sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O DIA EM QUE ENTENDI O QUE É SER MÃE






Dizem que a fase de acabamentos de uma obra pode por um casamento à prova. O meu parece ter sobrevivido (rá!), mas ainda ontem tivemos um nheco-nheco por conta da pintura. Mulher de tpm, marido esgotado, já viu. Estávamos na obra, resolvemos ir embora, peguei Caio no colo agitada. Fui colocá-lo na cadeirinha do carro e ele, que está numa nova fase da inércia, não queria ir embora, começou a fazer birra, se jogou para trás e... POW! Choro. Sangue. Mãe desesperada com a criança no colo. Pai desesperado pega a criança. Choro. Sangue.

Ainda consigo olhar o estrago: "ai, meu deus, acho que vai ter que dar ponto... Vamos correndo pro pronto-atendimento!" Pego Caio no colo, entro no carro, e coloco ele no peito pra acalmar (nessas horas fico ainda mais feliz por ele ainda mamar...). Em minutos estava tranquilo, fui estancando o sangue, mas ele sentia dor quando tocava o local. Dani me culpava, eu me culpava... "ele estava no meu colo"... "mas ele se jogou pra trás"... repetia pra mim mesma, atordoada. A dura realidade de não ser onipotente, onipresente, todapoderosa em relação a ele caía na minha cabeça. Eu chorava mais que ele.

Entrei no pronto atendimento com o filhote pendurado ao peito, enfermeira daqui, atendente de lá, colocamos ele numa cama, encharutaram ele num lençol para não mexer os bracinhos, limparam o ferimento. "Vai ter que dar ponto?" "Calma, mãe, o doutor já vem". Chega o tal doutor, é "daqueles", mal fala conosco, já vai ditando os procedimentos pras moças, percebo que vai dar ponto sim, começo a cantar pra distrair o pequeno, que apesar de tudo ainda consegue rir. Estou de frente pra ele, olhos nos olhos. O pai está ao lado, acariciando-o. De repente, o doutor enfia uma agulha no meio do corte, a cena vira slow motion, vejo a agulha entrando e injetando um líquido no ferimento, os olhinhos de terror do caio, o choro doído, a agulha preta e curva que crava o ponto, os olhinhos desesperados me fitando, o choro inconsolável, a mensagem implícita "mamãe, não deixa eles fazerem isso comigo!". Eu canto, digo que já vai acabar, que tudo vai ficar bem, seguro o choro tremendo na base, até que a enfermeira pergunta: "tá tudo bem, mãe? quer que eu vá aí?"Digo que não, e desabo a chorar, e logo me seguro de novo, eu e o pai nos olhamos, estamos em farrapos, o ponto tá dado, o curativo tosquíssimo é feito, arranco os lençóis e o pego no colo, instinto de bicho, saio da sala sem olhar pra ninguém, só pra ele, e largo com o pai (meu herói) a ingrata missão de resolver os procedimentos burocráticos, papéis, carteirinhas e ter que olhar pra cara daquele médico de gelo.

O pequeno chora sentido, se agarra a mim, pede pra mamar. Vamos em direção ao carro: "calma, filho, tá tudo bem, mamãe tá aqui, calma, respira, calma..." Ele se acalma. Mama. Mama. Mama. E eu o abraço e choro. Vamos pra casa, e enquanto ele mama cancelo o compromisso de trabalho que teria naquela noite (há uma semana comecei a dar aulas numa faculdade, e seria minha segunda aula) e no dia seguinte, pra ficar com ele. Ele mama e eu choro. Ele vai se animando, eu vou me acalmando. Então ele me olha, abaixa minha blusa, desce do meu colo e diz, como se nada tivesse acontecido: "mamãe, télo bincá. Vem!" O pai o chama para mostrar o curativo gigante no espelho, ele não se assusta, dizemos para não mexer, e ele não toca mais no local. Vamos brincar, jantamos, tomamos banho e hora de dormir. Tudo tranquilo para ele, uma noite como todas as outras. E eu, como da outra vez, desabo a chorar depois que ele dorme, me agarro ao pai, choro e soluço feito criança. Durante toda a noite permaneci meio passada, tive dificuldade pra dormir. Caio acorda algumas vezes de madrugada, mas volta a dormir rapidamente, não reclama de dor, apenas quer aconchego.

