quinta-feira, 6 de outubro de 2011

MÃE X PROFISSIONAL: SERÁ?


Hoje cedo, ouvi de uma pessoa muito querida algo assim:

"Você precisa decidir se quer ser uma boa mãe, ou quer ser uma boa profissional. As duas coisas não tem jeito. Você pode até optar pelas duas, mas vai ser tudo meia boca: mãe meia boca e profissional meia boca."

Será? Eu acho que não é bem assim, mas não vou falar disso agora. Quero ouvir opiniões, o que pensam disso? 



23 comentários - clique aqui para comentar:

Fabiana Alvim disse...

Thaís, tava aqui pensando...

Não concordo, nem discordo. Explico.

A pessoa que falou isso partiu do princípio de que para ser uma boa profissional tem que ser daquelas que trabalha o tanto que precisar abdicando de família, alimentação, qualidade de vida... e aí, na boa, essa não deve nem casar pq vai ser mulher "meia boca".

Partindo desse conceito hiperbólico e transportando ele para o lado da maternidade... uma boa mãe seria aquela que está 100% disponível, disposta, alegre, atualizada de todas as questões infantis e realizada com a vida que leva.

Eu acredito no meio termo e não na meia boca, sabe?

A gente precisa saber equilibrar esses dois papéis (e quem dera fossem só esses dois, não?) e acho que é totalmente possível ser suficientemente boa como mãe e profissional (e esposa e filha e amiga e irmã e tia e vizinha...).

Acho que a questão levantada carrega uma subjetividade muito pessoal. O que é bom pra mim pode não ser pra vc. E certamente não será para @ autor@ da frase!rs

Beijos

MILENA MARES disse...

Eu consegui ser mãe e profissional,mas não é tarefa pra gente pequena não. Tem que ter força de vontade e muita persistência e poder contar com ajuda da família.....mas sempre fica uma coisa falhada... prefiro ser mãe
entra no meu blog
http://perfeicao4ever.blogspot.com/

Luana Honório Ferreira disse...

Olha concordo e não concordo! Veja bem, (como a pessoa do 1º comentario falou) é muito relativo o termo "ser boa" porque quem decidiu nao ter familia, nao ter filhos, nem marido e se dedica 100% ao trabalho, não necessariamente vai fazer um bom trabalho, e ao contrario tambem, não é porque a mãe largou emprego pra cuidar da cria, que significa que ela vai ser uma boa mãe! eu sinceramente acho que é humanamente impossivel, você ser otima em uma area e não tão boa nas outras, eu acho que todas estão relacionadas, se você esta mal no trabalho isso vai atrapalhar todas as outras areas, se você esta numa fase ruim em casa, isso vai atrapalhar todas as outras areas, então pensando nisso, não daria para escolher, porque independente da escolha, como uma coisa afeta a outra você seria ruim em tudo kkk (que confusão) aonde quero chegar: não é uma questão de escolher ser boa em o que, é uma questão de prioridade, você pode ser otima em tudo, mas se a prioridade é a familia, vez ou outro você vai ter que se abster do trabalho, se a prioridade é o trabalho, vez ou outro você vai se abster da familia, mas no geral as coisas serao balenceadas e você pode ser sim otima em ambas as funções (que na verdade existem bem mais que 2, como todas sabemos!) Ps: Essa é a fala de uma mãe que parou de trabalhar para ficar com a cria, então é certeza que não estou me projetando ou arrajando desculpas, etc...)

Lia disse...

Depois do comentário da Fabiana, tenho muito pouco a acrescentar.
Essa frase depende de um contexto. Eu me sinto exatamente assim: uma fraude. Uma fraude no trabalho, uma fraude em casa, como se eu tentasse fazer malabarismos com um monte de bolas que vão acabar caindo por todos os lados.
Mas tudo depende: da carga horária do trabalho; da idade das crianças (totalmente diferente vc trabalhar com uma criança de 4 meses ou de 4 anos); do quanto seu trabalho te consome emocionalmente; de como você consegue se organizar.
Enfim. Um dia pretendo ser boa profissional E boa mãe, mas no meu trabalho atual isso é impossível.

Dany disse...

Thaís, vou falar de mim pq é mais fácil. Eu não consigo trabalhar por 8h+tempo de trânsito e ser feliz na maternidade e nem no trabalho. Já tentei. Não consigo.
Como sou professora, faço meu horário de acordo com o de Caio. Ele estuda à tarde. Então, optei por trabalhar à tarde. De manhã, 2x na semana, ele faz curso de inglês. Sendo assim, resolvi pegar uma turminha no mesmo horário dele pra esperá-lo sair da aula. Pra minha sorte, peguei a turma dele e virei mãe-professora.
Como vc pode ver, não trabalho em nenhum horário em que ele não esteja estudando. Isso foi fundamental pra minha felicidade e tranquilidade.
Consigo ficar em casa com ele, ajudar no dever, brincar e por aí vai.
Mas, claro, sei que o mundo inteiro não é feito de mães que são professoras e podem escolher seus horários.
Vou acompanhar os comentários da galera pra ver como se resolve essa questão.
Beijocas!

