quinta-feira, 6 de agosto de 2009

PEQUENOS RELATOS


Entre os emails que recebi para esta semana de blogagens coletivas sobre a amamentação, alguns não eram propriamente dicas, e sim "mini-relatos" das experiências de algumas leitoras queridas aqui do Aprendiz de Mãe. Então, hoje, vou postá-los de forma agrupada, para que dialoguem entre si...


:: MINI RELATO DA DANY, MÃE DO CAIO

A Dany foi mãe bem cedo (seu filhote - xará do meu - já tem 6 anos!), e teve que enfrentar muitos palpiteiros de plantão, como ela conta nesse mini relato. Com a palavra, Dany:

Bom, tenho um pouquinho para falar sobre amamentação, sim. Eu poderia dar mil dicas, mas as dicas encontramos na internet, nas revistas e etc. Vou contar um pouquinho como foi a minha experiência. Eu fui mãe bem novinha, aos 20 anos de idade, e todos achavam que eu teria dificuldade para "me virar" como mãe. Então, tive meu baby (Caio) e na maternidade comecei a amamentar. Eu não sabia muito o que fazer com aquele bebezinho pequenininho olhando para mim. A enfermeira, com toda a paciência do mundo, me ensinou a colocar o Caio na posição correta, a estimular a amamentação, não deixar ele dormir até que mamasse o suficiente. Na maternidade, eu me sentia segura por causa das enfermeiras. Em casa não foi diferente. O instinto maternal aparece! Incrível! O Caio mamava toda hora. Meus seios doeram um pouco sim, mas nada insuportável. Não faltou gente querendo "tacar mamadeira" no meu filho. "Ih, você é maluca! Dá uma mamadeira que ele vai dormir a noite toda!", "Complementa com mamadeira", "Leite de peito não sustenta". Ouvi tantas pessoas do contra, mas resisti bravamente. Amamentei meu bebê só no peito até os 4 meses. Ele nunca ficou com fome (conhecemos isso pela carinha de felicidade), a amamentação só fez crescer o vínculo mamãe-bebê, não gastei dinheiro com aquelas marcas de leite carérrimas, o leite estava sempre "pronto" (nada de ter que ir pra cozinha no meio da noite) e eu me sentia uma mãe muito completa alimentando a minha cria. Além do mais, eu sabia que estava ajudando meu filho na prevenção de várias doenças porque o leite materno contém todas as vitaminas que o bebê precisa. O que as pessoas precisam acreditar é que não existe leite fraco! Ele é produzido na medida certa com os "ingredientes" certos para o bebê. A amamentação é uma experiência muito gratificante e é lindo! Meu filho hoje tem 6 anos e o dia que eu tiver outro filho, farei tudo novamente.

Beijocas!!!
E viva a amamentação!!!


:: MINI RELATO DA VAL, MÃE DO ARTHUR

A Val, mãe do reizinho mais arteiro do pedaço, falou um pouco sobre a importância de persistir na amamentação, mesmo quando a vontade é de desistir. Com a palavra, Val:

Acho fundamental a amamentação, principalmente se ela puder ser exclusiva até os seis meses. O meu relato, não sei se é bem uma dica, é só um aviso para as mães de primeira viagem como eu sou: NÃO DESISTAM NUNCA e USEM SUTIÃ.

Ouvi muitas dicas antes do meu filho nascer. Umas interessantes, outras nem tanto. Não usei pomada preventiva, como me disseram, nem dei banho de sol nos meus seios. Pura displicência, eu sei, mas tive a sorte de meus seios não racharem. Agora, a dor que a gente sente nos primeiros dias é quase
insuportável. Pensei em desistir, em dar o leite artificial até a dor passar, mas minha mãe insistia bastante e eu continuei firme, pensando no bem que estava fazendo ao meu bebê. Se, depois que a gente tem um filho, tudo que fazemos é em prol dele, a amamentação também é. Só por ele, continuei. Só pela saúde dele, não parei. Ele, sozinho, por vontade própria, aos onze meses, quis deixar de amamentar meu momento exclusivo com ele. E eu sofri com esse desmame muito mais que ele.


:: MINI RELATO DA JAQUE, MÃE DE MAIS UM CAIO!