No dia seguinte, eu com a cara inchada de tanto chorar, o super-papai providencia o café, o filhote acorda de bom humor, lembra do dodói, aponta e pede: "dá bêjo, mamãe!" Eu dou, ele diz: "já paxô (passou)!" Eu rio, e admiro meu pequeno homenzinho, aprendo com ele, com sua capacidade de se alegrar e se divertir, com sua tolerância à dor, com sua facilidade de compreender as coisas. Penso que essa minha aventura materna está só começando. E sinto que minha mãe não esteja aqui pra me dar um beijo e dizer que "já passou", porque até agora ainda pesa em mim a culpa, ô bichinha pentelha...

* * * * * *
ps. de utilidade materna: jamais segure displicentemente um menininho na fase dos dois anos (também conhecida como "a terrível") enquanto tenta convencê-lo de fazer algo que ele não esteja muito a fim, porque ele pode se jogar para trás, para a frente, para os lados a qualquer momento, te pegando desprevinida e podendo bater em quinas, batentes, passantes, árvores ou mesmo na sua própria cabeça, podendo causar acidentes mais ou menos graves...

40 comentários - clique aqui para comentar:

Nina Fiuza disse...

Nossa menina, eu te entendo. Acho que toda mãe entende. Sentir culpa a gente sempre sente, mesmo se ele tivesse no colo do pai, pode acreditar. Lembrei demais da cena de um filme que chama KRAMER Vs. KRAMER. É muito antigo, com a Meryl Streep bem novinha. Tem uma cena em que dão ponto na testa do menino e o pai fica tentanto acalmá-lo. Quando eu assisti esse filme eu chorava feito louca nesta cena, porque sei bem o que sentia o pai do menininho do filme. Meus amigos solteiros não entenderam e acharam até meio bobo o filme fazer um drama por causa disso. Ah, mas a gente sabe...
Leia no meu blog o post anterior ao atual, chamado PARADOXO. Vc vai gostar e se identificar com o momento.
Força aí mamãe.
Beijocas e bom fim de semana.

Priscila Sant'Anna disse...

Thaís,

Lendo teu post pude sentir cada momento de aflição. A gente se sente mesmo a última das mulheres, em não poder ter poderes mágicos e transformar a situação nessas horas.

Passei por algo bem parecido no primeiro dia do ano e foi de amargar. Tinha que segurar a Bia com toda força, pq ela teve uma pancada muito forte na cabeça e precisamos fazer vários exames. Eu segurava e chorava junto com ela.

Ainda bem que nossos pequenos tem essa capacidade incrível de esquecer os momentos traumáticos e em seguida brincar como se nada tivesse acontecido. É mágico! No final das contas a gente é que continua com o coração apertadinho.

Mãe sofre, né? E no nosso desejo de proteger a cria, salvá-la de tudo e de todos, a gente se sente mal por não ter onipotência.. O jeito é aprender lidar com isso.

Espero que seu pequeno esteja bem e que o dodói cicatrize bem rápido.

Beijão para vocês!
Priscila e Beatriz

PS> Tô fazendo o sorteio de um livro lá no meu blog. Passa lá pra participar quando puderes!

Cynthia Santos disse...

Ai, amiga, chorei junto com você... mas graças a Deus tudo terminou bem, né? Arthur de vez em quando faz dessas, fica todo duro e se joga pra trás... já rendeu umas cabeçadas, mas nada grave, só susto e a mamãe aqui de coração na boca...cuidem-se!
Beijo grande!

Nova Vida disse...

Senti aqui...

Camila Bandeira disse...

Ai tadinha de você, com certeza doeu mais em você do que no Caio... Mas é isso mesmo, mãe sofre demais e essa culpa não larga a gente nunca, nunca. Graças a Deus acabou tudo bem!

