quinta-feira, 12 de setembro de 2013

SAUDADINHA

Mais de ano sem escrever aqui, e hoje mergulhei no blog por conta de uma deliciosa atividade que teremos amanhã na escolinha do Caio, contar a "história de vida" do pequeno. 

Pra além da infinita saudade dos primeiros anos do meu menino grande, me deu uma saudadinha do blog, que reluto em acreditar que acabou...

Foi tão legal poder buscar lembranças aqui, que fiquei triste por não ter registrado esses dois primeiros anos do Nuno... E sempre penso no quanto o blog me ajudava a ser uma mãe melhor, pelo espaço de reflexão que me proporcionava. Mas não sei se tenho pique pra intensidade que atingiu a blogosfera materna, e fechar o blog também não me anima, já que outra coisa que adorava aqui era a troca com outras mães (de quem tenho tantas saudades, muitas delas sem nem termos nos conhecido pessoalmente!)...

Vamos ver o que vai acontecer depois dessa saudadinha. Talvez eu volte, um dia eu volto...

domingo, 8 de julho de 2012

AINDA NÃO ANDA?

Ai, posso falar, cansei dessa pergunta. Nuno completa (APENAS) 1 ano e 2 meses semana que vem, provavelmente até lá já estará andando sem estender sua mãozinha para nós e eu vou ficar morrendo de saudade desse breve tempo em que ele esteve a descobrir como é se equilibrar em dois apoios, como é ver o mundo mais de cima... Mas a pressão pra ele andar tá terrível, não tem uma pessoa que não faça essa pergunta ao encontrá-lo.

Andei pensando e, para mim, esta pergunta está no mesmo balaio de outra (que ouvi muito quando Caio tinha a idade de Nuno agora, e que ninguém mais tem coragem de me perguntar, por já saber a resposta), a fatídica: Ainda mama? Um mesmo sentimento de fundo as motivam: o de que os bebês de 1 ano já tem que ser independentes, não podem mais mamar, já tem que saber andar, dormir a noite inteira e por aí afora....  Sério, quase me enredei nesse caminho: quem pergunta não o faz por maldade, eu sei (ou espero), mas por vezes não imagina que possa causar um dano ao processo mãe-bebê. De tanto me perguntarem se ele já andava, ou, ao contrário, de tanto se espantarem porque ele "ainda não anda", comecei a encucar, a forçar a barra, a passar do ponto no estímulo. E - ainda bem - percebi a tempo que estava caindo na armadilha, mas... quantas mães não percebem e ficam achando que seu filho está "atrasado", ou tem algum "problema"? 

O fato é que Nuno, por ser segundo filho, é super espertinho desde bem pequeno, e todos que o conhecem (até o pai) ficavam apostando que ele engatinharia super rápido, que ele andaria super rápido e tals. Mas ele é sossegadão, é observador pra caramba e, a cada nova descoberta e aprendizado, ele ficava um bom tempo até passar para a próxima: primeiro se arrastando pelo chão feito minhoca até conseguir engatinhar, depois engatinhando até virar um ás veloz, depois se apoiando e andando de ladinho até descobrir que podia pedir nossas mãos e sair por aí, depois com uma mão só até ficar craque e quase correr e, nas últimas semanas, ganhar segurança pra dar uns passinhos conscientes aqui e ali, sempre se garantindo que teria onde se apoiar caso algo acontecesse (imagine o frio na barriga dos bebês, gente! é toda uma aventura aprender a andar!) ou, cautelosamente, interrompendo a caminhada e se sentando no chão. Agora ele já vai mais pimpão de um ponto a outro sem apoio nenhum, mas ainda não está totalmente seguro de si, e temos que respeitar isso.

Nós seguimos incentivando, comemorando cada conquista, o ajudando a avançar um pouquinho a cada dia, mas sem aquela nóinha que pairou por aqui por uns tempos de que "tínhamos que estimular mais", ou de que "ele está com preguiça de andar", ou de ficar comparando com Caio ou outras crianças nessa idade. É duro admitir que me peguei nesse erro, mas fico feliz também de que tenha durado pouco, que eu tenha percebido a tempo. Mas, depois de interrompido o ciclo do "vamos estimulá-lo a andar a todo momento", a tal perguntinha passou a me irritar ainda mais: será que é tão difícil respeitar o tempo dos bebês, das crianças? Porque de agora em diante, nesse raciocínio, será uma sucessão de perguntas: "já fala?", "já corre?", "já pula?", "já sabe as letras? os números?", já já já já............................ Pobres crianças e pobres pais. Eu saltei fora dessa barca, e espero sinceramente que ela não me pegue nunca mais (porque já estava me pegando também no quesito "letras" e "desenho" do Caio, mas esse papo fica pra uma próxima vez).

E, apenas pra ficar registrado, foi a mãe de primeira que me habita que puxou a orelha da mãe de segunda que vos fala, lembrando da magia que é acompanhar uma criança aprendendo a andar (porque mãe de segunda tem esse risco, por não ter mais aquele olhar de novidade pra tudo o que o filho faz, acabar perdendo a beleza desses momentos tão importantes).

quinta-feira, 21 de junho de 2012

CENAS DE PARTO E POLÍTICAS DO CORPO

O sugestivo título desse post é, na verdade, o título de uma tese de doutorado que faz tempo que eu quero indicar, aqui, pra quem se interessa pelo debate sério sobre parto humanizado - "CENAS DE PARTO E POLÍTICAS DO CORPO: uma etnografia de experiências feministas de parto humanizado". A autora é Rosamaria Giatti Carneiro, uma grande amiga e intelectual engajada, que durante quatro anos mergulhou no universo de gestantes, parturientes, doulas, grupos de apoio, sites, redes e movimentos sobre gestação e parto humanizado, aproximando-se etnograficamente de "práticas femininas de parto humanizado dos anos 2000". 

