domingo, 8 de julho de 2012
AINDA NÃO ANDA?
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
VOCÊ SOFRE POR "EXCESSO DE COMPETÊNCIA"?
domingo, 30 de outubro de 2011
INSPIRAÇÃO

(colo e asas, difícil equação!)
(de alegria e de culpa, porque não dizer?)
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O PRIMEIRO COMENTÁRIO MAL-EDUCADO (OU, MISOGINIA, AQUI, NÃO!)
quarta-feira, 15 de junho de 2011
AS CRIANÇAS E A TRANSMISSÃO DA CULTURA
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| imagem do livro de Naoli Vinaver linkado acima |
sexta-feira, 1 de abril de 2011
POR UMA INFÂNCIA SEM RACISMO
Pois bem. Eu tô sempre meio atrasada nessa intensa blogosfera materna. A blogagem coletiva sobre infância e racismo, proposta pela Ceila, do Desabafo de Mãe acabou dia 28, e eu quase passei batido. Não porque o assunto não me toque: pelo contrário, como vai ficar claro nesse post. Mas por pura falta de tempo pra parar, refletir, escrever. Mas, como nada nessa vida é só acaso, foi justamente o Caio que me conectou tardiamente a essa blogagem. E aqui estou, escrevendo enquanto reflito, e refletindo enquanto escrevo, dedicando minutos que seriam do meu sono precioso pra entrar nessa roda também.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
VIVA A DIVERSIDADE (MATERNA)
Há, obviamente, que se ter cuidado com a forma de expôr essas opiniões, na vida "digital" e na de carne-e-osso: essa semana mesmo, na natação do caio, surgiu um papo sobre parto entre as mães. Uma delas me perguntou se eu tinha tido parto normal, eu disse que sim, e ela disse que eu tinha "cara de parto normal"... Para mim isso é um elogio, mas, vejam bem se isso não é um pré-julgamento... Quando eu disse que tinha tido em casa, então, a moça disse que já imaginava, porque me achava bem "alternativa". Hein?? Por outro lado, uma outra mãe, que tinha tido cesárea por opção, mesmo estando em processo de dilatação, se interessou pelo meu parto, e eu pela escolha dela (apesar de discordar e deixar isso claro para ela), e tivemos um bom papo, super respeitoso e enriquecedor. Ou seja, tudo depende da disposição dos interlocutores, e nós temos o poder de ESCOLHER com quem queremos dialogar e trocar. Por isso eu não chamaria de bullying, porque nós, mães, adultas que somos, não somos obrigadas a conviver com alguém que supostamente nos humilha (os pequenos também não, mas o poder de percepção e decisão deles é bem mais limitado que o nosso): podemos simplesmente dar um fim na situação.
[EM TEMPO: Em uma incrível sintonia bloguística, eu e a Paloma falamos sobre o mesmo assunto, ao mesmo tempo!! O post dela, excelente, está AQUI. A Dani, outra blogueira "chegada", também já tinha falado sobre assunto parecido há um tempo atrás, AQUI.]
domingo, 13 de fevereiro de 2011
MULHER BARRIGUDA QUE VAI TER MENINO...
terça-feira, 2 de novembro de 2010
AOS PAIS SEM NOÇÃO
Fui ao cinema, neste fim de semana, assistir Tropa de Elite 2. O filme é bom, talvez ainda um pouco pesado pra uma grávida com emoções à flor da pele, como eu, mas não tem como não ser, ao tratar da complexa relação entre pobreza, violência e poder. Eu gostei.
Não vou dizer que foi fácil assistir ao filme, uma vez que, além de estar grávida, sou idealista, e trabalho justamente com pobreza e espaço urbano, ou seja, favelas, periferias e tudo o mais que elas representam (ou que nelas se estigmatizam). É sufocante assistir ao filme e ter a nítida sensação de que a solução está muito distante, se é que ela existe. Mas o pior não foi isso.
O pior foi assistir a todo o filme sabendo que, algumas fileiras à frente, uma criança bastante pequena também assistia a tudo aquilo. Isso sim foi uma tortura, durante toda a sessão. Meu marido viu a criança logo que chegamos, e comentou: "nossa, é uma criança ali, não é? Será que pode?" A criança estava acompanhada por três adultos. Fui me levantar para questionar os responsáveis pelo cinema, mas as luzes apagaram, e eu desisti.
