sexta-feira, 23 de setembro de 2011

RELATO DO PARTO DE CAIO - PARTE 2

[continuando...]

A reta final e a decisão pelo parto domiciliar

Na volta da viagem a Salvador, já entrando no terceiro trimestre, começamos a pensar com mais detalhes sobre como queríamos - e poderíamos - fazer o parto. Apesar do parto domiciliar já me passar pela cabeça, como disse, o parto hospitalar ainda era a primeira opção, tanto por medo do marido, quanto pela questão financeira e, principalmente, pelo fato de todos os profissionais que eu sabia que atendiam esse tipo de parto no Estado serem da cidade de São Paulo (ou seja, teriam que viajar cerca de 3hs até aqui).

Resolvemos fazer uma visita à maternidade e à casa de saúde, os dois locais onde se realizam partos na cidade. A visita à maternidade foi um pesadelo: o ambiente hospitalar branco e frio, uma enfermeira despreparada e um discurso pronto de apresentação do local para quem já está com a cesárea agendada. A todo tempo precisávamos interromper e perguntar: “mas, e se for parto normal? Nós queremos fazer parto normal!!” Muitas vezes ficamos sem resposta, ou apenas com um vago: “se você conseguir normal, é um pouco diferente, mas não muito”. E só. Saímos de lá emputecidos, chocados diante daquela apresentação de uma verdadeira “linha de produção” de cesáreas eletivas.

A visita à casa de saúde foi um pouco melhor (ou menos pior), já que o local era pouco procurado, por não ter alguns equipamentos (como o cardiotoco) e não ter a UTI neonatal, e o ambiente era um pouco mais acolhedor, com menos cara de hospital (porque, além do pavor que sinto de hospital, por associá-lo diretamente a doença, falta de saúde, procedimentos invasivos, funcionários burocratizados, em geral o ambiente hospitalar é extremamente inóspito, e eu, inclusive por ser arquiteta, acho que os espaços interferem diretamente nas práticas e relações sociais: assim, se o espaço era melhor, se eu pudesse escolher entre os dois ambientes, ficaria com a casa de saúde).

Só que, como mencionei antes, a Dra. Carla daquela época (porque hoje ela é outra médica, muito mais incrível: que o diga seu lindo blog, Parir é Natural) não dispensava o cardiotoco, e a casa de saúde não tinha o equipamento. Buscamos nos informar também sobre hospitais da região – Araraquara, Rio Claro e mesmo Ribeirão. Sobre esta última cidade, ficamos sabendo que a situação era pior que aqui; em Araraquara, a Gota de Leite, maternidade que desenvolvia um projeto minimamente “humanizado”, havia sido fechada. Mas, através de uma amiga grávida soubemos que o hospital da Unimed em Rio Claro tinha um quarto próximo a um PPP, inclusive com uma cama que permitia partos na vertical. Sondamos a possibilidade de termos nosso filho lá, atendidos pela Dra. Carla, mas isso não era possível devido a burocracias da Unimed. Ou seja, o cerco estava se fechando, o terceiro trimestre avançava e eu ainda não sabia onde parir.

Nesse meio tempo, um casal de amigos teve um parto domiciliar em Campinas e o maravilhamento deles quando fomos visitá-los, o desejo de falar do parto, de compartilhar o que tinham vivenciado conosco nos tocou profundamente. Era muito diferente de tudo que havíamos acompanhado nos partos de amigos até então, nunca ninguém tinha nos falado da experiência do parto daquela forma. Depois, tivemos a oportunidade de assistir ao vídeo do parto desse casal, e ficamos encantados. Era daquela forma que queríamos que nosso filho nascesse, com certeza, e aquilo já não parecia tão distante e absurdo, não era coisa de filme gringo, tinha acontecido com “gente como a gente”.

Além disso, eu, viciada que estava em relatos de parto, comecei a buscar mais e mais relatos de partos domiciliares (sempre eram os que mais me emocionavam!), até que encontrei um que foi decisivo na nossa escolha: o relato da médica GO Cátia Chuba, de seu VBAC domiciliar. Nesse relato ela enfatizava muito o processo de tomada de decisão dela e, principalmente, do marido: foi a gota d´água para que Dani embarcasse na ideia comigo, e começássemos a pensar mais seriamente na possibilidade de ter nosso bebê em casa.