Entre muitas outras questões, Rosa chama atenção, em sua tese, para algo fundamental a ser frisado nesse momento de visibilidade do debate sobre o direito à escolha do local de parto: a pluraridade de mulheres, de desejos e de escolhas envolvidas quando o assunto é parto humanizado. É o que ela destaca em matéria publicada no Jornal da Unicamp  em março desse ano, da qual extraí o trecho abaixo: 

Ao contrário de algumas premissas de que as adeptas do parto humanizado são necessariamente atraídas por um modelo de vida alternativo, para o qual são usadas expressões rotuladoras como “bicho grilo” ou “natureba”, Rosamaria esteve na companhia de bancárias, advogadas, artistas plásticas, estudantes, pós-graduandas, alto executivas, vegetarianas, evangélicas, católicas, umbandistas, adeptas da filosofia nova era. Entre elas, selecionou 18 trajetórias interessantes para sua pesquisa. Se elas eram tão plurais, tão diferentes entre si, como se aproximavam? A primeira resposta obtida por Rosamaria foi o mundo ciber. “Neste espaço acabam conhecendo outros grupos ou encontrando outras amigas que já tiveram esse tipo de parto. Têm listas de discussão. E eu participei dessas listas”, declara. Juntas, se organizam em passeatas, caminhadas, convocam reuniões, seminários. “E a coisa se dissemina”, avisa Rosamaria. 

A tese foi defendida em novembro do ano passado, no IFCH - Unicamp, sob orientação da professora Margareth Rago. Pra quem se interessou, segue uma palhinha do resumo (a tese completa pode ser baixada na biblioteca digital da Unicamp e, AQUI, uma matéria bem interessante sobre o assunto, com participação de Rosa e outros profissionais): 

Em tempos de recorde de cesáreas, um conjunto de mulheres tem optado por dar à luz da maneira "mais natural possível", prezando por suas sensações e suas emoções, em nome de um "parto que seja todo seu". Partindo do pressuposto de que o parto não é somente um ato médico e fisiológico, essas mulheres têm procurado escapar das rotinas de sua aceleração, no encalço do que consideram ser um enriquecimento de suas experiências de parturição. Dotadas desse desejo, parecem tecer outras concepções de saúde, de dor e de risco e, assim, criar outras políticas do corpo que pare. Diante disso, problematizo a presença de outros modos de subjetivação femininos a partir desse universo, no qual parece haver um outro corpo de mulher e uma outra figura de mãe, não mais edificados nas rígidas acepções modernas, criando, com isso, situações temáticas para o diálogo entre feministas e adeptas do parir diferentemente. 

Fica a dica.

terça-feira, 19 de junho de 2012

EU PARI EM CASA: COM CONSCIÊNCIA E MUITA SEGURANÇA

Já está mais que difundida na net a mais nova (e grave) polêmica referente ao parto domiciliar, desencadeada a partir da reportagem no Fantástico e da absurda denúncia feita pelo CREMERJ contra o obstetra Jorge Kuhn. Mas não posso deixar de registrar aqui minha indignação e, também, reforçar minha opinião e minha experiência.

Como quem acompanha este blog sabe, tive dois partos domiciliares: ao primeiro, posso dizer que cheguei quase que por falta de escolha - as "opções" oferecidas então, onde vivo, pela medicina, eram um parto cheio de intervenções (e olhe lá) ou uma cesária, e ponto. Digo isso pois, na época, se houvesse a possibilidade de parir da forma como eu desejava em um hospital, talvez essa tivesse sido a nossa escolha, talvez eu nem descobrisse o parto domiciliar... Nunca saberei. Ao segundo, porque, depois de experimentar (toda a beleza e intensidade de) um parto domiciliar, apenas um risco verdadeiro - ou algum sentimento insondável e inconsciente - me levaria a parir em outro lugar. Mas isso não aconteceu, e meus dois filhos nasceram em casa, cercados não apenas de amor, aconchego e familiaridade mas, também, de muita segurança.

Porque, ao contrário do que muita gente pensa (e é nisso em que o CREMERJ se apoia, lastimavelmente), o parto domiciliar não é nenhuma aventura inconsequente, muito pelo contrário: o casal, ao invés de delegar a terceiros tudo o que diria respeito ao nascimento de seus filhos, tem de se informar, tem de buscar profissionais capacitados, tem de guardar dinheiro, tem de preparar todo o necessário para que o bebê seja recebido com todo o cuidado e segurança que merece (e, ainda que não sejam necessárias grandes adaptações à vida cotidiana de um lar, há que se pensar em coisas práticas como lençóis, toalhas, aquecimento, comidinhas, etc), para falar apenas de alguns aspectos mais "logísticos" que envolvem os preparativos concretos sob responsabilidade dos pais. E os profissionais que dão assistência ao parto domiciliar, além de serem extremamente capacitados em suas áreas (parteiras, doulas, médicas e médicos), são equipados com todo o necessário para acompanhar o trabalho de parto, avaliar continuamente seu andamento, monitorar as condições (físicas e, também emocionais - aí uma grande diferença) da gestante, do casal, do bebê e têm, de acordo com sua formação, com o histórico de acompanhamento das gestações e com as condicionantes dos locais onde atendem, seus limites de segurança, a partir dos quais as técnicas e tecnologias médico-hospitalares poderão se fazer necessárias. 

foto tirada por meu marido, após o parto do Nuno, para mostrar para o pai dele, que é médico...
(o equipamento não foi usado, mas estava lá)

Enfim, não é coisa de "bicho grilo" ou de pessoas "alternativas": é uma escolha extremamente consciente feita antes de mais nada pela mulher, preferencialmente em diálogo com seu companheiro e envolve decisões e balanços por vezes muito difíceis, doloridos até (como no meu caso, no primeiro parto, a decisão de não contar para as pessoas mais queridas que teríamos nosso filho em casa), justamente em função dos mitos e inverdades que cercam o tema do parto domiciliar no senso comum.

Nesse ponto, uma pausa pra indicar um dos posts mais explicativos e esclarecedores que já li sobre o tema, um "informe técnico" produzido pela querida Lia, que trata justamente de desmistificar o parto domiciliar, permitindo às pessoas se informarem sobre o assunto (lembrando que informação de qualidade é essencial para uma escolha efetivamente consciente). Recomendo também os artigos desmistificadores e cientificamente embasados da Dra Melania Amorim, disponíveis em diversos locais na net, mas alguns bem didáticos estão aqui e aqui.

