Passei
a 38ª semana praticamente toda na rua, dirigindo pra lá e pra cá, andando pra
baixo e pra cima atrás de tudo que faltava para completar enxoval, quartinho e
cia. Na sexta feira (dia 04/04), estava no trânsito quando senti umas
contrações um pouco mais doloridas, mas nada que me chamasse muito a atenção
(afinal, eu já vinha sentindo contrações há pelo menos umas 3 ou 4 semanas e,
desde o descolamento de membranas, elas eram levemente doloridinhas).
Ao longo desse dia tive mais algumas pontadas dessas, mas nem tchuns.
Minha
irmã e meu cunhado tinham acabado de voltar de uma viagem para Índia, e estariam
em Araraquara no sábado (05/04), para encontrar todos e mostrar as fotos. Eu
queria muito ir, mas Dani estava fazendo o maior terrorismo, dizendo que eu não
deveria ir, pois, caso eu entrasse em TP, o fato de estar lá melaria nossos
planos. Ele inclusive decidiu que não ia de jeito nenhum, pra ver se me fazia
mudar de ideia.
Fiquei
triste e puta com essa atitude dele, e resolvi ligar para a Vânia antes de
decidir o que fazer. Lembro perfeitamente do que ela disse: “Seu parto pode
demorar ainda até mais quatro semanas. Prepare-se para isso, pois se você ficar
achando que o bebê pode nascer a qualquer momento, você vai ficar muito
ansiosa. Vai tranquila!” Na hora liguei para o meu pai e ele topou vir me buscar
e me trazer de volta à noite. Na viagem de ida, senti umas contrações bem
fortinhas, mas fiquei na minha. Chegando na casa dos meus pais, mais uma
contração e fui direto pro banheiro, levar um papo com o bebê: “filhote, pelo
amor de Deus, não vai resolver nascer hoje, espera a mamãe voltar pra São
Carlos!” Rá!
Parece
que ele me ouviu, e o resto do tempo fiquei super bem, sem contrações. Pude
curtir a festinha, conversar com pessoas queridas, curtir minhas irmãs, ver as
fotos. Uma grande amiga da família, Tia Sandra, me disse algo que nunca
esqueci: “Thaís, você vai saber quando chegar o dia, a gente acorda se sentindo
tão estranha...”
Na
volta para casa, mais algumas contrações daquelas. Mas cheguei em casa sã e
salva, e fui direto dormir.
A
chegada - a experiência mais incrível de nossas vidas
No
domingo, dia 06 de abril, eu acordei me sentindo estranha... Mas faltavam ainda
dez dias para a data prevista para o parto, então nem associei aquilo com o que
tinha ouvido da Tia Sandra no dia anterior. Achei que era mais um dos “surtos”
emotivos que tive ao longo de toda a gravidez, e não dei muita bola. Na
verdade, eu estava com “faniquito” de arrumação, comecei a arrumar a casa
inteira, que estava uma zona, resolvi lavar TODAS as roupinhas do Caio de uma
vez, e enquanto eu fazia tudo isso, resmungava para o Dani que a nossa casa
estava um horror, que dizem que um bebê só vem ao mundo quando o ninho está
pronto, e o nosso ninho estava uma bagunça, que o Caio poderia nascer a
qualquer momento, e olha só como ia estar a casa, imagina se ele resolvesse
nascer hoje, não ia ter condição nenhuma, e bláblábláblá....... E, além de
arrumar e reclamar, eu também chorava entre uma coisa e outra!
O
Dani não acreditava, ele não estava entendendo nada: no início, tentou me
acalmar, aos poucos foi perdendo a paciência e, de repente, explodiu: “mas o
que tá acontecendo com você, tá parecendo uma criancinha, não tô te
entendendo!” E eu chorava mais ainda, e dizia pra ele que alguns psicólogos
diziam que as mulheres se infantilizam no final da gravidez, como uma reação ao
medo da transformação em mães, e bláblábláblá..... e mais chororô. Uma coisa.