A cada cena de violência, a cada tiro, a cada morte, eu procurava instintivamente a criança no escuro. A sensação angustiante do filme se multiplicava ao imaginar o que aquelas imagens estariam causando na cabeça - e nas emoções - daquele garotinho. Maridão tentava me consolar dizendo "pára de pensar nisso, Thaís, vai ver o menino até dormiu...". Pois é, porque além de tudo, a sessão era tarde, e o filme terminou mais de 10 da noite.
Mas não, o menino não tinha dormido. O filme acabou, e ele foi saindo de mãos dadas com o avô (imagino eu), seguidos da avó e do pai. Cruzei com eles na saída e não me contive: "Quantos anos ele tem?", ao que o avô respondeu, suposamente envergonhado: "3 anos... nem fala nada moça, já tô arrependido de ter trazido". Mas eu falo sim: "nossa, 3 anos! absurdo, né, porque esse filme é muito pesado! não é pra criança!" E ele, fugindo: "ai, nem fala, nem fala...".
Saí da sala e fui direto às responsáveis: "Vocês viram que tinha uma criança de 3 anos assistindo a este filme?" Elas, com caras de sonsa (e um pouco estupefatas pela minha reação), responderam: "A gente não pode fazer nada, ela tava acompanhada...". E eu, hormônios gravídicos a todo vapor: "Mas como assim, não tem censura de idade? Qual a classificação desse filme?" Elas: "Não tem censura, senhora, só classificação indicativa, que é de 16 anos para pessoas desacompanhadas. No caso, se estiver acompanhado dos pais ou responsáveis, não podemos barrar". Fiquei INDIGNADA, falei meia dúzia de impropérios pras moças e disse que queria um telefone de ouvidoria, para fazer uma reclamação formal. Elas, passadas, me deram um endereço de homepage, que seria o canal para o contato.
Dali, fui para o banheiro (aguentar um filme todo sem ir ao banheiro é tarefa ingrata para uma grávida) e lá desabei a chorar. Não somente pelo árduo do filme, mas por pensar naquela criança, e em tantas outras, VÍTIMAS DE PAIS E AVÓS SEM NOÇÃO. Porque, verdade seja dita, só adultos muito sem noção para levar uma criança para assistir um filme como esse, sem imaginar as consequências que isso pode ter. Eu mesma tive vários pesadelos aquela noite, que dirá essa criança.
E o pior é que isso vem se tornando corriqueiro. Não é difícil imaginar que, talvez, esse menino já tenha contato com violência significativa através de desenhos animados e jogos de videogame (outro absurdo, ao meu ver, tratado com naturalidade por PAIS SEM NOÇÃO: crianças pequenas, de 2 ou 3 anos, jogando videogame como se fosse a coisa mais inofensiva do universo). Depois, ouvimos notícias de bullying, agressões gratuitas entre os jovens, violências físicas e simbólicas entre crianças cada vez menores, e a culpa vai para a escola, o professor, a TV, a propaganda. Mas não, a culpa é dos pais sem noção. Que são cada vez mais frequentes por aí, infelizmente.
[desculpem o tom agressivo do post, mas é mesmo um desabafo. e também uma tentativa de estabelecermos um diálogo franco sobre essas posturas que eu considero absurdas, concordem vocês ou não comigo]
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
EU SOU UMA MÃE DE VERDADE, E VOCÊ?



quarta-feira, 25 de novembro de 2009
AS BIRRAS E OS AVESTRUZES
Imagem retirada daqui.
domingo, 18 de outubro de 2009
EMPODERAMENTO INDIVIDUAL E COLETIVO
A decisão de parir em casa foi tomada quase de última hora, mas de forma bem tranquila e, de certa forma, compartilhada com a obstetra, que concluiu, em uma das últimas consultas antes do nascimento do Caio, que os limites dela, como médica, e do que ela podia fazer na estrutura da maternidade em São Carlos, estavam muito aquém das minhas expectativas em relação ao parto, e que ela não queria me frustrar. Mas se colocou à minha total disposição caso fosse necessário irmos para o hospital, o que me deu ainda mais segurança na minha decisão.