Adèle disse...

Olá

Não sou mãe ainda, mas quando for, gostaria de poder dar atenção exclusiva aos meus filhos, pelo menos durante os primeiros 3/4 anos. Acho muito importante ter uma formação, pois isso abre os horizontes, mas às vezes fico me perguntando se eu daria mesmo conta de ser a mãe que quero ser tendo que trabalhar o dia todo... Agora, estou fazendo a formação de doula, e amo de paixão estudar tudo que é relacionado com gravidez, parto e pós-parto; na maior parte do tempo, nem sinto que estou "estudando". Talvez, com uma paixão tão grande pelo que eu faço, não seja tão difícil conciliar, mas mesmo assim, isso é um tema que me preocupa desde já. Vou seguir os comentários deste post.
Beijos

Nine disse...

Thais, muito boa essa sua pergunta, ainda mais porque veio bem na semana seguinte a minha viagem a trabalho em que eu me peguei pensando sobre isso diversas vezes!

Gostei muito do comentário da Fabiana, e acho que é por aí mesmo! Depende muito da sua realidade profissional, da carreira que você tem, das ambições profissionais que vc cultiva.

Eu, por exemplo, como servidora pública, estou 8 horas por dia no trabalho e ali tento dar conta do que eu preciso fazer, do que eu preciso ler, estudar, reunir. Se o trabalho fosse só isso, eu seria uma boa profissional, mas a verdade é que quando vc realiza um bom trabalho no serviço público vc passa a ser muito demandada, seja pelo chefe, seja por outras unidades que querem que vc dê cursos, treinamentos, seja por vc mesma que precisa continuar se especializando. Quando voltei da licença, pirei, porque não estava conseguindo nem uma coisa nem outra.

Quando mudei de cidade, desencanei das minhas ambiçoes profissionais (eu ainda as tenho, mas estou deixando de molho), sigo trabalhando, porém não crescendo, nem me especializando...assim consigo estar em casa com minha filha nas horas pós-trabalho e raramente sou demandada para cursos, palestras, reuniões fora de horário, projetos interessantes, mas que demandem muita dedicação.

Nesse meu ritmo, serei uma boa servidora, farei meu BEABA, cumprirei com minhas obrigações, mas não sairei disso...daqui anos estarei no mesmo lugar, entende?

Sob esse prisma, e considerando minhas ambições profissionais, eu me considero uma profissional meia boca...faço o básico, não devo nada para ninguém, mas se estivesse na iniciativa privada talvez figurasse nas listas de possíveis demissões num futuro corte de gastos, hehe

Priorizo a maternidade, não sei ao certo por quanto tempo.

Beijos,
Nine

Magaly disse...

Ôpa! Será que eu sei quem te falou isso? Rsrsrs
Olha, querida, no momento, estou meia boca mesmo, sobretudo no trabalho. Quanto aos filhotes, ficam na creche mais do que eu gostaria e mesmo assim sinto que não tenho tempo livre suficiente pra desenvolver um trabalho intelectual de forma dedicada, como deveria ser um doutorado. Tem dias que isso me incomoda mais, tem dias que me incomoda menos (e esses têm sido a maioria!). Então, se o doutorado ficar meia boca, paciência! Não me importo. Minhas ambições profissionais se reduziram MUITO depois da chegada do Miguel. Quero curtir as crianças, quero curtir ser mãe de criança, em todas as fases. No momento, entre virar professora da USP e poder ter tempo pra participar ativamente da infância deles, fico, sem dúvida, com a segunda opção! Se vou me acomodar profissionalmente num emprego meia boca, mas que me permita isso, melhor assim. É claro que alguém tem que sustentar a casa, mas aí, já basta um sem tempo pra nada, nem pros filhos. Ganhamos pouco, administramos dívidas eternas... e vamos levando. Eu, por enquanto, estou conseguindo viver sem crise em relação ao meu futuro profissional. Vamos ver até quando! Rá!
Beijo!

ana isabel disse...