No
fim desse louco dia, minha irmã (a que tinha voltado da Índia) passou aqui na
volta de Araraquara para São Paulo, para ver o quartinho do bebê e conversar mais
conosco, já que no dia anterior quase não tínhamos conversado. Aí resolvi
contar para ela nossa decisão pelo parto domiciliar, senti que ela me apoiaria,
e eu precisava muito falar sobre isso com alguém de confiança, foi muito
difícil guardar essa decisão só para nós. Ela disse que queria participar do
parto, que poderia fotografar, que a gente avisasse ela quando sentíssemos que
seria o dia que ela viria de São Paulo para cá. Ficamos de conversar (pois não
queríamos muita gente em casa no dia do parto, e já tínhamos conversado sobre a
possibilidade da Rosa, prima do Dani, que estava fazendo curso de doula,
acompanhar e registrar o parto). Umas 19:30hs ela foi embora, tive mais uma
explosão de choro, eu e Dani conversamos profundamente, eu me acalmei e resolvemos
fazer nosso plano de parto.
Estávamos
sentados no chão da sala, lendo vários planos de parto e identificando aqueles
que poderiam nos auxiliar a escrever o nosso, quando comecei a sentir umas contrações
diferentes. Eram umas 21:30hs. Naquela intensidade que havia sido o meu dia, eu
não havia sentido nenhuma contração. Mas agora que eu tinha parado, relaxado,
elas vinham, e vinham fortes, mais fortes que todas que eu já tinha sentido até
ali. E vinham com mais frequência, mais perto umas das outras... Nos olhamos,
apreensivos e com um sorriso nervoso, mas sem afobação, e decidimos marcar o
intervalo das contrações. Eu falava e Dani marcava. Os intervalos não eram
muito regulares, o que nos tranquilizou um pouco: ora vinham de 15 em 15, de 7
em 7, de 10 em 10... Ficamos mais um pouco lendo os relatos, mas logo caímos na
real: talvez o parto acontecesse logo, não ia adiantar nada fazer um plano de
parto àquela altura!!
Dani
sugeriu que fôssemos descansar, porque se o trabalho de parto engrenasse, o dia
seguinte poderia ser longo (imaginávamos um trabalho de parto de, no mínimo, 12
horas, de acordo com os relatos e experiências que conhecíamos). Ele foi deitar
por volta de umas 23hs e eu fiquei na sala lendo, estava meio ansiosa, não ia
conseguir dormir... Estava lendo justamente o livro “Nascer Sorrindo”, do
Leboyer, e as contrações começaram a ficar mais próximas... Resolvi deitar e
descansar, Dani estava certo, eu precisava estar bem disposta caso o parto
realmente fosse acontecer no dia seguinte. Me troquei, deitei na cama, de lado,
não conseguia ficar, de costas, também não... resolvi ler mais um pouco, na
cama mesmo.
As
contrações foram se intensificando, comecei a marcar o tempo silenciosamente,
pra não acordar o Dani, e percebi que elas já estavam regulares, de 7 em 7
minutos... “Dani, você tá acordado? Eu tô
achando que vai ser hoje mesmo, as contrações estão mais regulares...”
E, ele: “então apaga a luz, vamos descansar, deita aqui”... Obedeci e, na primeira
virada que dei para me ajeitar na cama, veio uma contração bem intensa, senti um
movimento bem forte do bebê, e uma água escorreu nas minhas pernas: “Dani, acho
que a bolsa estourou, agora não tem mais volta!” Eram 00:30hs. Rimos, eu me
levantei e fui ao banheiro, pingando líquido amniótico pela casa inteira! Lá
ainda escorreu mais um pouco de líquido, me limpei, me troquei e decidimos
ligar para a doula, Vânia.
Ela
atendeu super rápido, parecia que estava esperando nossa ligação. Não tínhamos
certeza se já era hora dela vir, mas depois de fazer umas perguntas, ela mesma
concluiu que era hora de vir, me lembro exatamente de suas palavras: “se vocês
estão tranquilos, daqui uns 40 min no máximo estou aí. E vamos trabalhar!”
Depois
disso, minha lembrança é toda feita de flashes, não tenho muita noção do tempo
que as coisas levaram para acontecer, nem da sequência exata entre elas... Vou
relatar conforme as coisas me vêm à lembrança, e espero contar com a ajuda do
maridão para completar esse relato...