Patrícia Pinheiro disse...

Meu deus! Sou uma mãe em aprendizado, nossa pequena completou 7 meses... lendo seu texto, senti seu desespero e me emocionei! Ainda bem que tudo acabou bem ;)

Dedinhos Lambuzados ! disse...

Mesmo depois de quase 18 anos ainda lembro do meu 1º "incidente materno": terrível !!! Dói mais na gente que neles...mas posso lhe afirmar que no 2º machucado a gente já está mais forte...Depois de muito tempo dá até pra contar dando risada, ainda bem !
Beijinhos em todos e boa recuperação ao pequeno ( em tempo: dar um pontinho é a melhor saída,viu ? )Com carinho, Mammy

Flavia disse...

Ai... Fiquei com o coração apertado.
Eu tambem fico perdida quando o João se machuca... Mas tô tentando eliminar a culpa do meu processo de eterno aprendizado de ser mãe.
Força aí!!! e melhoras rapidas pro Caio.

beijos

Giovana Gomes disse...

Nossa Thais, me emocionei muito com esse texto, enquanto lia ia imaginando a cena so que com o meu filhote, fiquei com o coração apertado e imagino sensação.

Ja passei por algo parecido, nada grave, mas o pouco de sangue que ja vi em meu pequeno me encomodou demais.

Nao se sinta culpada, essas coisas acontecem.... crianças são imprevisiveis.

Um beijo enorme
Gi, ahhhh estou te acompanhando ok?!?!

Letícia Volponi disse...

ai, menina, que susto! E como é dificil ser forte e segurar o choro, né?

Kelly disse...

Ai que dó, o coração da gente fica tão apertadinho quando acontecem esses acidentes....mas passa...
Deixei um selinho especial para você no meu blog...beijos

piscardeolhos disse...

Eita, e eu que chorei junto aqui?
Menina, nessas horas que faz diferença ter um profissional mais bacana, seja ele médico ou enfermeira...toda essa dor no peito e ainda por cima ter que lidar com um medico geladeira costurando seu filho é no minimo foda, fala aí?

Meury disse...

Olha! Chorei por vc tbm..... O meu menino só tem 2 meses.... e já me coloco no seu lugar. Vou colocar seu blog no meu blogroll. Abraço

Genis disse...

Fico imaginando qdo chegar minha vez... ai, tadinho....
Bjs.

Anônimo disse...

Thaís, imagina agora se o Caio tivesse levado quatro pontos e você estivesse a quilômetros de distância... Eu fui a vítima desse acontecimento. Quando tiver tempo, confere: http://www.coisademae.blog.br/?p=24

Quase morri.
Entendo perfeitamente sua dor!!!
Beijos. Chris.

Ninoca disse...

Oi Thais! Obrigada pelo recadinho! Guria, acabei de ler o seu post novo e quase chorei! Só quem tem filhos sabe a dor que a gente sente por vê-los com qualquer desconforto! Imagina um corte que precisa levar pontos! Mas mãe é assim mesmo, tem que ficar forte para cuidar dos pequenos! Depois a gente chora, chora, chora! Mas tente não se culpar pelo acidente, até porque com certeza virão outros, é a vida né? E valeu pela dica...a Ísis está "apenas" engatinhando, mas já é um perigo...imagina quando estiver na fase do Caio! Vou guardar o conselho! Muitos beijos para vcs e desejo melhoras para o Caio, que continua serelepe, pelo que vi nas fotos, mesmo com curativo na testa! Essas crianças são umas figurinhas!

Line Sena disse...

Sou uma mãe recém-nascida e ainda não passei por nada parecido...
Fico angustiada só de saber que um dia vou passar por situações dessas!

Melhoras para o Caio.


Line Sena
http://mamae-moderna.blogspot.com/

Paloma, a mãe disse...

Ô, gente, só li isso agora. Tadinhos dos três, além de todo o estresse da obra, mais essa. Ainda bem que já paxô!
Beijos

Avassaladora disse...