Assim, a reta final foi se aproximando e o desejo de ter nosso filho em casa foi crescendo. Mas ainda tínhamos dois problemas para resolver: com quem fazer o parto, já que havíamos sondado a Dra Carla e ela disse que não toparia fazer em casa (hoje em dia ela faz!), e como viabilizar recursos para isso, já que nossa grana estava bem curta e as notícias dos custos do parto domiciliar daquele casal de amigos estava totalmente fora do nosso alcance (eles fizeram com GO e neonato, além da doula). A Vânia foi fundamental nesse momento: ela nos encorajou, dizendo que com uma parteira o custo seria menor e que certamente seria possível negociar valores e condições de pagamento, nos passando contatos e nos informando também sobre a Jamile, enfermeira obstetra da cidade que, ao que tudo indicava, começaria a fazer partos domiciliares na região.

Fiz um primeiro contato com a Dra. Betina, médica que tinha realizado o parto daquele casal de amigos, e ela foi super receptiva, mas teríamos que fazer algumas consultas em SP e, com a barriga que eu estava, me desanimei um pouco. Também fiz contato com a pediatra Ana Paula Caldas, pra saber sobre o parto domiciliar dela e obter o contato da parteira Vilma Nishi, e ela também me encorajou muito. Por fim, entrei em contato com Vilma, que também foi muito atenciosa, mas disse que estava com muitos partos no mesmo período do meu, e não gostaria de arriscar. Mas aí ela me disse que estava sabendo de uma parteira daqui, que estava decidida a fazer partos domiciliares, a Jamile! Falamos com Vânia, que confirmou a notícia, dizendo inclusive que Jamile já estava com um PD programado em Ribeirão Preto. Foi a melhor notícia do dia!

Assim, nossos contatos com Jamile começaram na segunda quinzena de fevereiro. Apesar dela ainda não ter realizado nenhum parto domiciliar até então (o primeiro estava previsto para pouco antes do meu), ela tinha uma vasta experiência em acompanhamento de partos normais (tinha sido enfermeira-chefe da maternidade), nós tivemos muita empatia com ela logo de cara, os valores cabiam no nosso bolso (e ela foi super maleável conosco) e, o melhor, ela era de São Carlos, poderíamos nos encontrar com tranquilidade até a data do parto. Alguns encontros depois e estávamos definitivamente decididos pelo Parto Domiciliar.

Essa decisão só se reforçou quando ocorreu o segundo episódio que poderia ter me tirado do caminho do parto que eu desejava. Eu estava com a defesa do mestrado marcada para 26 de março (quando eu completaria 37 semanas!), e teria uma consulta com Dra. Carla no dia 28. Entretanto, uma paciente havia parido e, com isso, um horário havia liberado no dia 25 de manhã, e minha consulta foi reagendada. Mal sabia eu o que me esperava para aquele dia!

Durante o exame de rotina, Dra. Carla fez um exame de toque e, sem me consultar, realizou um descolamento de membranas, para “incentivar” o trabalho de parto, dando início à dilatação. Na hora fiquei meio passada, não entendi o que tinha acontecido, mas depois, conversando com Dani e com Vânia, fiquei muito brava, pois, além de ser uma intervenção desnecessária, comecei a sentir contrações diferentes das que vinha tendo até então, um pouco mais doloridas, e eu estava às vésperas da minha defesa de mestrado! Além disso, achei um absurdo ela ter feito isso sem me consultar, sem nem sequer perguntar se eu queria, sem nem sequer me informar que ia fazer. Simplesmente foi lá, e fez.

Em seguida, ao auscultar os batimentos do bebê, ela percebeu alguma alteração e ficou um pouco apreensiva. Como eu estava às voltas com a apresentação para a defesa, e fui para a consulta com o estômago um pouco vazio (era perto da hora do almoço), ela me pediu para comer algo e ir até a maternidade para realizar uma cardiotocografia, para termos certeza de que tudo estava bem. Fiquei muito angustiada, em primeiro lugar pelo bebê e, em segundo, pois diversas amigas que pretendiam ter parto normal acabaram em cesáreas justamente após esse bendito exame. “Sofrimento fetal”, o diagnóstico fatal.