Estou contando tudo isso porque, há uma semana, minha doula, minha parteira, minha obstetra e uma outra doula iniciaram o Grupo de Apoio ao Parto Natural de São Carlos. Dá para imaginar como fiquei radiante, né? Minha doula havia comentado comigo que estava trabalhando bastante em conjunto com minha obstetra, que ela estava bem mudada, e que ela dizia que tinha mudado depois de acompanhar uma gestante que havia questionado alguns procedimentos considerados "padrão" (no caso, euzinha aqui!!). Fiquei super feliz com a notícia, claro, mas nada comparado ao que senti quando recebi esse email dela, que compartilho aqui por dois motivos: para registrá-lo nesse meu cantinho de memórias da gravidez, do parto e dos aprendizados como mãe, e, principalmente, para atestar que nosso poder de transformação do mundo que nos cerca é enorme, e às vezes não nos damos conta. E que se, sozinhos, eu e Dani pudemos mexer alguma coisa dentro dela que a estimulou a mobilizar-se pela humanização do parto numa cidade em que o índice de cesárias chega a 98% na rede privada, imagine nós, mais todos os outros casais que têm buscado essa mudança por aqui, somados a esse Grupo que acaba de se iniciar... A transformação será certeira, não tenho dúvidas. E isso me empodera ainda mais.
Thais
Bom ouvir notícias suas!
Vc talvez não saiba, mas o acompanhamento da sua gestação foi um "turning point" para mim. Todas as coisas desagradáveis que aconteceram com vc (desencontro de informações, atendimento inadequado na maternidade, procedimentos desnecessários...) foram responsáveis pela minha reflexão sobre a prática profissional e minha entrada no mundo da humanização.
Sua gestação foi, para mim, um grande aprendizado.
Nossos encontros serão quinzenais, já vou colocar vc na minha lista de email para encaminhar as datas. Sua experiência com certeza motivará outras mulheres.
Um beijo grande
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
CRIANÇAS E TV: QUAL O LIMITE?
Sábado passado, pela primeira vez, Caio pediu pra assistir TV: ficou apontando para o aparelho, falando qualquer coisa que eu não entendia direito (acho que ele falava "cacó", querendo dizer "cocoricó") e eu perguntei: você quer assistir filho? E ele: "té assiti". Hã!?!?!?!?!?!?
Recobrada do espanto (afinal, ele não juntava palavras nem pedia para assistir TV até outro dia...), liguei na Cultura, estava passando um desenho bonitinho, de uma família de insetos (não sei o nome, ainda não adentrei completamente o mundo televisivo infantil...) e, pela primeira vez ele assistiu mesmo, bem mais do que o de costume: ficou deitadinho do meu lado, assistindo e 'comentando' em 'bebenês' tudo que se passava no desenho, não parou de tagarelar um minuto! Isso durou uns dez minutos, no máximo. Logo ele se desinteressou da TV e partiu para suas brincadeiras habituais, com bola, carrinhos, fantoches, livrinhos, e em seguida foi para o quintal, brincar com a cachorra e
Resolvi escrever sobre isso aqui, porque foi uma novidade que me marcou bastante, afinal, ele não tinha se interessado muito pela TV até agora (exceto pelo seu fascínio com os controles da dita cuja!), e eu ficava me perguntando em que momento isso aconteceria. De fato, nós nunca o estimulamos a assistir TV (e, inclusive, evitamos conscientemente durante seu primeiro ano): ele ganhou o primeiro dvd do Cocoricó de um casal de amigos no aniversário de 1 ano, e depois ganhou, de outra amiga nossa, um volume do dvd Bebê Mais. Algumas vezes até colocamos para ele assistir, mas ele simplesmente não demonstrava grande interesse, e a gente desligava e ia brincar de outra coisa.
