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segunda-feira, 20 de junho de 2011

O PRIMEIRO COMENTÁRIO MAL-EDUCADO (OU, MISOGINIA, AQUI, NÃO!)


Então chegou o dia do blog receber comentários mal-educados. Sempre vi as pessoas falando sobre isso blogosfera afora, mas ainda não tinha rolado por aqui. Opiniões contrárias, sim, mas sempre respeitosas e produtivas. Mas foi a primeira vez que um comentário descambou um post meu e, pior, esculhambou os comentários alheios.

Enfim, assim é a blogosfera (e a vida) - infelizmente. Mas não é sobre o comentário em si que eu queria falar (até porque prefiro dar crédito pra quem se dispõe a dialogar de forma inteligente), mas sobre a ideia que ele traz. Quem quiser ler o comentário, aqui.

Eu sabia que as ilustrações da Naoli poderiam ferir suscetibilidades. São explícitas, e isso é raro quando se trata de material voltado à crianças (e mesmo aos adultos). Eu confesso que também não gosto tanto das ilustrações, mas  não pelo conteúdo - que acho bárbaro - e sim pelo tipo de desenho, pela estética mesmo. Mas acho muito legal que o livro tenha sido escrito e ilustrado por uma parteira fantástica - Naoli Vinaver - e acho que ele tem esse grande mérito de falar abertamente às crianças, de tratar com naturalidade um assunto  solenemente ignorado na educação infantil.

O que me cutucou no comentário tem a ver com o atual momento, a explicitação do preconceito em torno da amamentação em público, a palhaçada do cqc, enfim, a triste maneira da sociedade em geral encarar o parto, a amamentação, a sexualidade feminina, o corpo da mulher, a mulher em si. Então a visão - ilustrada, vejam bem! - de uma vagina é algo  "sujo, imundo, nojento, asqueroso, muito malfeito, sem um pingo de beleza / aliás, nojentésimo, dá asco ver essa vagina peluda aí / falta de higiene total" ??? Alguém me belisca?

São perspectivas como essa que levam à formação de mulheres e homens desconectados de seus próprios corpos, que levam ao domínio da técnica sobre esses corpos e, tanto pior, à proliferação da misoginia. Discordo completamente da colega (será possível que seja uma mulher, mesmo??), e deixo o debate - desde que educado e sadio - aberto a quem possa interessar.

(Infelizmente não estou com muito tempo para blogar - por motivos óbvios - e fiquei na dúvida se deveria gastar meus preciosos minutos com tal comentário. Maridón inclusive sugeriu deixar passar batido, pois, pelo tom do comentário, poderia virar bate-boca e tals... Mas não aguentei. O blog é meu, e não tinha como deixar passar batido algo que vai contra tudo o que eu acredito. Não vou me aprofundar no assunto - até porque ele esteve bem em pauta nos últimos tempos, em textos excelentes blogosfera afora - mas faço questão de reforçar minha opinião como autora do blog: MISOGINIA, AQUI, NÃO!!!)


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

GAFE CORRIGIDA


Gente, como vocês não me avisaram antes? Ou será que vocês também não tinham percebido, hein, hein?? Eu escrevi um horrível "descobrido" há alguns posts atrás... e nem tinha me ligado do erro, até minha irmã me dar uma zoadinha ontem... Pior é que, mesmo sendo filha de professores de português, ainda fiquei na dúvida se estava errado mesmo, afe! Ah, esses "particípios irregulares"...

Registro aqui minha gafe (já devidamente corrigida - taí um particípio regular, bonitinho!) e meu pedido: quando virem um erro medonho de português aqui no blog, podem avisar!!! Afinal, já dizia o velho deitado: é errando que se aprende...


terça-feira, 11 de agosto de 2009

NÓS NA REVISTA!




Daí, que outro dia uma jornalista conheceu este bloguinho e entrou em contato comigo, para participar de uma matéria sobre desenvolvimento de bebês. Ela foi muito bacana, vi umas matérias bem interessantes que ela já tinha feito, conversei com o maridão e topei. Fizemos uma conversa por telefone e ela disse que um fotógrafo viria fazer uma foto nossa. Daí o fotógrafo veio, e eu quase morri, porque sou tímida pra certas coisas, e foto posada é uma delas. Foi engraçado. Ele fez umas fotos incríveis do Caio, que vou guardar com carinho por toda vida. E, neste sábado, a matéria saiu na Revista Época, com duas fotos lindas do meu filhote... A familiagem quase morreu, dá pra imaginar como ficaram os avós, né? E eu respirei aliviada, porque só puseram a foto dele! Rá!!!

