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quinta-feira, 21 de junho de 2012

CENAS DE PARTO E POLÍTICAS DO CORPO

O sugestivo título desse post é, na verdade, o título de uma tese de doutorado que faz tempo que eu quero indicar, aqui, pra quem se interessa pelo debate sério sobre parto humanizado - "CENAS DE PARTO E POLÍTICAS DO CORPO: uma etnografia de experiências feministas de parto humanizado". A autora é Rosamaria Giatti Carneiro, uma grande amiga e intelectual engajada, que durante quatro anos mergulhou no universo de gestantes, parturientes, doulas, grupos de apoio, sites, redes e movimentos sobre gestação e parto humanizado, aproximando-se etnograficamente de "práticas femininas de parto humanizado dos anos 2000". 

Entre muitas outras questões, Rosa chama atenção, em sua tese, para algo fundamental a ser frisado nesse momento de visibilidade do debate sobre o direito à escolha do local de parto: a pluraridade de mulheres, de desejos e de escolhas envolvidas quando o assunto é parto humanizado. É o que ela destaca em matéria publicada no Jornal da Unicamp  em março desse ano, da qual extraí o trecho abaixo: 

Ao contrário de algumas premissas de que as adeptas do parto humanizado são necessariamente atraídas por um modelo de vida alternativo, para o qual são usadas expressões rotuladoras como “bicho grilo” ou “natureba”, Rosamaria esteve na companhia de bancárias, advogadas, artistas plásticas, estudantes, pós-graduandas, alto executivas, vegetarianas, evangélicas, católicas, umbandistas, adeptas da filosofia nova era. Entre elas, selecionou 18 trajetórias interessantes para sua pesquisa. Se elas eram tão plurais, tão diferentes entre si, como se aproximavam? A primeira resposta obtida por Rosamaria foi o mundo ciber. “Neste espaço acabam conhecendo outros grupos ou encontrando outras amigas que já tiveram esse tipo de parto. Têm listas de discussão. E eu participei dessas listas”, declara. Juntas, se organizam em passeatas, caminhadas, convocam reuniões, seminários. “E a coisa se dissemina”, avisa Rosamaria. 

A tese foi defendida em novembro do ano passado, no IFCH - Unicamp, sob orientação da professora Margareth Rago. Pra quem se interessou, segue uma palhinha do resumo (a tese completa pode ser baixada na biblioteca digital da Unicamp e, AQUI, uma matéria bem interessante sobre o assunto, com participação de Rosa e outros profissionais): 

Em tempos de recorde de cesáreas, um conjunto de mulheres tem optado por dar à luz da maneira "mais natural possível", prezando por suas sensações e suas emoções, em nome de um "parto que seja todo seu". Partindo do pressuposto de que o parto não é somente um ato médico e fisiológico, essas mulheres têm procurado escapar das rotinas de sua aceleração, no encalço do que consideram ser um enriquecimento de suas experiências de parturição. Dotadas desse desejo, parecem tecer outras concepções de saúde, de dor e de risco e, assim, criar outras políticas do corpo que pare. Diante disso, problematizo a presença de outros modos de subjetivação femininos a partir desse universo, no qual parece haver um outro corpo de mulher e uma outra figura de mãe, não mais edificados nas rígidas acepções modernas, criando, com isso, situações temáticas para o diálogo entre feministas e adeptas do parir diferentemente. 

Fica a dica.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DICAS DE VIAGEM PARA BONITO



Hoje estou no MMqD, falando sobre viagem com crianças! O destino: Bonito, no Mato Grosso do Sul.

Passem lá para conferir não só as minhas dicas, mas toda a seção de viagens do blog, que está sensacional.

Valeu meninas!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SORTEIO + DICAS: PRA QUEM CURTE UM (BOM) SOM COM OS FILHOTES

Caio é um menino musical. Gosta de  instrumentos os mais variados: pandeiro, gaita, flauta, violão, sanfona, tambor... Sim, eu sei, a maioria das crianças adora instrumentos. Mas parece que ele leva jeito pra coisa - e não é (só) papo de mãe babona: mais de um músico, ao vê-lo manusear um pandeiro, ou segurar um violão, já nos disse pra estimulá-lo, que ele "tem futuro". Ele também tem uma memória musical muito boa, decora letras e melodias das músicas rapidamente e gosta de se exibir com elas (mais recentemente ficou meio envergonhado - fases! - mas eu sempre me perguntava de onde vinha esse lado "aparecido" dele, já que eu e o pai somos meio low profile...)

Em casa, por enquanto, estimulamos como podemos: com instrumentos "de verdade" e de brinquedo à disposição, com brincadeiras "de banda" e afins e, principalmente, ouvindo muita música boa. Ainda que de uns tempos pra cá ele ande mais mergulhado no mundo dos super heróis, as brincadeiras e curtições musicais são sucesso garantido por aqui, seja batucando e tocando berimbau com o papai, seja cantando e dançando com a mamãe.

(E Nuno vai na onda! Há poucos dias ele foi introduzido ao pandeiro, e o sucesso foi absoluto!)

Daí que, pra celebrar os 3 anos de blog e as muitas amizades feitas por aqui, teremos um sorteio bem bacana e musical! Serão dois cds de músicos que o Caio adora (e nós também): diversão garantida pra pais e filhos.

Saca só:

BARBATUQUES - cd O SEGUINTE É ESSE

Barbatuques


Vocês conhecem o Barbatuques? E seus filhotes, conhecem?

Eu conheci o Barbatuques muito antes de ter filhos (o grupo já tem 15 anos de estrada) e, de cara, curti demais. Eu nunca tinha visto, nem ouvido nada parecido: como assim, música feita com o corpo? Fiquei realmente impressionada com a sonoridade que eles conseguem produzir a partir de várias partes do corpo, associando vocalizações a palmas, estalos com os dedos, batidas de pés, assobios... Percussão corporal é o nome do barato, e o Barbatuques é referência internacional no assunto.

Os shows do grupo são demais: eu já fui assisti-los quatro vezes, duas com Caio, e ele simplesmente PI-ROU. Porque além da música ser deliciosa, o grupo é extremamente cênico, os movimentos feitos com o corpo pra produzir os sons acontecem em total sintonia com os ritmos e melodias, é contangiante. No primeiro show deles que Caio assistiu, em plena praça pública em Bonito - MS, foi uma loucura: ele não conseguia ficar parado, ficou hipnotizado na frente do palco, dançando, tentando imitar os movimentos do grupo e olhando pra mim empolgado. O segundo foi no Sesc aqui em São Carlos e, com seus amiguinhos, a brincadeira foi ainda maior, porque no momento de interação do grupo com o público (eles sempre envolvem a platéia, é uma delícia) ele já conseguiu participar mais, tentando batucar em seu próprio corpo.

Caio é a prova de que, apesar das músicas e dos shows do grupo não serem voltados especificamente para as crianças, despertam nelas uma identificação imediata. É colocar um cd do grupo e a cria já sai logo dançando e querendo batucar! Nós já tínhamos o cd Corpo do Som (primeiro cd do grupo), e agora adquirimos O seguinte é esse (de 2005), que é o que vamos sortear aqui, e os dois estão nas paradas de sucesso do Caio e da família toda.