Não que sejamos radicais em relação ao uso da TV; eu mesma já tive minhas fases noveleiras (a última se foi - thanks god - com o término de 'A Favorita'), o Dani curte bem aqueles programas
Mas, em relação ao Caio, concordávamos que quanto mais tarde ele fosse "introduzido" a essa maquininha simultanamente podre e fascinante, tanto melhor, já que havia tantas outras coisas no mundo, tão ou mais bacanas - mas certamente mais saudáveis - para um bebê menor de 1 ano fazer na sua vidinha que estava apenas começando. Então, simplesmente evitamos, não estimulamos. E ele também não demonstrava interesse, até agora. Claro que algumas vezes colocamos desenhinhos para ele assistir, para ver sua reação; na casa de amiguinhos, também tentamos deixá-lo com as crianças que assistiam; houve até uma fatídica vez, em que, no auge do meu desespero maternal (alguém conhece essa sensação, hein, hein???), coloquei o cadeirão na frente da TV para ver se ele comia alguma coisa (pronto-falei... mas foi só uma, eu juro! pelo menos até agora... rá!): mas ele sempre dispersava, até ficava uns minutinhos encantado, mas logo virava abóbora e mudava de assunto.
Confesso que achava bom. Ele tem tanto tempo pela frente, ainda, para descobrir a TV e tudo de bom e de ruim que ela pode trazer... não há por que apressar. Não acho legal usar a TV de "babá", deixando as crianças horas a fio sob o comando do aparelho - eventualmente, e por pouco tempo, vá lá, pode ser realmente necessário (como registrou a Flá, aqui), para dar um tempinho para as mamis respirarem ou exercerem 'funções domésticas' inadiáveis, desde que seja um programinha escolhido a dedo, e não qualquer porcaria, simplesmente para matar o tempo.
Temos vários amigos (e também li algumas mães blogueiras falando sobre isso, como a Paloma, mãe da Ciça) que optaram por não deixar as crianças, até certa idade, assistirem TV, mas apenas dvds com alguns desenhos e programas mais bacanas, fugindo, dessa forma, da invasiva e abusiva publicidade destinada ao público infantil. Uma outra amiga (aê Ju, meu exemplo!!), que tem um filhote hoje com 7 anos, sempre limitou a quantidade de TV diária que ele assistia, e isso passou a incluir, mais recentemente, o uso do computador - ela e o pai definiam horários mais adequados e uma quantidade limite de TV que o pequeno podia assistir ao longo do dia e, dessa forma, foram construindo nele, também, um entendimento e uma responsabilidade com suas atitudes: às vezes ele pedia para trocar um horário pelo outro, pois sabia que ia passar algo que ele gostaria de assistir mais tarde, ou trocava o horário que ele poderia ver TV por mais um tempinho no computador. Não sei como isso está agora, com o filho na pré-pré adolescência (rá!), mas até bem pouco tempo atrás parecia funcionar, e bem.
Acho que não há uma fórmula, e cabe a cada família encontrar a melhor forma de lidar com a - praticamente inevitável - presença da TV em nossas vidas e de nossos filhos (até um mestre de capoeira que admiro muito, que pratica o rastafarismo e radicalizava na proibição do contato de suas crianças com a TV, se viu obrigado a render-se a ela quando seus filhos passaram a frequentar a escola...). O desafio é encontrar o limite, a medida para evitar a super-exposição dos filhotes a apelos consumistas e mensagens duvidosas (e muitas vezes ideológicas, sim!) que podem estar presentes em certos canais e programas destinados ao público infantil.
Essa minha reflexão talvez seja um pouco precoce - meu filho não tem nem 1 ano e meio - mas foi inevitável: fiquei pensando em tudo isso desde o momento em que o pequeno pronunciou a terceira ou quarta expressão de sentido de sua vida, aquele "té assisti" tão bonitinho e inocente. É isso que dá botar filho nesse mundão-de-meu-deus... agora aguenta!!!
(e, mais uma vez, a Taís, do Ombudsmãe, que é mãe escolada de três meninões, contribuiu lindamente para minhas reflexões de aprendiz de mãe, com um post sobre as "Crianças eternamente plugadas" , publicado há dois dias atrás, seguido desse outro, fresquinho, com uma dica de filme sobre o assunto e afins. Recomendo.)