Eu e Dani saímos tensos do consultório, passamos numa lanchonete pra comer algo e seguimos pra maternidade. Fui encaminhada para um quarto, e uma enfermeira me conectou ao cardiotoco. Três pessoas diferentes (2 enfermeiras e um médico) vieram monitorar o aparelho, e cada uma delas falava uma coisa sobre os resultados. Após um tempo, uma das enfermeiras veio e deu aquela terrível buzinada na minha barriga. Depois de um tempo, o médico veio e, não confiando no exame da enfermeira, deu mais uma buzinada e, depois, outra ainda. Meu bebê, coitado, imagine o susto que não levou... 3 buzinadas de uma vez!!!

Mas o pior ainda estava por vir: o médico olhou o exame, disse que o bebê tinha tido uma leve alteração nos batimentos, mas nada significativo. Fiquei bem aliviada. Só que a enfermeira que veio me liberar e entrar em contato com a Dra. Carla, já tinha uma opinião diferente, de que as coisas não estavam tão bem. Ela me disse que tinha falado com a Dra., e que era pra eu ficar internada pra fazer um ultrassom. Entrei em pânico: me internar naquele hospital, sem falar diretamente com minha médica, com 37 semanas de gravidez, às vésperas da minha defesa? Olhei para o Dani, e nem precisei dizer nada: ele, até que elegantemente para os seus padrões (rá!), disse à enfermeira que não iríamos internar, que iríamos sair, almoçar, falar com nossa médica e, se fosse o caso, voltaríamos após o almoço (até porque ninguém merece almoço de hospital!!).

Dani foi fundamental nesse momento, me acalmou demais. Eu liguei para a doula, que também foi perfeita, ao me dizer: “Thaís, o que você está sentindo? O bebê está mexendo? Você está se sentindo bem? Você sente que o bebê está bem? Vai almoçar, se acalme, e tente falar com a Jamile, ela sim pode fazer uma avaliação profissional da situação”. Foi exatamente o que fiz. Almoçamos num lugar legal, me acalmei, liguei pra Jamile, que foi incrível: se dispôs a ir até minha casa olhar o resultado do exame, para me dar um parecer mais concreto. A essa altura a preparação da apresentação para a defesa do mestrado já tinha ido pro saco, e eu já começava a ter a dimensão da transformação que a maternidade traria para minha vida. Primeiro o bem estar do meu filho, depois todo o resto.

Logo depois do almoço Jamile foi até minha casa, me examinou, analisou o resultado do exame e me tranquilizou, dizendo que o cardiotoco é um equipamento muito controverso, que dá muito falso positivo. E, mais: feito da forma que foi, com 3 buzinadas consecutivas, o resultado se tornava menos confiável ainda. Ela interpretou o pedido de internação da Dra. Carla como uma tentativa de averiguar rapidamente a situação, através de um ultrassom, já que, se eu fosse realizar fora da maternidade, dificilmente conseguiria agendar para o mesmo dia, a menos que a Dra Carla conversasse em alguma clínica.

Ela estava certa: quando finalmente consegui falar com a Dra. Carla, ela confirmou que a ideia era essa, que sem o pedido de internação eu não conseguiria realizar a ultra. Perguntei se ela não poderia interceder em alguma clínica e ela disse que não, mas que ela considerava imprescindível que eu realizasse um ultrassom naquele dia, fosse na clínica ou na maternidade. Liguei na maternidade pra saber se eu ainda conseguiria fazer lá, caso me internasse, e soube que eu teria que passar a noite lá, para fazer a ultra no dia seguinte. Nas clínicas, nenhum horário.

E mais uma vez Jamile entrou em cena: disse que, apesar de considerar que estava tudo bem, eu deveria fazer o ultrassom para poder ir tranquila para a defesa. Ela ligou pessoalmente numa clínica, intercedendo por mim, e acabou conseguindo a consulta para o fim daquele dia. Bom, pra encurtar a história, já que esse relato tá parecendo um livro, desencanei da apresentação pra defesa (decidi fazer na cara e na coragem, sem powerpoint e o escambau), fiz a ultra quase nove horas da noite e, CLARO, estava tudo ÓTIMO comigo e com o bebê. Tudo na mais santa paz. UFA, de novo.