O cd O seguinte é esse, segundo o próprio grupo, registra o avanço na pesquisa da percussão corporal e da improvisação do Barbatuques. O resultado é uma combinação de percussão corporal e sonoridades regionais brasileiras (como o coco, por exemplo) a referências musicais variadas, como música eletrônica, percussão africana, hip-hop, flamenco, entre outras. E, o mais espantoso, é que tudo isso é possível explorando ao máximo os "corpos sonoros": além deles, o único instrumento musical utilizado é o  berimbau de boca, que se integra perfeitamente aos arranjos.

 
quem quiser uma palhinha, clique na imagem e ouça/veja uma das nossas preferidas nesse cd
Por fim, olha só que legal: sacando essa afinidade que o som deles produzia nas crianças (e, pelo fato de muitos dos integrantes terem virado pais), o grupo esse ano estreou seu primeiro espetáculo voltado especificamente ao público infantil! Tô doida pra ver com as crianças, torcendo pra eles virem pra cá! O espetáculo é o Tum Pá!, e pelo que fucei na net parece ser delicioso. E, para quem estiver em São Paulo, fica a dica: apresentação do Tum Pá!, dia 19/11, às 12hs, na inauguração do Sesc Santo Amaro. Delícia!



MARGARETH DAREZZO - cd CANTEIRO


Um dia eu entrei numa loja de brinquedos educativos e a música que estava tocando me conquistou: era o cd Canteiro, de Margareth Darezzo, recém-lancado. Pedi para a moça ir colocando outras faixas, peguei o cd nas mãos e não resisti: comprei um para mim (foi um dos primeiros cds do Caio, não lembro se estava grávida ou se com ele recém-nascido) e um para uma amiga grávida.

Desde então o cd vem acompanhando as várias fases do Caio (e agora também do Nuno) e, em cada momento, uma música é a preferida. A bola da vez para o Caio é a "Vida de Bicho", que cantamos infinitas vezes no banho ou no carro. E, para o Nuno, "Pode Relaxar" e "Banho Gostoso" embalam nosso cotidiano. As minhas preferidas desde sempre são "Peteca" e "Cor da Água". O fato é que todas as músicas são deliciosas, e inspiram a brincadeiras com o corpo, com palavras, com instrumentos...

Musicalmente, o cd é uma preciosidade, introduzindo as crianças a sonoridades e instrumentos variados. As 16 composições, criadas ao longo de mais de 20 anos como professora de iniciação musical para crianças, são todas de Margareth Darezzo, mestre em Educação Especial pela UFSCar e especialista em Psicologia Infantil. No cd, elas são apresentadas em arranjos de Pichu Borrelli e com a participação especial de Dominguinhos, Hugo Possolo, Edson Montenegro e outros artistas. Querem ter uma ideia da belezura? Aqui ó.

E esse ano, pra incrementar ainda mais o repertório de músicas e brincadeiras das crianças, a Margareth lançou o livro-brinquedo Canteiro (que também vem com um cd), com belas ilustrações d"criadeira" Roberta Asse e uma proposta bem legal de estimular e interagir com os pequenos. Eu ainda não comprei para os meninos, mas estou namorando: pelo pouco que vi já deu pra sentir que é de altíssimo nível, como o cd. Vale a pena também dar uma olhada na página do livro no site da editora, que tem até um suplemento em pdf preparado pela Margareth, com sugestões de utilização pedagógica do livro e das músicas.


E pra participar do sorteio?


É fácil! Além de curtir música com seus filhotes, basta deixar um comentário nesse post, com nome e email para contato, até dia 20/11. Não precisa ser seguidor do blog, mas se quiser, seja benvindo! Se quiser também compartilhar com a gente, nos comentários, a relação do seu filho com a música, ou como vocês curtem juntos, melhor ainda! 

(E, como eu tô por fora de facebook e twitter, a única forma de participar é aqui mesmo, e cada pessoa tem apenas uma chance. Mas, quem quiser divulgar nas redes, fique à vontade!)

O sorteio será realizado no dia 21/11 (serão dois sorteados, um por cd), e tentarei postar o resultado no dia mesmo, tá?

Então... boa sorte!



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

SMAM E O RELATO DE UMA MÃE-CANGURU

Apesar de muita gente ainda não saber, desde 1992 acontece, de 1 a 7 de agosto, a SMAM - Semana Mundial de Aleitamento Materno. Promovida pela WABA - World Alliance for Breastfeeding Action, a cada ano é proposto um tema pra reflexão e ação conjuntas ao redor do mundo (envolvendo mais de 150 países!). Este ano o tema é "Amamentação: uma experiência em 3D", que propõe focar no papel da comunicação como "parte essencial na proteção, promoção e apoio à amamentação" (para mais detalhes sobre o tema e a proposta da SMAM 2011, veja versão traduzida aqui).

No Brasil, acontecem muitos eventos durante a SMAM, e muitos sites e blogs propõem programações muito interessantes. Doulas, parteiras, grupos de apoio à amamentação, mães em geral: é impressionante a abrangência das ações da SMAM no país, vale a pena acompanhar. Para citar apenas alguns sites e grupos que estão promovendo atividades nesta semana: IBFAN, Matrice, Parto do Princípio, Parto no Brasil, Amigas do Peito, De Peito Aberto, Posso Amamentar, entre outros (se alguém quiser divulgar outras iniciativas, poste nos comentários, please!).

Em 2009, a partir de uma iniciativa bem legal da Flávia, fizemos uma blogagem coletiva sobre a SMAM, que, a meu ver, foi incrível. Ano passado esse bloguictho estava meio abandonado, e não postei nada sobre o assunto. E, este ano, com bebezico em casa, não vai dar pra fazer grandes programações... Mas não queria passar em branco.

Então, além de dar o famoso golpe da reblogagem convidando a tod@s para fuçarem nas postagens da SMAM 2009 deste blog (que são dicas preciosas e mini-relatos de várias mães sobre amamentação, além de alguns compilados de blogs sobre o assunto) e no emocionante compilatório de histórias de amamentação organizado pela Flá, aproveitei a deixa e pedi pra minha querida irmã contar um pouco, em tempo real, sobre a experiência de amamentar um bebê prematuro, através do método mãe-canguru


Muita gente não conhece o método (eu também sabia muito pouco sobre ele) e é comum termos notícias de que prematuros necessitam de complemento "para engordar". Então, penso que divulgar o método e a experiência que minha irmã está tendo pode ser muito útil para que outras mães de prematuros acreditem na sua capacidade de amamentar seus bebês! (Para quem quiser saber mais: aqui um artigo interessante sobre a importância do método na amamentação de prematuros; e aqui um vídeo bem didático sobre o método).

Assim, temos hoje uma convidada muito especial, com uma história muito especial. Espero que gostem! Com a palavra, Sílvia:

Engravidar sempre foi para mim um desejo enorme. A única coisa que tinha certeza na vida era de que queria ser mãe um dia. 
      
Quando meu marido e eu decidimos começar a planejar o nosso primeiro filho, descobri uma endometriose no meu único ovário (o outro havia sido retirado 10 anos antes) e os planos precisaram ser antecipados. Em menos de dois meses, a confirmação da gravidez. 

Curtimos muito todos os meses que se seguiram, o barrigão crescendo, as alterações físicas e de humor e, o Cacá, maridão, sentindo todos os sintomas que era esperado que eu sentisse!!! Mas passa tão rápido... Minha vontade era que pudesse existir uma licença gravidez, para que eu pudesse fazer mais nada na vida além de curtir e me preparar para o nascimento da nossa filha. Mas... a vida não é bem assim e precisamos continuar trabalhando, viajando de Sorocaba para SP todos os dias, na correria de sempre.... E fiquei a gravidez toda assustada como os meses podiam passar tão rápido!!!! 

Para completar, acabaram não sendo 9 meses, e sim 8, pois nossa pequena também entrou nesse clima e se antecipou! A bolsa rompeu com 34 semanas e meia, e junto com as águas, se foram todos os nossos planos: parar de trabalhar 15 dias antes do parto só para relaxar, sessões de massagem semanais até o nascimento, deixar o quartinho e as coisinhas dela organizadas com antecedência, o parto domiciliar, etc etc etc... E, por incrível que pareça, ficamos mega felizes!!!! Pode parecer loucura, mas o clima era de festa quando vimos que a hora estava chegando, mesmo que mais cedo! 