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
DESMAME COMO PROCESSO
Tudo bem que mal acabamos de sair da SMAM e de infinitos posts sobre amamentação, e que eu ia dar um tempinho nesse assunto, mas não consegui... Rá! É que o assunto amamentação-desmame está bem em pauta no meu cotidiano (sabe o fatídico "ainda mama???"... então.), e tenho pensado nisso quase diariamente. Além do mais, estou me inspirando pra contar do desmame noturno do Caio, e achei que esse post faria uma boa introdução ao papo.
É que li um artigo de uma pediatra** da Sociedade Brasileira de Pediatria e o trecho abaixo me tocou muito, nem preciso dizer o quanto me identifiquei, né? Sei que sou mãe de primeira viagem, aprendiz confessa, mas tem algumas opções que me parecem boas meio que instintivamente, e essa idéia do desmame como um processo, e não uma ruptura radical, é uma delas... É assim que tenho levado com o Caio: deixando fluir, prestando atenção nos sinais dele, incentivando-o quando percebo que os sinais estão lá, dando o peito sempre que ele quer. Enfim, por enquanto tem sido assim. Mas pode ser que eu mude de idéia, só a experiência vai me dizer. No segundo filho acho que vou poder falar com mais propriedade: por hora, apenas aprendizados, tentativas, erros, acertos. E sou toda ouvidos para as experiências de desmame de vocês, se quiserem compartilhar comigo, para ajudar a clarear as idéias e os sentimentos...
Então lá vai (os grifos são meus). O artigo tem alguns pontos que poderão ser considerados mais polêmicos, mas vale a pena ler na íntegra, AQUI.
Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões para a saúde física e psíquica da mãe. Hoje, em muitas culturas “modernas”, a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo com a “convenção” da época e do local) freqüentemente é vista como um distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê. Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo, que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal. Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo pediatra, recomendava “Não limite a duração da amamentação a um período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento emocional”.
** Elsa Regina Justo Giugliani - Pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners).
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A MATERNIDADE E A PATERNIDADE 2
Quanto a ajudar em casa, principalmente com os pequenos, fica a dica: mesmo as mulheres bem resolvidas eventualmente pintam as tarefas com tintas dramáticas. São tantas as dicas e cuidados e vontade de manter o controle que os homens que não são naturalmente devotados aos deveres domésticos se assustam.Vale deixar rolar e não reclamar do jeito que fazemos as coisas. Como coloquei num dos últimos e mal-criados posts do meu blog, algumas vezes temos mais discernimento do que as mães para resolvermos certos problemas com os filhos e nas tarefas diárias. O motivo? Simplesmente porque percebemos as coisas de forma diferente, quebrando alguns paradigmas de puericultura e educação infantil.Se quiserem ter o(a) companheiro(a) ajudando, deixem ele (ela) livre para tomar decisões. Funciona melhor e evita que se sintam "sob comando".
** Para conhecer mais blogs paternos, veja este post bem bacana da Roberta.
imagem: www.gettyimages.com.br
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
AMAMENTAR É UM ATO DE AMOR?
Um claro demonstrativo dessa situação são os inúmeros relatos que a Flávia, do Astronauta, recebeu, de mulheres que enfrentaram dificuldades as mais diversas durante a amamentação. E, aparentemente, muitas delas sofreram com isso. Não pretendo julgar os variados motivos que levaram a essas dificuldades, muito menos culpabilizar as mães que não conseguiram amamentar. Mas sempre fica aquela dúvida: poderia ter sido diferente? Não sei, mas creio que em muitos casos poderia. O fato é que existe uma mistificação muito grande em torno da amamentação, que em nada contribui para mudar esse quadro.
Pensando nisso, me lembrei de um post muito instigante da Taís Vinha, a Ombudsmãe, cujo título não poderia ser mais polêmico: AMAMENTAR NÃO É UM ATO DE AMOR. E achei que seria bem pertinente aproveitar que a SMAM está terminando para divulgar esse post e lançar uma reflexão sobre os perigos da mistificação de um ato que, mais do que natural e fisiológico, é também cultural, algo que deveria ser incorporado, corporificado, absorvido pela sociedade como um todo, e não apenas pelas mulheres. Deveria se tornar um hábito, um costume, uma rotina, que, de tão comum e cotidiana, pudesse tornar-se novamente, quem sabe um dia, natural.
