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terça-feira, 19 de junho de 2012
EU PARI EM CASA: COM CONSCIÊNCIA E MUITA SEGURANÇA
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
RELATO DO PARTO DE CAIO - PARTE 3
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| a única foto do início da fase ativa do TP... |
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| água e massagem da doula, substitutos da anestesia |

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| Dani me apoiou física e emocionalmente, o tempo todo |

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| nossos primeiros instantes juntos |
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| papai apaixonado |
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| amamentação na primeira meia hora, com ajuda da doula e da parteira |
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| primeiros cuidados em nossa cama... |
Agradeço a todos os envolvidos direta ou indiretamente para que nosso parto, o nascimento do Caio, nosso nascimento enquanto pais pudessem ocorrer da forma como acreditamos e desejamos! Muito obrigada, mesmo! E, especialmente ao Caio, por ter nos proporcionado a maior experiência de nossas vidas.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
RELATO DO PARTO DE CAIO - PARTE 2
domingo, 18 de outubro de 2009
EMPODERAMENTO INDIVIDUAL E COLETIVO
A decisão de parir em casa foi tomada quase de última hora, mas de forma bem tranquila e, de certa forma, compartilhada com a obstetra, que concluiu, em uma das últimas consultas antes do nascimento do Caio, que os limites dela, como médica, e do que ela podia fazer na estrutura da maternidade em São Carlos, estavam muito aquém das minhas expectativas em relação ao parto, e que ela não queria me frustrar. Mas se colocou à minha total disposição caso fosse necessário irmos para o hospital, o que me deu ainda mais segurança na minha decisão.
Estou contando tudo isso porque, há uma semana, minha doula, minha parteira, minha obstetra e uma outra doula iniciaram o Grupo de Apoio ao Parto Natural de São Carlos. Dá para imaginar como fiquei radiante, né? Minha doula havia comentado comigo que estava trabalhando bastante em conjunto com minha obstetra, que ela estava bem mudada, e que ela dizia que tinha mudado depois de acompanhar uma gestante que havia questionado alguns procedimentos considerados "padrão" (no caso, euzinha aqui!!). Fiquei super feliz com a notícia, claro, mas nada comparado ao que senti quando recebi esse email dela, que compartilho aqui por dois motivos: para registrá-lo nesse meu cantinho de memórias da gravidez, do parto e dos aprendizados como mãe, e, principalmente, para atestar que nosso poder de transformação do mundo que nos cerca é enorme, e às vezes não nos damos conta. E que se, sozinhos, eu e Dani pudemos mexer alguma coisa dentro dela que a estimulou a mobilizar-se pela humanização do parto numa cidade em que o índice de cesárias chega a 98% na rede privada, imagine nós, mais todos os outros casais que têm buscado essa mudança por aqui, somados a esse Grupo que acaba de se iniciar... A transformação será certeira, não tenho dúvidas. E isso me empodera ainda mais.
Thais
Bom ouvir notícias suas!
Vc talvez não saiba, mas o acompanhamento da sua gestação foi um "turning point" para mim. Todas as coisas desagradáveis que aconteceram com vc (desencontro de informações, atendimento inadequado na maternidade, procedimentos desnecessários...) foram responsáveis pela minha reflexão sobre a prática profissional e minha entrada no mundo da humanização.
Sua gestação foi, para mim, um grande aprendizado.
Nossos encontros serão quinzenais, já vou colocar vc na minha lista de email para encaminhar as datas. Sua experiência com certeza motivará outras mulheres.
Um beijo grande
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
O RELATO DA DOULA
Toda essa divagação é porque minha doula querida publicou esses dias no blog dela o relato que ela fez há mais de um ano atrás da nossa 'doulagem', e nos deu de presente no dia em que fizemos a comemoração dos 3 meses do Caio com uma festança deliciosa, seguindo a tradição de alguns povos que consideram essa passagem dos 3 primeiros meses como um marco para o bebê, a completude de sua gestação, o momento real de sua conexão com o mundo de cá...