Claro que depois caiu a ficha e vieram as preocupações inevitáveis: precisávamos ir pro hospital, o parto domiciliar já era, que médico chamar, convênio na carência... Por sorte somos um casal bem tranquilo, e demos conta de todos os pepinos para que nossa filha pudesse chegar da melhor maneira possível! 

E foi exatamente assim: num hospital super bacana, com uma médica que foi maravilhosa, a Dra Betina - e um pediatra excelente, o Cacá - (só faltou a Priscila, parteira querida que faria nosso parto em casa, e a Carla nossa doula, que não teve tempo de chegar pro parto, mas que também deu uma super força logo após). 

A pequena, a essa altura ainda sem nome, nasceu de parto natural, lindo e ultra rápido (olha a apressadinha aí mais uma vez!!). Nasceu super grande, gorda e cheia de energia, levando nota 10 e despertando na equipe médica uma séria desconfiança de que ela não tinha apenas 34 semanas.... mas isso é outra história! 

Graças a isso tudo, ela não precisou de UTI nem de incubadora! Só o que ela precisava era do leite materno e do nosso amor! E assim temos feito, numa experiência que tem sido cada dia mais gostosa, e já percebo que também vou sentir falta quando acabar.... É o método mãe canguru de cuidado para nenês prematuros ou com baixo peso. 

Literalmente, ficamos com a pequena no peito, pele a pele, 24 hs por dia, dando mamá de 2 em 2 hs até que ela ganhe o peso que perdeu desde que nasceu. Incrível mesmo é ver a evolução da pequena dia após dia desde que passamos a fazer o canguru. Ficou muito mais tranquila, passou a mamar direitinho e até acorda na hora das mamadas sozinha! 
mãe canguru até na hora de dormir...
E assim conseguimos prolongar um pouquinho a barriga, ela também pode se sentir um pouco mais no útero e até o papai teve a chance de se sentir ligeiramente grávido! 

Os resultados, vemos na balança (que o pediatra gosta tanto!) e no rostinho, nos olhinhos e nos gestos dela, tão esperta e ao mesmo tempo tão tranquila que nem parece que tinha tanta pressa!!!! 

O melhor de tudo é saber que eu, mãe, tenho tudo o que ela precisa, além da certeza de estar oferecendo o que há de melhor no mundo para ela: o leite materno.

Estamos muito felizes de estar amamentando exclusivamente com o meu leite e principalmente, de ela estar crescendo e se desenvolvendo super bem por conta disso.

E agora, finalmente, ela não tem mais pressa! Curte cada mamá no seu tempo, no seu ritmo, como quem está se deliciando mesmo, babando e lambendo os beicinhos. E nós, papais, também babamos do lado de cá!! 

mamando até se lambuzar!

[PS: agradecemos imensamente à Claudia Gondim, fonoaudióloga super expert aqui em Sorocaba, consultora em amamentação, que nos apoiou desde o dia em que fomos para casa, nos orientando sobre o método mãe canguru e nos tranquilizando para que nossa bebê pudesse ganhar peso e se desenvolver como precisava. Hoje comemoramos 2,505 kgs, ou 225 grs em 10 dias, saindo da faixa de baixo peso e começando a nos despedir do canguru... ]

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MINHA MÃE QUE DISSE!


Um dia, conheci a blogosfera materna, e me encantei. Resolvi criar um blog e o meu post de apresentação se chamava justamente "As mães e os blogs". Mal sabia eu, naquele momento, as proporções que este blog e que a blogosfera materia iriam tomar.

Um dos primeiros blogs que conheci e linkei por aqui foi o da Flávia. E, no mesmo dia que a linkei, ela apareceu por aqui também, e nos identificamos muito. Ainda não nos conhecemos pessoalmente, mas já trocamos tanto (recentemente ela até ciceroneou amigos meus em barcelona, quanta honra!), que é como se fossemos amigas de infância.

Através da Flávia, conheci também a Roberta, e o seu blog logo virou um dos preferidos - um dos mais divertidos de todos os tempos (mas ela também fala sério, e muito bem!). E eu adorava namorar a loja virtual dela e ver o filhote praiano defilando os modelitos.

E daí outro dia, mais ou menos um mês depois que o Nuno nasceu, a Flá me escreveu e, entre outras coisas, contou da "sociedade alternativa", como ela chamou, com a Roberta, e me mostrou uma prévia do portal mais bacana da blogosfera materna, que agora já está no ar e é sucesso absoluto: o Minha Mãe que Disse! (que emprestou o nome da loja da Rô, e é perfeito pro que o portal quer ser, né não?)

A ideia não podia ser melhor: sacando o crescimento estratosférico da blogosfera materna, as fofas reuniram tudo em um só lugar, cheio de seções bacanas, convidadas, reblogagens, vídeos, negócios, manifestações... E o que era uma "pracinha", como elas bem definiram, virou um encontrão permanente. E tudo muito bonito, super profissa, as duas abalaram!

Então, se é que alguém nessa blogosfera ainda não conheceu o portal, passa . Tô atrasadinha (mas eu tenho uma boa desculpa, né?), mas é claro que eu estou participando do sorteio de lançamento do Minha Mãe que Disse! E você?


[agora, sempre que dá, dou uma passadinha no MMqD. E o filhote, de férias, até já conhece o blog... sempre que vê as ilustrações lindas na tela, ele pergunta: é o minha mãe que disse, mamãe? Daí que não resisti e filmei o filhote falando isso... um garoto propaganda pra lá de fofo, não? rá!]



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PATERNIDADE ATIVA


Acabei de ver as postagens do Hilan e do Neural e aderi instantaneamente à campanha Dá licença, eu sou o pai!, pelo direito à licença paternidade de um mês, lançada em janeiro pelo Instituto Papai.

Um mês, gente, muito pouco ainda, mas uma ampliação significativa dos ridículos 5 dias a que os pais têm direito atualmente!




Aliás, coinciência ou não, a blogagem coletiva Nós, os pais, proposta pelas cumádis tuiteiras, vem a calhar com essa campanha! Maridão tá viajando, mas quando ele chegar vou intimar a participar também.

E um salve à paternidade ativa!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

EU SOU UMA MÃE DE VERDADE, E VOCÊ?


Sabe quando você passa o fim de semana inteiro grudadinha no filhote, curtindo em família? Então chega segunda-feira, e vocês acordam cedo, e brincam até o limite do horário de entrada na escolinha, e vão tomar um café da manhã especial juntos na padaria? E depois, na hora de deixar o filhote na escolinha, ele não quer ir, e chora, e você se despede dele assim mesmo, e se sente a pior das criaturas porque tem que deixar ele lá chorando e ir trabalhar? E aí você fica um trapo, e no caminho até o carro chora também, e chora ainda mais porque está naqueles dias? Pois é, hoje aconteceu isso comigo. Fiquei péssima.




