quinta-feira, 6 de outubro de 2011
MÃE X PROFISSIONAL: SERÁ?
domingo, 5 de dezembro de 2010
XÔ MAU HUMOR!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
EU SOU UMA MÃE DE VERDADE, E VOCÊ?



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
MINI-FÉRIAS
Mas, É CLARO, não teve problema nenhum, é tudo nóia de mãe, sempre. Deixei ele na casa dos meus pais na quarta de manhã, e a alegria era tanta que mal me deu tchauzinho. Fui, livre, leve e solta, e um tantinho assustada de estar tão leve e solta assim. Maridón e eu fizemos altos planos: vamos no cinema, no boteco, tirar filme, comprar vinho, etcetcetcetc... Na primeira noite, os dois pregados, "ai, vamos ficar em casa mesmo, amor". Filmeco classe C e cama, não sem antes entrar no quartinho do Caio e dar uma choradinha de saudade.
No dia seguinte, muito trabalho, mas decidimos ir ao cinema nem se fosse pra assistir Xuxa (mentira, nem morta! mas é que aqui no interiorrrrr é assim, bastou chegar as férias e TODOS os cinemas - que já são poucos - resolvem passar os mesmos filmes, quase sempre esses enlatados infantis): por sorte tinha outro um pouco melhor, e deu pra esticar um programinha a dois, matando a saudade de um botequinho que não íamos a tempos. Chegando em casa, choradinha básica, coisa de mãe de primera viagem, acho.
Sexta-feira, último dia, eu e Dani já havíamos filosofado o quanto dava sobre a estranha sensação, ao mesmo tempo boa e ruim, do filhote ficar longe de nós pela primeira vez: boa, afinal, há 1 ano e 9 meses nosso dia-a-dia gira em torno do pequerrucho, e foi uma delícia poder fazer as coisas em outro tempo, sem maiores preocupações, ficar até mais tarde fora de casa, curtir vários dias de casalzinho, dormir sem pensar que a qualquer momento o pequeno pode acordar, trabalhar mais sem culpa, dar uma descansadinha gostosa depois do almoço... e tantas coisinhas miúdas que não conseguimos mais fazer todo dia depois da chegada de um filhote; ruim, porque dá muita saudade, uma sensação meio de vazio, de algo faltando, vontade de apertar, beijar, dar mamá, brincar, cheirar, fazer cosquinha só pra ouvir a risada deliciosa... enfim, mesmo com todo o lado bom da coisa, sentimos muita falta da presença alegre e intensa do pequeno, muito mais do que podíamos imaginar.
Então fomos buscá-lo, e foi uma delícia o reencontro, com direito a muitos abraços, e muitos "mamãezinha", e muito chamego, e um grudinho gostoso, e a certeza de que uma nova era começou na familinha: os avós que se preparem!!!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
RETORNOS E PRESENTES (PRA VOCÊS!!)
:: Primeiro retorno: o físico. É, fui viajar de novo. Depois de todo aquele sarcero (??) antes da primeira viagem, quinze dias depois me separei de meu pequeno de novo, por mais 3 dias. Saidinha ela!, vocês devem estar pensando. Mas não: eu tinha uma viagem de trabalho programada para um mês depois daquela primeira, e, dependendo do que rolasse enquanto eu estivesse no congresso, essa viagem seria cancelada e ponto. Mas como vocês viram, deu tudo certo, fui trocada por um danoninho e tudo ficou bem. Daí mantive a viagem, só que a dita cuja foi antecipada em 15 dias. E já não dava mais para cancelar. Acionei a mesma força-tarefa (vovó+papai) e fui tranquila, sem crise, pois já tinha dado tudo certo da outra vez. E deu de novo, thanks god. Dessa vez o Caio parece que sentiu mais a minha falta (olha o ego aí...), ficou tristinho um momento, fez beicinho vendo minhas coisas, mas logo caía na diversão com a vovó, o papai, o bibi e a motoca. E se jogou de cabeça no tetê, para tranquilidade geral da nação, já que o bicho é mamador mesmo. E daí eu voltei (até que suportei