uma semente na terra fazendo crescer um pé de alface que você vai consumir, a comida está ligando você às pessoas e ao mundo. Faço questão de passar isso à Alice, da maneira que posso. Alice me acompanha às compras, assiste ao preparo das comidas, senta conosco à mesa e desde pequena está acostumada a se comportar muito bem em restaurantes e durante almoços e jantares de família."

Musselina de linguado

150g de linguado limpo e sem espinhas
50ml de creme de leite fresco
50ml de leite integral
1 clara de ovo
2 ou 3 folhas de salsinha
sal e noz moscada (um pouquinho de cada)

Bata tudo no liquidificador ou processador. Coloque em um ou dois potinhos refratários (ramequins) e leve ao forno médio por 40 minutos - ou cozinhe em banho-maria por cerca de 20 minutos, ou até endurecer. Sirva com um fio de azeite, acompanhado com purê de batada doce com abóbora.


Mas vamos ao que interessa. Fiz o sorteio naquele esquema de sempre, queria ter pedido pro Caio sortear, mas não achei a máquina pra filmar... então, vai ser assim mesmo, ó: selecionei os comentários válidos (que foram todos menos o da Dani, que comentou mas avisou que não ia participar do sorteio) - total de 24 comentários - e inseri no programinha do site random.org. O resultado foi esse:


E a sortuda da vez foi a Re, do blog Ideias da Re, que eu ainda não conhecia. Seja benvinda Rê!! Entrou aqui com o pé direito, hein! Com certeza o livro vai ser suuuper útil pra você, eu bem que queria ter lido um livro desses quando o Caio tava com a idade da sua filhota, porque eu também "penei" com a introdução dos alimentos. Mas não desanima não, cada bebê tem seu tempo, e com paciência, carinho e muitas receitinhas gostosas, aos poucos você vai ensinando a pequena a curtir novos sabores!!

Bom, e para quem não ganhou... o livro está à venda nas livrarias Cultura, da Travessa (está em promoção!!) ou direto na editora Memória Visual. E vocês ainda podem tentar a sorte outra vez no próximo sorteio, que será bem legal também. Inté.


CAIO E AS GATINHAS NO AMIGO SECRETO


Caio se deu bem no nosso delicioso amigo secreto dos "sobrinhos virtuais": tirou uma gatinha e foi tirado por outra!! Quase morri de ciúme, era beijinho pra cá, abracinho pra lá, até pedido em namoro ele foi!!! Rá!

Tiramos a Lúcia (filhota do Neural, do Diário Grávido), o que achei muito legal, já que, além da pequena ser uma figurinha, ele é um dos poucos papais blogueiros que conheci nessa blogosfera tão materna, autor de posts impagáveis que adoro ler. Só não posso deixar o Caio ver as peripécias da aranha-maravilha, senão ele vai se apaixonar...

E fomos tirados sabe por quem? Pela fofa da Luísa, o Projetinho de Vida da Roberta!! Acompanho o blog da Roberta há um bom tempo, e os posts dela trazem desde dicas práticas até questões existenciais da vida das mamães, sem contar as tiradinhas divertidíssimas da Luísa. Foi muito legal abrir o presente e descobrir, pela carinhosa cartinha, que elas é que tinham nos tirado!!! O Caio ganhou o presente perfeito: o Kit Parangolé, do grupo Emcantar!!! (eu namorei tanto o Kit quando ela sorteou lá no blog - a sortuda da Lilata que ganhou!! - e agora ela nos dá de presente... AMAMOS!!)

Já no primeiro dia ouvimos o cd todinho, e pela primeira vez Caio assistiu um dvd praticamente inteirinho! No dia seguinte, acordou cantando: "tumba tumba tumba" e pedindo "tanta (canta) mamãe". E dá-lhe: "toc patoc patoc tac tiquequê tiquequê tumba tumba tumba". No dia seguinte, a mesma coisa: só que aí, assistiu o dvd inteirinho, dançou junto, me liberou pra eu fazer o papá dele, me chamava pra dançar, se divertiu horrores. E quando acabou quis mais!!! Incrível, gente, ele que não aguenta 10 minutos num desenho! Mas é que o dvd é muito legal mesmo, eu também não me canso de assistir. E agora o repertório de musiquinhas dele aumentou, além de "tumba tumba tumba", ontem e hoje passou os dias cantando "tia põe" (escravos de jó) e "bibi fuo pieu" (o jipe do padre fez um furo no pneu). Delícia!! Obrigada viu, queridas!!!

[pena que minha máquina "sumiu" esses dias, minha casa tá um caos, não estou achando a dita em lugar nenhum, e não consegui tirar uma foto do pequeno com o presente, que ele tanto curtiu... Vai uma imagem do dvd, então...]