Lembro
que troquei de roupa umas duas vezes antes da Vânia chegar, por conta do
líquido amniótico que não parava de escorrer, e também porque queria encontrar
uma roupa na qual me sentisse confortável, e estava um pouco frio. Fiquei
andando pela casa, me movimentando, sem pensar em nada, apenas procurando
encontrar posições nas quais eu me sentisse confortável. Sentei na bola (que a
Vânia já tinha me emprestado há algum tempo), e fiquei rebolando bastante,
tentei realizar algumas posições da yoga, mas somente a posição do gato
(apoiada de quatro no chão, movimentando o quadril em vários sentidos) me
aliviava um pouco: a coisa começava a ficar poderosa, já não havia muito mais o
que fazer para amenizar as fortes contrações que ficavam cada vez mais
próximas.
A
Vânia chegou mais ou menos nessa fase, eu estava na sala, sentada na bola,
conversamos um pouco sobre como eu estava, e logo mais uma forte contração na
qual saiu grande quantidade de líquido amniótico. Fui novamente me trocar, Dani
ficou limpando a sala, e Vânia foi “se instalando” na casa, trouxe um cd bem
bacana de músicas instrumentais (que depois eu vim saber que tinham como tema a
“Água”) que colocamos para tocar no escritório, começou a me fazer umas
massagens na lombar...
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a única foto do início da fase ativa do TP... |
Enquanto eu tentava comer, decidimos, com
Vânia, que já era hora de ligar para a Jamile. Eu andava pela cozinha, Dani me
apoiava e massageava durante as contrações e Vânia ligava para ela. Primeira
tentativa, no celular, ninguém atendeu. Nova tentativa no celular, e nada.
Decidimos tentar na casa, pois era de madrugada, o celular poderia estar desligado...
Nada. Comecei a ficar um pouco aflita, pois as contrações apertavam, mas elas
me absorviam tanto, e Vânia me passou tanta segurança, que abstrai. Deixei nas
mãos dela e do Dani essa preocupação, e continuei me movimentando pela casa,
andando e rebolando nos intervalos, e parando, me apoiando, e por vezes me
acocorando durante as contrações. Enfim, depois de uma idéia de gênio da Vânia,
conseguimos nos comunicar com Jamile: a Vânia ligou na maternidade cheia de
lábia para tentar conseguir o número do celular do marido da Jamile, que é
médico, e as atendentes não deram, é claro. Mas pouco depois o telefone de casa
tocou, elas tinham ligado para ele e Jamile logo imaginou que éramos nós: ufa,
senti um alívio incrível ao saber que Jamile estava a caminho, as contrações já
estavam bastante incômodas, e eu queria entrar na água... Não daria tempo da
Jamile montar a banheira, mas para mim, naquele momento, o chuveiro estava
ótimo!!!
Perguntei
para a Vânia se já podia entrar (porque sabia que, entrando na água no momento
errado, o TP poderia estacionar) e ela liberou. Lembro também de ter perguntado
se ela achava que até a hora do almoço o bebê já teria nascido, e ela disse,
confiante: Antes de nascer o dia já vai ter bebê nessa casa! Eu e Dani nos
olhamos estarrecidos e felizes, animados com a possibilidade de logo ter nosso
bebê nos braços. Foi um estímulo e tanto, dado na hora certa, e totalmente
verdadeiro! Por essas e outras a doula foi tão tão tão importante no nosso
parto.
Que
delícia foi entrar no chuveiro, pedi para o Dani entrar comigo, ele e Vânia
prepararam tudo no banheiro, levaram o som, reduziram as luzes, trouxeram a
bola, e ele ficou comigo dentro do box, me dando todo o apoio físico e
emocional que eu tanto precisava. Relaxei muito no chuveiro, com o apoio do
Dani e as massagens da Vânia, embora as contrações só aumentassem de intensidade
e reduzissem os intervalos... Mas era exatamente como eu tinha lido em tantos
relatos, a natureza é tão sábia que os intervalos tinham a função perfeita de
me reestabelecer e me relaxar para a próxima contração, que vinha sempre mais
forte que a anterior... Eu relaxava muito, muito mesmo entre uma contração e
outra. (Na realidade, intuitivamente acho que eu sabia que teria meu filho
debaixo do chuveiro: durante toda a gravidez foi o lugar onde eu mais conseguia
relaxar, onde eu mais conversava com o “meninão” - como eu costumava chamar o
Caio, já que ele não tinha nome ainda... -, onde mais eu me conectava comigo
mesma e com ele, onde mais eu ficava projetando como seria o momento do
parto...)
