quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

UM DIA ESTRANHO


Hoje tive que ir à Piracicaba a trabalho e, pela primeira vez, fiquei mais de um período longe do Caio: foram dez horas sem o bichinho por perto, quase uma tortura!

Dei mamá logo que ele acordou, e lá fui eu. A parte da manhã até que foi tranquila, afinal, há duas semanas já temos ficado separados neste período do dia. O problema começou quando chegou a hora do almoço: meus peitos já estavam bombando, pois era hora do pequeno mamar... Fui ficando meio angustiada, uma sensação estranha que misturava ansiedade e inquietação - eu pretendia voltar logo depois do almoço, mas por prudência profissional resolvi ficar, não sem antes me pendurar no celular para deixar tudo encaminhado com o super papai e a super vovó em casa, já que, além de tudo, tínhamos consulta com a pediatra à tarde.

Nessa altura, comecei a achar que um dos peitones ia dar bandeira e vazar no meio da reunião (maldita inexperiência, eu bem que podia ter levado a bombinha pra tirar um pouco de leite...), e isso foi me deixando ainda mais esquisita. Resolvi ir ao banheiro um pouco antes da reunião se iniciar, para tentar ordenhar um pouco com a mão, e, de fato, foi um grande alívio, que me permitiu ficar mais algumas horas na atividade (mas que foi esquisito, foi, ficar dentro de uma cabininha de banheiro ordenhando o peitão... afe!). Mesmo assim, eu sabia que minha presença ali tinha um prazo de validade, determinado pelos peitões, que me davam a sensação de estarem inflando numa velocidade alucinante, e, pior, eu achava que todos estavam percebendo que eu estava ficando deformada, com um peito maior que o outro... Rá!

Enfim, chegou uma hora que não deu mais pra aguentar: além dos peitones, tinha aquela ansiedade, uma pressa de chegar logo em casa, pegar o filhote e botar pra mamar... Pedi para o Marcelo, que tinha ido comigo, voltar dirigindo, e vim embora rezando pro leite não empedrar. Cheguei em casa e nem guardei o carro na garagem, eu queria logo pegar o Caio, abraçar, beijar, espremer, fazer cosquinha... e, principalmente, "plugar" ele no meu peito (como bem definiu a Flávia)! Só que o bichinho estava dormindo!! Fui até o quarto, peguei ele com cuidado, e em poucos segundos ele estava mamando, sem nem sequer abrir os olhos, tão naturalmente, como seu estivesse ao lado dele o dia todo. E eu me desabando a chorar, pensando sobre que sentimento maluco é esse que temos por nossos filhos, que saudade enlouquecida é essa que sentimos ao ficar algumas horas apenas longe deles...

Sei que, no fim, ele ficou super bem, curtiu o dia ao lado da vovó, enquanto eu passava mal de agonia longe dele. Foi um dia bem estranho, mais pra mim do que pra ele... Mãe é mãe, né...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A DESCOBERTA DAS PALAVRAS



Depois de uma das vovós ter ouvido Caio falar fó-fó sem mais nenhuma testemunha por perto, agora é pra valer: neste final de semana o bichinho realmente aprendeu a falar vovó!!! Foi tão de repente, que eu e Dani ficamos nos olhando que nem bestas: "ele falou mesmo? você ouviu o que eu ouvi?" Mas ele falou mesmo! Agora, quase sempre que falamos vovó, ele repete: fó-fó! E não é delírio de pais, não, nós temos testemunhas: a avó paterna e, se ela não valer, temos também a Ivonete, nossa querida ajudante aqui de casa. Então, é isso: fó-fó está entre as primeiras palavras do pequeno, e as vovós podem sair por aí se gabando disso.


Mas o fato é que o figurinha tá numa super fase de descoberta das palavras: cada coisa que a gente fala ele fica nos olhando, olhando para nossa boca, parece que tentando entender como aquele som sai da nossa boca daquele jeito. E aí quando a palavra não é muito difícil, ou quando a gente fala bem pausadamente pra ele aprender ("o-lha o pei-xe fi-lho, a-que-le é o pei-xe" e repetimos "pei-xe" umas doze vezes seguidas), ele fica ensaiando sons: pesssss, ishshshi e por aí vai. E a gente vibra: "falou peixe, você viu, falou peixe!!!". Dã.