E você, o que pensa sobre isso? Vamos refletir juntas?
[Nessa mesma linha de reflexão, vale também a leitura desse outro post da Taís e desse post da Sam Shiraishi, sobre o que ela chama de "divinização do leite materno"]
terça-feira, 7 de julho de 2009
A PERGUNTA
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Ilustração de Pol Leurs, premiada com o 1º lugar no Concurso Internacional de Ilustração organizado em Atenas com o tema “As crianças do futuro“.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
DUAS DICAS... E ALGUMAS REFLEXÕES
Bom... aqui vou eu falar de novo da minha "cabacice" na blogosfera (ok, sei que a palavra é estranha, talvez nem exista, e não condiz muito com um blog de mãe... mas é a que melhor define esse meu momento virtual). Não bastasse o tal do bug, no mesmo dia fui convidada por uma agência de comunicação para conhecer uma linha de produtos da Johnson's e, caso gostasse, comentar sobre ela aqui no blog. Não foi a primeira proposta que recebi desde que virei "blogueira" (rá! tô me achando!), mas foi a primeira que propôs algum tipo de divulgação aqui. Por um lado (o do ego, hoho!), achei bacana, porque dá a sensação de que o blog tá agradando (seja lá a quem for). Por outro, entrei em uma mini-crise (prontofalei): será que eu quero abrir o blog para divulgação de produtos e marcas?
Antes de aceitar a proposta (muito simpática e feita com muito tato pela equipe da agência), resolvi dar uma sondada: além de assuntar com a 'cumádi' virtual fundadora da "confraria das mamas", que já tinha um pouco mais de experiência no assunto, entrei no site da linha de produtos em questão (Linha Hora do Sono - Johnson's Baby), para ver se tinha a ver comigo, com meu filhote, com o blog. Fui fisgada (e olha que não sou fácil): achei bem bacana o site, os produtos, a forma de apresentá-los e topei receber o kit em casa para conhecer mais de perto.
Daí, que o kit chegou - todo fofo -, eu estou testando os produtos, mas já posso dizer que gostei: Caio parou de chorar quando eu lavo a cabeça dele, o cheiro é uma delícia, o hidratante é suave na medida para fazer uma massaginha relaxante. E o Caio simplesmente AMOU o Dr. Carneiro, bonequinho promocional que veio junto com os produtos, e que é o mote do envio dos kits para algumas blogueiras como eu: a linha está com a "Promoção Hora do Sono" em São Paulo e Porto Alegre, através da qual é possível adquirir o gracioso carneirinho de pelúcia (quem quiser saber mais, passa aqui).


Pois bem. Quando saquei que tinha gostado dos produtos, que o bonequinho era lindo e divertia o Caio, veio a dúvida: escrever ou não o post? Divulgar ou não um produto no blog? E, enquanto eu meditava sobre o assunto (é gente, eu sou assim, penso penso penso, não gosto de fazer coisas que fujam dos meus princípios... é o meu jeitinho... rá!), coincidência ou não, um dos blogs que acompanho levantou uma discussão sobre a questão da publicidade nos blogs, e de lá fui chegando a outros e outros posts sobre o mesmo assunto, e reafirmei algo que já vinha confabulando comigo mesmo: esse blog é um espaço, entre vááárias coisas (como já falei aqui), para trocar experiências com outras mães sobre as dores e delícias da maternidade. E, no mundo real das mães e filhotes, usamos produtos de todo o tipo o tempo todo - uns agradam mais que outros, uns se comunicam melhor que os outros, uns atendem mais às nossas expectativas que outros, uns se preocupam mais com o meio ambiente do que outros... e por aí vai. Então, porque não compartilhar esse tipo de experiência também, desde que esteja dentro dos meus princípios, que eu realmente conheça o produto e, principalmente, QUEIRA dar a dica para outras mães? (porque meu blog NÃO vai virar cena de novela em que uma personagem fala casualmente para outra: nossa, que batom incrível! e a outra saca da bolsa uma caixinha do batom xdw - close na caixinha, onde se vê a marca -, e elas voltam a fazer a cena como se nada tivesse acontecido).