melhor a saudade dessa vez, só chorei duas vezes...), e nosso reencontro foi totalmente diferente do primeiro: ele tava acordando, ficou super alegre quando me viu, desceu da cama e veio sentar no colchão no chão, de frente pra mim, e aí ficou tímido. É, tímido. Parecia um gatinho manhoso, só faltava ronronar. Me olhava, dava uma risadinha tímida, virava o rosto, vinha pro meu colo, saía e olhava rindo, me abraçava e soltava, abaixava minha blusa... mas não pediu pra mamar. NÃO PEDIU. Ficamos curtindo aquela paquera, logo ele se jogou no meu colo de vez, já saiu andando de motoca pela casa e pediu um tetê pra vovó. AI. AIAI. Fiquei na minha, brincamos, cantamos, dançamos, eu me segurando... até que ele pediu: MAMÃE, TÉ MAMÁ. E eu fiquei toda feliz, tanto por ele ter pedido, quanto por sacar mais uma mudança na nossa relação: iniciou-se definitivamente uma interação para além dos peitones!!! E tá muito legal. Ele continua mamando (desmame gradativo, lembram?), só de manhã e de noite, e curte meu colo, meu aconchego, meu chamego a qualquer hora do dia, sem que necessariamente isso seja associado ao mamá. Estou adorando essa promoção: de mamá passei efetivamente a mamãe. Mamanhê, como ele chama quando está manhoso. Bom pra mim, bom pra ele. Como tem que ser.
:: Segundo retorno: o virtual. Depois de projeto de doutorado, congresso, entrega de trabalho, viagem a trabalho e prova de doutorado (hoje, quase morri...), tô voltando pro blog e para as leituras diárias: mamis blogueiras, preparem-se, que estou entupindo vocês de comentários!!! Rá!! Porque eu sou das blogueiras comentadêras, bem cumadre mesmo, A-D-O-R-O. Vocês já sabem, né? [e, por isso mesmo, adorei os comments no post anterior, anotei a dica da Magá, e espero poder mexer mais nesse bloguinho nos próximos tempos...]
:: Os presentes: é isso aí, o aniversário é do blog, mas como hoje ele é um blog com leitoras e leitores, e isso dá a ele um sentido todo especial, quem vai ganhar presente são vocês!!! êêêê!!! Vão ser dois sorteios bem legais, na minha opinião. Me aguardem!!!!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
SOBREVIVENDO À SEPARAÇÃO E AO EGO MATERNO
Mas no fim deu tudo super certo. Algumas de vocês acompanharam os mini-relatos do papai sobre os dois primeiros dias nos comments do post anterior, e por ali deu pra sacar que a separação fluiu tranquila do lado de lá... E do lado de cá??? Não sei bem dizer, acho que estou processando ainda... Rá! Mas vamos a algumas elaborações despretensiosas:
Eu jurava que o Caio ia abrir um berreiro incontrolável quando percebesse, na primeira noite, que a mamãe (o mamá) não estava em casa. Tá. Se teve alguém que caiu em choro incontrolável já na saída para a viagem, esse alguém foi a mamãe que vos fala (tudo bem que HOUVE motivos complementares além da "angústia da separação"... mas são de fóro mais íntimo do que me permito revelar neste blog, hoho, vocês vão ficar curiosos...). O Caio até deu uma choradinha quando nos despedimos, mas logo a criatividade da vovó transformou lágrimas em risadas e diversão. E, na primeira noite, quando acordou chorando e esfomeado (já que não teve mamá - peito - e ele não quis o tetê - copinho com leite - antes de dormir), e, novamente, não quis o tetê, a vovó tentou primeiro um mingau, e, sendo este veementemente recusado, ela apelou para um golpe baixo (e infalível): "quer um danoninho, então, Caio?". Para o meu desgosto (ou deveria ser alegria??), ele comeu o danoninho, deitou na cama e dormiu feito um anjinho até às 7 da manhã do dia seguinte. Enquanto isso, eu, a cada telefonema de manhã e de noite para saber das notícias, não resistia a dar uma choradinha...