Foi bem legal participar da brincadeira, super carinhosamente organizada pela Lilata. Como o Neural disse tão bem lá no blog dele, a idéia de "sobrinhos virtuais" é muito legal, acho uma loucura o quanto vamos conhecendo e nos apegando a pessoas que nunca encontramos pessoalmente, acompanhamos as peripécias dos pequenos, nos emocionamos, trocamos experiências, damos risada, ficamos preocupados quando ficam doente, nos alegramos quando fazem aniversário... Coisa de tios, mesmo! E a sobrinhada tá crescendo, galera, tiveram várias barrigudinhas também no amigo secreto, muito legal! Duro tá sendo o pouco tempo que tenho tido para acompanhar essa sobrinhada toda, mas sempre dou um jeitinho pra saber das novidades, trocar umas palavrinhas com as comadres (e compadres) e mandar um beijo pros pequenos. Quem sabe o próximo passo não é fazermos um econtrão real, hein, hein, Lilata produções???

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

PRESENTE: A PANELA AMARELA DE ALICE



Demorou, mas finalmente consegui fazer o post sobre o primeiro presente para vocês! Quase no último dia do mês de aniversário do blog, mas tá valendo. O próximo presente vai ficar pra semana que vem, meio de aniverśario, meio de natal, tá? E garanto que vai ser tão legal quanto esse, podem apostar!

O primeiro presente que será sorteado é o delicioso livro A panela amarela de Alice, da Tatiana Damberg. Mais conhecida como Tatu, a autora, além de gastrônoma, é também mãe da Alice, uma fofura de 1 ano e meio, e do sítio gastronômico Mixirica ("plantado na rede desde 2002", como ela diz), um lugar muito bacana para quem, como eu, gosta de comidas e afins. Eu fiquei sabendo desse livro na época do lançamento, achei a idéia bárbara, depois vi o de uma amiga e me encantei. Aí, adquiri o meu exemplar, entrei em contato com a Tatu e propus o sorteio, ela e sua editora Camila (da Memória Visual) toparam e aqui vamos nós.

Comecemos pela capa: a ilustração da Jana Magalhães é uma coisa, e a estampinha da contracapa deu vontade de transformar em pano de fundo desse blog, de tão linda que é. O subtítulo do livro diz tudo: "memórias de cozinha e maternidade". Me ganhou na hora. O livro é bem isso, tem esse clima de memórias (memórias recentes, super à flor da pele) do aprendizado dos primeiros tempos como mãe, e, mais, como "mãe cozinheira". Achei que tinha tudo a ver comigo, com este blog e com vocês, que, tanto quanto eu, curtem trocar experiências de maternidade e, vez por outra, já passaram seus perrenques quando o assunto é a alimentação dos pequenos.

Generosamente, a Tatu compartilha conosco, nesse livro, seus caminhos como mãe, suas escolhas (pois, como ela mesmo diz e eu assino embaixo: "O seu jeito é o melhor que pode haver para o seu filho") e algumas das maneiras como ela foi introduzindo sua pequena ao maravilhoso mundo da BOA comida, munida dos princípios de que a comida do bebê pode, e deve, ser gostosa e de que nós, mamães (e/ou papais, vovós, titias, etc...) temos a "missão" - importantíssima! - de "moldar o paladar daquela pessoinha". Olha só que bacana o que ela diz:


"A variedade de texturas, cores e sabores na alimentação dos bebês é tão importante no desenvolvimento da inteligência dos pequenos quanto a descoberta das formas, das pessoas e dos animais ao seu redor, eu acho."


Eu também acho. E as receitas que ela nos oferece, "colher a colher", junto com sua própria história (como tão bem expressou, na orelha do livro, a chef Andrea Kaufmann), são a prova de que de muitos sabores, cores, texturas, cheiros e misturas pode se fazer o universo gastronômico (porque não?) de um bebê.


Mas, antes de falar um pouco mais das receitas (e deixar vocês com água na boca), falemos um tantinho ainda do livro, em si.
Apesar de ser super fluido e contínuo, eu meio que o li em 3 partes, e foi bacana lê-lo assim, porque fui fazendo os links com minha própria história...

A primeira, um quase-manifesto pela libertação gastronômica das grávidas e recém-paridas/lactantes, é bem divertida, com exceção da descrição da cesárea enfrentada pela autora que, apesar de muito bem humorada (aliás, o texto todo, além de bem escrito, é muito bem-humorado), apresenta a situação "nua e crua", (como poucas mulheres têm coragem de expôr, ainda mais se a intenção inicial era ter um parto normal) e me incomodou um pouco (pensando sobre o assunto, depois, acho que me incomodou sentir uma certa "naturalização" de procedimentos que eu considero desagradáveis no momento do parto, como piadinhas de anestesistas ou a separação imediata do bebê e da mãe)... Mas, o tema do livro é outro, e essa descrição dá a liga a esta "primeira parte" do livro, em que a Tatu nos conta como se transformou, de uma pessoa que não pensava em ter filhos, em uma mãe que não conseguia ficar longe da pequena por mais de uma hora, mesmo que fosse para comer todos os sashimis evitados a duras penas durante a gestação... Vejam bem se não é mesmo um manifesto com a qual todas nós, que já estivemos grávidas ou recém-paridas um dia, nos identificamos:

"Qual a graça de poder comer - de posse da melhor desculpa do mundo para isso - se não se pode aproveitar nada? Tudo faz mal e engorda durante a gravidez. Se todas as recomendações feitas por aí forem ser levadas em conta, as grávidas morrem de fome!"