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água e massagem da doula, substitutos da anestesia |
A
partir de agora, me lembro menos ainda, eu já estava pra lá de Bagdá, acho que
estava na Partolândia, como costumavam brincar nas listas de discussão... A
Jamile chegou, acho que a Vânia que a recebeu, me lembro dela ter conversado
comigo do seu jeito sempre doce, perguntou como eu estava me sentindo, e já foi
preparando tudo no banheiro para iniciar sua atuação, e colocou a banqueta de
cócoras dentro do box para o caso de eu querer usá-la. Ela logo auscultou o
bebê, lembro que nessa hora fiquei um pouco tensa, pois ela ficou um tempo
auscultando sem comentar nada, mas estava tudo ótimo. Ela também achou
necessário fazer um exame de toque, para sabermos como estava evoluindo a
dilatação, e, delicadamente, perguntou se eu me incomodaria de irmos até o
quarto, para que ela pudesse me examinar deitada... Mas eu não podia nem pensar
em sair do banheiro, muito menos em deitar, e ela, perfeita no seu papel de me
apoiar e evitar me incomodar ao máximo, se desdobrou para fazer o toque comigo
sentada na banqueta de cócoras (foi o único, em todo o TP). Ela não precisou a
dilatação, apenas disse que estava bem perto, que ela havia tocado a cabeça do
bebê.
Depois
disso, ela manteve-se absolutamente discreta, fazendo seu trabalho nos
bastidores: preparando tudo para receber nosso filhote no banheiro, percebendo
que todas as roupinhas e touquinhas do caio estavam molhadas e se organizando
com a Vânia para secá-las com o ferro, preparando o quarto para nos receber
após o parto... A Vânia se dividia entre ajudá-la, me massagear, trazer comida
e, sem eu nem perceber, tirar fotos e filmar ao menos a reta final do parto,
quando a bateria da máquina já tinha carregado um pouco (se não fosse ela não
teríamos nenhuma imagem desse dia tão especial!). Enquanto isso, as contrações
vinham como ondas que me inundavam, que me tiravam de órbita, e em seguida um
relaxamento absoluto. Lembro de ter me focado muito na minha respiração, como
tinha aprendido ao longo das práticas de yoga, o que me ajudou muito a suportar
as avalanches de dor e também a relaxar entre elas. Em dois momentos me senti
um pouco fraca, e com fome, e Vânia e Dani se revezaram para me atender com
sucos e frutas, que eu mal conseguia comer (os líquidos caíam bem melhor).


doula e parteira se revezando nos cuidados comigo
Uma
das coisas de que me lembro bem é de ter gritado bastante! Lembro que eu
comecei a gritar, minhas cachorras começaram a uivar, e de repente todos os
cachorros do bairro estavam latindo e uivando... foi um momento cômico, nem eu
me aguentei e caí na risada. Mas logo voltei pra partolândia, já estava em um
ponto em que as dores atingiram um pico incrível, eu me pendurava no pescoço do
Dani para me apoiar e aguentar as fortes ondas, as contrações cada vez mais
próximas umas das outras. Nesse momento, até a água, que até então tinha sido
meu alívio, começou a incomodar: eu sentia as gotas como que pinicando minha
lombar, e pedi para desligarem o chuveiro.
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Dani me apoiou física e emocionalmente, o tempo todo |

De
repente, a vontade incrível de fazer força: lembro que perguntei se eu já podia
fazer, e a resposta de Jamile foi: se você está com vontade, pode fazer. Foi
muito bom ter autonomia total nessa hora, sem ninguém pra me dizer o que fazer
(tipo: “faz força, fica assim, assado”...) - eu perguntava o que tinha dúvida, e
a Jamile ia me orientando. Em algum momento, já na reta final do expulsivo, ela
sugeriu que eu sentasse na banqueta de cócoras, pois eu já estava bem cansada
(e Dani com as costas arrebentadas! Rá!). Foi incrível ver como o meu corpo
sabia o que tinha que ser feito, sem pieguice: a vontade de fazer força veio, e
já era hora de nascer. Jamile perguntou se eu queria ver a cabeça saindo,
preferi não ver (depois me arrependi um pouco), mas toquei e foi uma sensação
indescritível, misto de emoção e aflição. A percepção de que em muito pouco
tempo meu bebê teria completado a passagem para o lado de cá da barriga me
encheu de força pra seguir ajudando-o, apesar daquela sensação de que algo
estava me partindo ao meio!