Ai, lá vou eu me perdendo nas histórias... Não é da festa que quero falar, mas do relato que ela fez: ficou tão bacana, tão detalhado, que, ao reler agora, um ano e quatro meses depois do nosso parto, cheguei a lembrar até dos cheiros daquele dia... E chorei à beça, claro. E fiquei absolutamente motivada a finalizar meu relato, (mas não vou colocar prazo, que da outra vez eu coloquei e não cumpri). E fiquei com vontade de engravidar e parir de novo. Rá!
Então, quem quiser conhecer um pouquinho a história do parto do Caio, contada do ponto de vista de uma doula porreta, dá um pulinho LÁ NO BLOG DELA, e depois me conta o que achou...
[E, aproveitando a deixa, um toque para as grávidas, tentantes e simpatizantes que me lêem: ter uma doula ao nosso lado ao longo da gestação, do parto e do pós parto é tudo de bom, meio caminho andado para que as coisas aconteçam da forma como desejamos e sonhamos, tanto no parto quanto na amamentação! Recomendo totalmente. Não sei nem dizer se minha doula, que virou amiga, foi mais importante durante a gravidez - quando nos apoiou e nos muniu de mais informação e confiança para conquistarmos o parto que queríamos; o parto - quando, serena, fez de um tudo para tornar aquele momento ainda mais especial e tranquilo; ou o pós parto - quando me deu conforto afetivo e me ensinou várias coisas sobre amamentação... Interessou? Para saber mais sobre doulas aqui no Brasil, e onde encontrar uma perto de você, passe AQUI , AQUI e AQUI.]
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
MEU PRIMEIRO RELATO DE AMAMENTAÇÃO
AMAMENTAÇÃO COMO UM PROCESSO COLETIVO
Relato parcial de uma história feliz de amamentação
Thaís e Caio
Antes de engravidar, eu nunca tinha prestado muita atenção em mulheres amamentando. Os dois contatos mais próximos que tive foram com minha cunhada e uma amiga querida, ambas com dificuldades iniciais com a amamentação: problemas com a pega do bebê, bico rachado, demora do leite para descer, introdução de complementos. Mas ambas deram a volta por cima (cada uma a sua maneira), insistiram na amamentação, e prosseguiram até perto de um ano ou mais. Minha impressão era que amamentar era dolorido e difícil. Mas, quando engravidei, fiquei tão focada no assunto “parto”, buscando informações e me preparando para garantir um parto natural, que quase não pensei na amamentação (e nem nos primeiros banhos, nas trocas de fralda, em quase nenhum assunto prático relativo ao pós-parto!). Nas últimas semanas da gravidez é que começou a cair minha ficha e eu fui ficando um tanto ansiosa, e despejando tudo em cima do maridão: “nós não fizemos cursinho de pais, não lemos livros sobre bebês, não sabemos fazer nada, não vamos dar conta!!!!!” E ele me aturando, dizendo que mais do que tudo isso, só nossa experiência é que ia nos trazer esse “saber-fazer”...
Nesse finzinho de gestação, tudo o que eu sabia sobre amamentação era que eu devia tomar sol nos mamilos para prepará-los; que existia uma pomada natural sensacional para rachaduras (Lancinoh, importada, que eu me virei para conseguir); que um parto natural favorecia uma descida mais rápida do leite; que amamentar meu filho na sua primeira hora de vida era um grande passo para minimizar problemas com a amamentação; que a liberação de ocitocina no corpo durante o parto, o nascimento e a primeira mamada do bebê era a grande responsável pelo sucesso da primeira interação mãe-bebê e, consequentemente, da amamentação; que o contato pele-a-pele era tudo o que eu precisava para estimular as primeiras mamadas e a formação de vínculos com meu filhote.... Embora não fossem muitas, possuíssem caráter pouco prático e estivessem focadas apenas na primeira mamada do bebê, hoje eu sei o quanto essas informações (adquiridas em conversas com outras mães, em listas de discussão sobre o parto, em alguns livros e revistas sobre gravidez e em conversas com minha doula, minha obstetra, minha parteira e a pediatra que escolhi para o Caio) foram determinantes para que minha história de amamentação fosse bem sucedida. Mas apenas elas não bastariam. Outros fatores – que eu não planejei durante a gravidez – também foram fundamentais nesse sentido, e falarei deles logo mais.