Mas daí lembrei dessa linda campanha que conheci através da Flá e da Ombudsmãe e me confortei um pouco. Pensei que sou uma mãe de verdade, de carne e osso, e que nem tudo é perfeito e ideal como eu gostaria. E pensar na campanha me fez pensar na minha vida, na minha maneira de lidar com a maternidade, no que ando fazendo de bom e de ruim, no que ainda posso melhorar, no que tenho que aprender a lidar melhor... Essa campanha é bacana por isso, traz a realidade da maternidade, suas dores e delícias, para ser olhada de frente pela sociedade e por nós mesmas, mães. E as imagens são lindas, inspiradoras, nos põem pra pensar. Vale conhecer e assinar embaixo. Porque merecemos ser mães sem medo de ser feliz, e, acima de tudo, sem nos sentirmos culpadas e pressionadas por tudo o que fazemos ou deixamos de fazer. Embora, tenho certeza, vou chorar toda vez que tiver que deixar meu filho na escola chorando, porque tenho que trabalhar. Mas vou me sentir a melhor das mães quando puder deixar de ir trabalhar pra ficar brincando com ele, porque minha maternidade de verdade é essa, conciliar o filhote e o trabalho, em dias mais fáceis e flexíveis, e outros mais difíceis e rígidos. E vamo que vamo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

PRESENTE: A PANELA AMARELA DE ALICE



Demorou, mas finalmente consegui fazer o post sobre o primeiro presente para vocês! Quase no último dia do mês de aniversário do blog, mas tá valendo. O próximo presente vai ficar pra semana que vem, meio de aniverśario, meio de natal, tá? E garanto que vai ser tão legal quanto esse, podem apostar!

O primeiro presente que será sorteado é o delicioso livro A panela amarela de Alice, da Tatiana Damberg. Mais conhecida como Tatu, a autora, além de gastrônoma, é também mãe da Alice, uma fofura de 1 ano e meio, e do sítio gastronômico Mixirica ("plantado na rede desde 2002", como ela diz), um lugar muito bacana para quem, como eu, gosta de comidas e afins. Eu fiquei sabendo desse livro na época do lançamento, achei a idéia bárbara, depois vi o de uma amiga e me encantei. Aí, adquiri o meu exemplar, entrei em contato com a Tatu e propus o sorteio, ela e sua editora Camila (da Memória Visual) toparam e aqui vamos nós.

Comecemos pela capa: a ilustração da Jana Magalhães é uma coisa, e a estampinha da contracapa deu vontade de transformar em pano de fundo desse blog, de tão linda que é. O subtítulo do livro diz tudo: "memórias de cozinha e maternidade". Me ganhou na hora. O livro é bem isso, tem esse clima de memórias (memórias recentes, super à flor da pele) do aprendizado dos primeiros tempos como mãe, e, mais, como "mãe cozinheira". Achei que tinha tudo a ver comigo, com este blog e com vocês, que, tanto quanto eu, curtem trocar experiências de maternidade e, vez por outra, já passaram seus perrenques quando o assunto é a alimentação dos pequenos.

Generosamente, a Tatu compartilha conosco, nesse livro, seus caminhos como mãe, suas escolhas (pois, como ela mesmo diz e eu assino embaixo: "O seu jeito é o melhor que pode haver para o seu filho") e algumas das maneiras como ela foi introduzindo sua pequena ao maravilhoso mundo da BOA comida, munida dos princípios de que a comida do bebê pode, e deve, ser gostosa e de que nós, mamães (e/ou papais, vovós, titias, etc...) temos a "missão" - importantíssima! - de "moldar o paladar daquela pessoinha". Olha só que bacana o que ela diz:


"A variedade de texturas, cores e sabores na alimentação dos bebês é tão importante no desenvolvimento da inteligência dos pequenos quanto a descoberta das formas, das pessoas e dos animais ao seu redor, eu acho."


Eu também acho. E as receitas que ela nos oferece, "colher a colher", junto com sua própria história (como tão bem expressou, na orelha do livro, a chef Andrea Kaufmann), são a prova de que de muitos sabores, cores, texturas, cheiros e misturas pode se fazer o universo gastronômico (porque não?) de um bebê.


Mas, antes de falar um pouco mais das receitas (e deixar vocês com água na boca), falemos um tantinho ainda do livro, em si.
Apesar de ser super fluido e contínuo, eu meio que o li em 3 partes, e foi bacana lê-lo assim, porque fui fazendo os links com minha própria história...

A primeira, um quase-manifesto pela libertação gastronômica das grávidas e recém-paridas/lactantes, é bem divertida, com exceção da descrição da cesárea enfrentada pela autora que, apesar de muito bem humorada (aliás, o texto todo, além de bem escrito, é muito bem-humorado), apresenta a situação "nua e crua", (como poucas mulheres têm coragem de expôr, ainda mais se a intenção inicial era ter um parto normal) e me incomodou um pouco (pensando sobre o assunto, depois, acho que me incomodou sentir uma certa "naturalização" de procedimentos que eu considero desagradáveis no momento do parto, como piadinhas de anestesistas ou a separação imediata do bebê e da mãe)... Mas, o tema do livro é outro, e essa descrição dá a liga a esta "primeira parte" do livro, em que a Tatu nos conta como se transformou, de uma pessoa que não pensava em ter filhos, em uma mãe que não conseguia ficar longe da pequena por mais de uma hora, mesmo que fosse para comer todos os sashimis evitados a duras penas durante a gestação... Vejam bem se não é mesmo um manifesto com a qual todas nós, que já estivemos grávidas ou recém-paridas um dia, nos identificamos:

"Qual a graça de poder comer - de posse da melhor desculpa do mundo para isso - se não se pode aproveitar nada? Tudo faz mal e engorda durante a gravidez. Se todas as recomendações feitas por aí forem ser levadas em conta, as grávidas morrem de fome!"

"Junto com as cólicas do bebê veio a maldição da dieta da lactente. O pediatra dizia que eu podia comer tudo o que quisesse: feijão, pimenta e suco de laranja. Mas a crença popular e a internet falavam o oposto. Comer amamentando era ainda pior que comer grávida".

Entremeadas nas histórias com as quais ela vai nos envolvendo, e em dicas que sutilmente podem ser captadas ao longo das mesmas (por exemplo: "Família é uma coisa preciosa nessas horas", ela diz, referindo-se ao apoio fundamental nos primeiros meses do bebê: parece óbvio, mas muitas mães não recebem/não se permitem essa ajuda...), aparecem as receitas, para todos os gostos, para todos os momentos: sanduíche de pernil que desmancha, para as grávidas, ou escondidinho de costela demorado, para as lactantes, eis alguns exemplos das receitas que nos redimem.

A segunda - e principal, na minha leitura - parte do livro é a que fala propriamente sobre a "panela amarela de alice", o reencontro da "mãe cozinheira" com as panelas, a incursão da pequena por outros sabores além do leite materno, os utensílios, os ingredientes e, minha gente, as tão esperadas receitinhas para os pequenos! E, como na primeira parte do livro, elas vão aparecendo aos poucos, conforme as memórias da autora vão chamando e o papo com as comadres e compadres vai ficando mais "chegado", nessa ordem:

- as primeiras papinhas ("abóbora, maçã e frango" é uma das várias combinações interessantes),
- o delicioso incentivo a que nos tornemos "chefs" dos filhotes, criando comidinhas diferentes a partir dos ingredientes liberados a cada fase deles ("quinoa, feijão branco e banana" - mais criativa impossível, fiquei com muita vontade de provar!)
- "as maravilhas do mundo com dentes", ah, o mundo com dentes!! Além de receitinhas variadas que vão desde papinhas nada triviais, passando por comidinhas como "falso bife", "rosbife" e "batatas coradas" até delícias como mingau e picolé, aqui a autora ainda dá umas dicas boas de viagem com bebês (incluindo os famosos biscoitinhos salva-vidas, conhecem??) e, o melhor: uma dica de "biscoito de coçar gengivas". Preciso falar mais alguma coisa?
- como se não bastasse, ainda tem as receitinhas do primeiro aniversário da Alice (quem sabe na festinha de 2 anos do Caio eu crio coragem pra fazer os cupcakes que ela ensina, hein??), e as comidas pós-primeiro-ano-de-idade, às quais ela adiciona também "receitas para a família": uhuuuuuuuuuuuuuu!!! A-D-O-R-E-I!!!! Vou testar todas djá: tem "moquequinha", "macarrão cremoso", "musselina de linguado", "risotinho de frango, abóbora e abobrinha", "canjinha com canjica" e outras comidinhas de nomes diferentes como "abolins pankoks", "salda zupa" ou "petite duchesse". Curiosos? Tentem a sorte aqui, ou corram encomendar o livro!