Mas, como "técnico" é o termo que menos define um parto domiciliar, há muitos (muitos!!) outros fatores ligados à escolha do lar como local de parto, e aí sim, acima de tudo, trata-se de uma escolha: eu tenho amigas que desejam fortemente um parto natural, humanizado e digno, mas não gostariam de parir em casa, muitas vezes pelo simples motivo de que não se sentiriam confortáveis com a situação. Simples assim, como deveria ser se efetivamente houvesse o direito dessa escolha. 

Só que, infelizmente, o que deveria ser um direito continua sendo tratado como privilégio de algumas, como eu. E é a naturalização dessa falta de escolha, em meio à sociedade, que forma o solo sobre o qual posturas autoritárias como a do CREMERJ podem brotar. Mas, felizmente, existem muitas mulheres nadando contra essa corrente, e essa arbitrariedade acabou tendo o papel de "gota d´água": foi empolgante acompanhar, mesmo que tardiamente (já que estou meio "desconectada") a ágil mobilização de mães e mulheres de todo o Brasil, que culminou na que foi denominada "Marcha do Parto em Casa". A Marcha ganhou esse nome a partir do contexto que originou a mobilização, mas o que estava em jogo nas manifestações é muito mais do que o nome pode expressar: é o direito à escolha consciente, o que pressupõe informação (como bem disse a gravidíssima Dani: liberdade de escolha consciente e cientificamente fundamentada) e, acima de tudo, a viabilização concreta dessa escolha, que pressupõe uma transformação radical em termos de saúde pública, em última instância.

Bom, eu tô desconectada, mas não podia deixar de me manifestar aqui no meu espaço. Tô com pouco tempo pra grandes elaborações, mas fica registrada minha opinião e minha presença na Marcha aqui em São  Carlos, organizada por grupos e pessoas que vêm mudando a realidade dessa escolha por aqui:





Nós fomos! 
Fotos da Marcha em São Carlos, por João Moura
(extraídas do portal K3)

Recomendo, pra quem quiser saber mais sobre a Marcha, os dois belos posts da Ligia Sena, a Cientista que virou Mãe  e um post com alguns dados gerais sobre a Marcha e sua repercussão no país, no blog interiorano Mater - maternidade responsável e consciente. E ainda o belo vídeo, postado pela CáEntreNós produções:


E, para apoiar ainda mais a causa: PETIÇÃO PÚBLICA POR UM DEBATE CIENTIFICAMENTE FUNDAMENTADO SOBRE LOCAL DE PARTO - assine!!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

TEMPOS DE NOSTALGIA


Agora há pouco, pra rebater uma gripe, acabei com o último pacotinho de pau de canela que tinha sobrado das vésperas do parto do Nuno. Foi a chave de ouro dos tempos nostálgicos que tenho vivido desde o feriado, quando resolvi arrumar os armários dos meninos para o frio, retirando calças curtas, camisetas com barriga de fora e bodies que, para fechar, ficam com a gola no umbigo (quem nunca?): foi demais para mim pôr em uso, para o Nuno, roupinhas e sapatinhos que, na minha cabeça louca de mãe, o Caio usou até outro dia... 

Somada a essa empreita, uma outra, de produzir fotolivros que comprei numa promoção e deixei para a última hora, me fez passar dias e dias vendo fotos de todos os meses do Nuno, lembrando de cada caretinha, cada novo aprendizado, cada descoberta como mãe de dois. Fiquei nostálgica demais, meio descrente que meu filho já iria completar um ano. Desde então, comecei a me preparar psicologicamente, porque internamente eu não tava aceitando, olha o nível da loucura! Comecei até a pirar pensando como eu vou ficar insuportavelmente nostálgica quando ficar mais velha, com filhos na faculdade e tals... e que tenho que me preparar desde djá! Afe.

Agora, o dia chegou. Amanhã filhote completa um ano (e me dá um alívio pensar que só às dez da noite, rá!) e, desde a hora em que fui colocá-lo para dormir, meus pensamentos são pura nostalgia: as vésperas do parto, o dia do parto, os primeiros meses. E eu que pensava que, como mãe de segunda, não passaria por toda essa nostalgia de novo... Mas a verdade é que, no segundo filho, perdoem-me o clichê, tudo passa rápido demais, e, pra mim, uma canceriana chorona, constatar isso dói um tantinho, e a nostalgia parece que está até maior que da primeira vez... mesmo porque ela vem em dobro, pelo primeiro e pelo segundo filho! Mas, por outro lado, como toda fase é sempre mais deliciosa que a outra, estamos numa curtição só por aqui, entre gargalhadinhas contagiantes, adoráveis conversinhas em bebenês, interações cada vez mais intensas (e tensas, hehe) entre irmãos, muitos carinhos, muitas artes, uma idolatria com o papai e um grude intenso com a mamãe. Mas isso é assunto pra outro post.

Enfim, preciso aprender a lidar melhor com o tempo, mano velho, para poder segurar minhas pontas com as passagens de ciclos. Mas por enquanto, me permito curtir a nostalgia.




***************************
(enquanto escrevia esse post, li esse aqui da Carol, e me senti bem menos doidja. Valeu, querida.)


segunda-feira, 16 de abril de 2012

DA SÉRIE: COISAS DE QUE NÃO ME ORGULHO COMO MÃE (1 de infinitas)

Neste sábado, Caio cantou parabéns contra sua vontade. As pessoas já estavam todas em volta do bolo, esperando. Ele não queria, chorou e tudo, eu e o pai o "convencemos" com aquelas voltas que só os pais sabem dar em seus próprios filhos. Cantamos, ele deu poucos sorrisos, apagou a vela com uma bexiga (perigo!), chorou quando o tio quis abraçá-lo (e estourou suas esculturas de bexiga), mas em pouco tempo estava novamente brincando animado pela festa. 