Então, até o momento as experiências do Caio com as palavras estão assim (e aconteceram mais ou menos nessa ordem):

mã-mã = mamãe (mamá, né...)
pá-pá (ou bá-bá) = papai
áuá = água
au-au = adivinhem!
fó-fó = vovó
pesss (ou ishshshi) = peixe

Agora, nem adianta querer fazer bonito por aí e ficar pedindo pra ele repetir as tais palavras: meu bebê ariano só fala quando quer, que fique bem claro. Então, não tem muito jeito, vocês vão ter que acreditar que isso não é delírio de mãe babona, e torcer pra ele resolver falar quando estiverem por perto...

Imagem: www.gettyimages.com.br

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O MAMÁ E OS DENTINHOS


Caio ainda mama, e mama muito bem, obrigada. São já dez meses de paixão pelos peitones da "mã-mã" (eu quero acreditar que ele diz mamãe, mas no fundo sei que o que ele diz mesmo é mamá... Rá!). E, embora ele já tenha dois dentinhos desde 7 ou 8 meses (já perdi a conta), o mamá permanecia imune às dentadas, sempre tratado com muito carinho pelo pequeno, mesmo quando ele brincava de puxa-puxa com o bico (!). Muitas pessoas me perguntavam se ele ainda não estava mordendo o peito, e eu respondia, aliviada: ainda não! Cheguei a ouvir, inclusive, que esse seria um processo natural: os dentinhos começam a incomodar o peito da mãe, a produção de leite cai, inicia-se o processo do desmame. Mas eu estava feliz e contente, acreditando que ia passar ilesa a dentadas. Ledo engano.

Agora que os dois dentes de baixo estão já bem grandinhos e afiados, um dentinho de cima rompeu a gengiva e, desde então, começaram as dentadas - involuntárias, ainda, mas bem doidinhas. Nada insuportável, mas comecei a ficar preocupada... seria o tal "processo natural" se iniciando? De minha parte, eu não pretendia desmamar tão já, da parte do pequeno, então, nem se fale. Já vi tantos depoimentos de mães que desmamaram por conta das mordidas... por outro lado, sei de muitas que prossegem com a amamentação prolongada numa boa. Será que iremos nos adaptar a esta nova fase?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

COMPENSAÇÃO


Pegando carona no post da
Renata:

Ontem descobri o que mais gosto no fato de ter voltado a trabalhar (ainda que meio período apenas) após o nascimento do Caio: chegar em casa depois de uma reunião daquelas e ser recebida por um serzinho todo alegre, com um sorrisão semi-banguela no rosto, perninhas ágeis acelerando em minha direção e dois bracinhos abertos doidos pra se pendurar no meu pescoço!!! Acho que não tem coisa mais gostosa nessa vida que ser mãe.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

MEU BEBÊ ARIANO



Já faz um tempo que vi esse horóscopo de bebês no blog da Ju, e fiquei impressionada como encaixava bem para o Caio... Daí, esses dias ele tem batido tanto a cabeça, que lembrei do dito horóscopo, e resolvi postar aqui:

Áries (21/03 a 20/04)
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Este é um bebê bastante ativo e cheio de energia. Pode ser que ele demonstre uma força muscular acima da média e faça movimentos precoces para sua idade. Áries não tem tempo a perder e esta criança quer explorar tudo rapidamente. Ela não necessita de muito tempo de sono. E também não se preocupe se o pequeno ariano tiver pouca paciência para longas mamadas ou refeições completas. Esse é seu ritmo. Ele fica inquieto e entediado logo, precisando mudar rapidamente seu foco de atenção. Afinal, é atraído pela velocidade. Gosta dos brinquedos que correm e tem pressa para se deslocar. O bebê de Áries tem tendência a febres altas e seu principal ponto de sensibilidade é a cabeça, já que ele “se atira de cabeça na vida”. É sujeito a cortes, batidas e dores nessa região.

Afe!! Deu pra sentir a levada?

Para saber sobre o signo do seu bebê, passe aqui.

Imagem: www.gettyimages.com.br