A última parte, não é bem uma parte, são algumas poucas páginas meio em tom de "epílogo", como nomeia a Tatu, em que ela conta, muito de relance, sobre "exercícios de desapego" aprendidos com a maternidade, o processo de voltar ao trabalho e deixar a pequena em casa, a transferência dos cuidados com a "panela amarela" a uma ajudante e a expansão dos paladares da pequena Alice para além dos limites da tal panela... Desafios comuns a muitas mães, e que deram vontade de saber um pouco mais: porque falar tão rapidinho assim, menina? Como foi esse processo em termos da alimentação da pequena, o que mudou nas receitas, como escolher bem as comidinhas dos pequenos fora de casa... Portas abertas para novas prosas... Quem sabe um novo livro, Tatu??

Bom, gente, me empolguei, o post ficou gigante. Mas aposto que vocês ficaram com água na boca. O livro é bacana mesmo. Queria ter testado uma receitinha pra contar aqui, mas do jeito que tá esse fim de ano, aí é que o sorteio não saía mesmo! Mas só de ler o livro já dá pra ter certeza que tudo é muito-muito-muito gostoso e, o melhor, muita coisa tranquila de fazer, para nos inspirar a cozinhar para os pequenos mesmo!! (Fiquei tão animada com a leitura do livro que até criei uma nova receitinha de mingau para o Caio!!! Tô me achando a chef!! Rá!!! Qualquer hora conto aqui).

Para participar do sorteio: deixe um comentário com seu nome, nome e idade do(a) filhote(a), email para contato (ou blog) e conte alguma aventura, desventura, superdica ou desabafo relacionados à alimentação dos seus pequenos. Como sempre, aqui, a idéia é trocarmos experiências, portanto não vale só deixar o nome, viu!! O sorteio será na próxima quinta, dia 03/12, à noite.

Até lá posto mais umas receitinhas e dicas do livro, fiquem de olho.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PROCURANDO LUCIANA


Divulgando um pouco atrasada, mas nunca é tarde nesses casos (ainda mais considerando que tenho leitoras da cidade de Araraquara - prestem atenção, meninas!): Luciana Gonzaga Lopes, de 26 anos, era estudande de pedagogia na Unesp de Araraquara e, há pouco mais de 1 ano, teve um bebê e foi abandonada pelo pai da criança. Com depressão pós-parto, retornou para a casa dos pais em Jundiaí, de onde foi embora no dia 1º de junho deste ano, levando apenas a roupa do corpo e alguns remédios. Desde então ela está desaparecida.

Sua irmã, Milene (amiga da futura mamãe
Lia) na tentativa de obter qualquer notícia sobre o paradeiro de Luciana, criou o blog Procurando Luciana, onde conta a história do desaparecimento, divulga algumas fotos e telefones para contato, e acaba, de forma indireta, por ajudar a difundir um assunto tão mistificado (e grave) quanto a depressão pós-parto. Muitas mulheres passam por isso (ou pelo baby blues, muitas vezes confundido com a depressão), e nem sempre são diagnosticadas ou tratadas adequadamente. O apoio da família, nesses casos é fundamental, mas nem sempre resolve, como o caso de Luciana torna explícito.

Então, gente, quem puder, ajude a divulgar o blog
Procurando Luciana e a busca da família dela, que, apesar de agoniada, não perdeu as esperanças. Especialmente vocês, meninas araraquarenses, dêem uma olhada no blog, de repente vocês conhecem a Luciana, o ex-marido, ou alguém que possa ter notícias dela... E divulguem por aí também.

domingo, 18 de outubro de 2009

SORTEIO PASSAPORTE DA LEITURA


Promessa é dívida: hoje temos o resultado do sorteio do Passaporte da Leitura + Cd promocional com música Brincar de Ler, do Palavra Cantada, ambos frutos do belo trabalho de incentivo à leitura no país promovido pelo Instituto Ecofuturo.

Como o outro sorteio que fiz por aqui, e seguindo outras blogueiras mais escoladas do que eu, fiz o sorteio pelo site random.org: selecionei os comentários válidos, que foram 10, e lancei no programinha que eles disponibilizam na homepage. E o resultado foi esse, ó:


A sortuda da vez foi a Cynthia, mamãe do fofo Arthur e dos blogs Eu e Eu e Balde, Areia e Balanço, e a primeira a comentar no post, êêêêê!!!! (dessa vez você passou longe, Lia... mas também, ia ser sorte demais, né, ia até parecer marmelada...rá!)

E quem não ganhou nem aqui, nem nos outros sorteios que rolaram blogosfera afora, não fiquem triste, não: vocês podem baixar o Passaporte, gratuitamente, AQUI. No fim das contas, o que mais importa são as dicas bacanas que ele contém, e que estão disponíveis na rede para todos que quiserem se informar sobre como introduzir os filhotes ao universo da leitura!! Aproveitem!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

SEMANA NACIONAL DA LEITURA + SORTEIO!


duas crianças brincando de ler... e daí que o livro tá de ponta cabeça?

Sempre gostei das palavras. Filha de professores de português, no meu caso o santo de casa fez milagre sim: desde cedo aprendi a gostar de ler e escrever. Minha memória é péssima para lembranças remotas e visuais, mas, mesmo assim, algumas das cenas que ficaram gravadas profundamente em mim têm a ver com livros e leitura, a partir do meio da infância para a adolescência. Lembro do quartinho-escritório nos fundos de casa, onde eu e minhas irmãs nos divertíamos em meio a livros, enciclopédias e papéis. Lembro perfeitamente da coleção do Monteiro Lobato encadernada em capa dura azul marinho (ou seria vinho? ihhhh...), que ficava na estante do meio. Fascínio absoluto. Lembro de mim mesma deitada na linda rede azul com flores coloridas bordadas, passando a tarde toda lendo livros da coleção Vagalume [pausa: meu filho acaba de vir correndo do quarto dele com um livrinho na mão para me mostrar... e agora ele sentou aqui do meu lado e está folheando atentamente o livrinho... sintonia pura!] - o livro O Escaravelho do Diabo exercia um grande fascínio naquela pré-adolescente que eu era: que cargas d'água seria "escaravelho"?, eu me perguntava. E com as leituras eu aprendia tanto sobre as palavras e o mundo!, muito mais do que podia imaginar naquela época.

Flicts, A Bolsa Amarela, Chapeuzinho Amarelo, No Reino Perdido do Beleléu... revirando a memória, chego a lembrar detalhes, ilustrações, quiçá até as sensações que cada uma dessas leituras me proporcionou. E lembro do cheiro dos livros... pode isso?

Como começou esse meu contato com os livros e a leitura? Não sei dizer. Minha memória não alcança tanto (mãe, me ajuda!!). O que posso dizer, a partir do que essa memória manca me permite, é que meus pais liam bastante (a primeira vez que vi os livros Olga e O Nome da Rosa foi na cabeceira deles, eu era ainda uma criança, e nunca mais esqueci esses títulos... coisa engraçada é a memória...) e sempre tive muito contato com livros em casa. Tenho certeza que isso foi fundamental.