Mestrado defendido com louvor, contrações e piadinhas da banca (que, thanks god, era toda composta de mulheres e todas mães!), e no fim da semana fizemos aquela que seria a última consulta com a Dra. Carla. Logo de cara coloquei minhas questões quanto àquela intervenção e ela, super atenciosa como sempre, me ouviu atentamente, disse que nunca havia ocorrido a ela perguntar à paciente antes, já que ela considerava aquilo uma “intervenção de rotina” para a parturiente que desejava parto normal, pois “aceleraria” o TP, e se desculpou ao final. Além disso, nessa consulta ela me perguntou se eu queria que fizesse um novo toque, para verificar a dilatação, eu disse que não, e ela respeitou.

Também conversamos sobre a confusão do cardiotoco e, ao ver o exame (que até então ela não tinha visto, só ouvido falar pela enfermeira da maternidade) ela chegou à mesma conclusão que a Jamile, com um adendo de que eu tinha “dado azar” de pegar uma equipe ruim na maternidade, porque existiriam outros profissionais melhores lá, e ela tinha ficado desconfiada do resultado também por conta disso (já pensou parir lá e dar esse “azar”? Nem morta). Mas, novamente, me fazendo rever todos os meus conceitos sobre a suposta onipotência médica, ela me pediu desculpas, disse que estava numa semana atribulada, e que tinha havido uma falha em nossa comunicação, que ela poderia ter deixado as coisas mais claras para mim, de modo que eu não me assustasse com o pedido de internação, e mesmo pudesse optar por ir fazer a ultra em outro lugar. Achei essa atitude dela fantástica.        
                                                                                                         
Nessa mesma consulta, ela ainda ponderou, dizendo que nossas expectativas em relação ao parto eram altas, e que ela sabia das limitações da maternidade daqui (e que todo esse ocorrido era apenas uma amostra da situação). Disse também que ela, como médica, nessas condições, não conseguiria nos dar o parto que tanto desejávamos, e sugeriu que devíamos fazer mesmo com a Jamile, que ela confiava nela de olhos fechados, que certamente não teríamos problema. Mas, pra fechar com chave de ouro, ainda se colocou à disposição para ficar na retaguarda, caso precisássemos ir para a maternidade. Fiquei muito feliz com esse desfecho, e tive certeza de que tinha escolhido a médica certa, apesar dos percalços que tivemos no caminho.

Depois dessa história toda, eu já estava entrando na 38ª semana, me encontrando e/ou conversando por telefone frequentemente com Jamile e com Vânia, continuando minhas práticas de yoga e hidroginástica, e finalizando todos os preparativos para a chegada do bebê. Nessa reta final, fizemos - eu, Dani e Vânia - uma oficina com Katrina, minha professora de yoga, para conhecer e experimentar posições de alívio para o TP, e isso foi bem legal para irmos “entrando no clima” (em especial para Dani sacar a importância do seu papel na hora do TP) e também para nos sintonizarmos ainda mais com a doula.

Desde que havíamos tomado a decisão, vínhamos tentando conversar sobre parto domiciliar com pessoas de nossas famílias e com amigos, mas a receptividade sempre era muito ruim, e acabamos decidindo não contar a ninguém sobre nossa escolha: somente quem sabia, além dos envolvidos diretamente, eram nossa GO, minha homeopata (que já havia me receitado gotinhas PPP – rá! -  que foram fundamentais!!), a Rosa (minha amiga e prima do Dani) e a Ana, a amiga que tinha tido o PD em Campinas. Se, por um lado, isso era um pouco angustiante, por outro, não queríamos interferências indesejadas, palpites e energia negativa sobre nossa decisão.

A partir de então, passei a ter aquela sensação de que o trabalho de parto poderia se iniciar a qualquer momento, mas nem tive tempo de ficar ansiosa com isso...

9 comentários - clique aqui para comentar:

Dani Garbellini disse...

Thaís, a partir daqui tudo bem diferente de mim. hahaha
É que eu comecei a namorar o PD já no primeiro trimestre, no ínicio do segundo já comecei consulta com parteiras. Nunca fui nem conhecer maternidade.
Admiro muito quem consegue mudar tudo assim, na reta final. E quando a gente quer mesmo, a sorte fica do nosso lado, né? Afinal, a Jamile começar a fazer PD justamente naquele momento, foi perfeito!
Lendo os procedimentos da Dra. Carla, que eu acompanho pelo blog, fiquei também um pouquinho mais esperançosa de atrair novos profissionais, apesar do Cremesp... Ô dureza!
Flor, estou adorando conhecer sua história. A parte 3 vem amanhã?
E depois ainda tem o parto do Nuno, né? Eba! Post bom que não acaba mais!!!
Beijoca, flor!

