domingo, 25 de outubro de 2009

TCHAU, RUANDA...





Filho, hoje foi um dia esquisito. Você talvez não tenha percebido muito bem o que aconteceu, mas a mamãe e o papai terminaram esse domingo com um aperto no peito... É que hoje uma de nossas cachorras que você tanto adora, a Ruanda (também conhecida como Pêta), morreu...

Ela já estava velhinha e doente quando você nasceu (o papai tinha ela desde que entrou na faculdade!), mas brincalhona como ela era, vocês puderam se divertir juntos algumas poucas vezes, embora ela desconfiasse um pouco de você...

Vamos sentir saudades... mas você ainda tem a Taipa para brincar e dar muito carinho! E com certeza, outros bichos de estimação ainda farão parte de sua vida, já que você gosta tanto deles!

Agora, só nos resta falar: "Tchau, Pêta!" E a mamãe vai chorar mais um pouquinho pra aliviar o peito antes de dormir...


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PROCURANDO LUCIANA


Divulgando um pouco atrasada, mas nunca é tarde nesses casos (ainda mais considerando que tenho leitoras da cidade de Araraquara - prestem atenção, meninas!): Luciana Gonzaga Lopes, de 26 anos, era estudande de pedagogia na Unesp de Araraquara e, há pouco mais de 1 ano, teve um bebê e foi abandonada pelo pai da criança. Com depressão pós-parto, retornou para a casa dos pais em Jundiaí, de onde foi embora no dia 1º de junho deste ano, levando apenas a roupa do corpo e alguns remédios. Desde então ela está desaparecida.

Sua irmã, Milene (amiga da futura mamãe
Lia) na tentativa de obter qualquer notícia sobre o paradeiro de Luciana, criou o blog Procurando Luciana, onde conta a história do desaparecimento, divulga algumas fotos e telefones para contato, e acaba, de forma indireta, por ajudar a difundir um assunto tão mistificado (e grave) quanto a depressão pós-parto. Muitas mulheres passam por isso (ou pelo baby blues, muitas vezes confundido com a depressão), e nem sempre são diagnosticadas ou tratadas adequadamente. O apoio da família, nesses casos é fundamental, mas nem sempre resolve, como o caso de Luciana torna explícito.

Então, gente, quem puder, ajude a divulgar o blog
Procurando Luciana e a busca da família dela, que, apesar de agoniada, não perdeu as esperanças. Especialmente vocês, meninas araraquarenses, dêem uma olhada no blog, de repente vocês conhecem a Luciana, o ex-marido, ou alguém que possa ter notícias dela... E divulguem por aí também.

domingo, 18 de outubro de 2009

EMPODERAMENTO INDIVIDUAL E COLETIVO


A Flávia falou aqui sobre o poder que nossa rede materna na net tem. A Roberta mandou uma Carta ao Prefeito do Rio que está circulando na blogosfera materna e ganhando força pra fazer algo acontecer. As Mamíferas estão sempre contando histórias de empoderamento de gestantes e mães, e das transformações promovidas por elas mundo afora. E eu queria compartilhar com vocês um pedacinho da minha própria história de empoderamento, e das consequências mais amplas que ela tem tido, copiando aqui um email que recebi esta semana da obstetra que acompanhou toda minha gravidez, e que, ao final das contas (como eu conto no meu relato de parto que está quase pronto, mas não acaba nunca) não realizou o parto do Caio, que foi feito em casa com uma enfermeira parteira muito querida, inclusive amiga dela (quem quiser saber um pouquinho do meu parto, minha doula fez um relato AQUI).

A decisão de parir em casa foi tomada quase de última hora, mas de forma bem tranquila e, de certa forma, compartilhada com a obstetra, que concluiu, em uma das últimas consultas antes do nascimento do Caio, que os limites dela, como médica, e do que ela podia fazer na estrutura da maternidade em São Carlos, estavam muito aquém das minhas expectativas em relação ao parto, e que ela não queria me frustrar. Mas se colocou à minha total disposição caso fosse necessário irmos para o hospital, o que me deu ainda mais segurança na minha decisão.