A Jaque mora na Austrália, e o relato dela é permeado por essa experiência de amamentar um filho naquele país. Entre outras coisas, ela fala sobre a importância de relaxar e ter confiança no nosso corpo. Com a palavra, Jaque:

Oi Thaís... Nossa, agosto parecia estar tão longe, mas aqui estamos!!! E a primeira semana de agosto é a semana mundial de aleitamento materno como você já disse. Então aqui vão minhas dicas/experiências.

Sei que é fácil falar - difícil fazer, mas acho que um bom conselho para mamães que estão começando ou vão começar a amamentar é relaxar. Lembre-se que tanto você quanto seu bebê estão aprendendo.


Pra mim amamentar não foi tão difícil, o
Caio nasceu quase um profissional em mamar e a parteira me ajudou bastante me dando várias dicas e um livrinho com perguntas frequentes e suas respectivas respostas, além de me apoiar psicologicamente.

Eu adoro ler e por isso quando estava grávida li vários livros sobre o assunto. Com a tecnologia de hoje em dia, você pode achar muitos artigos úteis online, o problema é que muitas vezes um artigo contradiz o outro e você não sabe no que acreditar. Nesse caso, escolha um site de confiança. Outro meio de tirar dúvidas é escrever suas perguntas e levá-las nas consultas com seu médico (escreva pra ter certeza de que não esqueceu nenhuma das perguntas, você sabe como o tal dos hormônios bagunçam nossa memória quando estamos grávidas/amamentando).


Aqui na Austrália muitas mães preferem dar aquele leite em pó para bebês ao invés de amamentar. Eu nunca entenderei porque elas não amamentam. Quando eu descobri que estava grávida, decidi que iria amamentar. É um dos presentes mais preciosos uma mãe pode dar. Algumas pessoas dizem que não conseguem (têm dificuldades), ou que não querem essa responsabilidade, ou simplesmente pensam que seios são nada mais do que objeto sexual. Amamentar não é sempre fácil, principalmente no começo, mas acho que nossos bebês merecem ser amamentados.

Eu nunca tive nenhu
m problema sério, a única coisa é que meus seios são grandes e quando meu leite chegou (uns 3 dias depois do Caio ter nascido) eles estavam tão pesados que eu mal podia levantar, minhas costas doíam e parecia que eu ia cair pra frente com o peso. O importante é que mesmo com as dificuldades iniciais você nunca desista. Acredito que a maioria das mulheres pode amamentar e os médicos têm muitos recursos para ajudar, se você tiver problemas.

Um dos desafios para algumas pessoas quando começam a amamentar é o fato de que o nosso até então "privado" peito vira um "objeto público". No começo eu tinha vergonha de amamentar em público, mas depois de um tempo percebi que não tem nada de mais, é natural! Se todo mundo come, bebe em lugares públicos, por
que meu bebê não poderia?? E amamentar é tão conveniente, não temos que nos preocupar em comprar ou esquentar leite. O melhor de tudo, meu bebê recebe todos os nutrientes necessários em um "produto" feito especialmente pra ele.

Na foto está meu Caiozinho, ainda no hospital, com 3 dias
de vida mamando.

3 comentários - clique aqui para comentar:

Val disse...

Quanta honra aparecer aqui, mas diante de tantas palavras bonitas e tantos relatos e dicas especiais, fiquei com vergonha do meu e escrevi mais um pouquinho no meu blog. Bjos

Jaque Macpherson disse...

Nossa, quando li o relato da Dani, parecia que eu mesma escrevi. Alem de meu filho se chamar Caio, tambem fui mãe aos 20 anos e todo mundo veio dar palpite. Thaís, obrigada por me dar um espacinho aqui, que honra!!
Bom trabalho com a SMAM! =D

Thaís Rosa disse...

Val, querida, não viaja!!! Seu mini relato é super bacana porque fala da persistência, do apoio, da importância de não desistir da amamentação.

Jaque, vc viu, mais Caios por aí!! Que louco tantas coincidências com a Dani, né!

A vocês três, que colaboraram lindamente com este bloguinho na SMAM, meu SUPER OBRIGADA, viu!

beijocas