Sei bem como é isso, o meu quebrou o braço, e eu nem tinha o papai do lado, que estava viajando...
A gente traumatiza, eles nem lembram...

Ju Moraes disse...

Thaís, quando li o post chorei que nem criança. Fiquei imaginando o seu sofrimento ao ver o seu filhote sentindo dor e não poder fazer nada para aliviar. Fiquei aliviada em ver que no final tudo ficou bem! Ele tem uma cara muito fofa e sapeca!!
Se um dia tiver um tempinho e quiser fazer uma visitinha lá no bloguito, será bem vinda! Eu add vc, ok?!
Um grande abraço
Ju
Construção Total

fénix renascida disse...

Tenho duas filhas: ainda assim acho úteis todos os conselhos que apanho aqui e ali... se bem que, muitas vezes, sabemos o que fazer, mas, na hora H, passa ao lado!Sobretudo se estivermos com a TPM...
É ou não é verdade?

Acabei de chegar a este blog.
Sou uma mãe portuguesa que foi separada, por ordem judicial, da filha mais velha, de uma anterior relação (ela vive com o pai e a família paterna). Isto porque apanhei um juíz que era claramente defensor da "igualdade entre progenitores", ou coisa assim.
Esse juíz considerou um capricho a vontade expressa da minha filha de ficar comigo!!!
Mas apesar de separadas, consegui estreitar a minha relação com ela (tenho-a comigo nas férias). Atrevo-me a dizer que está mais próxima de mim do que do resto da família!

fénix renascida disse...

É certo que o ser humano é bem mais complexo do que qualquer outro animal. Por conseguinte, a sua forma de se relacionar com os outros é igualmente mais complexa. Mas o ser humano não difere assim tanto das restantes espécies, e o seu comportamento tem raízes ancestrais.

Não podemos estar mais longe da verdade quando se fala em preconceito e discriminação social em relação aos homens enquanto pais. Porque não se trata de uma cultura desajustada, mas de uma cultura profundamente enraizada num saber que nos aproxima da Natureza.

Ora eu acredito que, pelo facto de impôr ao outro um limite à sua liberdade de escolha (o de poder constituir uma nova família, e habitar onde convenha não apenas a si próprio mas à sua nova família), transgredindo um direito constitucional de todo o cidadão, a guarda conjunta ou alternada poderá, de forma alguma, fazer desaparecer este fenómeno. Antes pelo contrário: irá agravar a "Síndrome da Alienação Parental".


Porque a um progenitor é dada uma difícil escolha: permanecer com o filho e não ter vida própria, ou seguir em frente... mas sem o filho.
Pode alguém ser feliz assim? Pode um filho ser feliz ao lado de progenitores que não o são?

Parece-nos que nenhuma solução que se imponha como obrigação poderá surtir o efeito desejado.Não se faz com gosto aquilo que nos é imposto.

Parece-nos também que punir tais situações -sobretudo se a forma de punir é retirar os filhos ao que agiu mal e atribuir a guarda ao outro progenitor- só serve para as acentuar, não para as atenuar. Há, sim, que prevenir e encontrar outras soluções que desencoragem este tipo de comportamento.


Nós até podíamos fazer uma petição para que toda a criança tivesse o nome de família da mãe. Afinal é ela -isto é, nós- quem cumpre a parte principal em todo o processo, ao gerar, dar à luz e amamentar o filho. E é ela quem, ainda hoje, surge como figura primária, pois que a ela cabe, quase exclusivamente, os cuidados diários e boa parte da educação dos filhos.

Não seria justo?
Mas para quê perder tempo com uma questão de somenos importância? Para nós, trata-se da uma forma de reconhecer o outro como progenitor, dando-lhe o destaque que merece.

Nós apenas pedimos que nos deixem ser mães.
E não, eu não sou retrógrada! Eu sou simplesmente mãe!

Queremos um direito que é nosso. Mas não a todo o custo.
Porque há mães que não merecem ser consideradas como tal! Mães que nos fazem corar de vergonha e indignação!
Nestes casos, e tão somente nestes, a guarda deve ser atribuída ao pai (se este for merecedor, claro).