Mariana - viciados em colo disse...

thais,
li a abertura, e as duas primeiras partes numa sentada só e estou muito curiosa com o que está por vir.
adoro ler relatos e este está com gostinho especial de muita sorte, sua decisão dá sinais de mudanças em várias pessoas ao redor...
beijoca
mari

viciadosemcolo.blogspt.com

Ivna Pinna disse...

Oi Thais, passei pra conhecer o blog, e já tô achando fantátisco! Realmente é difícil conseguir PD, por tudo que envolve, e tbm contar com o apoio das pessoas que estão ao nosso redor!
Aqui, esse tipo de parto ainda é muito raro, por ser "desconhecido" das pessoas.
Eu tive PN, e muiiita gente, muita gente mesmo, me chamava de louca acredita? Que eu deveria fazer uma cesárea, porque era melhor!
Vou voltar aqui pra saber o desfecho dessa história linda!
Te linkei viu!

Bjs

Paloma, a mãe disse...

Thaís, que demais.
Foi por causa deste exame (cardiotocografia) que a Ciça nasceu no dia 21 de fevereiro e não no dia 25, 28, 29 (ops!).
Tá, eu era medrosa e burrinha, queria cesárea, mas eu queria entrar em TP. O exame não deixou.
E seu relato só me fez ter a certeza de que, se a Clarice ficasse mais duas semanas na barriga, eu teria tido um TP. A gente já estava indo por este caminho, principalmente quando, na 37a. semana ela ficou cefálica. Foi uma pena eu não ter encontrado um bom acompanhamento com GOs em BSB, mesmo a "humanizada" que faz PD foi bem escrota comigo, para dizer o mínimo. E, no dia que entrei em TP, estava indo conhecer a terceira parteira (duas tinham recusado) para o PD. Mas a bolsa estourou e a GO, embora gente boa, disse que não esperaria mais de 12h para começar o TP. E lá fui eu para a acupuntura para acelerar. E o acupunturista errou em estimular um lugar que não precisava, e Clarice era pequena demais e deitou. Enfim, uma série de errinhos que seriam evitados se eu tivesse a tranquilidade de ficar em casa e esperar pelo meu tempo.
E não pretendo ter um terceiro filho só para parir, ou seja, não vou mais vivenciar isso. Por isso me emociono com estes relatos de vcs.
Beijos

Rô! - @robertarez disse...

Adorando o relato! *.*

Magaly disse...

Tha, que legal ler seu relato!
Vou me lembrando de tudo junto com vc, porque, apesar da nossa proximidade, toda essa sua decisão pelo parto natural não era muito clara pra mim... realmente, eu devia fazer parte dos (99,9% de) amigos "hostis" ao PD!
Mas, me lembro bem da sua aflição na véspera da defesa, embora não soubesse que a Jamile já estava na jogada!
Me lembro que tudo o que acontecia com vc na gravidez do Caio me instigava, mas ainda era tudo muito estranho!
Incrível a firmeza de vcs pra enfrentar o sogro médico, que além de médico é duro na queda. Já não bastassem as dificuldades "operacionais", a desconfiança da família e dos amigos é de matar... mas, ainda bem que a gente muda, amadurece, entende.
Cada mulher que deseja um parto natural tem uma trajetória para conquistá-lo e, na minha, vc teve um papel fundamental, vc sabe disso.
Beijo grande!

Sarah disse...

Tô seo fôlego aqui! Quantos percalços que poderiam ter mudado o rumo dessa história... E que bom que uma série de outros contribuíram para que o caminho fosse aquele que vcs ecolheram!
Parte 3, parte 3!
bjos!

Silvia Rosa disse...

Eu tb sabia do PD!!!!! Td bem que fiquei sabendo só meio de véspera, né... nao confiou hein.... Mas tb to adorando ler tudo com tantos detalhes! E vejo como meu caminho já foi beeeeeem mais fácil e tranquilo desde o inicio! E vc tambem me ajudou muito para que fosse assim!
bjs!
PS - Tb tive que fazer o cardiotoco muuitas vezes durante as 24 hs de bolsa rota com 34 sem., mas sem NENHUM stress nem meu nem da equipe da maternidade... e sem buzina! (coisa estranha! rs)

Silvia Rosa disse...

Ahhh, coloca a parte 3 hoje, vai!!!!