Então, nessa primeira parte do post, toda metalinguística, tem pra todo gosto: quem quiser, pode aproveitar a dica sobre os produtos da linha "Hora do Sono" e a "Promoção Hora do Sono", da Johnson's Baby, que são bem bacanas; quem quiser ir mais além, fica aqui uma breve reflexão sobre os blogs e a publicidade. E 'bora trocar mais dicas e figurinhas! (desde que realmente valham a pena!)
Em tempo: depois que recebi o kit, testei, gostei, aprovei e fiquei com vontade de fazer um sorteio dele aqui no blog. Até tentei conseguir mais um kit para isso (porque eu sou do tipo - chato? - de pessoa que só consegue indicar ou dar para alguém uma coisa que conheça e aprove, então, eu precisava primeiro receber o kit, ver o bichinho de pelúcia, usar os produtos...), mas não rolou. Nesse meio tempo, a Mari, que tá com tudo e não tá prosa, e mora em Paris, e não ia poder testar o kit, decidiu fazer um sorteio, o que resolveu meu problema: mulheres, corram lá que ainda dá tempo de participar, e vocês vão gostar!
: : 2
Agora que já "descabacei" (ooops... essa palavra existe, pega ainda mais mal que a outra em blog de mãe, mas agora já foi...), vamos à segunda dica, mais no estilo "consumidora ativa". O fato é o seguinte: eu ganhei pencas de fraldas no meu chá de bebê. Como eu não conhecia nada de fraldas até então, segui a dica de uma amiga que, seguindo a dica de outras amigas-mães que tinham feito chá de bebê e ganhado fraldas de marcas variadas e qualidades duvidosas, resolveu especificar uma marca de fralda que preferia ganhar. E pedimos (eu e ela) fraldas da marca Pampers (hoje, depois de virar mãe, não faria isso NUNCA JAMAIS EM TEMPO ALGUM - nem tanto pela marca, mas pelo desagradável da postura, mesmo). Ainda assim, ganhei fraldas de marcas diversas, mas as Pampers dominaram absolutas nos primeiros meses do Caio. E algumas delas (as G), só vieram a ser usadas agora, um ano após o tal do chá.
Daí, que o último pacote que eu abri, um daqueles pacotões intitulados hiper-extra-plus econômicos, começou a dar problema. Virava e mexia, depois de todo o trabalho para conseguir manter o Caio parado, limpar a bundinha dele e colocar a fralda no lugar, no momento em que íamos colar as fitas adesivas, as tiras laterais onde elas são presas rasgavam da fralda... e a gente praguejava contra a Pampers, e reiniciava todo o árduo processo (!) novamente. Depois que a quarta fralda rasgou (e outras fraldas já tinham apresentado um probleminha com o material absorvente), resolvi guardar um exemplar da fralda rasgada e congelar o uso do pacote. E entrei em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da Pampers, através do site da marca.
Escrevi uma mensagem contando o que tinha acontecido e, no dia seguinte, já tive um retorno bastante atencioso, solicitando mais alguns detalhes sobre o problema ocorrido, bem como alguns dados pessoais. Respondi e, novamente com bastante agilidade, uma funcionária do SAC me retornou, pedindo desculpas em nome da Pampers pelo ocorrido, explicando como funcionava o controle de qualidade da marca, e valorizando minha atitude de entrar em contato com eles, pois poderiam tentar identificar o problema com o produto. Um dos dados que eles me pediram foi o número de fraldas do pacote em questão que eu já tinha usado. Menos de uma semana depois, recebi em minha casa o mesmo número de fraldas, do mesmo tipo (Total Confort), mas na nova versão, que é beeeem melhor. Ponto para a Pampers.
Então, fica aqui mais uma dica: vale a pena botar a boca no trombone quando um produto não cumpre o que prometeu, ou não faz o que deveria fazer, ou estraga antes da hora. Já que vivemos em tempos de consumo (e atire a primeira pedra quem não sente prazer comprando algo que lhe agrada ou lhe vai ser útil), que seja ao menos um consumo ativo e crítico, porque de passividade o mundo tá cheio... (e, quem sabe um dia, eu me torne uma consumidora mais consciente e passe a usar fraldas de pano... quem sabe...)