Quem quiser dar uma olhada numa parte da matéria, dá um pulinho AQUI. (para quem ler, só uma ressalva: Caio não usa chupeta, digamos que foi uma licença poética da jornalista...)

[e, como o mundo é pequeno, tinha mais gente "conhecida" na matéria: a Isa, nossa companheira blogueira Motherholic, em foto linda com toda a família!]


imagem feita pelo fotógrafo Caio Guatelli, na nossa casa.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

DUAS DICAS... E ALGUMAS REFLEXÕES


: : 1

Bom... aqui vou eu falar de novo da minha "cabacice" na blogosfera (ok, sei que a palavra é estranha, talvez nem exista, e não condiz muito com um blog de mãe... mas é a que melhor define esse meu momento virtual). Não bastasse o tal do
bug, no mesmo dia fui convidada por uma agência de comunicação para conhecer uma linha de produtos da Johnson's e, caso gostasse, comentar sobre ela aqui no blog. Não foi a primeira proposta que recebi desde que virei "blogueira" (rá! tô me achando!), mas foi a primeira que propôs algum tipo de divulgação aqui. Por um lado (o do ego, hoho!), achei bacana, porque dá a sensação de que o blog tá agradando (seja lá a quem for). Por outro, entrei em uma mini-crise (prontofalei): será que eu quero abrir o blog para divulgação de produtos e marcas?

Antes de aceitar a proposta (muito simpática e feita com muito tato pela equipe da agência), resolvi dar uma sondada: além de assuntar com a
'cumádi' virtual fundadora da "confraria das mamas", que já tinha um pouco mais de experiência no assunto, entrei no site da linha de produtos em questão (Linha Hora do Sono - Johnson's Baby), para ver se tinha a ver comigo, com meu filhote, com o blog. Fui fisgada (e olha que não sou fácil): achei bem bacana o site, os produtos, a forma de apresentá-los e topei receber o kit em casa para conhecer mais de perto.

Daí, que o kit chegou - todo fofo -, eu estou testando os produtos, mas já posso dizer que gostei: Caio parou de chorar quando eu lavo a cabeça dele, o cheiro é uma delícia, o hidratante é suave na medida para fazer uma massaginha relaxante. E o Caio simplesmente AMOU o Dr. Carneiro, bonequinho promocional que veio junto com os produtos, e que é o mote do envio dos kits para algumas blogueiras como eu: a linha está com a "Promoção Hora do Sono" em São Paulo e Porto Alegre, através da qual é possível adquirir o gracioso carneirinho de pelúcia (quem quiser saber mais, passa
aqui).



Pois bem. Quando saquei que tinha gostado dos produtos, que o bonequinho era lindo e divertia o Caio, veio a dúvida: escrever ou não o post? Divulgar ou não um produto no blog? E, enquanto eu meditava sobre o assunto (é gente, eu sou assim, penso penso penso, não gosto de fazer coisas que fujam dos meus princípios... é o meu jeitinho... rá!), coincidência ou não,
um dos blogs que acompanho levantou uma discussão sobre a questão da publicidade nos blogs, e de lá fui chegando a outros e outros posts sobre o mesmo assunto, e reafirmei algo que já vinha confabulando comigo mesmo: esse blog é um espaço, entre vááárias coisas (como já falei aqui), para trocar experiências com outras mães sobre as dores e delícias da maternidade. E, no mundo real das mães e filhotes, usamos produtos de todo o tipo o tempo todo - uns agradam mais que outros, uns se comunicam melhor que os outros, uns atendem mais às nossas expectativas que outros, uns se preocupam mais com o meio ambiente do que outros... e por aí vai. Então, porque não compartilhar esse tipo de experiência também, desde que esteja dentro dos meus princípios, que eu realmente conheça o produto e, principalmente, QUEIRA dar a dica para outras mães? (porque meu blog NÃO vai virar cena de novela em que uma personagem fala casualmente para outra: nossa, que batom incrível! e a outra saca da bolsa uma caixinha do batom xdw - close na caixinha, onde se vê a marca -, e elas voltam a fazer a cena como se nada tivesse acontecido).