Depois, me arrependi. Teria sido tranquilo dizer às pessoas que não haveria parabéns, cortaríamos o bolo e tudo bem. Pra que "convencê-lo" de algo que ele não queria - e não precisaria - fazer? Já era tarde demais para este aniversário, mas não para os próximos. No dia seguinte, na deliciosa curtição pós festa, perguntei porque ele não queria cantar parabéns. Ele disse: "Ah, porque não gosto, mamãe". Eu ainda tentei: "Mas é legal, todo mundo feliz em volta de você... Porque você não gosta?" Ele: "Ah, porque não. Prefiro o bexigão". Rá! (pra quem não sabe, é aquela bexigona cheia de tranqueira que estoura na cabeça da criançada, que sai desesperada catando o que vê pela frente...).

Fiquei lembrando dos meus próprios aniversários, e da vergonha que eu sentia na hora do parabéns (sinto até hoje, ainda bem que há muito tempo não passo por isso): nunca gostei daquele povo todo concentrado em mim, é uma das coisas para a qual sou tímida. Daí conversei com marido, e ficou decidido: não quer cantar parabéns, não vai cantar. Simples, como deveria ter sido no sábado. A decisão amenizou minha culpa por tê-lo feito passar por aquilo sem estar a fim, mas a situação continua encabeçando minha lista das (milhares de) coisas de que não me orgulho como mãe, e tá aqui esse post pra não me deixar esquecer.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

4 anos


 

Há quatro anos atrás, nesse exato momento, eu tinha acabado de ter uma crise de choro insana e um mega piti com o marido, após um dia todo lavando roupinhas de bebê e arrumando a casa. E contava para a única pessoa da minha família (minha irmã do meio) que teria meu filho em casa, liberando um peso do meu coração. Poucas horas depois, entrava em trabalho de parto, como já contei aqui, e no dia 07 de abril nascíamos todos: mãe, pai e filho.

Quatro anos depois, estou aqui curtindo um relax com o meu menininho crescido, que já tem dores de crescimento e acaba de me perguntar coisas como "o que é uma iguana" ou "onde fica a França". E, enquanto me distraio no computador, apronta artes de se lambuzar com minha maquiagem. O tempo voa, meu povo. E daqui há pouco é o meu bebezico que vai fazer um ano...

segunda-feira, 26 de março de 2012

MÉ MÉ


Esse fim de semana Nuno disse, pela primeira vez com perceptível intencionalidade,  algo que se aproximou de mamãe. Ele já vinha esboçando uns pa pa pae (sempre o pai, humpf) e até um ca caua (pro irmão, que dá de dez a zero até no mamá). E nesse finde veio o tão esperado... MÉ MÉ.

Por um momento, fiquei em dúvida: seria o mamá, a mamãe, ou... a marvada? Afinal, essa proeza ocorreu dias após o pequeno ter se apegado a uma garrafa de cachaça do vovô, insistido até conseguir derrubá-la, quebrá-la (e viva o anjo da guarda dos bebês arteiros) e se lambrecar na dita cuja, enquanto o papai assistia o futebol (rá!).

Mas a dúvida durou pouco, considerando que após dois ou três MÉ MÉ o danado se jogou em cima de mim, se enfiando no meu peito. Mais uma vez, já tô mais que acostumada, ponto pro mamá.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

COMO FALAR SOBRE MORTE?




Hoje está sendo um dia muito triste... Taipa, nossa cachorra, morreu, aos 13 anos e meio. Ela já estava bem velhinha, mas ainda assim dói. 

Já passamos por isso há pouco mais de 2 anos, quando Ruanda, mãe de Taipa, morreu, mas Caio ainda era muito pequeno pra entender. E agora, como falar sobre isso com ele?

Caio curtiu muito a Taipa, mas, no último ano, ela já estava sem energia pra brincar com o molequinho. Ele sabia que ela estava doente, mas ainda não sabe que ela morreu, e eu não sei como contar... não sei se espero ele perceber a falta dela, se conto logo que ele chegar da escola... Não sei. Acho que é a primeira vez que eu fico totalmente sem ideia de como conduzir uma situação com ele... Porque a morte é algo tão abstrato, tão difícil de entender... E, ao mesmo tempo, sei o quanto as crianças nos surpreendem, facilitando o que parecia ser tão complicado.

Mas, se é que alguém ainda visita este blog abandonado, vocês já passaram por isso, já tiveram que falar de morte com os pequenos? Como foi?


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

FESTAS, RECOMEÇOS, FÉRIAS


Desde que entrei na faculdade até o ano em que engravidei, o Natal era uma data celebrada em família, e o Ano Novo um momento pra curtir com os amigos, em algum lugar especial. Depois dos filhotes, o Ano Novo também se tornou um momento familiar, e esse ano não foi diferente. Caio está se esbaldando de curtir avós, tios e, principalmente, primos, em meio a água, sol, mata, bichos. Nuno parece querer sair correndo atrás deles, mas se contenta em se arrastar pra todos os lados, brincar sentadinho rodeado de crianças correndo e passar de colo em colo o dia inteiro. Um bom jeito de começar o ano, não?



********************

Não sou muito de fazer balanços ou listas de resoluções, mas o ano novo é sempre um momento de parar pra pensar e repensar caminhos, construir novos horizontes. Dani gosta muito de fazer isso, e nossas conversas acabam girando em torno disso nessa época. Mas dessa vez foi diferente: não parei pra pensar, o ano acabou, o ano novo chegou e a vida segue. Sei que quero conseguir dar conta do meu doutorado e curtir muito meus filhotes, e quero viajar mais... Tenho outros desejos flutuando por aqui, mas não os organizei mentalmente, e nem sei se vou. Mas quero aproveitar pra desejar a tod@s um ótimo recomeço, um momento de reposição de energias, uma pausa que seja para fazer balanços, planos ou simplesmente lançar um novo olhar para o cotidiano. E sigamos nessa troca deliciosa que os blogs e afins nos proporcionam!