Outro ponto que eu tinha medo era de "traumatizar" o pequeno com minha ausência, tamanha era a minha certeza que ele não ia aguentar 3 dias e 3 noites longe da mamãe (e do mamá). Quá. Todos os dias, duas vezes por dia, minha mãe era obrigada a me responder (ainda bem que ela é mãe também, né, senão ia me mandar praquela parte...): "ele tá super bem filha. Tá brincando bastante, tá comendo super bem, tá dormindo fácil. Tá tudo ótimo aqui." E eu meio que duvidava - "ela deve estar falando isso só para me tranquilizar", teimava meu ego materno insuportável - e insistia: "mas ele tá alegre? não tá chorando? e na escolinha, tá ficando bem?". E a vovó respondia tudo de novo, naquela paciência que só as mães têm... O fato é que ele ficou muito bem MESMO: obviamente, em alguns momentos ele lembrava de mim (e isso não é o ego dizendo, não, a vovó e o papai que falaram, viu!), me chamava, resmungava um pouquinho (principalmente antes de dormir ou se acordava de madrugada), mas bastava vovó ou papai explicarem que a mamãe estava viajando, mas ia voltar logo, que ele respondia "tá bom", virava pro lado e dormia. Devo dizer que achei isso bárbaro (de verdade), porque sou daquelas mães que acreditam que criança entende tudo, e que dá pra conversar e explicar coisas até mesmo para um bebezinho de colo (já falei sobre isso várias vezes aqui no blog, como nesse post sobre quando o Caio começou a andar). Eu conversei muuuuuuuito com o Caio antes de ir, explicando que ia viajar, porque essa viagem era importante para mim, que ele ia ficar com o papai e a vovó e que logo a mamãe estaria de volta, e eles também fizeram muito isso enquanto eu estava fora. E parece que funcionou.
Me disseram que era para eu aproveitar a viagem, que eu ia me sentir tão "livre", "voltar a ser eu mesma" e coisas do tipo... Pensei: bom, acho que depois que eu estiver lá, a coisa não tiver mais volta, vou relaxar e curtir (lembrando que eu estava indo a um CONGRESSO, e não a uma colônia de férias...). Não rolou. Fiquei o tempo todo com a estranha sensação de estar "faltando algo" (lembrem-se que eu ainda amamento, que meu peito, mesmo murchinho, ainda bota inveja em muita mimosa, e que, portanto, ele me lembrava duas vezes ao dia que era hora do Caio estar mamando e que eu devia me recolher ao toalete para fazer a ordenha... muuuuu...). Fiquei meio passadinha mesmo, não podia ver uma criancinha na frente que parecia tia babona. Além disso, minha vontade era aproveitar todo tempo possível para dormir tranquila, simples assim. Some-se a isso tudo, um certo 'cdfismo' de achar que já que tinha ido sem ele, eu precisava fazer valer a participação no congresso: dá-lhe grupos de trabalho, mesas redondas, fóruns... (e olha que não acompanhei todo o congresso, viu!). Nesse ponto foi ótimo, estava com vontade de voltar à ativa na produção acadêmica. Mas, para não ficar parecendo uma boboca aos olhos do filhote quando ele for adolescente, ler esse post, e falar "ai mãe, como você era careta!", dou o braço a pau ma tória (quem não viu o ótimo post da Flá de hoje, corre lá para dar gargalhadas!!): tomei váááárias cervejinhas, e até me animei a ir no "baile da bibliografia" e ver os mais renomados cientistas sociais do país dançando ao som de "você não vale nada mas eu gosto de você". Ok. Mas a melhor parte foi voltar a pé, sozinha, com uma latinha na mão (relembrando meus velhos tempos de vida universitária) e apagar a luz do quarto antes da 1 da manhã, feliz da vida que no dia seguinte iria reencontrar meu pitoquinho.
