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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O MISTÉRIO DA GUITARRA VERDE


Filhote acordou outro dia pê da vida (estávamos dormindo juntinhos na mesma cama). E eu, um olho aberto outro fechado, não conseguia entender o que estava acontecendo; eu tentava falar com ele mas ele estava bravíssimo, esperneando, incomunicável. Até que, com muito custo (e paciência de jó), eu consegui entender uma frase desconexa: "cadê a guitarrinha, cadê a guitarrinha?" Sem entender patavina, arrisquei: "que guitarrinha, filho?" Ao que ele respondeu, aos prantos: "A guitarrinha que eu tava tocando, eu tava tocando ela, cadê!"

Nessa hora, achei que tinha tido uma super sacada, pois lembrei que dois dias atrás ele tinha brincado de "guitarrinha" com uma escova de dentes, antes de dormir, e falei: "Ah, a guitarrinha! Mamãe vai pegar, ela tá no banheiro". E trouxe a escova de dentes toda alegrinha, crente que ia abafar. Mas o neguinho ficou ainda mais puto, começou a estrebuchar, pegou a escova e atirou longe, gritando enlouquecido: "essa não, a guitarrinha verde, a guitarrinha verde do Ben 10!"

Close na cara de tacho da mãe. Hein??? Guitarrinha do Ben 10? "Que guitarrinha do Ben 10, filho, você não tem..." "Aquela, aquela verde, que tava no vidro".

Espirais coloridas psicodélicas entram em cena para a mãe decifrar o mistério da guitarrinha verde no vidro. Túnel do tempo, UM MÊS atrás, fatídica ida ao shopping, dia que entrou pra história como o de nossa primeira "briga" (tô com um post sobre o tal dia no rascunho, não tive coragem de terminar, mas enfim), dia no qual ele viu uma bendita guitarrinha do Ben 10 na vitrine de uma loja. E eu que achei que ele tinha esquecido, e a tal guitarrinha não vem nos atazanar em plena manhã ensolarada?

Percebi que ele falava, emputecido, "cadê a guitarrinha verde? eu estava tocando ela, eu estava tocando ela". E, plin!!! Mãe com sono demora pra cair a ficha... Ele estava SONHANDO com a tal guitarrinha (eu mereço!), e ficou PUTO de acordar e não encontrar a dita cuja do seu lado... Daí vai a mamãe, com toda paciência matinal, cheia de pedagogia de travesseiro, explicar pra ele:

- Filhote, deixa a mamãe te contar uma coisa. (ele berrando, mas me fiz de sonsa) Você estava sonhando... Você sabe o que é um sonho? (nessa hora ele parou, me olhou fixamente, como que tentando perceber se eu tava dando uma de louca ou se era sério. Se convenceu que era sério e prestou atenção. Respondeu que não com a cabeça) Um sonho é uma historinha que a gente inventa na nossa cabeça. Uma historinha que a gente inventa quando está dormindo. E, às vezes, a historinha é tão boa, que parece que aconteceu de verdade, e aí, quando a gente acorda, fica bravo de descobrir que era um sonho... Por isso não tem guitarrinha aqui, entendeu? Ela tava no seu sonho...

E não é que funcionou? Ele olhou pra mim, repetiu a palavra "sonho", se espreguiçou, abriu um sorriso (ufa! é triste constatar que ele herdou meu mau humor matinal, mas, fazer o quê...) e deu um beijo na minha barriga. E o dia começou de novo, beeem melhor.


(no fim do dia, quando o pai voltou de viagem, eles foram tomar banho juntos. Depois, marido veio me contar, maravilhado, como era incrível a transformação do pequeno em apenas alguns dias que ele ficou fora, como a gente não percebe da mesma forma no dia-a-dia, e tal e coisa... Falou sobre "avanços cognitivos" e tudo, gente! E eu lá, intrigada: "mas o que aconteceu, de tão diferente, pra você estar tão maravilhado?" Aí ele contou que, no banho, o Caio veio com essa, todo todo: "Papai, vou te contar uma coisa, você quer saber? Eu tive um sonho, foi uma história na minha cabeça"......... Ele, que não sabia de nada, ficou ainda mais maravilhado quando contei tudo o que tinha acontecido de manhã.)


Agora, pra terminar: PORQUE RAIOS ESSE PENTELHO DO BEN 10 FOI APARECER NA NOSSA VIDA? Alguém pode me explicar? Gente, eu não tenho tv a cabo, não tenho o tal canal onde passa esse desenho, não sei nem o que esse personagem faz - mas tenho a impressão que ele não é dirigido a crianças tão pequenas como o Caio -, COMO FOI QUE MEU FILHO VIDROU NESSE BENDITO? Tá certo que há quase um ano atrás, quando fez aniversário, ele ganhou de um amiguinho uma camiseta do fofitcho, e também umas cuequinhas da vovó, e SÓ. Depois, só pode ser de ver coisas na escolinha - mochilas, sandálias, estojos e o c... a quatro - e pronto, TUDO O QUE ELE VÊ QUE TEM O DITO CUJO - acho que vou fazer que nem o Harry Potter, e parar de pronunciar o nome "dele" aqui em casa - ELE QUER... Mas daí a SONHAR COM A TAL GUITARRINHA... crueldade demais com o inconsciente do moleque, né não, gentes??? E com o consciente da mama que vos fala...................... suspiro e fim.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