*********************

E, já que o momento (pelo menos pra mim) é de parar, curtir, assentar ideias e desejos, conviver com pessoas queridas, conhecer lugares bonitos, considero que ESTOU DE FÉRIAS, mesmo tendo a cabeça, por vários momentos, no trabalho (a pesquisa de doutorado). Na verdade, taí outra coisa MARAVILHOSA que a maternidade me trouxe. Desde que terminei a faculdade, entrei num ritmo de trabalho como autônoma que me fez passar reto várias e várias férias. Às vezes saíamos entre Natal e Ano Novo, ou em algum feriado, mas durante anos as férias de janeiro e de julho praticamente não existiam (assim como muitos fins de semana também...), até Caio nascer. Depois dele, nós passamos a nos organizar pra tirar férias junto com ele, pra poder curtir, viajar ou simplesmente ficar em casa. Virou uma deliciosa obrigação: mesmo que algum de nós tenha que trabalhar nas férias, sempre reservamos um período generoso para curtirmos em família. E é o que estamos fazendo agora. Porque muitas das minhas melhores lembranças estão diretamente ligadas a períodos de férias vividos em família ou entre amigos, e tem sido muito bom proporcionar isso ao Caio (e agora também ao Nuno). 

E, falando em férias, aproveito para compartilhar com vocês um texto que li ano passado na Revista Crescer e que casou perfeitamente com minhas ideias sobre férias. Espero que gostem. E boas férias pra quem puder!

Queremos férias!

(Marcelo Cunha Bueno)
Quem não se lembra daquela sensação de entrar de férias depois de um ano escolar? Quem não se lembra da sensação do primeiro dia de folga? Lembro-me de que sonhava que tinha aula, sonhava que as professoras brigavam comigo... e acordava feliz, aliviado por estar de férias.
Bem, a vida de hoje quase não nos permite entrar de férias. Trabalho, rotinas, compromissos inadiáveis. Com as crianças é a mesma coisa. Algumas delas têm mais atividades do que os adultos.
E há crianças que, quando entram de férias, têm mais atividade do que tinham no decorrer do ano!
Férias é interrupção! Um espaço e um tempo fundamentais para assentarmos algumas questões. Interromper para repensar sobre as nossas conquistas, avaliar caminhos, acomodar ideias.
Gosto muito da ideia de acomodação. Não essa acomodação sem crítica, que paralisa. Acomodação como ferramenta importante de nosso pensamento, que precisa de tempo e espaço para atribuir sentido ao que foi aprendido. É aquele tempinho que precisamos para pensar sobre.
Vejo as crianças da escola na volta das férias. É impressionante como retornam “mais crescidas”. É porque tiveram tempo para acomodar o aprendido, deram sentido a cada coisa nova, a cada conquista. Significaram as suas frustrações, encontrando, de forma mais consciente, caminhos para resolverem as suas pendências. A rotina nos empurra para as relações mais automatizadas. As férias interrompem essa rotina e nos conectam ao mundo, aos lugares, às pessoas, às simplicidades.
Crianças, nas férias, precisam brincar com todos os brinquedos no quarto, precisam fazer de conta a toda hora, precisam ficar com os amigos, assistir a um filme, ficar olhando as nuvens, comer fora de hora, tomar banho de sol, de piscina, suar bastante... e ficar com a família. Férias fazem isso. Férias aproximam cidades, culturas. Férias são a estrada para visitarmos um parente distante, para conhecermos lugares em que nunca estivemos. Nas férias, os pensamentos fluem, os sonhos acontecem, a criança sente o presente. Fazem a gente ver com mais atenção o pôr do sol, as estrelas do céu, faz escutarmos as ondas, os pássaros.
Às vezes, as famílias da escola me perguntam se não vou dar lições nas férias. Aprendemos tanto quando estamos longe da escola! Aprendemos nas coisas mais cotidianas. Aprendemos nas pequenas relações, nas novas amizades, nos lugares novos, nos antigos também. Aprendemos porque nos dispomos ao mundo de uma forma diferente. Intensa e só nossa. Não existe uma pessoa ao lado ensinando. Essa é a verdadeira independência! Aprender o que é sentido, o que é possível aprender.
Nessas férias de dezembro e janeiro, ajudem os seus filhos e filhas a interromperem as suas rotinas. Ajudem eles a acomodar as suas conquistas interrompendo as suas rotinas. Ofereçam espaços de brincar, sol, piscina, praia, campo, cidade com cultura, amigos do condomínio, primos, passeios, céu, vento no rosto, abraços, carinhos... Façam coisas que nunca fizeram antes, visitem novos lugares! Ofereçam-se aos seus filhos e filhas... e boas férias!
(Marcelo Cunha Bueno é diretor pedagógico da escola Estilo de Aprender, em São Paulo)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DICAS DE VIAGEM PARA BONITO



Hoje estou no MMqD, falando sobre viagem com crianças! O destino: Bonito, no Mato Grosso do Sul.

Passem lá para conferir não só as minhas dicas, mas toda a seção de viagens do blog, que está sensacional.

Valeu meninas!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ESCATOLOGIAS MATERNAS (pero sin perder la ternura)


Nuno começou a comer frutinhas há uns quinze dias e seu cocô mudou totalmente. Ok, isso não é novidade pra ninguém, muito menos pra mães de segunda viagem como eu. O fato é que, quando fui trocar a primeira fralda com cocô pós-frutinhas, uma coisa louca aconteceu... o cheiro daquele cocô me despertou memórias tão intensas dos primeiros meses do Caio, daquela sensação de ser mãe de primeira, aprendendo tudo... chegou a doer o peito de saudade! E em seguida comecei a rir, pensando no misto entre poética e patética que era aquela situação, aquele sentimento. Proust reviraria no túmulo, mas o cocô do Nuno foi uma espécie de madeleine para mim. Será que doideira de mãe tem limite? 


****************


Caio, outro dia, tomando banho dentro da piscininha. Eu do lado de fora do box. De repente escuto um "hehe"  numa entonação de surpresa, seguido de um "epa". Curiosa, pergunto o que foi. E ele responde, totalmente surpreso e feliz:

- "Mamãe, fiz um pum na água e saiu umas bolhinhas!" 

- "Você nunca tinha feito isso filho?"

- "Não. É legal, né?"

Pois é, nada como um filho pra fazer a gente se lembrar que tudo - TUDO - nessa vida tem uma primeira vez, é aprendizado. Até "peidar n'água pra fazer borbolha", como os desaforados de antigamente diziam.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

RESULTADO DO SORTEIO

Cumprindo o prometido, aqui estou. E com o resultado do sorteio!

