as fotos já são um pouco antigas, mas a bagunça continua...
Mamãe dando comidinha pro filhote, que está num divertido (e sujismundo) aprendizado de comer sozinho com a colher e o garfo (imposto aos pais por ele mesmo, afe!). Comeu, comeu, comeu e, antes de acabar o prato, começou a virar a cara e falar: "não té maich" (não quero mais). Mamãe insistiu mais um pouco, viu que não ia virar nada, e começou a comer o restinho, já que ainda não tinha jantado e estava faminta. Na segunda colherada, o filhote aponta para a geladeira e fala: "ovo". A mãe: "ovo, filho?" E ele: "ovo". "É filho, o ovo tá na geladeira". "Té ovo". A mãe não acredita: "você quer ovo, filho?" Ele: "té".
Ela duvida, pergunta mais umas trezentas vezes, e resolve testar: pega um ovo na geladeira, pega a frigideira, vai narrando tudo para o filhote, em tom quase ameaçador: "a mamãe vai fazer ovinho pra você, quero ver você comer, hein!" (oh culpa!, mas foi mais rápido que seu eu-mãe-educativamente-correta...). Ah, no que ela abriu a geladeira, o filhote viu tomatinhos-cereja e pediu, apontando: "té, té". Mamãe pica dois tomatinhos e coloca na bandejinha dele. Enquanto ele se lambuza com os tomatinhos, ela faz um ovinho mexido delícia, que fica super amarelo em razão do ovo ser caipira. Coloca no prato, mostra ao filhote: os olhinhos dele saltam ao ver o mexidão amarelo, ele quer por a mão, mas está quente. Mais um tomatinho-cereja enquanto o ovinho esfria. Mexidinho no ponto, o restinho da comida que a mãe quase traçou vai junto nas colheradas, e o pequeno come uma pratada e tanto. E mamãe medita: mais do que necessidades, os pequenos tem desejos e vontades próprias; quando compreendemos e aprendemos a ouvi-los, não necessariamente através de palavras, tudo fica beeeem mais simples e divertido.