Mas sei também que passei um tempo meio "de mal" dos livros, e que isso teve a ver diretamente com a escola, os estudos: grande paradoxo. É que nunca gostei de ler por obrigação, com prazo marcado, com tema imposto por outro alguém. Posso afirmar com certeza que o período em que menos li por prazer, por vontade própria, foi durante o colegial e a faculdade. Era tanta leitura obrigatória que me tirava o ânimo da leitura aleatória, aquela que você escolhe sem mais nem menos, resolve começar e mergulha de cabeça. No colegial, não vou nem comentar, acho totalmente equivocada a associação literatura-vestibular que transforma os adolescentes em leitores-de-resumos. Já no caso da faculdade, não que eu não lesse coisas interessantes nessa época (ai, tô ficando velha... "nessa época"...), li muito sobre arquitetura e urbanismo. Mas me afastei da literatura.

E, curiosamente, depois que o Caio nasceu é que me reencontrei mais profundamente com ela. Voltei a ler com uma intensidade que há muito não me tomava. Tenho apreciado muito o prazer de escolher um livro para ler, ir adentrando na história um pouquinho por dia, quase religiosamente. Mal acabar um e já começar a pensar qual será o próximo, ir acumulando títulos do desejo em uma fila imaginária. Delícia.

Bom... toda essa divagação me veio desde segunda, quando pela primeira vez comemorou-se o Dia Nacional da Leitura, e está me cutucando por toda essa Semana Nacional da Leitura e da Literatura: como começamos a gostar de ler? a partir de que momento a criança apreende o prazer e magia de um livro? como estimular brincando, como fazer os livros e a leitura entrarem de mansinho - e definitivamente - na vida de nossos filhos?

Já falei aqui sobre minha ansiedade em introduzir os livros no mundo do Caio, e como isso foi acontecendo aos poucos e de forma bem divertida. Os livrinhos são brinquedos para ele, são pura brincadeira, e é esse prazer que quero estimular conforme ele for crescendo: ler é para ser diversão, não obrigação, como aprendemos em tantas escolas por aí.

Eu não lia para o Caio na barriga. Não combina comigo, demorei até para conseguir conversar com a barriga... Mas desde que ele começou a dar sinais concretos de que estava lá dentro (chutes, socos e etc) eu comecei a conversar muuuuito com ele, contar histórias do meu dia, da nossa vida aqui fora. E quando ele nasceu, a mesma coisa: muita conversa, muita cantiga, muitas palavras rodeando o seu dia. Daí vieram os livrinhos: livrinho de morder, de dobrar, de chacoalhar, de tatear, de apertar para ouvir sons, de abrir e fechar dobraduras, de encaixar formas e figuras... e, mais recentemente, livrinhos de ler!!! (Rá! quem disse que livro é só para ler as palavras com os olhos?? as crianças leêm de variadas maneiras, com todos os sentidos!!!) Hoje eles são parte do nosso dia-a-dia: brincamos de folhear, ele mostra as imagens para nós, ele fica minutos entretido folheando um por um seus vários livrinhos, e lemos para ele em diversos momentos do dia. Não temos muito uma rotina, ainda não incorporamos, por exemplo, a leitura antes da hora de dormir, mas estamos no caminho. Tem horas ele pede para lermos, tem horas o convidamos a sentar em nosso colo, ou ao nosso lado, e lemos para ele. Mas sempre é uma grande brincadeira.

mesmo sendo brincadeira, olha como ele tá compenetrado!!

E a idéia da leitura como brincadeira é o tema da campanha que o Instituto Ecofuturo, principal articulador da instituição do Dia Nacional da Leitura na mesma data do Dia das Crianças, criou para incentivar a leitura no país: "brincar de ler" é o feliz slogan da campanha, e também o mote da publicação "Passaporte da Leitura", que traz dicas de como tornar a leitura uma diversão vivenciada em conjunto por pais e filhos.


Pensando em tudo isso agora, me veio à mente que esse "Passaporte" teve papel fundamental nessa minha forma de introduzir o Caio aos livrinhos: quando eu ainda estava grávida, uma amiga querida que trabalha comigo na Teia me mostrou o passaporte, que havíamos recebido por sermos um Ponto de Cultura. Ela não tem filhos, e lembro que disse algo assim: "agora que você vai ser mãe, você tem que ver isso aqui com carinho". Cheguei em casa depois do almoço, deitei no sofá (ô saudade de fazer isso!!!) meio sem botar muita fé naquele que me parecia um "panfletinho qualquer" e, qual não foi minha surpresa ao ver a quantidade de informações e dicas preciosas sobre como estimular o prazer da leitura em bebês, crianças e até adultos, tudo em linguagem super acessível (e muito bem escrito!) e com uma qualidade visual que fez toda diferença para despertar minha atenção para o assunto. Adorei, guardei, mas me esqueci dele depois do nascimento do Caio. E agora, 1 ano e meio depois, recebi um exemplar do Passaporte não apenas para curtir, mas também para sortear aqui no blog.

Então, quem quiser ter em casa essa publicação pequenina, mas muito valiosa, acompanhada de um cd com a música comemorativa "Brincar de Ler", feita pela dupla (que eu adoro) Palavra Cantada, deixe um comentário nesse post com seu nome, nome dos filhotes e endereço de email ou blog para contato. Quem quiser ir além, contando um pouquinho da sua experiência na introdução dos pequenos aos prazeres da leitura, eu vou AMAR, e todos temos a ganhar! O sorteio será no próximo domingo.


- Para saber mais sobre o Dia da Leitura: www.dianacionaldaleitura.com.br

- Para conhecer o trabalho do Instituto Ecofuturo: www.ecofuturo.org.br

- Para fazer o download do Passaporte Brincar de Ler: aqui

- Para acompanhar a blogagem coletiva que a super antenada Letícia chamou nesta Semana da Leitura, e tentar a sorte nos outros sorteios do Passaporte que estão rolando na blogosfera: Pelos Cotovelos e Cotovelinhos, O Astronauta, Meu Projetinho de Vida, Novas Peripécias de Cecília, Pai É Quem Cria, Mamãe Antenada, Pequeno Guia Prático, Conversa para Mãe Dormir, Um, Dois, Três, Saco de Farinha!, De Mãe Para Mãe e Devaneios de Mãe.

sábado, 5 de setembro de 2009

FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA INFANTIL



Tenho que confessar, apesar da vergonha: eu nunca tinha ouvido falar do FICI - Festival Internacional de Cinema Infantil até outro dia, quando fui contatada para ajudar a divulgá-lo através do blog. Das duas, uma: ou o fato de morar no interiorrrr e estar há um bom tempo (desde a gravidez) sem conseguir ir a Sampa para fazer programinhas culturais está acentuando meu lado provinciano (nããão!!!), ou, como sou mamãe recente, ainda não descobri completamente o universo cultural infantil... Digamos que prefiro esta última opção, e ai de quem discordar! Rá!

De todo modo, foi uma grata surpresa tomar conhecimento desta iniciativa, que existe desde 2003 (gente, está na sétima edição, como eu não conhecia??? afe!). Fiquei muito entusiasmada com a proposta do Festival, até pensei em me mobilizar para tirar proveito dos convites oferecidos para o evento de abertura (que irá acontecer no dia 12/09, no Cinemark Eldorado, em São Paulo), mas motivos de força maior me impedem... Enfim, dores e delícias de morar longe da "cidade grande".

Mas, para quem mora em São Paulo, fica a dica: de 11 a 20/09 o FICI acontece na cidade, com exibições de mais de 50 produções nacionais e internacionais (inéditas e clássicas), nos Cinemark Eldorado e Santa Cruz, a um preço bem camarada. Em paralelo às exibições, o festival também promove oficinas e sessões interativas para os pequenos, homenagens e premiações a realizadores de cinema infantil, além de contar com uma programação especialíssima para escolas e projetos sociais.