Mas, antes, queria agradecer todos que participaram, adorei saber como alguns de vocês curtem música com os filhotes e, mais, gostei muito de "ouvir" algumas pessoas que eu ainda não conhecia, e que aos poucos estou entrando nos blogs pra conhecer. Também queria agradecer muito o pessoal do Barbatuques (e das produtoras da Cais - Tatiana e Natalia) e a Margareth Darezzo, que toparam participar desse sorteio e foram super atenciosos. OBRIGADA!

E vamos ao que interessa. Tivemos 45 comentários válidos, e o sorteio foi feito pelo Random.org. Fiz o primeiro sorteio, depois excluí a primeira sortuda e sorteei o segundo cd. E as vencedoras foram....








... as sortudas da Flávia e a Ana Flávia!!! Parabéns meninas!! Vou entrar em contato com vocês pra combinar o envio, ok?

E, pra quem não ganhou: os cds podem ser encontrados em boas livrarias online e vocês vão adorar, podem apostar! E fica também a dica de bons presente de natal, para pais e filhos.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SORTEIO: ÚLTIMA CHAMADA!

Depois não digam que eu não avisei:

HOJE É O ÚLTIMO DIA PRA PARTICIPAR DO SORTEIO!

São dois cds superbacanas, dá uma olhada aqui ó!

Valem os comentários postados até hoje à meia-noite, tá?

domingo, 20 de novembro de 2011

MOMENTOS HISTÓRICOS (e update do sorteio)

- Mamãe, tô com sede, quelo água. 
E assim, sem mais nem menos, Caio finalmente aprendeu a falar corretamente uma das primeiras palavras que disse na vida: água. (Sem mais nem menos pra ele, né, que eu quase tive um treco, pedi pra ele repetir mil vezes e fiz a maior festa! #maedoida). Primeiro era "aua", depois virou "aba" e assim ficou. Teve uns "aga" no meio do caminho, mas o corrente era "aba", mesmo, ou sua versão no diminutivo, que eu amava, "abinha" - "mamãe, télo uma abinha", ele falava até outro dia... Coincidência ou não, esse momento histórico ocorreu exatamente no dia 15 de novembro, quando Nuno completou 6 meses de vida. 

E, por falar nisso, 6 meses de amamentação exclusiva e iniciamos a introdução dos alimentos na sexta. Nuno já provou banana e mamão e foi super bem, hoje já comeu tudo o que eu tinha amassado no pratinho. Completamente diferente da introdução do Caio, que quando completou 6 meses ainda não tinha dentes e nem ficava firminho sentado, e só foi comer mesmo lá pelo oitavo mês. Some-se a isso uma mãe MUITO ansiosa, e o processo demorou pra engrenar. Com Nuno, além dele já ter 3 DENTES (aaaaaa!) e já ficar firminho sentado com apoio, ele está se beneficiando por ter uma mãe já mais (D)escolada, bem menos ansiosa e que já sabe que cada criança (e cada fase) tem seu tempo. Das vantagens de ser o segundinho, né?

Bom demais ver os meninos crescendo, a gente comemora e tudo, mas, lá no fundinho, sempre resta um saudosismo, né? Ainda mais que sou canceriana, vixe, acho que vou ser aquelas mães que quando o filho sair de casa vai ficar rememorando cada passo... (meda!). Mas bom demais estar perto e poder curtir cada um desses momentos, e viva o blog que me ajuda a documentá-los para a posteridade (que, tomara, demore a chegar! rá!).

******************
Só  pra lembrar, tem SORTEIO rolando no blog, aqui ó. A data final era hoje, mas como é domingo, pé de cachimbo, achei melhor dar mais uns dias pra quem quiser participar: ficam valendo, então, os comentários que chegarem até o dia 22, terça feira, ok? E na quarta posto quem foram as duas sortudas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SORTEIO + DICAS: PRA QUEM CURTE UM (BOM) SOM COM OS FILHOTES

Caio é um menino musical. Gosta de  instrumentos os mais variados: pandeiro, gaita, flauta, violão, sanfona, tambor... Sim, eu sei, a maioria das crianças adora instrumentos. Mas parece que ele leva jeito pra coisa - e não é (só) papo de mãe babona: mais de um músico, ao vê-lo manusear um pandeiro, ou segurar um violão, já nos disse pra estimulá-lo, que ele "tem futuro". Ele também tem uma memória musical muito boa, decora letras e melodias das músicas rapidamente e gosta de se exibir com elas (mais recentemente ficou meio envergonhado - fases! - mas eu sempre me perguntava de onde vinha esse lado "aparecido" dele, já que eu e o pai somos meio low profile...)

Em casa, por enquanto, estimulamos como podemos: com instrumentos "de verdade" e de brinquedo à disposição, com brincadeiras "de banda" e afins e, principalmente, ouvindo muita música boa. Ainda que de uns tempos pra cá ele ande mais mergulhado no mundo dos super heróis, as brincadeiras e curtições musicais são sucesso garantido por aqui, seja batucando e tocando berimbau com o papai, seja cantando e dançando com a mamãe.

(E Nuno vai na onda! Há poucos dias ele foi introduzido ao pandeiro, e o sucesso foi absoluto!)

Daí que, pra celebrar os 3 anos de blog e as muitas amizades feitas por aqui, teremos um sorteio bem bacana e musical! Serão dois cds de músicos que o Caio adora (e nós também): diversão garantida pra pais e filhos.

Saca só:

BARBATUQUES - cd O SEGUINTE É ESSE

Barbatuques


Vocês conhecem o Barbatuques? E seus filhotes, conhecem?

Eu conheci o Barbatuques muito antes de ter filhos (o grupo já tem 15 anos de estrada) e, de cara, curti demais. Eu nunca tinha visto, nem ouvido nada parecido: como assim, música feita com o corpo? Fiquei realmente impressionada com a sonoridade que eles conseguem produzir a partir de várias partes do corpo, associando vocalizações a palmas, estalos com os dedos, batidas de pés, assobios... Percussão corporal é o nome do barato, e o Barbatuques é referência internacional no assunto.

