Mostrando postagens com marcador bebenês. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bebenês. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de março de 2012

MÉ MÉ


Esse fim de semana Nuno disse, pela primeira vez com perceptível intencionalidade,  algo que se aproximou de mamãe. Ele já vinha esboçando uns pa pa pae (sempre o pai, humpf) e até um ca caua (pro irmão, que dá de dez a zero até no mamá). E nesse finde veio o tão esperado... MÉ MÉ.

Por um momento, fiquei em dúvida: seria o mamá, a mamãe, ou... a marvada? Afinal, essa proeza ocorreu dias após o pequeno ter se apegado a uma garrafa de cachaça do vovô, insistido até conseguir derrubá-la, quebrá-la (e viva o anjo da guarda dos bebês arteiros) e se lambrecar na dita cuja, enquanto o papai assistia o futebol (rá!).

Mas a dúvida durou pouco, considerando que após dois ou três MÉ MÉ o danado se jogou em cima de mim, se enfiando no meu peito. Mais uma vez, já tô mais que acostumada, ponto pro mamá.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

IDENTIDADE


Caio está aprendendo a falar o próprio nome, começa a se reconhecer no espelho (antes era apenas "nenê") e a distinguir-se e a outras pessoas em fotos também. Está em plena descoberta do seu "eu"... (bonito isso, hein!)

Há algum tempo, ele já vinha passado o dia todo nos diferenciando - mamãiiii, papaiiii, bobó, bobô, titiiia, titiiio -, mesmo que não estejam todos por aqui, como que para exercitar. Depois, começou a falar um por um (em bebenês, mas tá valendo) os nomes dos amiguinhos do Jatobá. E agora, quando perguntamos sobre o nome dele, diz, bonitinho: "Taiôôô!" Ainda não fala espontaneamente, como todos os outros nomes, mas está aprendendo. E nosso cordão vai se rompendo cada vez mais, no tempo dele.

Então, pra ninguém achar que tô inventando (mãe tem dessas, né!), filmei uma das primeiras vezes que ele falou o próprio nome por livre e espontânea pressão (rá!), registrando para a posteridade esse momento tão importante na vida do meu pequeno... Babem:





quarta-feira, 16 de setembro de 2009

MENINICES


malandro, eu?


:: CORRA, CAIO, CORRA!

Há uns quinze dias Caio aprendeu a correr de verdade. Antes, já dava suas mini-corridinhas, meio ganso ainda, como que ensaiando. E então ele aprendeu. Descobriu que colocando as mãozinhas abertas para trás, com os braços esticados rente ao corpo, ganhava estabilidade, e foi. Praticamente um ás da aerodinâmica, meu filhote. De lá para cá, ninguém segura este bebê: corre nos lugares mais improváveis, e o pega-pega reassumiu o posto de brincadeira preferida (como era nos velhos tempos - ! - em que ele engatinhava). Recentemente, descobriu uma nova modalidade, estilo marcha olímpica: mãozinhas fechadas, braços colados ao corpo, movimentos sincronizados, chacoalhadinhas de quadril... uma graça!


:: PEITÃO

Ainda estou passada: ontem eu e Caio fomos tomar banho juntos, na maior animação. Eis que ele olha bem para aquilo que, até outro dia, era chamado apenas de "mamá" e grita, em alto e bom som "PEITÃO!", com um sorriso maroto no rosto e as mãozinhas frenéticas em direção ao dito cujo. Eu: "o quê, filho?" E ele: "A PEITÃO, MAMÁ!", repetindo toda a cena de felicidade explícita, acrescida de uma sambadinha enlouquecida. Comecei a gargalhar, óbvio. Agora, me diz: se ele ainda não vê televisão, onde esse menino anda aprendendo essas coisas??? Papai?? Vovô?? Talvez os amiguinhos mais velhos da escolinha?? Ou, ainda, será que nesse mundo 'muderno', os bebês já nascem criados nesse quesito??? Não vai ser fácil ser mãe de menino...