Eu peço o direito de ser mãe para aquelas de nós que o são, de facto!

Pelo exposto, julgo que haverá que encontrar novas soluções.
A melhor de todas é, a meu ver, aquela que mais nos aproxima da nossa natureza, e dos restantes seres vivos que comunguem dois progenitores.


Sigamos as leis naturais.


O tempo não se faz em horas, nem em dias. É uma perda de tempo reclamar justiça, pedindo o gozo, por igual, de dias ou horas com os nossos filhos. O tempo é o Amor e Dedicação que lhes damos. Cresce em qualidade.

É isso que importa.


No superior interesse da criança!










Os signatários

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
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Tenho outras duas petições:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300 (para que o Estado Português apoie -financeiramente, e não só- todas as mães que queiram ficar em casa a cuidar dos filhos, nos seus primeiros anos de vida).

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N134 (pelos deficientes).
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Obviamente, estas petições destinam-se aos portugueses, dentro e fora do país. Mas o assunto também interessa a outras mães. Também elas podem protestar, fazendo uma petição no seu país!

Sugiro a leitura da entrevista a Martin Dufresne: EM NOME DOS FILHOS, OU "O RETORNO DA LEI DO PAI!"

Um abraço:)

fénix renascida disse...

Fiz circular aqui em Portugal esta petição, que já conseguiu ultrapassar o número de assinaturas da petição a favor da "igualdade":

PETIÇÃO PELA SALVAGUARDA DOS DIREITOS NATURAIS DE UMA MÃE!



Destinatário: Assembleia da República



"As piores coisas são sempre feitas com as melhores intenções" Óscar Wilde



É na qualidade de mãe que vive separada da filha (contra vontade, saliente-se, não só minha mas também dela) e de alguém que também suportou a experiência de viver separada de ambos os pais que venho apresentar a Vossa Excelência a presente petição.

Pela minha própria vivência posso dizer, com toda a certeza, de que pior do que estar sem um pai é viver sem uma mãe, e que não há nada pior para uma mãe de que viver afastada de um filho. Tal como sucede na Natureza, em que as crias dificilmente sobrevivem quando separadas da progenitora, e esta tudo faz para as recuperar.

Aliás, a minha petição -que, estou certa, contará com vozes igualmente favoráveis, sendo que algumas poderão partir de homens- rege-se, unicamente, pelas Leis da Natureza.Leis que esperamos ver cumpridas, por serem leis de enorme sabedoria. É da Natureza que retiramos todo o nosso melhor saber e um conhecimento de nós-próprios. Nós somos uma criação da Natureza. Somos parte integrante dela.


Soubessemos nós agir em consonância com as demais espécies, e não seríamos o ser mais desprezível e degradante que existe à face da Terra. Porventura não somos nós responsáveis pelas alterações nefastas que verificamos ao nosso redor?

Entendemos que a Petição pela Igualdade entre ambos os Progenitores não tem razão de ser. Cada um cumpre o seu papel. Assim é na Natureza. O papel de uma mãe, como o de qualquer outra progenitora, é cuidar das crias e zelar pela sua segurança e o seu bem-estar.


Eu entendo -e não serei, acredito, a única- que muito pouco mudou que faça acreditar que a mãe já não cumpre devidamente o seu papel. Antes pelo contrário. Cumpre-o, hoje, melhor do que nunca, assumindo o papel de cuidar do lar e dos filhos (uma tarefa que continua a ser feminina, como podemos constatar nos anúncios publicitários) e de contribuir para o sustento da família.


É insustentável acreditar que a guarda conjunta ou alternada irá acabar com a chamada "Alienação Parental"
Estamos conscientes de que o problema existe. E de que é sobre a mãe, que é quem detém a guarda, que recai as suspeitas de tal comportamento. Ora -sabemo-lo bem- este comportamento tanto parte do progenitor guardião como daquele que não detém a guarda.