HISTORINHAS PRA MÃE DORMIR... MENOS NOIADA



Hoje, em um momento de prosa só nossa, aquele patati patatá de mãe e filho, Caio começou a me contar umas historinhas, misturando referências reais e imaginárias, que, além de me divertirem muito, me ensinaram um pouco mais sobre a incrível capacidade dos pequenos de elaborarem os aprendizados, as vivências, e também as influências e estímulos (nem sempre positivos) que o mundo lhes oferece o tempo todo.

Essas historinhas, que vou tentar registrar aqui do jeito que der pra lembrar, acalmaram um pouco minhas angústias recentes sobre as primeiras pressões de consumo que começaram a atingir o Caio desde o fim das férias e, principalmente, após o retorno da escolinha, com a profusão de mochilas, tênis, camisetas e etecétereas que ele passou a ver - e, de certo modo, desejar, ainda que inconscientemente. Isso é assunto que venho matutando nos últimos tempos, e as reflexões de mães como a Taís, a Carol, a Paloma e a Lia têm me ajudado bastante.

Mas, vamos às historinhas:

Era uma vez, o Ben 10. O Ben 10 e o homem aranha. Ele ajudou o homem aranha a fazer uma teia. Daí....... eles foram viajar! Pra beeeem longe. E encontraram a capoeira e o berimbau. Aí, o Ben 10 começou a tocar berimbau, mas ele tocava de regional.

(...)

Vou contar outra mamãe, vou contar outra. Era uma vez, um homem aranha. Ele foi passear na floresta, e encontrou, sabe quem? Sabe quem, mamãe? O tamanduá! O tamanduá e o lobo, mas o lobo era pequenininho. Era amigo do tamanduá. E todos brincaram na floresta.


Não é demais, ver como referências tão diferentes se misturam de um jeito todo especial? Como elementos que parecem estar em universos opostos se combinam e ganham um sentido novo, próprio de cada criança? Fiquei maravilhada, e acho que não é coisa de mãe coruja, é??? Rá!


quinta-feira, 25 de junho de 2009

DUAS DICAS... E ALGUMAS REFLEXÕES


: : 1

Bom... aqui vou eu falar de novo da minha "cabacice" na blogosfera (ok, sei que a palavra é estranha, talvez nem exista, e não condiz muito com um blog de mãe... mas é a que melhor define esse meu momento virtual). Não bastasse o tal do
bug, no mesmo dia fui convidada por uma agência de comunicação para conhecer uma linha de produtos da Johnson's e, caso gostasse, comentar sobre ela aqui no blog. Não foi a primeira proposta que recebi desde que virei "blogueira" (rá! tô me achando!), mas foi a primeira que propôs algum tipo de divulgação aqui. Por um lado (o do ego, hoho!), achei bacana, porque dá a sensação de que o blog tá agradando (seja lá a quem for). Por outro, entrei em uma mini-crise (prontofalei): será que eu quero abrir o blog para divulgação de produtos e marcas?

Antes de aceitar a proposta (muito simpática e feita com muito tato pela equipe da agência), resolvi dar uma sondada: além de assuntar com a
'cumádi' virtual fundadora da "confraria das mamas", que já tinha um pouco mais de experiência no assunto, entrei no site da linha de produtos em questão (Linha Hora do Sono - Johnson's Baby), para ver se tinha a ver comigo, com meu filhote, com o blog. Fui fisgada (e olha que não sou fácil): achei bem bacana o site, os produtos, a forma de apresentá-los e topei receber o kit em casa para conhecer mais de perto.

Daí, que o kit chegou - todo fofo -, eu estou testando os produtos, mas já posso dizer que gostei: Caio parou de chorar quando eu lavo a cabeça dele, o cheiro é uma delícia, o hidratante é suave na medida para fazer uma massaginha relaxante. E o Caio simplesmente AMOU o Dr. Carneiro, bonequinho promocional que veio junto com os produtos, e que é o mote do envio dos kits para algumas blogueiras como eu: a linha está com a "Promoção Hora do Sono" em São Paulo e Porto Alegre, através da qual é possível adquirir o gracioso carneirinho de pelúcia (quem quiser saber mais, passa
aqui).