"Junto com as cólicas do bebê veio a maldição da dieta da lactente. O pediatra dizia que eu podia comer tudo o que quisesse: feijão, pimenta e suco de laranja. Mas a crença popular e a internet falavam o oposto. Comer amamentando era ainda pior que comer grávida".

Entremeadas nas histórias com as quais ela vai nos envolvendo, e em dicas que sutilmente podem ser captadas ao longo das mesmas (por exemplo: "Família é uma coisa preciosa nessas horas", ela diz, referindo-se ao apoio fundamental nos primeiros meses do bebê: parece óbvio, mas muitas mães não recebem/não se permitem essa ajuda...), aparecem as receitas, para todos os gostos, para todos os momentos: sanduíche de pernil que desmancha, para as grávidas, ou escondidinho de costela demorado, para as lactantes, eis alguns exemplos das receitas que nos redimem.

A segunda - e principal, na minha leitura - parte do livro é a que fala propriamente sobre a "panela amarela de alice", o reencontro da "mãe cozinheira" com as panelas, a incursão da pequena por outros sabores além do leite materno, os utensílios, os ingredientes e, minha gente, as tão esperadas receitinhas para os pequenos! E, como na primeira parte do livro, elas vão aparecendo aos poucos, conforme as memórias da autora vão chamando e o papo com as comadres e compadres vai ficando mais "chegado", nessa ordem:

- as primeiras papinhas ("abóbora, maçã e frango" é uma das várias combinações interessantes),
- o delicioso incentivo a que nos tornemos "chefs" dos filhotes, criando comidinhas diferentes a partir dos ingredientes liberados a cada fase deles ("quinoa, feijão branco e banana" - mais criativa impossível, fiquei com muita vontade de provar!)
- "as maravilhas do mundo com dentes", ah, o mundo com dentes!! Além de receitinhas variadas que vão desde papinhas nada triviais, passando por comidinhas como "falso bife", "rosbife" e "batatas coradas" até delícias como mingau e picolé, aqui a autora ainda dá umas dicas boas de viagem com bebês (incluindo os famosos biscoitinhos salva-vidas, conhecem??) e, o melhor: uma dica de "biscoito de coçar gengivas". Preciso falar mais alguma coisa?
- como se não bastasse, ainda tem as receitinhas do primeiro aniversário da Alice (quem sabe na festinha de 2 anos do Caio eu crio coragem pra fazer os cupcakes que ela ensina, hein??), e as comidas pós-primeiro-ano-de-idade, às quais ela adiciona também "receitas para a família": uhuuuuuuuuuuuuuu!!! A-D-O-R-E-I!!!! Vou testar todas djá: tem "moquequinha", "macarrão cremoso", "musselina de linguado", "risotinho de frango, abóbora e abobrinha", "canjinha com canjica" e outras comidinhas de nomes diferentes como "abolins pankoks", "salda zupa" ou "petite duchesse". Curiosos? Tentem a sorte aqui, ou corram encomendar o livro!

A última parte, não é bem uma parte, são algumas poucas páginas meio em tom de "epílogo", como nomeia a Tatu, em que ela conta, muito de relance, sobre "exercícios de desapego" aprendidos com a maternidade, o processo de voltar ao trabalho e deixar a pequena em casa, a transferência dos cuidados com a "panela amarela" a uma ajudante e a expansão dos paladares da pequena Alice para além dos limites da tal panela... Desafios comuns a muitas mães, e que deram vontade de saber um pouco mais: porque falar tão rapidinho assim, menina? Como foi esse processo em termos da alimentação da pequena, o que mudou nas receitas, como escolher bem as comidinhas dos pequenos fora de casa... Portas abertas para novas prosas... Quem sabe um novo livro, Tatu??

Bom, gente, me empolguei, o post ficou gigante. Mas aposto que vocês ficaram com água na boca. O livro é bacana mesmo. Queria ter testado uma receitinha pra contar aqui, mas do jeito que tá esse fim de ano, aí é que o sorteio não saía mesmo! Mas só de ler o livro já dá pra ter certeza que tudo é muito-muito-muito gostoso e, o melhor, muita coisa tranquila de fazer, para nos inspirar a cozinhar para os pequenos mesmo!! (Fiquei tão animada com a leitura do livro que até criei uma nova receitinha de mingau para o Caio!!! Tô me achando a chef!! Rá!!! Qualquer hora conto aqui).

Para participar do sorteio: deixe um comentário com seu nome, nome e idade do(a) filhote(a), email para contato (ou blog) e conte alguma aventura, desventura, superdica ou desabafo relacionados à alimentação dos seus pequenos. Como sempre, aqui, a idéia é trocarmos experiências, portanto não vale só deixar o nome, viu!! O sorteio será na próxima quinta, dia 03/12, à noite.

Até lá posto mais umas receitinhas e dicas do livro, fiquem de olho.