Então, nessa primeira parte do post, toda metalinguística, tem pra todo gosto: quem quiser, pode aproveitar a dica sobre os produtos da linha "Hora do Sono" e a "Promoção Hora do Sono", da Johnson's Baby, que são bem bacanas; quem quiser ir mais além, fica aqui uma breve reflexão sobre os blogs e a publicidade. E 'bora trocar mais dicas e figurinhas! (desde que realmente valham a pena!)

Em tempo: depois que recebi o kit, testei, gostei, aprovei e fiquei com vontade de fazer um sorteio dele aqui no blog. Até tentei conseguir mais um kit para isso (porque eu sou do tipo - chato? - de pessoa que só consegue indicar ou dar para alguém uma coisa que conheça e aprove, então, eu precisava primeiro receber o kit, ver o bichinho de pelúcia, usar os produtos...), mas não rolou. Nesse meio tempo, a Mari, que tá com tudo e não tá prosa, e mora em Paris, e não ia poder testar o kit, decidiu fazer um sorteio, o que resolveu meu problema: mulheres, corram que ainda dá tempo de participar, e vocês vão gostar!


: : 2

Agora que já "descabacei" (ooops... essa palavra existe, pega ainda mais mal que a outra em blog de mãe, mas agora já foi...), vamos à segunda dica, mais no estilo "consumidora ativa". O fato é o seguinte: eu ganhei pencas de fraldas no meu chá de bebê. Como eu não conhecia nada de fraldas até então, segui a dica de uma amiga que, seguindo a dica de outras amigas-mães que tinham feito chá de bebê e ganhado fraldas de marcas variadas e qualidades duvidosas, resolveu especificar uma marca de fralda que preferia ganhar. E pedimos (eu e ela) fraldas da marca Pampers (hoje, depois de virar mãe, não faria isso NUNCA JAMAIS EM TEMPO ALGUM - nem tanto pela marca, mas pelo desagradável da postura, mesmo). Ainda assim, ganhei fraldas de marcas diversas, mas as Pampers dominaram absolutas nos primeiros meses do Caio. E algumas delas (as G), só vieram a ser usadas agora, um ano após o tal do chá.

Daí, que o último pacote que eu abri, um daqueles pacotões intitulados hiper-extra-plus econômicos, começou a dar problema. Virava e mexia, depois de todo o trabalho para conseguir manter o Caio parado, limpar a bundinha dele e colocar a fralda no lugar, no momento em que íamos colar as fitas adesivas, as tiras laterais onde elas são presas rasgavam da fralda... e a gente praguejava contra a Pampers, e reiniciava todo o árduo processo (!) novamente. Depois que a quarta fralda rasgou (e outras fraldas já tinham apresentado um probleminha com o material absorvente), resolvi guardar um exemplar da fralda rasgada e congelar o uso do pacote. E entrei em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da Pampers, através do
site da marca.

Escrevi uma mensagem contando o que tinha acontecido e, no dia seguinte, já tive um retorno bastante atencioso, solicitando mais alguns detalhes sobre o problema ocorrido, bem como alguns dados pessoais. Respondi e, novamente com bastante agilidade, uma funcionária do SAC me retornou, pedindo desculpas em nome da Pampers pelo ocorrido, explicando como funcionava o controle de qualidade da marca, e valorizando minha atitude de entrar em contato com eles, pois poderiam tentar identificar o problema com o produto. Um dos dados que eles me pediram foi o número de fraldas do pacote em questão que eu já tinha usado. Menos de uma semana depois, recebi em minha casa o mesmo número de fraldas, do mesmo tipo (Total Confort), mas na nova versão, que é beeeem melhor. Ponto para a Pampers.