Isso foi o maior furo da história: não sei como eu pude imaginar que corria o risco do Caio desmamar com a viagem. Apesar dele ter ficado super bem sem o mamá, lembrado poucas vezes e dormido tranquilamente com historinhas da vovó e do papai, esses três dias não foram suficientes para ele descurtir o dito cujo. Eu vim a viagem de volta toda me preparando psicologicamente, me convencendo que não ofereceria o mamá se ele não pedisse, mas não teve outra: nem dez minutos depois da minha chegada, ele já foi metendo a mão na minha blusa e dizendo com o sorriso mais contente do mundo no rosto: "mamá, té mamá!". E eu dei, claro, feliz da vida. Acontece que o bichinho agora deu pra compensar os dias que fiquei fora, e tá num grude com esse mamá que nem eu tô aguentando... esse é mamífero MESMO, não dá pra negar. Se depender dele, o desmame vai ser só quando entrar na faculdade... (piadinha velha essa, hein!).
Gracinhas à parte, foi tudo bem mais tranquilo do que me aterrorizava minha ansiedade de mãe durante meses antes da viagem. Foi super importante pra mim ter ido, foi bacana pro papai e pro Caio terem essa experiência de uns dias sem o controle da mamãe por perto, o saldo final foi positivo: estávamos mesmo prontos para esse acontecimento, acho que só por isso deu tão certo.
Para falar a verdade, acho que essa viagem me proporcionou o segundo momento mais emocionante da minha vida (depois do nascimento do Caio): reencontrar o pequeno depois dessa primeira separação foi sensacional. Assim que cheguei em casa desandei a chorar feito boba, ele começou a gargalhar de felicidade, ficamos nos abraçando, nos cheirando, nos enroscando, nos beijando, até ele pedir o mamá. Foi bom demais (mesmo porque eu estava crente que ele ia me ignorar quando eu voltasse, já que vira e mexe quando passo mais tempo longe durante o dia ele faz isso). E, sabe do que mais? Nossa relação mudou completamente depois dessa viagem. Pode parecer piegas, mas é a real: estamos muito mais ligados, para além do mamá, que era uma coisa que eu ansiava há tempos e achava que só rolaria quando ele desmasse. Tá uma delícia: ele tá numa fase ótima, super companheirinho, super interativo, curtimos horrores o feriado... enfim, estamos no maior love love love.
O que mais posso dizer... não valeu a pena tanta angústia, podia ter sido tudo bem mais leve, mas o que fazer se sou dramática? Maridão que me aguente (e vocês que lêem esse bloguinho também)!!
[utilidade pública: foi ótimo ler, semanas antes da minha viagem, esse bem humorado post da Roberta, do Piscar de Olhos, sobre sua primeira separação do filhote também por conta de uma viagem profissional; e foi aliviador ler esse post da Mari assim que voltei de viagem, para sacar como vamos aprendendo a curtir também os momentos sem os pequenos... Dois posts divertidos e inspiradores, valem muito a leitura.]
[E, nunca é demais repetir, um super obrigada meu, do papai e do Caio à super vovó, que ela merece!!!]
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
EU VOU...
Então é isso. Agradeço muitíssimo todas que comentaram naquele post, me encorajando com suas experiências, ou apenas me aconselhando a seguir o coração de mãe (que, como dizem por aí, não se engana). Agradeço em especial a Flávia e a Roberta, que foram além me mandando emails decisivos e reconfortantes. Agradeço, ainda, minhas amigas "reais" Magá e Rê, que também deram a maior força. E, principalmente, agradeço antecipadamente a super-vovó e o super-papai que estão fazendo de tudo para eu ir tranquila, e vão ter que aguentar as 1001 recomendações que vou fazer antes de sair.
E quando eu voltar da viagem e do feriado-grude, conto aqui como foi. Espero que eu traga notícias boas. Fui!
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
DA SÉRIE: DILEMAS DE MÃE

Ir ou não ir? Fazer um bate-e-volta insano só para apresentar o trabalho? Levar a vovó e o filhote a tiracolo? Dúvidas e mais dúvidas.
Metade de mim acha que já estamos prontos para mais esse passo, que o papai e a vovó são excelentes cuidadores e vão dar super conta do recado, que 3 dias e 3 noites sem mamar no peito não vão ocasionar um desmame radical (o qual iria contra todos os meus princípios)...
A outra metade acha que ainda é cedo para essa separação tão longa, que ele vai sentir muita falta do mamá (e da mamãe também, vai!), que vai ser um período sofrido para ele e para mim, que se der é melhor evitar...
E aí, parpites????