Se muitas vezes uma mãe usa os filhos para atingir o outro progenitor, buscando formas de os distanciar, em muitos outros casos -senão na maioria- os seus actos refletem um comportamento animal. À semelhança das restantes espécies,a mãe, sentindo-se ameaçada na sua função de progenitora, reage instintivamente de forma agressiva, afastando todo e qualquer "intruso", inclusive o progenitor (o macho). É um comportamento ancestral que demonstra a nossa verdadeira natureza.

fénix renascida disse...

Convido-vos a visitar o meu blog FILHO PARIDO NA DOR, FILHO CRIADO COM AMOR! Tenho no facebook, e também bo hi5, um grupo sob o mesmo nome.
Já agora, convido-vos a visitar os meus outros blogs e grupos (no hi5)
Bjs:)

Cristina João disse...

Oi Thaís,
Tava com saudades e vim te ver!! A gente corre tanto que mal consegue visitar nossas amigas né??
Sofri junto com esse post, é difícil mesmo não vir na nossa cabeça a idéia de que deveríamos ter feito melhor, é o tal extinto materno que insiste em achar que pode tudo e quase sempre pode mesmo! Acidentes, aprendi a duras penas, as vezes não dá pra evitar mas o que a gente consegue aliviar o sofrimento desses pequenos com nossa segurança, carinho e amor diz tudo! Foi o que você fez amiga!!
Lá no RECOMADRES tem um post que conta uma história minha bem parecida com essa (Pressentimentos e Premunições), passa lá e confere.
P.S.: Reforma é mesmo uma prova de fogo para qualquer casamento, parece que tudo que o "pedreiro" faz de errado é culpa nossa, afinal nós deveríamos ter visto!Mas a gente passa por isso também!

Beijocas,
Cris João.

Mari Hessel disse...

Olá Thais! Acabo de conhecer o blog e... me acabei de rir, chorar, me identificar... Adorei! Voltarei mais vezes com certeza!
Acredito que poderemos ter muitas coisas em comum, muitas experiencias pra trocar, afinal, ambas temos pequenos meninos na "fase dos terríveis 2 anos".

Aparece lá no Mundo do Pedro para nos conhecer melhor.

beijinhos,
Mari e Pedrinho

http://mariepe.blogspot.com

Mãe aprendiz disse...

Acho que a maioria das mães passa por algo assim, mas só de ler eu chorei e meu pequeno que está com 1 aninho ja faz isso, se joga para frente trás ... e que cabeça dura eles tem viu,rssss Graças a Deus foi mais o susto. E acho que toda mãe chora pq sentimentos a mesma dor deles.... Beijosss

Mari disse...

Thaís do céu! Não consigo nem segurar a Alice na hora da vacina sem ficar em frangalhos, imagina numa situação dessas? Gosto nem de pensar!
Espero que o Caio já esteja novinho em folha - e sem curativo tosco na testa!
Beijo!

Ana 'Carô' Siqueira disse...

Olá!Achei seu blog numa pesquisa de livro para bebes e lendo seu post, chorei. Minha pequena esta completando 1 ano amanha e nunca passei por isso.. nem sei se espero nao passar, pq criança é criança.. cai toda hora, bate aqui e lá. Adorei seu blog, vou seguir!
O meu, em fase de desenvolvimento ainda pesdebisnaguinha.blogspot.com

Beijos!

Jacke Gense disse...

Que situação... filho nesta fase é uma delícia, tirando essas peripécias... mais saiba que isso acontece nas melhores famílias..rs

Bjao

Mãe do Pitoco disse...

Thais, que dó! Que vontade de abraçar o Caio e dar um monte de beijinhos para sarar logo. tadinho!

E sua experiência já virou lição aqui em casa, porque Pitoco tb está com mania de se jogar para trás quando é contrariado, então agora a gente segura com as duas mãos quando começa o show.

Depois dá notícias dele de novo, tá? Beijocas

Mãe do Pitoco disse...