Agora, o melhor: não é só em São Paulo que irá rolar o Festival! Ele também acontecerá nas cidades de Brasília (lá começou ontem, e vai até dia 13/09); Campinas (de 11 a 20/09 - quem sabe lá eu consigo ir!!!); Belo Horizonte (18 a 27/09); Rio de Janeiro, Niterói e Recife (de 9 a 18/10); Salvador e Aracaju (de 23/10 a 1/11). Inclusive, no Rio de Janeiro o Festival realizou a primeira edição do "Pensar a Infância - Fórum sobre Políticas, Narrativas e Linguagens do Cinema Infantil no Brasil", uma série de palestras e debates com os principais profissionais da área no país, iniciativa super louvável.

Então, minha gente, taí a dica. Excelente programa para a criançada de todas as idades (alô mamães, papais, vovós, titias, titios, padrinhos, madrinhas...) Além de diversão de qualidade, o Festival oferece um estímulo e tanto para a formação audiovisual dos pequenos (como vínhamos proseando nesse post aqui), e, para nós, uma grande oportunidade de reflexão sobre os caminhos do cinema infantil no país.

Para saber mais sobre o Festival, acesse o site ou o blog do evento, e veja quanta coisa bacana vai rolar.


[Ah! Já ia esquecendo: tem dois super sorteios de convites para a festa de abertura em São Paulo acontecendo nos blogs da Roberta e da Taís, até dia 07/09. Corram lá para participar!!!]


quarta-feira, 22 de julho de 2009

QUEM GANHOU O SORTEIO???


E o sorteio chegou ao fim! Tivemos 10 participantes efetivas (e mais cinco comentários fofos que não estavam concorrendo ao sorteio). Então, listei as participantes na ordem dos comentários, assim:

1 - Nat e Guilherme
2 - Lia e bebezico na barriga
3 - Val e Arthur
4 - Dani e Nina
5 - Elisabeth e Sofia
6 - Joana e Nina
7 - Letícia e filhota
8 - Nanda e Gael
9 - Tati, Isadora e Anna Júlia
10 - Camila e Olga

Daí, entrei em um site que tem sido utilizado para esse tipo de sorteio virtual (random.org), e lancei os números mínimo (1) e máximo (10) de comentários válidos. Com esses dados, o programa escolheu um número aleatório, olha aí:


Portanto, a vencedora é... a Lia, que está esperando um bebezico ainda sem sexo e sem nome!! Ê, sortuda!! A Lia tem um blog bem bacana, o 1,2,3, saco de farinha, que está super bonito de layout novo. E olha só que textinho bacana ela postou nos comentários do sorteio:
"Meu bebê dorme, e eu não percebo. Acorda, e eu nem noto. Com pouco mais de 7 cm, tudo o que ele faz para ser notado é empurrar minha barriguinha um pouco pra frente. Sei que ele dorme e acorda porque presenciei esse momento lindo na última ecografia. Eram 8h, a câmera entrou, e lá estava ele, quietinho. Pensei em como deve ser uma delícia ficar lá dentro, quentinho, no maior silêncio. Meu bebê tem o berço mais confortável do mundo. Ainda não aperta, tem muito espaço pra ele se mexer, e ele dorme tranquilo. Mas, mesmo nesse leito dos deuses, ele despertou para nos dar um alô no meio do exame, por volta das 8h30. Já pensou se fosse assim depois que nascesse? Abriu e fechou a mão, deu tchauzinho, virou de ladinho para a médica ver a trasnlucência nucal. Ele ainda não precisa de loção Johnsons ou de Dr. Carneirinho para dormir sossegado, porque tem a mamãe para acolhê-lo. Mas daqui a seis meses, assustado com o mundo de fora – e com a mamãe apavorada com a novidade –, ele renderá muitas histórias de sono, não tão tranqüilas quanto essa. Então eu conto pra vocês."

Então é isso. Valeu pela participação, mulheres!!! Adorei conhecer um pouco das experiências de vocês com a rotina de sono dos pequenos, e o papo continua por aqui, e em outros posts que certamente virão. Besitos, e bom sono pra criançada!!!

terça-feira, 21 de julho de 2009

O SORTEIO É AMANHÃ!


Gentes, o sorteio é amanhã. Ainda dá tempo de participar!

Para quem não se animou em contar sobre o sono dos filhotes e afins, mas quiser participar do sorteio, tá valendo deixar só os dados lá nos comentários do outro post.

Mas tem que ser rapidinho, que hoje à meia noite o Dr. Carneiro vira abóbora. Amanhã cedo anuncio a sortuda que vai receber o kit em casa, um mimo!

(e, se mais ninguém se animar... sorte das participantes, que vão ter menos concorrentes! rá!)

terça-feira, 14 de julho de 2009

E NÃO É QUE O SORTEIO SAIU!


Bom, gente, papo foi, papo veio, e acabamos ganhando um kit da promoção Johnson's Hora do Sono para sortear! Eu tinha comentado aqui que, depois de testar e aprovar o kit e os produtos da linha, tentei conseguir mais um kit para sortear entre as leitoras e leitores aqui do blog, mas não tinha rolado. Daí que, quando eu nem estava mais esperando, rolou. Tipo surpresinha mesmo. E então declaro oficialmente aberto o sorteio! Rá!

Mas não basta só querer ganhar, tem que participar! A idéia é a seguinte: levando em conta que o sono dos pequenos é um tema que rende pano pra manga e que eu A-D-O-R-O trocar figurinhas e conhecer as experiências de outras mamis (e papis) sobre a rotina dos filhotes (e acho que a grande maioria de vocês também), pensei em aproveitar a desculpa do sorteio para prosearmos um pouco sobre o assunto. Então, para participar do sorteio (que vale para o Brasil todo), deixe um comentário neste post com:
  • seu nome e sobrenome
  • nome e idade do(s) seu(s) filhote(s) ou sua(s) filhota(s)
  • seu email (ou endereço de blog para contato)
  • cidade e estado onde mora
  • e, FINALMENTE (hoho), conte um pouco sobre a rotina de sono dos seus pequenos, qual o seu toque especial, se há algum ritual, algum truque mega secreto, coisas que deram certo, coisas que deram errado... enfim, fale um pouquinho sobre como é o momento de relaxar e dormir na sua casa. (para quem ainda não tem filhos e quiser participar do sorteio, investigue com os amigos que já têm, ou com seus próprios pais e conte alguma historinha bacana sobre sono de bebês - é bom que aí vocês já vão treinando!!! e quem não mora no Brasil, e não vai poder participar do sorteio - sorry... - mas quiser compartilhar experiências sobre o assunto, serão super bem-vindas também!)

O sorteio será na quarta, dia 22 de julho, e serão considerados os comentários postados até dia 21.

Eu bem que queria inspirar vocês, e fazer um post bem bacana sobre a rotina de sono do Caio, mas hoje não tô muito inspirada... rá! E, o motivo não poderia ter mais a ver com esse assunto... querem saber? Além da TPM, tô muuuuito cansada, porque, depois de quase dois meses dormindo a noite toda, o feriado na casa dos avós deu uma desandada na rotina - e no sono - do filhote... (além do que, como falei no último post, acho que estão nascendo dentes...). De modos que, se essa noite for melhor, prometo voltar inspirada para botar gás nesse sorteio!!! Mas agora é hora de vocês botarem gás em mim e compartilharem suas experiências! Bora lá, gente. Já tô curiosa.

E pra ninguém dizer que eu nem me esforcei para inspirar a conversa, deixo aqui uma foto inspiradora do Caio, na época em que eu ainda achava (como mãe de primeira viagem é ingênua!) que ele nunca me daria trabalho na madrugada...