Pois bem. Quando saquei que tinha gostado dos produtos, que o bonequinho era lindo e divertia o Caio, veio a dúvida: escrever ou não o post? Divulgar ou não um produto no blog? E, enquanto eu meditava sobre o assunto (é gente, eu sou assim, penso penso penso, não gosto de fazer coisas que fujam dos meus princípios... é o meu jeitinho... rá!), coincidência ou não,
um dos blogs que acompanho levantou uma discussão sobre a questão da publicidade nos blogs, e de lá fui chegando a outros e outros posts sobre o mesmo assunto, e reafirmei algo que já vinha confabulando comigo mesmo: esse blog é um espaço, entre vááárias coisas (como já falei aqui), para trocar experiências com outras mães sobre as dores e delícias da maternidade. E, no mundo real das mães e filhotes, usamos produtos de todo o tipo o tempo todo - uns agradam mais que outros, uns se comunicam melhor que os outros, uns atendem mais às nossas expectativas que outros, uns se preocupam mais com o meio ambiente do que outros... e por aí vai. Então, porque não compartilhar esse tipo de experiência também, desde que esteja dentro dos meus princípios, que eu realmente conheça o produto e, principalmente, QUEIRA dar a dica para outras mães? (porque meu blog NÃO vai virar cena de novela em que uma personagem fala casualmente para outra: nossa, que batom incrível! e a outra saca da bolsa uma caixinha do batom xdw - close na caixinha, onde se vê a marca -, e elas voltam a fazer a cena como se nada tivesse acontecido).

Então, nessa primeira parte do post, toda metalinguística, tem pra todo gosto: quem quiser, pode aproveitar a dica sobre os produtos da linha "Hora do Sono" e a "Promoção Hora do Sono", da Johnson's Baby, que são bem bacanas; quem quiser ir mais além, fica aqui uma breve reflexão sobre os blogs e a publicidade. E 'bora trocar mais dicas e figurinhas! (desde que realmente valham a pena!)

Em tempo: depois que recebi o kit, testei, gostei, aprovei e fiquei com vontade de fazer um sorteio dele aqui no blog. Até tentei conseguir mais um kit para isso (porque eu sou do tipo - chato? - de pessoa que só consegue indicar ou dar para alguém uma coisa que conheça e aprove, então, eu precisava primeiro receber o kit, ver o bichinho de pelúcia, usar os produtos...), mas não rolou. Nesse meio tempo, a Mari, que tá com tudo e não tá prosa, e mora em Paris, e não ia poder testar o kit, decidiu fazer um sorteio, o que resolveu meu problema: mulheres, corram que ainda dá tempo de participar, e vocês vão gostar!


: : 2

Agora que já "descabacei" (ooops... essa palavra existe, pega ainda mais mal que a outra em blog de mãe, mas agora já foi...), vamos à segunda dica, mais no estilo "consumidora ativa". O fato é o seguinte: eu ganhei pencas de fraldas no meu chá de bebê. Como eu não conhecia nada de fraldas até então, segui a dica de uma amiga que, seguindo a dica de outras amigas-mães que tinham feito chá de bebê e ganhado fraldas de marcas variadas e qualidades duvidosas, resolveu especificar uma marca de fralda que preferia ganhar. E pedimos (eu e ela) fraldas da marca Pampers (hoje, depois de virar mãe, não faria isso NUNCA JAMAIS EM TEMPO ALGUM - nem tanto pela marca, mas pelo desagradável da postura, mesmo). Ainda assim, ganhei fraldas de marcas diversas, mas as Pampers dominaram absolutas nos primeiros meses do Caio. E algumas delas (as G), só vieram a ser usadas agora, um ano após o tal do chá.

Daí, que o último pacote que eu abri, um daqueles pacotões intitulados hiper-extra-plus econômicos, começou a dar problema. Virava e mexia, depois de todo o trabalho para conseguir manter o Caio parado, limpar a bundinha dele e colocar a fralda no lugar, no momento em que íamos colar as fitas adesivas, as tiras laterais onde elas são presas rasgavam da fralda... e a gente praguejava contra a Pampers, e reiniciava todo o árduo processo (!) novamente. Depois que a quarta fralda rasgou (e outras fraldas já tinham apresentado um probleminha com o material absorvente), resolvi guardar um exemplar da fralda rasgada e congelar o uso do pacote. E entrei em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da Pampers, através do
site da marca.

Escrevi uma mensagem contando o que tinha acontecido e, no dia seguinte, já tive um retorno bastante atencioso, solicitando mais alguns detalhes sobre o problema ocorrido, bem como alguns dados pessoais. Respondi e, novamente com bastante agilidade, uma funcionária do SAC me retornou, pedindo desculpas em nome da Pampers pelo ocorrido, explicando como funcionava o controle de qualidade da marca, e valorizando minha atitude de entrar em contato com eles, pois poderiam tentar identificar o problema com o produto. Um dos dados que eles me pediram foi o número de fraldas do pacote em questão que eu já tinha usado. Menos de uma semana depois, recebi em minha casa o mesmo número de fraldas, do mesmo tipo (Total Confort), mas na nova versão, que é beeeem melhor. Ponto para a Pampers.

Então, fica aqui mais uma dica: vale a pena botar a boca no trombone quando um produto não cumpre o que prometeu, ou não faz o que deveria fazer, ou estraga antes da hora. Já que vivemos em tempos de consumo (e atire a primeira pedra quem não sente prazer comprando algo que lhe agrada ou lhe vai ser útil), que seja ao menos um consumo ativo e crítico, porque de passividade o mundo tá cheio... (e, quem sabe um dia, eu me torne uma consumidora mais consciente e passe a usar
fraldas de pano... quem sabe...)