Os shows do grupo são demais: eu já fui assisti-los quatro vezes, duas com Caio, e ele simplesmente PI-ROU. Porque além da música ser deliciosa, o grupo é extremamente cênico, os movimentos feitos com o corpo pra produzir os sons acontecem em total sintonia com os ritmos e melodias, é contangiante. No primeiro show deles que Caio assistiu, em plena praça pública em Bonito - MS, foi uma loucura: ele não conseguia ficar parado, ficou hipnotizado na frente do palco, dançando, tentando imitar os movimentos do grupo e olhando pra mim empolgado. O segundo foi no Sesc aqui em São Carlos e, com seus amiguinhos, a brincadeira foi ainda maior, porque no momento de interação do grupo com o público (eles sempre envolvem a platéia, é uma delícia) ele já conseguiu participar mais, tentando batucar em seu próprio corpo.

Caio é a prova de que, apesar das músicas e dos shows do grupo não serem voltados especificamente para as crianças, despertam nelas uma identificação imediata. É colocar um cd do grupo e a cria já sai logo dançando e querendo batucar! Nós já tínhamos o cd Corpo do Som (primeiro cd do grupo), e agora adquirimos O seguinte é esse (de 2005), que é o que vamos sortear aqui, e os dois estão nas paradas de sucesso do Caio e da família toda.

O cd O seguinte é esse, segundo o próprio grupo, registra o avanço na pesquisa da percussão corporal e da improvisação do Barbatuques. O resultado é uma combinação de percussão corporal e sonoridades regionais brasileiras (como o coco, por exemplo) a referências musicais variadas, como música eletrônica, percussão africana, hip-hop, flamenco, entre outras. E, o mais espantoso, é que tudo isso é possível explorando ao máximo os "corpos sonoros": além deles, o único instrumento musical utilizado é o  berimbau de boca, que se integra perfeitamente aos arranjos.

 
quem quiser uma palhinha, clique na imagem e ouça/veja uma das nossas preferidas nesse cd
Por fim, olha só que legal: sacando essa afinidade que o som deles produzia nas crianças (e, pelo fato de muitos dos integrantes terem virado pais), o grupo esse ano estreou seu primeiro espetáculo voltado especificamente ao público infantil! Tô doida pra ver com as crianças, torcendo pra eles virem pra cá! O espetáculo é o Tum Pá!, e pelo que fucei na net parece ser delicioso. E, para quem estiver em São Paulo, fica a dica: apresentação do Tum Pá!, dia 19/11, às 12hs, na inauguração do Sesc Santo Amaro. Delícia!



MARGARETH DAREZZO - cd CANTEIRO


Um dia eu entrei numa loja de brinquedos educativos e a música que estava tocando me conquistou: era o cd Canteiro, de Margareth Darezzo, recém-lancado. Pedi para a moça ir colocando outras faixas, peguei o cd nas mãos e não resisti: comprei um para mim (foi um dos primeiros cds do Caio, não lembro se estava grávida ou se com ele recém-nascido) e um para uma amiga grávida.

Desde então o cd vem acompanhando as várias fases do Caio (e agora também do Nuno) e, em cada momento, uma música é a preferida. A bola da vez para o Caio é a "Vida de Bicho", que cantamos infinitas vezes no banho ou no carro. E, para o Nuno, "Pode Relaxar" e "Banho Gostoso" embalam nosso cotidiano. As minhas preferidas desde sempre são "Peteca" e "Cor da Água". O fato é que todas as músicas são deliciosas, e inspiram a brincadeiras com o corpo, com palavras, com instrumentos...

Musicalmente, o cd é uma preciosidade, introduzindo as crianças a sonoridades e instrumentos variados. As 16 composições, criadas ao longo de mais de 20 anos como professora de iniciação musical para crianças, são todas de Margareth Darezzo, mestre em Educação Especial pela UFSCar e especialista em Psicologia Infantil. No cd, elas são apresentadas em arranjos de Pichu Borrelli e com a participação especial de Dominguinhos, Hugo Possolo, Edson Montenegro e outros artistas. Querem ter uma ideia da belezura? Aqui ó.

E esse ano, pra incrementar ainda mais o repertório de músicas e brincadeiras das crianças, a Margareth lançou o livro-brinquedo Canteiro (que também vem com um cd), com belas ilustrações da "criadeira" Roberta Asse e uma proposta bem legal de estimular e interagir com os pequenos. Eu ainda não comprei para os meninos, mas estou namorando: pelo pouco que vi já deu pra sentir que é de altíssimo nível, como o cd. Vale a pena também dar uma olhada na página do livro no site da editora, que tem até um suplemento em pdf preparado pela Margareth, com sugestões de utilização pedagógica do livro e das músicas.


E pra participar do sorteio?


É fácil! Além de curtir música com seus filhotes, basta deixar um comentário nesse post, com nome e email para contato, até dia 20/11. Não precisa ser seguidor do blog, mas se quiser, seja benvindo! Se quiser também compartilhar com a gente, nos comentários, a relação do seu filho com a música, ou como vocês curtem juntos, melhor ainda! 

(E, como eu tô por fora de facebook e twitter, a única forma de participar é aqui mesmo, e cada pessoa tem apenas uma chance. Mas, quem quiser divulgar nas redes, fique à vontade!)

O sorteio será realizado no dia 21/11 (serão dois sorteados, um por cd), e tentarei postar o resultado no dia mesmo, tá?

Então... boa sorte!



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

VOCÊ SOFRE POR "EXCESSO DE COMPETÊNCIA"?

Domingo à noite, num breve minuto de descanso, resolvi ligar a tv (tenho pânico de tv aos domingos, ainda mais que só tenho tv aberta, afe!). No meio de toda a porcaria, dei sorte de achar, na Cultura, a exibição do Café Filosófico com o Fabrício Carpinejar, cujo tema era incrível: "Reinvenção dos vínculos". Peguei o bonde andando, mas o programa dialogou em cheio com o que venho pensando e sentindo sobre relações familiares, conjugais, filhos, trabalho e cia. 