Realmente acho que tem que definir o que é ser uma "boa mãe" ou "uma boa profissional". Uma "boa profissional" trabalha 12 horas por dia, mas ai não seria uma "boa mãe". Uma "boa mãe" pega o filho na creche se estiver com febre, mas daí não seria uma "boa profissional".
Será que não falta um pouco de respeito dos patrões/chefes pelas necessidades dos bebes/crianças? E isso vale para trabalhadores de ambos os sexos.
Eu pessoalmente acho que seria uma mae pior se não trabalhasse fora. Trabalhar me renova, talvez eu não tivesse tanta paciencia se ficasse com o meu filho o tempo todo. Admiro quem consegue, mas eu não consigo.

Ronize Aline disse...

Olha, depende de tanta coisa... Depende se o trabalho te exige demais da conta, depende se a criança te exige demais (a gente sabe que há muitas diferenças de comportamento, umas mais quietinhas, calminhas, agitadas, independentes, dependentes), mas, principalmente, de como você se sente. Eu, por exemplo, não consigo me imaginar sendo somente mãe, 24 horas por dia. Eu preciso me realizar profissionalmente (mas isso sou eu). Se eu não investisse na minha carreira, iria ficar frustrada, mau-humorada, e quem disse que isso me faria ser uma mãe melhor? Uma mãe de mau com a vida pode ser um bom exemplo pra qualquer filho? Não acredito. Mas conheço mães que se realizam plenamente sem trabalhar. Cada uma deve achar a sua felicidade... Beijocas
Ronize Aline
odonodalua.ronizealine.eti.br

Paloma, a mãe disse...

Concordo em parte, mas, como a Fabiana colocou muito bem, depende de tanta coisa.
Na minha área, eu não consigo ser boa em tudo. Eu virei assessora de imprensa (e não jornalista de redação) antes de engravidar porque já queria diminuir o ritmo. Meus colegas que ficaram nas redações, diriam que sou meia boca, que não aguento o tranco - e não aguento mesmo! Não quero mais isso para mim.
Eu acho que ser maravilhosa nas duas coisas é impossível. Aliás, em só uma também é. Nos falhamos muito, o tempo todo, por mais que queiramos acertar.
Para mim, o lance é escolher uma prioridade (a minha são as filhas) e baixar um pouco as expectativas quanto ao resto, sabe?
Quando eu parei de me cobrar de ser super profissional, super estudiosa, super tudo, fiquei melhor. Mas ainda me cobro muito, não sigo modelos, é uma cobrança interna (que é a pior delas, né?).
Beijos

Anônimo disse...

Desde que me casei já queria filhos... Isso só pôde acontecer agora, 6 anos depois. A ansiedade, a vontade, os planos, os meus pensamentos estão todos voltados a gestação, a sua chegada, eu optei por não trabalha, o desejo de ser mãe sempre foi muito mais forte e quero me dedicar de corpo e alma em tempo integral. Quero acompanhar e participar todos os dias de seu desenvolvimento, das suas fases.... Eu quero ser mãe, simplesmente mãe.

Ilana disse...

Radical, hein?
Eu acho que os níveis de exigência da pessoa que falou isso devem ser bem altos. Do tipo: para ser uma boa profissional precisa ser workaholic. Para ser boa mãe não pode desgrudar nem um segundo do filho.
Não deixa de ser uma opção de vida, mas eu ainda acho que existem várias possibilidades entre um e outro.
(e agora fui ler os outros comentários e vi várias pessoas já disseram isso. Que bom que não sou a única a pensar a ssim.)
Bjos.

Anne disse...

Meia bica significa imperfeito? Então essa pessoa tem super razão.
Eu sou uma mãe imperfeita e uma profissional imperfeita.
E tá muito bom assim.

Meia boca significa ruim? Então essa pessoa está enganada, e novamente eu sou exemplo. Acho q dá sim para fazer as duas coisas, muito bem obrigada. Mas nao à perfeição.

Mas nao é pq uma coisa elimina a outra. É só pq nao existe nada nada perfeito.

Bjo

Dani Garbellini disse...

Thaís, eu li o post nem tinha comentario, mas estava com pressa. Voltei hoje e tem tanto comentário bom que nem sobrou o que falar.

Eu concordo com a Fabi e outras na mesma linha, e assim como a Lia vivo sentindo que fico com um pé cada e outro lado, mas não sei se chegaria a me chamar de fraude. Ai!

E como a Nine sou servidora pública e faço meu trabalho direitinho. E só. Minha prioridade é meu filho. E ainda acho que deixo muito a desejar.

E como diz a Anne, sou imperfeita e tá muito bom assim. Não está ótimo, mas qual minha ambição? Cada vez menor e melhor!

Esse meu comentário que parece uma fraude. Ou plágio... hahaha

Beijos!

Ellen disse...