:: MALANDRAGEM

Sempre que vou fazer algo com o Caio que ele não curte muito (como trocar de roupa, trocar fralda ou enxugar a cabeça e as orelhas depois do banho), tento incluí-lo na atividade, no esforço de torná-lo mais colaborativo, usando a expressão: "ajuda a mamãe, filho" ou "me ajuda, Caio". Daí que, desde ontem, ele resolveu virar o jogo: sentado no cadeirão, começou a forçar para escorregar por baixo do tampo, e, antes que eu dissesse "não faz isso, filho", ele me lança um 'aduda, aduda!' (ajuda, ajuda!) para que eu o tirasse de lá! Não sabia se ria ou se dava uma bela bronca nesse arteiro, que já sabe usar de artifícios charmosos para conseguir o que quer. Depois, hoje, de novo: quando falei para ele "filho, vamos tomar banho", ele começou a tentar abrir minha blusa para mamar e despistar o banho, mas, não conseguindo, apelou para a nova aquisição linguística: "aduda, aduda!" Só que, dessa vez, o charme não colou: não teve ajuda que o livrasse do banho.


sábado, 22 de agosto de 2009

MEU PEQUENO TIRANO



Uma das primeiras palavras, que o Caio aprendeu a falar foi "NÃO". Imagino que muitas crianças devem aprender rápido essa palavra: é fácil, sonora, e muito utilizada por nós, pais, mesmo que insconscientemente, quando as crianças começam a se aventurar pelos cantos pouco seguros ou menos permitidos para elas. No começo era aquela coisa bonitinha, meio sem nexo, sempre acompanhada do respectivo movimento de cabeça. Logo depois, ele começou a entender os momentos em que a palavra fazia sentido, e o "NÃO" passou a ser um grande desafio para ele, para demarcar seu espaço, para fazer valer sua vontade, para se comunicar de variadas maneiras conosco.

Agora, ele começa a explorar combinações de palavras, e a primeira expressão que ele soltou foi um sonoro "NÃO TÉ!" (tecla sap: não quero!). A gente não acreditou! Primeiro, porque é uma emoção ver um serzinho desse tamanho descobrindo as palavras, a comunicação verbal. Segundo, porque pensa bem, aquela criatura que até outro dia estava dentro da sua barriga, de repente vira pra você toda cheia de vontades, do alto de seus poucos centímetros, e já diz o que não quer!!! É fascinante.

De todo modo, o carinha é esperto. Antes que a gente comece pensar que ele estaria se transformando em um pequeno tirano, ele se redime: na época do "não", logo em seguida começou a falar mamã, papá e fofó, derretendo os corações que nem ligavam quando ele gritava NÃO em alto e bom som bem na hora da papinha...; e agora, coladinho ao "NÃO TÉ", o malandrinho começou a falar "BOITE" ("boa noite") antes de dormir e, outro dia, saiu correndo do quarto onde estava comigo, parou bem na frente do pai e gritou, todo carinhoso: "BO DIA" ("bom dia")!!! Não preciso nem dizer como a gente ficou, né?

Daí, que concluo: meu pequeno tem seus dias de tirano, sim, mas digamos que faz mais a linha populista... Rá!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A DESCOBERTA DAS PALAVRAS



Depois de uma das vovós ter ouvido Caio falar fó-fó sem mais nenhuma testemunha por perto, agora é pra valer: neste final de semana o bichinho realmente aprendeu a falar vovó!!! Foi tão de repente, que eu e Dani ficamos nos olhando que nem bestas: "ele falou mesmo? você ouviu o que eu ouvi?" Mas ele falou mesmo! Agora, quase sempre que falamos vovó, ele repete: fó-fó! E não é delírio de pais, não, nós temos testemunhas: a avó paterna e, se ela não valer, temos também a Ivonete, nossa querida ajudante aqui de casa. Então, é isso: fó-fó está entre as primeiras palavras do pequeno, e as vovós podem sair por aí se gabando disso.


Mas o fato é que o figurinha tá numa super fase de descoberta das palavras: cada coisa que a gente fala ele fica nos olhando, olhando para nossa boca, parece que tentando entender como aquele som sai da nossa boca daquele jeito. E aí quando a palavra não é muito difícil, ou quando a gente fala bem pausadamente pra ele aprender ("o-lha o pei-xe fi-lho, a-que-le é o pei-xe" e repetimos "pei-xe" umas doze vezes seguidas), ele fica ensaiando sons: pesssss, ishshshi e por aí vai. E a gente vibra: "falou peixe, você viu, falou peixe!!!". Dã.

Então, até o momento as experiências do Caio com as palavras estão assim (e aconteceram mais ou menos nessa ordem):

mã-mã = mamãe (mamá, né...)
pá-pá (ou bá-bá) = papai
áuá = água
au-au = adivinhem!
fó-fó = vovó
pesss (ou ishshshi) = peixe

Agora, nem adianta querer fazer bonito por aí e ficar pedindo pra ele repetir as tais palavras: meu bebê ariano só fala quando quer, que fique bem claro. Então, não tem muito jeito, vocês vão ter que acreditar que isso não é delírio de mãe babona, e torcer pra ele resolver falar quando estiverem por perto...

Imagem: www.gettyimages.com.br