Antes, vamos aos fatos: conquistei o parto natural pelo qual tanto batalhei e, assim que nasceu, meu filho veio para meus braços. Eu não sabia nem como segurá-lo (nunca tinha tido contato com um bebê tão pequeno!), mas minha primeira reação foi colocá-lo junto ao meu peito. Ele apenas se aconchegou ali, sem nem sequer abrir a boca. Olhei para a parteira: eu devia fazê-lo pegar meu bico? Ela me respondeu que ele mamaria em breve, não era preciso pressa. Com ele aconchegado em meu peito, ainda com o cordão umbilical nos unindo, caminhei do banheiro (onde ele nasceu, dentro do box) para meu quarto, me deitei na cama com ele sobre mim e, com a ajuda da minha querida parteira, ele abocanhou meu peito e começou a sugar. Jamais esquecerei esse momento. O cordão umbilical foi cortado pelo super-papai (que participou ativamente de todo o parto, e não está sendo mencionado a todo tempo neste relato em razão do foco ser a amamentação) enquanto o pequeno ainda mamava, e foi outro momento inesquecível. Caio não mamou avidamente, apenas o suficiente para me bombear de ocitocina, para me fazer apaixonar perdida e eternamente por ele e para fazê-lo adormecer agarradinho em meu bico.
Horas depois, a segunda mamada foi o momento em que percebi que não sabia NADA sobre amamentar... Mas eu estava sendo maravilhosamente assistida por minha doula e minha parteira, e aqui está um dos fatores que não programei durante a gravidez (por falta de tempo para os ajustes finais, já que Caio nasceu dez dias antes do previsto): minha parteira me daria um super acompanhamento pós-parto, ensinando desde as pegas do bebê e posições para amamentar, até todos os outros detalhes práticos (e tão amedrontadores para uma mãe de primeira viagem) como os primeiros banhos, os cuidados com o cordão umbilical e etc. Sentada no sofá no quartinho do Caio, com ele em meus braços, instintivamente fui colocá-lo em meu peito, mas me faltava coordenação e informação. Minha primeira reação foi segurar o bico com os dedos em tesoura, como as mães de antigamente faziam (não sei nem de onde tirei isso, é o poder do subconsciente!!). Carinhosamente, Jamile, a parteira, me orientou sobre a melhor forma de auxiliar meu bebê a pegar o seio, e após alguns momentos mais desajeitados, eu e Caio fomos nos acertando (mas durante semanas eu penava para dar de mamar do lado esquerdo, a descoordenação era total!! Rá!). Também havia a afobação de mãe de primeira viagem: a cada paradinha que o Caio dava, eu ficava cutucando ele para voltar a mamar... até que Vânia, minha doula querida, que assistia tudo com uma risadinha marota, me alertou que ele precisava engolir o leite e respirar, por isso dava aquelas paradinhas... (dá-lhe falta de noção da aprendiz de mãe aqui!!! afe!).
A verdade é que, tão focada no parto como eu estava até então, eu não tinha me dado conta do suporte (prático e emocional) que essas duas figuras – doula e parteira – me dariam no pós-parto, em relação à amamentação especialmente, e, sem elas, eu provavelmente não teria sobrevivido tão bem a esse momento inicial da amamentação. Eu não podia imaginar, por exemplo, o que aconteceria com meus peitos quando o leite descesse... se elas não tivessem me prevenido sobre a tal da “apojadura”, que meus seios ficariam muuuuito doloridos, que o leite poderia empedrar e coisa e tal, eu certamente teria surtado. Caio dormia super bem nesses primeiros dias, e, quando o leite desceu, eu é que não conseguia dormir de tanta dor nos seios! As mamas enchendo, e o pequeno não dava conta de mamar tudo aquilo, inclusive porque – eu vim a saber depois – com o peito tão cheio ele tinha mais dificuldade para sugar, e o risco de machucar as mamas era ainda maior! O que fazer então??? Eu não tinha a menor idéia, mas elas estavam ali para me apoiar. Jamile me ensinou a ordenhar o peito, e me emprestou uma bombinha para retirar o excesso de leite (que, no próximo filho, com as informações que tenho hoje, procurarei doar para um banco de leite, coisa que não fiz dessa vez...). Foi o que me salvou, e garantiu a continuidade da amamentação sem maiores traumas.