Então, fica aqui mais uma dica: vale a pena botar a boca no trombone quando um produto não cumpre o que prometeu, ou não faz o que deveria fazer, ou estraga antes da hora. Já que vivemos em tempos de consumo (e atire a primeira pedra quem não sente prazer comprando algo que lhe agrada ou lhe vai ser útil), que seja ao menos um consumo ativo e crítico, porque de passividade o mundo tá cheio... (e, quem sabe um dia, eu me torne uma consumidora mais consciente e passe a usar
fraldas de pano... quem sabe...)

terça-feira, 23 de junho de 2009

MÊME?!?



Ainda sou meio novata nesse mundo de blogs. O bug que acabou de acontecer por aqui é a prova mais recente, taí ainda e não me deixa mentir. Daí, que fui convidada para participar de um "même" pela Micheliny, do Pacha Mama, e fiquei uns instantes boiando: o que seria um "même"???

Se eu bem entendi, "même" é uma brincadeira virtual entre blogs, com algumas regrinhas (juro que dessa vez vou seguir!). Nesse caso, o "même" foi inventado pela criativa autora do Pacha, e a idéia é contar "cinco coisas que não sou, gostaria de ser, mas arrisco". Então lá vai:


1. prendada
[essa é a que eu mais queria... queria saber costurar, cortar cabelo, fazer crochê... algumas eu arrisco, como pregar botão - vale? - , mas outras... gostaria tanto de saber fazer patchwork, roupitchas para mim e para o filhote, coisinhas para a casa... quem sabe agora que virei mãe!]

2. fotógrafa
[adoro e quero muito aprender de verdade! Já fui melhor, quando brincava com uma Pentax que era do meu pai e depois com uma Minolta, ambas manuais... fiquei muito tempo sem câmera, desaprendi tudo e agora tenho uma digital simplesinha, que já tá me atiçando a vontade de reaprender tudo de novo na era digital - vai que eu fico boa nisso...]

3. música (ou cantora)
[esse é meu plano sempre adiado: já quis aprender gaita, sax, violão... há uns sete anos, quando comecei a praticar capoeira angola, me apaixonei por percussão - pandeiros, atabaques (berimbau me dava mais preguiça) - e depois cheguei a participar de um grupo de Maracatu, tocando abê e brincando de vez em quando com alfaias. Nessa mesma época descobri que adoooooro cantar, e quando saí dos dois grupos senti muita falta de soltar a voz com mais afinco. Mas continuo desafinando em casa, no chuveiro, no carro e principalmente no ouvido do Caio... ele é meu maior fã!]

4. boa cozinheira
[tá, eu até que arrisco, uma coisa aqui outra ali ficam bem gostosinhas, mas não tenho, por exemplo, uma especialidade, um prato que eu sei fazer como ninguém... então, eu queria muito ir além do feijão-com-arroz, sabe aquela coisa Ratatouille, combinar temperos intuitivamente, saber o ponto exato do cozimento dos legumes, picar os ingredientes com agilidade e simetria, fazer da apresentação do prato um aperitivo do que está porvir... mas isso acho que vai ficar para outra vida... rá!]

5. esportista (ou fisicamente ativa ou menos preguiçosa)
[nesses - quase - trinta e dois anos de vida, já pratiquei tênis, vôlei, basquete, natação, hidroginástica, capoeira angola, yoga, caminhada, corrida, frequentei - pouco - academia de ginástica e musculação, andei de bicicleta... mas nada ficou, tudo sempre passageiro, e eu sempre preguiçosa, barriguda e cansada... ADORO quando estou no pique, praticando alguma atividade, mas logo o dia-a-dia me engole, eu me afundo em desculpas pra mim mesma (e para o Dani, que sempre me cobra!), quando vejo já estou há semanas sem praticar e, aí, a preguiça já está instalada. Então fica registrado aqui, como promessa para o meu ano novo (que começa na quarta-feira que vem): vou retomar - E MANTER - a prática de atividades físicas no meu cotidiano. E tenho dito.]

Então é isso. Do jeito que sou prolixa e indecisa (eu gostaria de ser tantas coisas...), essa lista poderia ir ao infinito. Mas gostei da brincadeira, foi divertido ficar pensando no assunto! E convido para brincar também (difícil isso de escolher cinco blogs!):

Renata do Lilata e os Gatos
Flávia do Astronauta
Juliana do Pra falar de tudo
Dani do Dani, Marcão e Nina
Patrícia do Se for assim, tá bom!

Imagem: acho que foi criação da Micheliny também!