Eu já conhecia o Carpinejar pelos textos que ele publica na Revista Crescer, depois pelo blog dele. E curti muito sua abordagem do tema, pelo pouco que pude assistir. (Hoje vi que, quem quiser assistir na íntegra - eu quero! - dá pra ver pelo blog dele: http://carpinejar.blogspot.com/2011/11/cafe-filosofico.html)

Bom, além da dica, queria registrar um ponto em que ele tocou que ficou martelando na minha cabeça, que tem tudo a ver com o que postei (e vocês comentaram) aqui. Não é uma transcrição literal, mas um rascunho que fiz durante a própria exibição do programa, pra não esquecer. E achei que valia compartilhar com vocês, pra ver o que pensam do assunto:

"As mulheres sofrem por excesso de competência. (...) eu tenho pena delas. Elas não conseguem lidar com a incompetência. (...) Isso é uma coisa que nós poderíamos ensinar a elas."
anotação livre da fala de fabrício carpinejar, dom 06/11, no café filosófico.

Quem concorda, quem discorda? Vamos debater?

domingo, 6 de novembro de 2011

MAIS DE 3 ANOS DEPOIS...


... e eu, uma já experiente (!) aprendiz-de-mãe, mãe de segunda viagem, me vejo sofrendinho por deixar o filho mais velho passar um ou dois dias na casa da avó, que mora há vinte minutos de distância.

E aí, me interna ou me abraça?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

E NO FIM TUDO DÁ CERTO!


Demorei, mas tá valendo (né?): super obrigada pelo apoio moral, mulherada! Os incentivos funcionaram mesmo e, no fim, lembrei um pouco de cada uma que escreveu no outro post.

Como a Pri falou, realmente rolou o esquema “um(a) por todos e todos por um(a)”! A gente entrou numa sintonia e a semana fluiu melhor do que eu imaginava. E foi fundamental mesmo, viu Fer (do Pitos), ter o Caio como ajudante: ele incorporou o papel de corpo e alma, se sentiu super importante e foi muito cooperativo na maior parte do tempo. E olha que essa semana fizemos coleta para exame de fezes e um dos dias ele teve que ir bem mais cedo que o costume pra escola, pois tinha passeio (e de manhã, em geral, ele é mal humorado e birrentinho), e conseguimos fazer tudo direitinho.

Eu mentalizei que tinha que me organizar, e consegui programar horários e afins relativamente ok. Claro que me lembrei do que a Karen falou, e relaxei com alguns horários e rotinas, mas o esquema funcionou. Consegui até ir na academia levando Nuno comigo (bom tema pra outro post)!

Outra coisa que me lembrei  o tempo todo foi do toque da Flá: impressionante como a dinâmica da casa muda sem o Dani! E, realmente, tendo o carro disponível só para mim, e eu sendo a responsável por todas as funças do cotidiano, a coisa fluiu até melhor do que quando estamos os dois, e temos que negociar tudo o tempo todo. Mas criamos nossa rotininha a três, tendo como base nossa rotina tradicional, com escapadinhas pra um cineminha com pipoca na hora do jantar, mas nada muito grave... rá! (Mas que foi bom voltar pra nossa vidinha a quatro, ah, como foi...)

Sim, eu fiquei muito cansada. Um prego. Mas foi um cansaço bom, com uma sensação de dever cumprido. E, como não tinha marido pra conversar e namorar, encarei a bronca e dormi praticamente todos os dias junto com eles, inclusive no mesmo quarto (delicinha), pra facilitar as acordadas noturnas. Mas quando batia o cansaço mais pesado (em especial à noite, quando chega a hora do rush: banhos, janta, fazer dormir e tals), lembrava que a Paloma, guerreira, ficou 50 dias sem marido com as duas filhotas, e pensava que sou uma mera iniciante. Foi reconfortante!

E Fer (da Flor), eu consegui sim arrumar um tempinho pra ler os comments de vocês, e foi muito bom, como você pode perceber nesse post! Nine,  Ivana, Dani, Pati, Dany, Mãe ComCiência, Ananda, Gabriela, Thaty: todas as positive vibrations que também vocês mandaram foram uma alegria, mesmo!

Mas também contei com apoio real de duas amigas queridíssimas: uma que me chamou pra almoçar e foi delicioso (valeu, Bi!) e outra que veio com o filhote (melhor amigo do Caio) num fim de tarde em casa e, além de fazer companhia na janta, me ajudou com o banho dos filhotes. Contei também com nossa ajudante de casa, que foi companheira e quebrou alguns galhos durante o dia. Além disso, como a escolinha do Caio não teria aula na sexta (fato que só descobri na quinta), decidi ir mais cedo pra casa da vovó (já íamos curtir o finde por lá, pois a tia querida do Caio estava voltando de viagem), até que maridón chegasse. E foi ótimo, porque Caio dormiu umas noites com a vovó, o que facilitou bem as coisas.

Ou seja, no fim deu tudo certo! E eu fiquei orgulhosa de mim, e perdi o medo de passar temporadas mais longas sozinha com os meninos. Claro que, se eu estivesse trabalhando tudo seria mais difícil. Mas até nisso dei sorte, e na semana que Dani viajou minha orientadora do doutorado viajou também, e fiquei liberada da única atividade profissional que já voltei a fazer, e que me toma uma ou duas manhãs por semana.

Enfim, tudo isso pra dizer: obrigada mesmo mulherada, e vamos que vamos! É como diz o velho deitado: pariu mateus, que o embale! A gente sempre dá um jeitinho. Né?

domingo, 30 de outubro de 2011

INSPIRAÇÃO

Do alto dos seus três e poucos anos
me observa
e me conhece - talvez - melhor do que eu.
Me quer perto e longe ao mesmo tempo
(colo e asas, difícil equação!)
é carinhoso e ciumento
sabe rir e fazer rir
chora e faz chorar 
(de alegria e de culpa, porque não dizer?)
e me desafia - quase - o tempo todo.
Somos cúmplices de um jeito que nunca imaginei
parecidos em tantas coisas (algumas não tão boas)
e tão diferentes em tantas outras.
Um pedacinho de mim que virou pessoa
que não para de crescer e crescer e crescer
que a cada dia me surpreende e,
se eu me permito,
me ensina a não mais poder.
Me transformou em mãe
me modificou como filha
me melhorou como mulher
me chacoalhou como profissional.
E ainda tem apenas três e poucos anos
e temos tanto tanto tanto pela frente
que chega a doer se tento imaginar.
Melhor viver.