A partir daí, eu e Caio engrenamos uma primeira, e a amamentação só melhorou. Durante um bom tempo elas me “supervisionaram”, eu fui aprendendo novas posições (o famoso “mama sutra”... rá!) e a pega do Caio ficou perfeita. Quando batia alguma crise, “será que meu leite está sendo suficiente?” ou “será que meu peito está produzindo leite?”, quando parecia que meu peito estava murchinho ou coisa assim, eu gritava por socorro e elas me acalmavam: aprendi que quanto mais o bebê mama, mais leite é produzido; que a produção iria se adequar completamente à demanda (aliás, não me lembro em que momento, se antes ou depois do parto, tomei consciência sobre a amamentação em livre demanda, a qual adotei de corpo e alma); que, enquanto o bebê sugasse, jamais meu leite secaria, entre outras tantas coisas valiosas que me deram muita segurança.
Mas informação e apoio profissional, apenas, não garantem o sucesso da amamentação. Pelo menos é o que eu penso, e deduzo da minha experiência. É preciso todo um apoio afetivo no cotidiano, seja do marido, de familiares, de amigos... Eu recebi um suporte inestimável nesse sentido (o qual, quando estava grávida, eu nem imaginava o quanto iria precisar!): meu marido “comprou” a idéia da amamentação e me apoiava ao máximo (querem um exemplo prático? Como eu tinha que acordar, inevitavelmente, algumas vezes para dar de mamar na madrugada, ele se responsabilizava por todas as trocas de fraldas nesse período! Não é incrível? Eu troquei pouquíssimas fraldas do Caio nas madrugadas dos primeiros meses!!!), tanto aliviando algumas funções para que eu descansasse, como também valorizando e incentivando a amamentação em livre demanda; meus pais e meus sogros sempre acharam o máximo ver o Caio se desenvolvendo “apenas” com o leite materno (como eles diziam), propagavam isso aos quatro cantos e valorizavam muito minha atitude em relação à amamentação; meus amigos, colegas de trabalho e afins se acostumaram comigo dando de mamar para o Caio a todo momento e em qualquer lugar (até mesmo em reuniões), e faziam com que eu me sentisse confortável e sem constrangimentos quanto a minhas opções (como a livre demanda, por exemplo). É claro que todo esse apoio se deve, em parte, pelo fato de eu estar muito segura das minhas escolhas em relação à amamentação, de eu demonstrar muito conhecimento acerca da sua importância e benefícios e compartilhar as informações que possuía com todos eles... Ou seja, até mesmo para que esse apoio acontecesse, foi fundamental eu me colocar em uma postura ativa, construindo esse apoio ao meu redor, e não apenas esperando que ele acontecesse.
Foi assim também quando me vi angustiada por ter que voltar a trabalhar, ainda que meio período, sem saber como conciliar esse momento com minhas convicções de amamentar exclusivamente até o sexto mês de vida do Caio; quando meu filho não ganhou peso adequadamente em algum dos meses de amamentação exclusiva; quando se aproximava a hora de introduzir os alimentos ou quando começaram a nascer os dentes e eu temia pela continuidade da amamentação: continuamente buscando informações e trocando experiências com profissionais, grupos de apoio, amigas-mães mais experientes, mães internautas, etc. e construindo e contando com essa rede de apoio afetivo de familiares e amigos em torno de minhas escolhas, venho amamentando meu filho há um ano e três meses, desfrutando do prazer inigualável que isso me dá.
Obviamente, conforme Caio vai crescendo, essa rede de apoio afetivo começa a diminuir: nem todos compartilham ou compreendem a opção por uma amamentação mais prolongada, ou o desmame como um processo gradativo e natural que deverá acontecer no tempo da mãe e do bebê, sem maiores traumas, sem datas marcadas ou prazos pré-estabelecidos. Mas, como este relato já se estendeu mais do que devia (só para variar), deixemos este assunto para outras conversas...