é dificil no inicio mas depois que os filhos vao crescendo fica melhor

Anna Kuhl, diga kil disse...

Oi Thaís,
Cheguei aqui no Aprendiz via Juliana Pfeifer ! Eu tô trabalhando aqui em Barão e outro dia, conversando com ela, me toquei que a amiga blogueira dela era a Thaís da Teia que eu conhecia! Como estamos numa profusão de grávidas aqui no Grupo, o achado veio em boa hora. E a questão que você coloca nesse post nos atravessa todos os dias, por aqui.
Bjão,
Anna

Anônimo disse...

Oi, eu acho que isso varia de pessoa pra pessoa. Cada um tem seus objetivos, suas prioridades. Eu tentei conciliar,mas não consegui. Eu via minha filha crescendo, e eu não tava participando do desenvolvimento dela, fiquei mal, e decidi ser mãe em tempo integral. E é isso que me faz bem.
Bjs

juliana disse...

Olá, Thaís,
Acompanho seu blog e não resisti a essa discussão. Tenho algumas amigas mães que não se preocupam com isso acham totalmente normal e assumem que trabalham e quando em casa se dedicam aos filhos, transformando quantidade em qualidade. Eu acredito que criança precisa de convivência, persistência, paciência e rotina.
Acho realmente que não tem jeito temos que fazer escolhas, e isso vem como um todo, faz parte do que estamos ensinando aos nossos filhos. No nosso caso em casa quem sempre abre mão para estar ou cuidar da nossa filha sou eu mas eu fiz essa opção. Por outro lado mesmo que em horários restritos(o que meu trabalho permitia enquanto horário) continuei saindo para trabalhar e continuar no meio profissional porque por enquanto nosso filhos são pequenos mas irão crescer e é importante terem uma referência não de mãe que abriu mão de tudo por eles o que pode ser até um peso mas de uma mãe dedicada ao todo que envolve seu crescimento e educação.
E como experiência de dia-a-dia confesso que a disponibilidade faz muita falta para tanto nas questões de aperfeiçoamento, leitura,encontro com outros profissionais, e mesmo na questão financeira.
Mas já vi muitas mulheres que logo depois destes primeiros anos mais restritos retomam o trabalho e conseguem dar conta do tempo que faltou. Afinal, motivação e força de vontade conseguimos todo dia olhando para os rostinhos dos pequenos!
Juliana

Marusia disse...

Oi, Thais,
concordo com a Fabiana, prefiro o meio termo. Acho que esta é uma questão muito particular, que só a mãe pode fazer para ela mesma. E a escolha que fizer deve ser respeitada. Fiz uma série de posts (http://maeperfeita.wordpress.com/2010/07/07/por-que-as-maes-querem-deixar-o-emprego-para-ficar-com-os-filhos-um-lado/) que fala sobre os preconceitos que cercam tanto uma decisão quanto a outra: tanto ficar em casa quanto sair para trabalhar. E é de lá que eu digo:
Eu escolhi ser profissional integral quando estou no trabalho (e meus filhos na escola); e ser mãe integral quando estou com eles.
Beijo grande!
Marusia

Anônimo disse...

Querida, eu só consegui ser boa nas duas coisas quando larguei o emprego e comecei a freelar. Com uma carga horária extenuante e ainda um tempo de deslocamento desumano numa cidade como São Paulo precisei fazer essa escolha. Hoje tenho uma escritório perto de casa no qual vou quando estou assoberbada. Quando está tudo zen ou quero mesmo ficar em casa, não vou. Mas é vida de freela, aquela incerteza e tendo que matar um leão por dia. Não me arrependo. Quando eles estiverem mais independentes pretendo investir na carreira acadêmica, aliás jea estou me preparando para isso...

Micheliny, Pacha Mama

Anônimo disse...

Ah, detalhe, raramente trabalho pela manhã ou à noite, horário em que os dois estão em casa. Assim, tudo o que tenho que fazer é render o máximo das 13h às 18h. Geralmente consigo. E não posso me queixar, acho que nas minhas escolhas sou privilegiada.
Micheliny, Pacha Mama

Dani disse...

Acredito que a gente consiga sim ser uma ótima mãe e excelente profissional. Afinal, quem mais consegue fazer mil coisas de uma só vez? Viajar a trabalho, ligar para saber dos filhos, voltar da viagem, passar no mercado para comprar a fralda certa, chegar em casa, brincar com os filhos, dar-lhes comida, mamadeira, banho, curtir o momento de antes de dormir e ir descansar.
Cuidar dos filhos de madrugada, acordar cedo (se dormiu depois) para ir trabalhar e tudo continua...

Nós conseguimos sim!

Beijos,
Dani.