Tha, sobre sua pergunta lá no blog... bem, foi uma resposta a todos que vêm se metendo em minha vida ultimanente sem que eu dê o menor espaço para isso. E isso tá rolando tanto na vida real quanto na virtual, e achei que seria de bom tom fazer um post para "situar" possíveis futuros língua solta. hehehe

Beijocas em vcs dois e, mais uma vez, espero que Caio esteja melhor. Dê notícias.

Tatiana Vegi disse...

Meu nome é Tatiana Vegi e tenho um site feminino de Dicas para o sucesso das Mulheres, a Sintaliga (http://www.sintaliga.com.br ).

Temos um espaço especial para divulgarmos Blogs de interesses Femininos, a nossa lista já tem mais de 800 Blogs cadastrados.
Gostaria de convidá-la(o) para divulgar o seu Blog na Sintaliga.

Para entrar na lista de Blogs Femininos da Sintaliga é super simples.

Basta fazer o seu cadastro http://www.sintaliga.com.br/dicas-para-mulheres_cadastre-se depois fazer o seu login (e-mail+senha) e então acessar o link ‘Divulgue seu Blog” http://www.sintaliga.com.br/dicas-para-mulheres_divulgar-blog preencha as informações e clique em Salvar. Pronto! Seu Blog já estará Sintaligado.

Será uma honra poder contar com o seu Blog na nossa lista de Blogs Femininos.

Beijos e Obrigada

Tat Vegi
sintaliga@sintaliga.com.br
www.sintaliga.com.br/dicas-para-mulheres

Patrícia Boudakian disse...

Saudades de vc. Melhoras pro pequeno. beijo

Luciana Onofre disse...

Convite para o Dia sem Carne:

http://sementeperegrina.blogspot.com/2010/03/dia-sin-carne.html


Luciana Onofre

JULIANA disse...

Ai que doeu meu coração esse post! vou alí beber agua e volto já.
Espero que vcs estejam todos bem!

Bia Mello disse...

Nossa, nao deu pra ler sem chorar...
Ser mae nestes momentos nao eh mole nao. O Victor tomou as primeiras vacinas na perninha e o choro dele parecia que tava me resgando por dentro. Na semana que vem ele completa 4 meses de vida e na consulta, mais vacinas. Ja to sofrendo desde ja. Meu marido brinca e diz que eh melhor EU tomar o Tilenol antes de irmos para a consulta, ao inves de dar pro Victor(pra evitar a dorzinha, sabe?)
Mas seu pitoco eh a coisa mais fofa do mundo, te consolando, super forte!
Beijinhos neste fofo e um grande pra vc!

micheliny verunschk disse...

Flor, quando nasce uma mãe, nasce também uma culpa, já dizia o primeiro pediatra da Nina. Acho que somos todas assim, culpadas, choronas, mas ao mesmo tempo muito fortes também. Se eu pudesse sentiria até as picadas de mosquito no lugar da Nina e do Theo. Mas a vida não deixa, né? Importante é ter bom humor e nervos de aço pra suportar todos os dodóis deles kkkkkkkk

beijocas!

vemcaluisa disse...

Oi Thais, tudo bem? Muito legal o teu blog, cheguei aqui atraves da Roberta (piscar de olhos) e lendo o teu post tava ate chorando junto menina.... doi mesmo ne! Minha filha Luisa esta com 4 meses e outro dia eu nao coloquei direito o velcro do rolinho pra ela nao ficar se virando tanto na cama (ela ja se vira toda, o rolo na verdade nao esta servindo de nada...) e nao eh que ela arranhou bem do ladinho do olho com a parte dura do velcro?!!! ficou super vermelho e eu me senti super culpada, uma mae desnaturada que obviamente tinha que ter visto que nao estava bem colocado, ai ai, doeu mesmo, mais em mim do que nela eu acho, que pegou no sono logo em seguida.
Por sorte o vermelhao foi embora logo e eu aos poucos consegui parar de me culpar!!
Boa sorte na casa nove. beijos, Andrea

Mamãe caprichosa disse...

Tadinho....sempre tem a primeira vez!! A gente fica com o coreção na mão....
Abs
Carla
http://mamaecaprichosa.blogspot.com