Estou contando tudo isso porque, há uma semana, minha doula, minha parteira, minha obstetra e uma outra doula iniciaram o Grupo de Apoio ao Parto Natural de São Carlos. Dá para imaginar como fiquei radiante, né? Minha doula havia comentado comigo que estava trabalhando bastante em conjunto com minha obstetra, que ela estava bem mudada, e que ela dizia que tinha mudado depois de acompanhar uma gestante que havia questionado alguns procedimentos considerados "padrão" (no caso, euzinha aqui!!). Fiquei super feliz com a notícia, claro, mas nada comparado ao que senti quando recebi esse email dela, que compartilho aqui por dois motivos: para registrá-lo nesse meu cantinho de memórias da gravidez, do parto e dos aprendizados como mãe, e, principalmente, para atestar que nosso poder de transformação do mundo que nos cerca é enorme, e às vezes não nos damos conta. E que se, sozinhos, eu e Dani pudemos mexer alguma coisa dentro dela que a estimulou a mobilizar-se pela humanização do parto numa cidade em que o índice de cesárias chega a 98% na rede privada, imagine nós, mais todos os outros casais que têm buscado essa mudança por aqui, somados a esse Grupo que acaba de se iniciar... A transformação será certeira, não tenho dúvidas. E isso me empodera ainda mais.

Thais

Bom ouvir notícias suas!
Vc talvez não saiba, mas o acompanhamento da sua gestação foi um "turning point" para mim. Todas as coisas desagradáveis que aconteceram com vc (desencontro de informações, atendimento inadequado na maternidade, procedimentos desnecessários...) foram responsáveis pela minha reflexão sobre a prática profissional e minha entrada no mundo da humanização.
Sua gestação foi, para mim, um grande aprendizado.

Nossos encontros serão quinzenais, já vou colocar vc na minha lista de email para encaminhar as datas. Sua experiência com certeza motivará outras mulheres.

Um beijo grande


SORTEIO PASSAPORTE DA LEITURA


Promessa é dívida: hoje temos o resultado do sorteio do Passaporte da Leitura + Cd promocional com música Brincar de Ler, do Palavra Cantada, ambos frutos do belo trabalho de incentivo à leitura no país promovido pelo Instituto Ecofuturo.

Como o outro sorteio que fiz por aqui, e seguindo outras blogueiras mais escoladas do que eu, fiz o sorteio pelo site random.org: selecionei os comentários válidos, que foram 10, e lancei no programinha que eles disponibilizam na homepage. E o resultado foi esse, ó:


A sortuda da vez foi a Cynthia, mamãe do fofo Arthur e dos blogs Eu e Eu e Balde, Areia e Balanço, e a primeira a comentar no post, êêêêê!!!! (dessa vez você passou longe, Lia... mas também, ia ser sorte demais, né, ia até parecer marmelada...rá!)

E quem não ganhou nem aqui, nem nos outros sorteios que rolaram blogosfera afora, não fiquem triste, não: vocês podem baixar o Passaporte, gratuitamente, AQUI. No fim das contas, o que mais importa são as dicas bacanas que ele contém, e que estão disponíveis na rede para todos que quiserem se informar sobre como introduzir os filhotes ao universo da leitura!! Aproveitem!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

DESEJO, NECESSIDADE, VONTADE



as fotos já são um pouco antigas, mas a bagunça continua...

Mamãe dando comidinha pro filhote, que está num divertido (e sujismundo) aprendizado de comer sozinho com a colher e o garfo (imposto aos pais por ele mesmo, afe!). Comeu, comeu, comeu e, antes de acabar o prato, começou a virar a cara e falar: "não té maich" (não quero mais). Mamãe insistiu mais um pouco, viu que não ia virar nada, e começou a comer o restinho, já que ainda não tinha jantado e estava faminta. Na segunda colherada, o filhote aponta para a geladeira e fala: "ovo". A mãe: "ovo, filho?" E ele: "ovo". "É filho, o ovo tá na geladeira". "Té ovo". A mãe não acredita: "você quer ovo, filho?" Ele: "té".

Ela duvida, pergunta mais umas trezentas vezes, e resolve testar: pega um ovo na geladeira, pega a frigideira, vai narrando tudo para o filhote, em tom quase ameaçador: "a mamãe vai fazer ovinho pra você, quero ver você comer, hein!" (oh culpa!, mas foi mais rápido que seu eu-mãe-educativamente-correta...). Ah, no que ela abriu a geladeira, o filhote viu tomatinhos-cereja e pediu, apontando: "té, té". Mamãe pica dois tomatinhos e coloca na bandejinha dele. Enquanto ele se lambuza com os tomatinhos, ela faz um ovinho mexido delícia, que fica super amarelo em razão do ovo ser caipira. Coloca no prato, mostra ao filhote: os olhinhos dele saltam ao ver o mexidão amarelo, ele quer por a mão, mas está quente. Mais um tomatinho-cereja enquanto o ovinho esfria. Mexidinho no ponto, o restinho da comida que a mãe quase traçou vai junto nas colheradas, e o pequeno come uma pratada e tanto. E mamãe medita: mais do que necessidades, os pequenos tem desejos e vontades próprias; quando compreendemos e aprendemos a ouvi-los, não necessariamente através de palavras, tudo fica beeeem mais simples e divertido.