[em tempo: a
Isa também tá fazendo um sorteio lá no blog dela, então, a chance de ganhar tá dobrada!!]

quinta-feira, 25 de junho de 2009

DUAS DICAS... E ALGUMAS REFLEXÕES


: : 1

Bom... aqui vou eu falar de novo da minha "cabacice" na blogosfera (ok, sei que a palavra é estranha, talvez nem exista, e não condiz muito com um blog de mãe... mas é a que melhor define esse meu momento virtual). Não bastasse o tal do
bug, no mesmo dia fui convidada por uma agência de comunicação para conhecer uma linha de produtos da Johnson's e, caso gostasse, comentar sobre ela aqui no blog. Não foi a primeira proposta que recebi desde que virei "blogueira" (rá! tô me achando!), mas foi a primeira que propôs algum tipo de divulgação aqui. Por um lado (o do ego, hoho!), achei bacana, porque dá a sensação de que o blog tá agradando (seja lá a quem for). Por outro, entrei em uma mini-crise (prontofalei): será que eu quero abrir o blog para divulgação de produtos e marcas?

Antes de aceitar a proposta (muito simpática e feita com muito tato pela equipe da agência), resolvi dar uma sondada: além de assuntar com a
'cumádi' virtual fundadora da "confraria das mamas", que já tinha um pouco mais de experiência no assunto, entrei no site da linha de produtos em questão (Linha Hora do Sono - Johnson's Baby), para ver se tinha a ver comigo, com meu filhote, com o blog. Fui fisgada (e olha que não sou fácil): achei bem bacana o site, os produtos, a forma de apresentá-los e topei receber o kit em casa para conhecer mais de perto.

Daí, que o kit chegou - todo fofo -, eu estou testando os produtos, mas já posso dizer que gostei: Caio parou de chorar quando eu lavo a cabeça dele, o cheiro é uma delícia, o hidratante é suave na medida para fazer uma massaginha relaxante. E o Caio simplesmente AMOU o Dr. Carneiro, bonequinho promocional que veio junto com os produtos, e que é o mote do envio dos kits para algumas blogueiras como eu: a linha está com a "Promoção Hora do Sono" em São Paulo e Porto Alegre, através da qual é possível adquirir o gracioso carneirinho de pelúcia (quem quiser saber mais, passa
aqui).



Pois bem. Quando saquei que tinha gostado dos produtos, que o bonequinho era lindo e divertia o Caio, veio a dúvida: escrever ou não o post? Divulgar ou não um produto no blog? E, enquanto eu meditava sobre o assunto (é gente, eu sou assim, penso penso penso, não gosto de fazer coisas que fujam dos meus princípios... é o meu jeitinho... rá!), coincidência ou não,
um dos blogs que acompanho levantou uma discussão sobre a questão da publicidade nos blogs, e de lá fui chegando a outros e outros posts sobre o mesmo assunto, e reafirmei algo que já vinha confabulando comigo mesmo: esse blog é um espaço, entre vááárias coisas (como já falei aqui), para trocar experiências com outras mães sobre as dores e delícias da maternidade. E, no mundo real das mães e filhotes, usamos produtos de todo o tipo o tempo todo - uns agradam mais que outros, uns se comunicam melhor que os outros, uns atendem mais às nossas expectativas que outros, uns se preocupam mais com o meio ambiente do que outros... e por aí vai. Então, porque não compartilhar esse tipo de experiência também, desde que esteja dentro dos meus princípios, que eu realmente conheça o produto e, principalmente, QUEIRA dar a dica para outras mães? (porque meu blog NÃO vai virar cena de novela em que uma personagem fala casualmente para outra: nossa, que batom incrível! e a outra saca da bolsa uma caixinha do batom xdw - close na caixinha, onde se vê a marca -, e elas voltam a fazer a cena como se nada tivesse acontecido).

Então, nessa primeira parte do post, toda metalinguística, tem pra todo gosto: quem quiser, pode aproveitar a dica sobre os produtos da linha "Hora do Sono" e a "Promoção Hora do Sono", da Johnson's Baby, que são bem bacanas; quem quiser ir mais além, fica aqui uma breve reflexão sobre os blogs e a publicidade. E 'bora trocar mais dicas e figurinhas! (desde que realmente valham a pena!)

Em tempo: depois que recebi o kit, testei, gostei, aprovei e fiquei com vontade de fazer um sorteio dele aqui no blog. Até tentei conseguir mais um kit para isso (porque eu sou do tipo - chato? - de pessoa que só consegue indicar ou dar para alguém uma coisa que conheça e aprove, então, eu precisava primeiro receber o kit, ver o bichinho de pelúcia, usar os produtos...), mas não rolou. Nesse meio tempo, a Mari, que tá com tudo e não tá prosa, e mora em Paris, e não ia poder testar o kit, decidiu fazer um sorteio, o que resolveu meu problema: mulheres, corram que ainda dá tempo de participar, e vocês vão gostar!


: : 2

Agora que já "descabacei" (ooops... essa palavra existe, pega ainda mais mal que a outra em blog de mãe, mas agora já foi...), vamos à segunda dica, mais no estilo "consumidora ativa". O fato é o seguinte: eu ganhei pencas de fraldas no meu chá de bebê. Como eu não conhecia nada de fraldas até então, segui a dica de uma amiga que, seguindo a dica de outras amigas-mães que tinham feito chá de bebê e ganhado fraldas de marcas variadas e qualidades duvidosas, resolveu especificar uma marca de fralda que preferia ganhar. E pedimos (eu e ela) fraldas da marca Pampers (hoje, depois de virar mãe, não faria isso NUNCA JAMAIS EM TEMPO ALGUM - nem tanto pela marca, mas pelo desagradável da postura, mesmo). Ainda assim, ganhei fraldas de marcas diversas, mas as Pampers dominaram absolutas nos primeiros meses do Caio. E algumas delas (as G), só vieram a ser usadas agora, um ano após o tal do chá.

Daí, que o último pacote que eu abri, um daqueles pacotões intitulados hiper-extra-plus econômicos, começou a dar problema. Virava e mexia, depois de todo o trabalho para conseguir manter o Caio parado, limpar a bundinha dele e colocar a fralda no lugar, no momento em que íamos colar as fitas adesivas, as tiras laterais onde elas são presas rasgavam da fralda... e a gente praguejava contra a Pampers, e reiniciava todo o árduo processo (!) novamente. Depois que a quarta fralda rasgou (e outras fraldas já tinham apresentado um probleminha com o material absorvente), resolvi guardar um exemplar da fralda rasgada e congelar o uso do pacote. E entrei em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da Pampers, através do
site da marca.

Escrevi uma mensagem contando o que tinha acontecido e, no dia seguinte, já tive um retorno bastante atencioso, solicitando mais alguns detalhes sobre o problema ocorrido, bem como alguns dados pessoais. Respondi e, novamente com bastante agilidade, uma funcionária do SAC me retornou, pedindo desculpas em nome da Pampers pelo ocorrido, explicando como funcionava o controle de qualidade da marca, e valorizando minha atitude de entrar em contato com eles, pois poderiam tentar identificar o problema com o produto. Um dos dados que eles me pediram foi o número de fraldas do pacote em questão que eu já tinha usado. Menos de uma semana depois, recebi em minha casa o mesmo número de fraldas, do mesmo tipo (Total Confort), mas na nova versão, que é beeeem melhor. Ponto para a Pampers.

Então, fica aqui mais uma dica: vale a pena botar a boca no trombone quando um produto não cumpre o que prometeu, ou não faz o que deveria fazer, ou estraga antes da hora. Já que vivemos em tempos de consumo (e atire a primeira pedra quem não sente prazer comprando algo que lhe agrada ou lhe vai ser útil), que seja ao menos um consumo ativo e crítico, porque de passividade o mundo tá cheio... (e, quem sabe um dia, eu me torne uma consumidora mais consciente e passe a usar
fraldas de pano... quem sabe...)