Depois da descida do bebê, essa sensação passou, restou uma
queimação (o tal círculo de fogo, imagino, tão comentado nos relatos de parto)
e, em algumas contrações meu bebê nasceu: na primeira, a cabeça. Depois de
algumas, o corpinho! Eu mal podia acreditar... Jamile o amparou, colocou uma
touquinha e uma mantinha aquecida em torno dele e o colocou no meu colo
imediatamente. Eu realmente não conseguia acreditar que ele já estava ali...
fiquei meio embasbacada... mas, ao contrário do que imaginava, eu não chorei:
fiquei ali, grudadinha com ele, sentindo aquele cheiro delicioso que jamais
esquecerei. Dani nos olhava completamente emocionado, rindo e chorando ao mesmo
tempo.
Tentei colocar ele no seio, mas ele não quis; Jamile e Vânia disseram
que era normal, que no tempo dele ele iria mamar. Elas me ajudaram a levantar
da banqueta, me enrolaram numa toalha, e eu segui com ele no colo, ainda
ligados pelo cordão umbilical, até meu quarto. Jamile e Vânia já tinham
preparado tudo, forrado a cama, separado a roupinha, organizado o material que
iriam precisar. Deitei na cama com ele sobre meu peito e logo ele começou a
mamar, como se sempre tivesse feito aquilo, sem brincadeira. Dani cortou o
cordão umbilical depois que parou de pulsar. Mamou um pouco, depois parou, nos
olhamos e eu disse: “Filho, você acredita que você já nasceu? A mamãe não tá
acreditando ainda!”. Ficamos ali deitadinhos, Dani a nos olhar, Jamile e Vânia
saíram um pouco para nos deixar curtir sozinhos aquele momento tão especial.
Nos emocionamos demais!
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nossos primeiros instantes juntos |
Até esse momento, ainda não tínhamos decidido o nome, estávamos
entre Téo e Caio (a história da decisão, aqui). Quando Jamile voltou, para
acompanhar a expulsão da placenta e verificar a laceração no períneo, Dani
pegou o bebê para que eu pudesse me concentrar na finalização do processo. A
expulsão da placenta foi uma parte bem desagradável, já que eu não tinha me
preparado para aquilo, não sabia que eu continuaria a sentir contrações, que
teria que fazer força para expulsá-la... Eu relaxei tanto depois do parto, que
a placenta simplesmente não saía... Ficamos cerca de 1 hora nessa etapa, Dani
ia e vinha com o bebê, eu tentava fazer força, Jamile me massageava, fez
acupuntura, até que pedi um apoio para os pés (eu estava deitada, talvez, se
estivesse de pé, fosse mais fácil), fiz força e ela saiu inteira, ainda bem!
Não pensamos em fazer nada com ela, e foi descartada. Em seguida, Jamile
suturou a laceração, o que também foi bem chatinho, e novamente ficamos só eu,
Dani e Caio, agora já com nome.
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papai apaixonado |
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amamentação na primeira meia hora, com ajuda da doula e da parteira |
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primeiros cuidados em nossa cama... |
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Caio
nasceu às 4:18 do dia 07 de abril de 2008, pesando 2.820kg, medindo 49cm e
recebeu apgar 10/10. Não recebeu nenhuma medicação e não sofreu nenhum
procedimento invasivo. Esteve junto a mim ou ao pai durante todo o tempo desde
o primeiro minuto de sua vida. Nasceu "sorrindo", como acredito que todo nascimento deveria acontecer.
Agradeço a todos os envolvidos direta ou indiretamente para que nosso parto, o nascimento do Caio, nosso nascimento enquanto pais pudessem ocorrer da forma como acreditamos e desejamos! Muito obrigada, mesmo! E, especialmente ao Caio, por ter nos proporcionado a maior experiência de nossas vidas.
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Agradeço a todos os envolvidos direta ou indiretamente para que nosso parto, o nascimento do Caio, nosso nascimento enquanto pais pudessem ocorrer da forma como acreditamos e desejamos! Muito obrigada, mesmo! E, especialmente ao Caio, por ter nos proporcionado a maior experiência de nossas vidas.